Tag Archives: Sci-fi

Novo curta de Blade Runner tem problemas

Blade Runner 2049 ganhou seu segundo curta-metragem, Nowhere to Run. O foco desta vez é o personagem de Dave Bautista (Guardiões da Galáxia), um androide chamado Sapper. O longa chega aos cinemas em 5 de outubro.


© Warner Bros

Ryan Gosling é o novo protagonista, procurando a ajuda do original, Harrison Ford, para desvendar uma conspiração ligada aos robôs humanoides.

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Que porcaria. Mas é incrível enfiarem tantos clichês em tão poucos minutos, simplesmente não deixando espaço para nada minimamente original. Preciso acreditar que foi de propósito, um exercício de mediocridade – é impossível algo associado a Blade Runner ser tão banal e irrelevante assim, e resultar do melhor esforço possível.

Acho que desde Prometheus um pedaço de mídia não me decepcionava tanto. Argh, que jeito de encerrar a semana! Maldito seja, Ridley Scott!

Vi mais cedo que o Shinichiro Watanabe estaria criando um desses vídeos, então há alguma esperança por algo decente. O criador de Cowboy Bebop e Space Dandy não conseguiria ser ruim desse jeito, a menos, novamente a esperança, que seja propositalmente.

É preciso enfiar isso na cabeça já, antes que seja tarde: Blade Runner 2049 não tem nada a ver com o original. Trama, cenário, personagens, diálogos, visual – é tudo completamente diferente e desconectado. A única coisa que compartilham é o título e algumas pessoas no elenco. Com essa mentalidade posso me poupar uma decepção ainda maior no mês que vem.

Blargh. Urgh.

Fonte: Youtube

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Solução não-ortodoxa para a humanidade

Matt Damon é o protagonista de Downsizing, ficção científica utópica em que a humanidade começa a ser reduzida de tamanho para economizar recursos naturais. Ele interpreta um cidadão comum passando pelas várias fases psicológicas e práticas até se submeter ao processo irreversível. Lançamento em dezembro deste ano, nos EUA.


© Paramount Pictures

Estão no elenco Christoph Waltz, Kristen Wiig, Udo Kier, Jason Sudeikis, Laura Dern e Neil Patrick Harris. A direção e roteiro são de Alexander Payne (Sideways – Entre Umas e Outras), com seu colaborador frequente Jim Taylor também assinando o roteiro.

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Tentei não encaixar um segundo filme de Matt Damon na mesma semana, mas foi impossível. Não lançaram nada melhor recentemente, e o vídeo é interessante.

Devem estar se preparando para puxar o tapete debaixo dos pés do público, pois até agora só enfatizaram aspectos positivos da redução de tamanho. E foram muito convincentes!

Se for uma distopia típica, o protagonista vai acabar descobrindo efeitos colaterais terríveis, algum segredo quanto aos corpos originais, etc. Se for propaganda ecológica anti-humanidade, vão levar a piada até o final do filme, com o mundo inteiro sendo encolhido, e eventualmente voltando aos mesmos problemas anteriores devido à quantidade de miniaturizados.

Por enquanto parece apenas divertido, e o Damon está ótimo como o medíocre deslumbrado.

Fonte: IMDb

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Um e-book grátis sobre arqueólogos alienígenas

A editora Phoenix Pick está distribuindo este mês o conto Seven Views of Olduvai Gorge, de Mike Resnick. A história de 44 páginas tem como protagonistas um grupo de arqueólogos alienígenas visitando a Terra, muito tempo após a extinção da raça humana. Encontram sete artefatos diferentes enquanto escavam um sítio na África, cada um mais impactante que o anterior.

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© Phoenix Pick

Para baixar uma cópia gratuita basta visitar a página http://www.phoenixpick.com/botm/Seven.htm, clicar no botão Add to Cart, reduzir o preço para zero dólares, clicar no Checkout, preencher um pequeno cadastro e daí fazer o download. A oferta é válida até o final do mês.

No mesmo link é possível comprar um pacote de quatro histórias do premiado autor, pelo preço reduzido de US$ 2,50.

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Esta é uma daquelas capas da Phoenix Pick que ganha o prêmio de bizarrice e tosqueira. Sete fotos da Garganta da Olduvai, e uma cabeça de chimpanzé gigante, aparentemente irritada. Gosto muito do Resnick, tendo lido vários de seus livros avulsos, e a série Lúcifer Jones inteira, além dos dois primeiros da Oracle Trilogy. Já quase comprei esse Olduvai Gorge, já que o preço geralmente é baixo e a trama parece boa, mas a capa me espantou todas as vezes.

Mas com um preço como esses é difícil dizer não… e ao mesmo tempo tenho a impressão de ter escrito isso antes. Não duvido nada que a editora já tenha distribuído Seven Views of Olduvai Gorge, e esse preconceito contra a capa macabra tenha me mantido longe da obra. Com essa tonelada de prêmios listados, deve valer a pena.

Fonte: Newsletter da Phoenix Pick

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Blade Runner 2049 chega em um mês

Para explicar a lacuna de 30 anos entre os filmes de Blade Runner, os estúdios Warner estão lançando curtas metragens sobre os momentos mais importantes desse período. O primeiro, “2036: Nexus Dawn”, traz o cientista Niander Wallace (Jared Leto) apresentando o potencial de seus novos replicantes para um grupo de juristas. O pequeno filme foi dirigido por Luke Scott, filho de Ridley Scott.


© Warner Bros

Blade Runner 2049 chega aos cinemas no mês que vem, protagonizado por Ryan Gosling, com Harrison Ford, Robin Wright, Dave Bautista, e Edward James Olmos. Denis Villeneuve, visto acima apresentando o curta, é o diretor, com roteiro de Hampton Fancher e Michael Green.

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O site oficial já resumiu essa lacuna também, e pelo jeito não foi o bastante para a quantidade de coisas que inventaram. Temos a proibição de replicantes, uma crise de fome, aquecimento global quase inundando Los Angeles, o fim da crise de fome e novos replicantes sem limitações de tempo – essas duas últimas graças ao Niander.

A falta de conexão entre o cientista maluco e os juristas é interessante para estabelecer o personagem como um visionário (que maldade) quase delirante, porém capaz de produzir resultados. Mas ele é carregado demais nos cacoetes e afetações, ofuscando não apenas os antagonistas (a reação da mulher no final é ótima) mas também o replicante, ator mais fraquinho em cena.

Podia ter sido melhor? Claro. Mas apenas ver o universo de Blade Runner vivo novamente já vale o curto tempo gasto.

Fonte: IMDb

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Novo anime de Godzilla ainda este ano

A Netflix vai distribuir mais uma criação da Polygon Pictures em novembro deste ano. O tema desta vez é o popular lagarto bípede gigante Godzilla, mas o cenário, ao invés do Japão, é um planeta Terra dominado por kaiju. Confira o trailer:


© Toho Company

Godzilla: Monster Planet deve ser o primeiro de uma trilogia sobre a humanidade tentando retomar o planeta das patas do rei dos monstros.

O serviço de streaming já exibe da mesma produtora o filme animado de ficção científica Blame! e as séries Knights of Sidonia e Ajin.

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Peculiar escolha. Ainda não assisti Knights of Sidonia, mas consumi Blame! no mesmo final de semana em que foi lançado. O longa tem duas grandes falhas.

A primeira foi não estabelecer a presença da vilã mais cedo na história, e criar um suspense quanto aos seus planos – quando ela aparece nos instantes finais é mais confuso que impactante. Mas dá para entender, com a quantidade de informação que tentaram espremer nesse filme curtinho, que alguma coisa não encaixaria direito ou ficaria de fora. Pena que acaba com o clímax.

A segunda, e imperdoável, é a incapacidade de demonstrar as dimensões absurdamente gigantescas dos cenários de Blame!. O protagonista viaja por uma estrutura de metal tão enorme que ela simplesmente engole a Terra inteira e provavelmente alcança outros planetas – mas mesmo os locais individuais são ambientes fechados e enormes, capazes de abrigar metrópoles. Não passam em momento algum essa sensação de escala.

E logo esse povo vai fazer um filme sobre o Godzilla?

Fonte: Coming Soon

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Poderes psiônicos no espaço sideral

A editora Dreamscarred Press, criadora do suplemento Ultimate Psionics para o RPG de mesa Pathfinder, anunciou seus planos para Starfinder. Com o título provisório The Psionics Guide, o primeiro manual irá incluir raças, classes, feats e archetypes com temas psiônicos para o novo jogo. De acordo com o press release, vão avaliar cada aspecto deste sistema de poderes para decidir o que pode ser aproveitado e o que irão modificar.

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© Dreamscarred Press

O livro seguinte trará novas criaturas psiônicas com o tema espacial de Starfinder, e, depois disso, possivelmente mais opções para jogadores, aventuras e até veículos. Preferem não estabelecer uma data de lançamento, mas avisam que irão fazer testes abertos com o material antes da publicação oficial.

Starfinder é o novo RPG de mesa da Paizo, que leva o cenário de seu famoso jogo Pathfinder para o espaço e o futuro, combinando ficção científica e fantasia e atualizando vários conceitos e regras clássicas.

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A Dreamscarred Press é a minha editora predileta dentre todas as criadoras de material compatível com Pathfinder, tendo comprado produtos de suas principais linhas: Psionics, Akashic, Path of War.

Mas esse anúncio me deixou desapontado. O silêncio da editora quanto a Starfinder chamou a atenção dos consumidores de “3rd party material”, e um pouco de especulações quanto ao que estariam fazendo. Eu acreditava que iriam lançar um manual de psionics ainda em agosto, ou na pior das hipóteses, o open playtest que normalmente fazem.

Mas pela nota que publicaram, ainda vão começar a trabalhar no suplemento. Nem o nome definiram ainda!

Pelo que vi até agora, Starfinder é um bom sistema – melhoraram o combate, habilidades, o crafting, deram uma recauchutada em tudo. Apenas as classes não são particularmente interessantes. O jedi do sistema, chamado solarian, me interessou pelo tema e poderes esquisitos, mas os relatos de seu desempenho em combate não são muito animadores. Então obviamente fiquei entusiasmado para ver os jedi psiônicos do Pathfinder, chamados soul knife, em sua versão Starfinder. Mas mal começaram a pensar nisso ainda.

Ou estão muito ocupados com algum outro projeto (estavam trabalhando em um novo sistema de jogo, se me lembro bem), ou não acreditaram muito no sucesso de Starfinder e esperaram para ver. Se ele estiver vendendo tão bem quanto a Paizo dá a entender, desperdiçaram uma grande oportunidade. Poderes psiônicos combinam muito mais com ficção científica do que com fantasia. A aceitação possivelmente seria maior e mais fácil.

Bom, é a vida.

Fonte: Dreamscarred Press

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Manga de Samurai 7 chega ao Brasil

A editora JBC colocou em seu catálogo o manga Samurai 7, uma adaptação do filme Os Sete Samurai, mas com elementos de ficção científica. Mizutaka Suhou é o mangaká responsável, porém o cineasta Akira Kurosawa, responsável pelo longa original, também é creditado como autor. O primeiro volume deve ser lançado em setembro e tem preço sugerido de R$ 16,90 por 208 páginas. A periodicidade é bimestral.

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© JBC

Assim como no filme, um vilarejo está sendo oprimido por bandidos que ficam com quase toda a comida produzida no local. Desesperados, os moradores resolvem retaliar contratando sete mercenários para ajudá-los. No manga os inimigos utilizam máquinas gigantescas, e os heróis contra-atacam com “katana antitanques”.

Uma série animada baseada no mesmo conceito foi lançada durante os anos 00.

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Esse anime Samurai 7 foi um dos raros que desisti de assistir até o fim à época. E olha que então os vídeos tinham qualidade baixa, problemas de compatibilidade de codecs e levavam horas para baixar – e eu persistia mesmo assim, na maioria dos casos.

Mas essa série tinha um protagonista tão fraco e inútil que sua mera presença simplesmente me desanimou de continuar. Pesquisando sobre a franquia agora descobri que ele melhora muito, e bem rápido, chegando a ser importante para a trama como oponente, e não como obstáculo para os demais heróis. Talvez valha o resgate.

O manga me interessou, e o preço está bom pela quantidade de páginas. Acredito que irei adquirir esse primeiro volume.

Título rejeitado: Manga adapta anime dos anos 00 que adapta filme dos anos 50.

Fonte: JBC

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Entenda melhor Blade Runner 2049

O trailer mais explicativo sobre Blade Runner 2049 foi lançado esta semana, voltado para o mercado internacional. Ryan Gosling é o novo protagonista, um investigador policial encarregado de uma possível conspiração ligada a androides. Harrison Ford, antigo protagonista, é recrutado para ajudá-lo na missão. Lançamento em outubro deste ano.


© Sony Pictures UK

Denis Villeneuve (Sicário) é o diretor, com roteiro de Hampton Fancher, um dos escritores do original. Estão no elenco ainda Dave Bautista, Robin Wright, Jared Leto e Edward James Olmos.

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Realmente escancaram a coisa toda. Leto é o vilão, mudando bastante do original que colocou apenas os robôs nesta função. Mas ele é o oponente intelectual, com suas replicantes fazendo o trabalho sujo. E o pequeno trecho de interação entre o Gosling e Ford redimiu as cenas esquisitas divulgadas anteriormente.

Também se controlaram bastante quanto aos cenários malucos que estavam apresentando, com aquele destaque para os hologramas gigantes.

Em suma, parece que Blade Runner 2049 vai ser um filme normal, e não uma experiência sensorial meio abstrata, como a divulgação estava insinuando até agora.

Ainda fico com uma pequena esperança de usarem, ou ao menos mencionarem, o Buster Friendly e o Mercer. E pelo menos uma mísera ovelha elétrica.

Fonte: Canal da Sony Pictures UK no Youtube

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Robopocalipse enfim

A editora Record vai lançar nesta sexta-feira (25) Robopocalipse, de Daniel H. Wilson. O livro retrata a guerra entre uma inteligência artificial e a humanidade, após ela decidir que somos descartáveis e resolver utilizar toda tecnologia conectada à internet como arma. O preço sugerido é de R$ 49,90.

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© Record

Desde o seu lançamento original em 2011, o livro tem sido acompanhado por boatos de uma adaptação cinematográfica, com o nome de Steven Spielberg atrelado à direção. O cineasta confirma interesse em dirigir, mas ainda não avançou além desse anúncio.

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Sinto que esse post fecha um ciclo nas minhas publicações. Há anos atrás, quando escrevia várias vezes ao dia por aqui, entrei em contato com o autor acima mencionado, e ele revelou, com exclusividade, que havia vendido os direitos de tradução para uma editora brasileira.

Demorou quase meia década, mas ei-lo aqui! Meio difícil entender essa demora toda, a menos que você leve a sério o papo sobre o filme. É provável que tenham feito a tradução e deixado tudo engatilhado, aguardando a estreia nos cinemas para fazer uma parceria de marketing e vender algumas cópias a mais.

Ou desistiram de esperar ou o contrato incluía uma cláusula do tipo “ou usa ou desocupa a moita”, e resolveram lançar assim mesmo, sem estardalhaço ou escarcéu. Se o filme realmente sair, basta lançar uma nova edição com capa igual à arte do longa. O impacto será menor, mas fazer o que.

Fonte: Pré-vendas da Saraiva

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Passeio turístico no fim do mundo

A empresa Kadokawa divulgou o primeiro clipe de Girls’ Last Tour, série animada sobre duas meninas explorando um mundo pos-apocalíptico. As sobreviventes do fim da civilização vagam de moto em busca de comida e peças mecânicas, resume a sinopse do mangá que inspira a adaptação. Lançamento em outubro, no Japão.


© Kadokawa

A história em quadrinhos tem roteiro e arte de Tsukumizu, e é a única obra creditada a esse pseudônimo. Ela começou a ser publicada em 2014, e agora está em seu quinto volume.

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Parece que temos uma certa tendência, talvez mais frequente em anos recentes, de jogar crianças adoráveis em cenários grotescos e fascinantes. Além do contraste em si ser chamativo, a arte dos personagens tende a ser muito simples, logo, mais rápida e fácil de produzir, com a complexidade dedicada às paisagens e monstros ao seu redor.

Quem se encaixa nisso atualmente é Made in Abyss, e antes disso Alice & Zouroku, e Flip Flappers. Youjo Senki – Saga of Tanya the Evil quase atinge os parâmetros, mas a cara da protagonista é bem detalhada, enquanto seus colegas de exército recebem menos traços.

Espero que uma terceira característica se mantenha constante: todas elas têm roteiros muito bons. São uma esquisitice só, mas o desenvolvimento de personagem e as tramas são puro entretenimento.

Essa Girls’ Last Tour já demonstrou o cenário bizarro e caprichado e o visual típico. Vamos ver o que fazem com isso.

Fonte: Anime News Network

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