Tag Archives: Horror

RPG Call of Cthulhu ganha adaptação para celular

Está disponível a partir desta semana Cthulhu Chronicles, para a plataforma móvel iOS. O aplicativo é uma adaptação do RPG de mesa Call of Cthulhu, da editora Chaosium, mas no gênero “ficção interativa”. O usuário escolhe um de seis investigadores possíveis e avança por histórias baseadas nas obras de H. P. Lovecraft, selecionando diferentes opções, com alguns elementos aleatórios.


© MetaArcade

O jogo tem 369,9 megas, e é compatível com iOS 10.0 ou superior, tanto em iPhone quanto em iPad. O download é gratuito, com vendas dentro do aplicativo. De acordo com o site da desenvolvedora, MetaArcade, diferentes cenários estão à venda, mas é possível jogar gratuitamente alguns deles todos os dias. A censura é de 12 anos.

Uma versão para Android está nos planos da empresa.

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Parece uma censura baixa, mas Lovecraft em si não costumava retratar violência de forma abundantemente gráfica (exceto talvez em Herbert West – Reanimator), mais focado em horror sutil e psicológico – até os monstros gigantes saírem de dentro do oceano.

E é isso mesmo, versão digital de livros “escolha a sua própria aventura”, os quais tenho mais de uma dúzia nas minhas prateleiras. Blocos de texto, às vezes com ilustrações, você escolhendo uma opção de uma pequena lista, às vezes tendo que rolar um dado (ou uma roleta no caso desse app), e percorrendo um labirinto de alternativas até chegar a um dos finais. Eram divertidos demais, e uma excelente opção para jovens sem internet ou grupos locais para jogar RPG facilmente acessíveis.

Colocar esse modelo dentro de um celular é meio anacronístico, e obviamente apela ao saudosismo do público consumidor.

Se estivesse disponível para Android já teria baixado.

Link para App Store: https://itunes.apple.com/us/app/cthulhu-chronicles/id1343328830?mt=8

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Horror saudosista traz astro enfrentando culto drogado

Nicolas Cage interpreta um eremita em busca de vingança no horror Mandy. A produção se passa nos anos 80, com o ator isolado no meio do mato ao lado de sua namorada, interpretada por Andrea Riseborough (Birdman) até serem alvos de um culto fanático. Linus Roache (Batman Begins) é o líder dos criminosos, e Bill Duke (O Predador) um dos amigos do protagonista.


© RLJE Films

A direção é do desconhecido Panos Cosmatos, também dividindo os créditos de roteiro com o ainda mais desconhecido Aaron Stewart-Ahn. Lançamento em setembro, nos EUA.

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Que trailer incômodo e perturbador. Parece um filme de serial killer sobrenatural (“slashers”) dos anos 80 com o uso de drogas e visual lisérgico dos anos 70.

O Roache interpreta uma loucura contagiante, e para mim se destacou – mas as resenhas extraídas de exibições em festivais estão elogiando muito o Cage. Me pareceu uma típica atuação dele furioso, como já fez em vários filmes, mas pelo jeito há mais material.

Pela ficha técnica do longa, são 121 minutos. Duas horas dessa viagem sanguinolenta? Difícil imaginar.

O machado com cabo de metal parece pouco prático.

Fonte: IMDb

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Mais Castlevania possivelmente este ano

O roteirista da animação Castlevania divulgou que a segunda temporada vai ser lançada ainda este ano, e que desta vez serão oito episódios. Warren Elis, responsável por histórias em quadrinhos como Transmetropolitan, está adaptando a história do jogo eletrônico Castlevania III: Dracula’s Curse, sobre a luta entre a família Belmont e o vampiro Drácula. A primeira temporada de 4 episódios está disponível no Netflix.


© Netflix

Cronologicamente, a trama de Castlevania III se passa antes dos primeiros jogos e é protagonizada por Trevor Belmont, antepassado do mais popular Simon Belmont, ambos caçadores de monstros sobrenaturais. Em seu confronto contra o popular vampiro, ele conta com a ajuda da maga Sypha Belnades e de Alucard, filho do próprio Drácula. Ainda falta aparecer o ladrão vestido como pirata Grant Danasty.

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E pelo que pesquisei, ele não apareceu porque está preso no Castelo do Drácula, ambiente que ainda será explorado pela série. Assisti os quatro episódios quando saíram, muito divertidos. Meu Castlevania predileto é o segundo, e acho que nunca joguei o terceiro, mas gostei de ver o universo sendo bem representado.

Os diálogos e personalidades criadas pelo Ellis são anacronísticos para um mundo em pleno século XV, mas proporcionam entretenimento de boa qualidade. Algo mais importante que fidelidade histórica em uma trama sobre Drácula tentando destruir um país com uma horda de monstros.

Se todas as adaptações de videogame fossem tão agradáveis…

Fonte: Bleeding Cool

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Ofertas de jogos por mais uma semana

O Steam começou sua venda de verão deste ano, com descontos em milhares de jogos eletrônicos. Usuários podem acessar o site ou o programa de computador diariamente para conferir ofertas de menor duração. A promoção vai até quinta-feira que vem, dia 5 de julho. É necessário ter uma conta no Steam para ter acesso ao conteúdo, mesmo no caso de títulos gratuitos.

Engajamento do consumidor – já vi isso em aulas de marketing
© Valve

Também está disponível um jogo de navegador de internet, onde os usuários do site podem “liberar” jogos grátis somando seus resultados ao enfrentar monstros em outros planetas.

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Chegou aquele momento do ano, o verão no hemisfério norte, em que é possível comprar uma tonelada de jogos mesmo com o dólar a preços ridículos. O desconto em títulos recentes não é grande coisa, mas dá para fazer uma coleção de velharias bem respeitável.

Recentemente completei o tutorial de Deus Ex 3: Human Revolution – Director’s Cut. Estava orgulhoso por não ter morrido enfrentando os terroristas no laboratório de pesquisa cibernética e genética, até me ocorrer que talvez não seja possível morrer nessa parte do jogo.

Apesar da tensão posteriormente esvaziada, enquanto jogava fiquei engajado tanto na história quanto nos personagens ao meu redor. Fiquei realmente frustrado com os ciborgues triturando os pesquisadores do outro lado do vidro blindado, e fiquei tentando rompê-lo com disparos centralizados em um ponto fraco. Não faz sentido tanto de um ponto de vista realista quanto narrativo, mas minhas emoções entorpeceram meu julgamento. Bom trabalho.

E fiz tudo isso apesar de não apreciar jogos de tiro em primeira pessoa. Pensando bem, nem verifiquei se é possível colocar Deus Ex em terceira pessoa. Mal posso esperar para testar isso durante o próximo feriado prolongado.

Fonte: Steam

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Uma coleção do autor de Drácula

A editora Nova Fronteira lança no final deste mês a caixa Grandes Obras de Bram Stoker. O primeiro volume é dedicado a Drácula, obra mais conhecida do autor; o segundo traz duas histórias: Os Sete Dedos da Morte e A Toca do Verme Branco; e o terceiro volume uma coletânea de contos. É um total de 1.104 páginas, em formato 23 cm x 15 cm. Preço sugerido de R$ 149,90.

Que capa mais honesta
© Nova Fronteira

Stoker, falecido em 1912, era um escritor irlandês que criava suas obras de horror enquanto trabalhava como gerente de teatro em Londres. Drácula, responsável por popularizar vampiros em todo o ocidente, seria inspirado em um encontro dele com um escritor e viajante húngaro, que teria dado origem a uma extensa pesquisa sobre as criaturas.

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Informações sobre o autor via Wikipédia, a propósito. Sabia que ele pesquisava o folclore europeu, mas esse “muso” húngaro é novidade para mim.

O box parece suculento, só que o preço inicial é um pouco alto. Imagino que daqui a alguns anos vai acabar naqueles saldões de R$ 9,99, momento excelente para comprar uma meia dúzia e presentear conhecidos.

Do autor só li o óbvio, Drácula, mas duas vezes. É um formato estranho, o romance epistolar – contado em forma de cartas e, se me lembro bem, trechos de diários. Como serão os demais textos?

Se conseguir ler bem em inglês, boa parte do material está no Project Gutenberg.

Fonte: Pré-vendas das Livrarias Saraiva

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Jogos em promoção no GOG

O site de venda de jogos digitais GOG está no meio de seu saldão de verão, com milhares de títulos à venda com descontos de até 90%. A página destaca esta semana uma lista de clássicos e mais recentes no gênero cyberpunk, e toda a franquia The Witcher em promoção. As ofertas vão até o dia 18 de junho.

Nunca capricham na arte dessas promoções – falta uma mascote
© CD Projekt

E até amanhã (13) usuários do serviço podem baixar uma cópia gratuita de Ziggurat, jogo de fantasia em primeira pessoa.

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Peguei o Ziggurat e não lembro qual outro título deram na semana passada. Não reparei que era uma oferta de tempo limitado e acabei perdendo a chance de divulgar. Dessa vez, pelo menos, está aí.

Acho que em uma promoção dessas o mínimo que você pode fazer é comprar os dois primeiros Witcher e alguma coisa da lista cyberpunk – recomendo Transistor, Technobabylon e Shadowrun: Dragonfall. Se gastar pelo menos 10 reais, ganha um outro jogo esquisitinho.

Já tenho todos esses mencionados (por isso a recomendação, claro), então acho que não vou comprar nada desta vez. Ainda estou me recuperando do gasto recente com Deus Ex 3 e 4, apesar do desconto de 90%. Sinto menos remorso ao comprar livros digitais, já que podem ser aproveitados em trocentos aparelhos diferentes e pela família toda, pelas próximas décadas – jogos eletrônicos têm vida útil bem menor, e público doméstico mais restrito.

Acho que vou deixar o trailer do GTApunk 2077 para quinta ou sexta-feira.

Fonte: Newsletter do GOG.com

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Mangá Blame! chega ao fim

A editora JBC lança este mês o volume 10 de Blame!, mangá de ficção científica pós-apocalíptica. Escrito e desenhado por Tsutomi Nihei, a história se passa em um futuro distante onde a tecnologia suplantou a humanidade, ficando presa em um ciclo de expansão e reconstrução. Killy, o protagonista, vaga pela gigantesca estrutura que engoliu a Terra, em busca de um ser humano capaz de se conectar ao maquinário.

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© JBC

São 240 páginas em formato 13,5 cm por 20,5 cm, pelo preço sugerido de R$ 23,90. A versão digital tem preço sugerido de R$ 16,50.

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Acabo de encomendar o volume 9, com um desconto razoável. Até o volume anterior estava comprando a medida que iam sendo publicados, mas para compensar meus gastos com livros digitais deixei os mangás em baixa prioridade – situação já corrigida. E com esse desconto, me pergunto se não devia ter atrasado a aquisição de todos!

Alguns meses atrás li várias histórias antigas do autor, anteriores a Blame!. Os elementos artísticos e várias das mesmas ideias estão presentes, só bem mais grosseiros e simples. Uma coisa que ele parece ter descartado são as referências a religiosidade ocidental – antes todos os vilões pareciam pertencer a cultos diabólicos tentando destruir o mundo. Apenas o uso extremo de tecnologia como meio para fins nefastos sobreviveu.

Fonte: JBC

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Vampyr traz elementos clássicos do gênero

Chega ao mercado hoje (04) o jogo de horror e ação Vampyr, novo título da Dontnod Entertainment (Life is Strange). O protagonista é um médico recém-convertido em vampiro, precisando lidar com seus poderes, conflitos éticos e sociedade de criaturas sobrenaturais em Londres, no ano de 1918. Para PC, Playstation 4 e Xbox One.


© Focus Home Interactive

De acordo com a divulgação oficial, o jogador precisa escolher quem, entre todos os personagens do jogo, será vítima de sua sede de sangue, com várias estratégias possíveis para este fim. O líquido rubro é utilizado tanto como medidor de vida quanto fonte para utilizar poderes vampíricos; e estes vão aumentando a medida que o protagonista se alimenta. E, por último, Vampyr também inclui um sistema de artesanato para criar ferramentas, armas e munições.

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Já tinha divulgado o jogo antes, mas um interessante aspecto havia me escapado: a liberdade de escolher as vítimas. Ou seja, você pode ser um monstro que vai atrás apenas de viúvas e órfãos pobres, ou o típico vampiro herói e se alimentar apenas de criminosos. Não deixa de ser assassinato, mas é uma camada moral a mais.

Já mudando de tópico, comprei os dois Deus Ex mais recentes neste feriado, pelo preço ridículo de R$ 15 no total. Não sou muito fã de jogos de tiro (acho que meus reflexos não estão à altura dos desafios), mas o cenário e popularidade da franquia, combinados com a oferta gigante me convenceram a fazer a primeira compra de jogos eletrônicos este ano. Já instalei o Deux Ex: Human Revolution, mas não deu para jogar – acredito que ainda este mês será possível.

Vamos ver se consigo aproveitar os trecos ou se terei que passá-los adiante para meu filho, que pelo jeito adora shooters.

Fonte: IGDb

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Coletânea de Lovecraft traz livro e contos

A editora L&PM Editores publica este mês H.P. Lovecraft: Obras Escolhidas. A coletânea inclui vários contos do autor, incluindo o popular A sombra sobre Innsmouth, e até mesmo o seu único romance, O Caso de Charles Dexter Ward. São 432 páginas em formato 14 cm x 21 cm e preço sugerido de R$ 57,90.

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© L&PM Editores

Howard Phillips Lovecraft, falecido em 1937 aos 47 anos, popularizou o gênero de horror com elementos de ficção científica, apresentando criaturas que atravessaram o frio do espaço para se esconder nas profundezas da Terra, milhões de anos antes do homem surgir. Suas criações mais populares incluem o monstro gigantesco Cthulhu e o livro mágico Necronomicon.

O primeiro conto do volume, O forasteiro, está disponível como amostra grátis no site da editora.

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Quem organizou essa coletânea entende muito bem do assunto. Esse conto acima, em minha opinião, é a melhor introdução possível ao material do autor. Curto, recheado das suas características principais, e ainda termina com uma reviravolta clássica.

A sombra sobre Innsmouth é o meu predileto, com seus extensos monólogos de caipira bêbado desdentado sobre os perigos que cercam a cidade de Innsmouth – depois que você pega o ritmo, você percebe a sabedoria por trás de suas palavras.

O Caso de Charles Dexter Ward li apenas uma vez e achei meio chatinho. Não seria uma das minhas prioridades para esta coletânea. Isso o Lovecraft tem em comum com o Robert E. Howard, seus melhores trabalhos são definitivamente contos.

A capa é meio “peculiar” para um volume de quase R$ 60 reais… vou deixar para julgar melhor quando encontrá-lo em uma livraria

Fonte: Newsletter da L&PM Editores

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Witcher em quadrinhos ganha terceiro volume

O selo Pixel da editora Ediouro lança no final deste mês Witcher – A Maldição dos Corvos, coletânea em quadrinhos baseada na franquia de jogos eletrônicos. A HQ é protagonizada por Geralt de Rivia e sua aprendiz Cirilla Fiona Elen Riannon, ambos caçadores de monstros conhecidos como “witchers”. São 128 páginas em formato 26 cm x 17,5 cm, pelo preço sugerido de R$ 44,90. O roteiro é de Paul Tobin e a arte de Piotr Kowalski.

Pegaram a capa mais fraquinha
© Pixel

A editora já publicou outras duas coletâneas da saga witcher, Os Filhos da Raposa e A Casa de Vidro, ambos de Paul Tobin com arte de Joe Querio.

Os livros estão disponíveis no Brasil pela Editora Martins Fontes, e os jogos podem ser adquiridos pelo site Steam.

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E apesar do título, o monstro principal, pela sinopse das cinco edições originais, é um striga, espécie de lobisomem, e não um monte de corvos.

Li alguns livros da franquia Witcher e joguei um pouco do primeiro jogo – ela aproveita mitologia europeia influenciada pelo Tolkien, mas com o pé muito mais firme no chão. Ou seja, todo mundo é meio babaca ou cafajeste, e raramente você encontra uma situação clara de bem contra o mal. Geralt é obviamente um herói para o leitor, mas em seu mundo ele é apenas um monstro menos perigoso que os demais, tolerado por se livrar de incômodos bizarros.

Dei uma parada na leitura por dois motivos: o último volume que li, acredito que foi O Sangue de Elfos, não passa de um prelúdio gigante para os livros seguintes, sendo bem lento e desapontador; o outro motivo é que são muito caros, especialmente com o dólar tão valorizado. Na verdade, sairia mais barato comprar algumas das edições impressas que vi na Saraiva do que a versão digital na Amazon americana.

Como consequência, a única Ciri que conheço é a pirralha recém encontrada por Geralt, atualmente sendo treinada para usar seus poderes absurdos. Enquanto isso, todo os fãs da franquia em versão videogame conhecem ela como a witcher capaz de se teleportar e trucidar monstros com eficácia sem igual. Dá vontade de retomar a leitura e ver se ela acaba assim no original também, mas minha carteira chora em desespero só de pensar. E não baixam o preço de modo algum.

Fonte: Pré-vendas da Saraiva

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