Tag Archives: Fantasy

Jogue cartas ao invés de caçar monstros

Está em beta aberto o jogo de cartas digital Gwent, da CD Projekt Red. Criado originalmente como um mini jogo dentro de The Witcher 3: Wild Hunt, sua popularidade garantiu o desenvolvimento como um título próprio e gratuito, para PC, Xbox One e PlayStation 4.


© CD Projekt Red

Por enquanto Gwent permite apenas partidas contra adversários ou o computador, mas um modo de campanha deve ser incluído na versão final. A ideia é continuar expandindo com mais cartas e maneiras de jogar.

Para participar no PC é necessário ter uma conta no site de venda de jogos GOG, da própria CD Projekt RED.

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Estava inscrito no beta fechado de Gwent, mas esqueci completamente de jogar o treco. Após conferir o vídeo acima, entretanto, dei uma animada. Vou atualizar o treco e arriscar no final de semana, talvez recrutar minhas crias também. Não sou muito chegado em jogos de carta online, não tendo experimentado Magic the Gathering ou aquele da Blizzard (Hearthstone ou Heroes of the Storm, confundo), mas a ligação com Witcher me convenceu.

Por outro lado a CD Projekt Red não tinha feito algo assim há algum tempo, um moba ou outro sistema da moda baseado em Witcher também? Talvez um jogo de tabuleiro eletrônico, preciso pesquisar. Mas acho que o treco naufragou, apesar do peso da franquia.

Otimismo, otimismo! Vamos jogar antes de rogar pragas.

Fonte: Newsletter da Gwent

Site oficial: https://www.playgwent.com

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Japão se inspira no Vaticano para anime

Estreia na próxima temporada de animes Vatican Miracle Examiner, sobre especialistas da igreja católica que viajam pelo mundo investigando a veracidade de milagres. Os protagonistas são cientistas do próprio Vaticano, e a trama é baseada em uma série de 15 livros com o mesmo título, escritos por Rin Fujiki. Os volumes são vendidos na categoria horror.

Quem deveria ser essa figura central, algum dos milagres?
© Kadokawa

Como é o padrão na maioria dos animes para TV ou streaming atualmente, Vatican Miracle Examiner terá 12 episódios.

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O tema é incomum o bastante para ter me chamado a atenção, no meio de tantos animes sobre lutas ou haréns a caminho a partir de julho. A temporada atual tem algumas coisas divertidas/engraçadas, mas nada que valha a pena guardar para assistir novamente no futuro.

E está faltando mais animes de ficção científica de boa qualidade. Não era o Japão que adorava hard sci-fi? Nessa temporada a única coisa mais ou menos na área é Clockwork Planet, mais comédia nonsense que propriamente ficção científica.

Mas como afirmei acima, muita coisa divertida, pelo menos.

Fonte: Anime News Network

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Destiny 2 enfrenta uma invasão

Novidades sobre Destiny 2, jogo de tiro multiplayer da Bungie, foram reveladas recentemente em um evento próprio para o título. A principal delas é que ele será distribuído para PC exclusivamente por meio da Battle.net, programa que antes agregava apenas jogos da Blizzard. Devido ao ambiente comum, Destiny 2 estará integrado às opções sociais da empresa, podendo interagir com pessoas jogando Diablo ou Overwatch, por exemplo.


© Bungie

A versão para PC não possui data oficial de lançamento ainda, mas deve estar disponível em setembro para PlayStation 4 e Xbox One.

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Nunca joguei Destiny, mas assisti um monte de trailers e amostras na época em que o Tyrion Lanninster dublava o drone pessoal do jogador. Parecia se passar em um futuro pós-apocalíptico avançado, com enormes estruturas abandonadas, um monte de robôs/alienígenas robóticos e muito espaço vazio. Dizem que melhorou muito depois de algumas atualizações.

Destiny 2, entretanto, parece Guerra nas Estrelas. Cidades coloridas e cheias de gente, naves espaciais e alienígenas mal-humorados com antenas ou chifres. E tanques, já de cara – com insinuações de naves espaciais, mais pra frente – além dos temas já vistos no primeiro jogo: magias para todo lado, variedade de armas e um assistente pessoal (coisa que a Bungie adora).

Gostei da variação, para falar a verdade. Acho bom dar uma chacoalhada nas expectativas do público, sem abandonar totalmente os temas da franquia. Mas pela rápida pesquisa que fiz, o pessoal não gostou da falta de novidades nas mecânicas.

Fonte: MMORPG.com

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Jogue Pathfinder sozinho sem ficar deprimido

O sistema de RPG de mesa Pathfinder vai dar mais uma chance aos jogos eletrônicos em Pathfinder: Kingmaker, da Owlcat Games. Desta vez será um single-player (mas controlando todo um grupo), produzido inicialmente para PC e com previsão de lançamento para o ano que vem. O roteiro será desenvolvido por Chris Avellone, veterano de RPGs de computador como Planescape: Torment e Fallout 2.

Eu jogava algo parecido em 1999, em um servidor no UOL
© Owlcat Games

O jogo será baseado em uma campanha oficial de Pathfinder, onde os jogadores precisam administrar uma pequena colônia, que eventualmente pode se tornar um reino – um pouco diferente da típica sessão de RPG de mesa.

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Lembro há alguns anos, quando a Paizo ainda estava tentando fingir que Pathfinder Online, o MMORPG licenciado por alguma empresa bem-intencionada mas incapaz, iria eventualmente dar certo. Após algumas imagens bem básicas e vídeos toscos, comentei levianamente que deviam se concentrar em jogos single-player ao invés de perder tempo com mais um jogo massivo de fantasia. A resposta curta e seca que deram foi que também estavam desenvolvendo iniciativas nessa área.

Por um bom tempo achei que era apenas uma referência à versão para mobiles do jogo de cartas de Pathfinder, mas parece que finalmente conseguiram fechar um contrato para um típico RPG de computador. A empresa foi criada unicamente para este fim, mas os técnicos envolvidos (soviéticos, todos) dizem ter experiência com vários títulos mais antigos. Espero que tenham um bom gerente, entretanto, que habilidade te leva longe, mas uma boa liderança te leva dentro do prazo e do orçamento.

Vou restringir meus comentários quanto às amostras do jogo a “nostálgicas”, já que estão em uma fase bem inicial.

Fonte: Owlcat Games

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Porco-espinho azul ganha um novo jogo velho

O personagem mais popular da Sega volta às origens em Sonic Mania, com previsão de lançamento ainda este ano, para PC, PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch. O jogo vai combinar elementos de várias edições antigas e também incluir algumas novidades técnicas.


© Sega

Desta vez a Sega é a apenas a distribuidora, sendo o título desenvolvido pelas empresas independentes Headcannon e PagodaWest Games. De acordo com seus sites oficiais, ambas trabalham principalmente com jogos para plataformas móveis – apesar disso, Sonic Mania não tem previsão de lançamento para celulares ou tablets.

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Mais um exemplo da nostalgia por jogos de 20 anos atrás que ocupa uma bela fatia do mercado de eletrônicos atualmente. Mas pelo menos parece ser um bom exemplo, para variar (a Square Enix talvez possa aprender alguma coisa) – a infraestrutura é idêntica, mas a jogabilidade um pouco atualizada para atender as expectativas atuais.

Nos piores extremos encontramos jogos que não melhoraram nada, adaptados identicamente à versão antiga mas com preço de um novo; e os jogos muito transformados que desagradam tanto os veteranos quanto os novatos. Sonic Mania parece estar trilhando um meio termo, cautelosamente. As análises preliminares parecem concordar com essa impressão, pelo menos.

Fonte: Videogamer

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Starfinder começa com habilidade

A editora Paizo está publicando sinopses das classes de seu novo RPG de mesa, Starfinder. Serão sete no total: Envoy, Mechanic, Mystic, Operative, Solarian, Soldier, e Technomancer. A primeira abordada foi o Envoy (enviado, representante), o diplomata do grupo, repleto de pontos de habilidades e capaz de adicionar 1d6 a testes com algumas destas. Seus poderes principais são chamados de improvisações, e podem ser utilizados em combate para atrapalhar inimigos ou ajudar aliados. O exemplo no artigo é de uma finta a distância que deixa o oponente desprevenido até contra ataques de outros personagens.

Homens-lagarto espaciais, obviamente.
© Paizo

Em seguida resumiram o Operative (esse não achei uma tradução para o substantivo; o adjetivo seria operativo mesmo, mas se refere a algo que esteja funcionando. O substantivo em inglês é uma gíria para agente secreto). Esse é o ladrão desse cenário, focado em furtividade, enganação, agir em segredo, ao contrário do Envoy, que trabalha abertamente. Ele ganha um “trick attack” ao invés de um “sneak attack”, que pode ser usado a qualquer momento no combate, mas exige um teste de habilidade, como blefe ou intimidar, para fazer efeito. Para provar que o operative engloba todos os tipos de atividades ilegais, ele se subdivide em sete especializações: daredevil, detective, explorer, ghost, hacker, spy, e thief.

Starfinder leva o cenário de campanha de Pathfinder para o espaço e o futuro, mesclando magia e monstros com alta tecnologia e robôs. O manual principal será lançado em agosto, durante a convenção Gen Con.

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Estão começando o jogo novo com um número bem conservador de classes, em comparação às mais de 40 atualmente à disposição em Pathfinder. E parece que incluem um leque amplo de possibilidades para cada uma, reduzindo as oportunidades de criar novas em publicações futuras, ao menos em grandes quantidades. Provavelmente vão se concentrar em expandir as sete classes básicas ao invés de criar um personagem completamente novo para cada nicho. Não é bem o que prefiro, mas dá para compreender.

Escolha peculiar começar a série de artigos com os personagens menos absurdos/mais realistas. Que contraste com o clássico.

Enquanto isso estou esmiuçando a atualização mais recente do kickstarter de Interface Zero 2.0, que utiliza as regras de Pathfinder (e eventualmente Starfinder) em um cenário Cyberpunk. Além das raças, publicaram nove das dez classes que estarão disponíveis imediatamente, com outras duas possivelmente aparecendo em outros livros. Até o momento IZ 2.0 está na frente no meu ranking de interesse pessoal, por utilizarem o sistema de “talentos” para quase todo personagem, permitindo uma maior customização, e pelo simples fato de terem mais classes mesmo não utilizando magia no cenário.

E pelo que vejo escrevi todo meu comentário com parágrafos iniciando em “E”, por acidente.

Eita.

Fonte: Paizo Blog

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Idris Elba pode ser um astro de ação

Outro título que ganhou um trailer novo é A Torre Negra, adaptação cinematográfica da obra de Stephen King de mesmo título. Idris Elba é o protagonista Roland Deschain, o pistoleiro que atravessa dimensões em busca do local que dá nome à franquia. Seu inimigo é interpretado por Matthew McConaughey, o Homem de Preto.


© Columbia Pictures

Nikolaj Arcel é o diretor e roteirista do filme, dividindo o texto com Avika Goldsman, Jeff Pinkner e Anders Thomas Jensen. King participa apenas como produtor.

Os livros são publicados no Brasil pela editora Objetiva.

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Acho que já falei o bastante de meu desinteresse pelo King aqui (como se meus leitores não fossem 99% aleatórios), então vou resumir: li alguns capítulos de A Planta, há algumas décadas, e mais nada. Nenhuma outra grande explicação, só isso.

Essa série é recomendada por muita gente, apesar de alguns criticarem um livro específico lá pela metade, dizem até para pular o pobre. Ainda assim não me imagino lendo isso em qualquer ponto de meu futuro próximo, com tantos outros na fila. Talvez se ganhar uma versão em áudio gratuita, em alguma promoção do Audible.

Não consegui me entusiasmar pelo trailer, mas sou fã do Elba e acho o McConaughey capaz de trabalhos ótimos. Espero que consigam salvar essa produção, que pelo marketing até agora parece genérica demais. Não devia ter alguns elementos de horror?

Fonte: Columbia Pictures

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Conan é um cavalheiro

Está disponível Conan the Slayer #8, revista mensal do bárbaro cimério popularizado no cinema por Arnold Schwarzenegger. Nesta segunda parte da adaptação do conto The Devil in Iron, o oponente de Conan prepara sua armadilha enquanto a mocinha tenta conseguir vantagens de todos os lados.

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© Dark Horse Comics

São 32 páginas por US$ 3,99, em edição impressa ou digital. O roteirista é Cullen Bunn, trabalhando com o desenhista Sergio Davila e o colorista Michael Atiyeh. Uma prévia está disponível clicando na capa acima.

O texto original está em domínio público e pode ser lido no Projeto Gutenberg, neste link (em inglês): http://www.gutenberg.org/ebooks/42209

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Acho que me enganei quanto às mudanças que a história em quadrinhos estava fazendo em relação ao conto. Tive a impressão, pela prévia gratuita do mês passado, que a trama principal já estava começando nas primeiras páginas, e que agora veríamos o Conan lidando com o monstro na ilha. Mas parece que somente agora a coisa está andando – o que será que era aquilo com os piratas então?

E preciso render uma homenagem a essa arte da capa, autoria de Admira Wijaya. Acho que nunca vi o Conan com um cabelo tão sedoso e com uma maquiagem tão bem aplicada. Poderia saltar dessa selva diretamente para um show do Poison.

Fonte: Dark Horse Comics

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Pathfinder integra regras e mundo de fantasia

A editora Paizo está introduzindo seu cenário de campanha Golarion na linha principal de produtos do RPG de mesa Pathfinder. A novidade vai começar no livro Adventurer’s Guide, que detalha o funcionamento de 18 organizações diferentes que empregam aventureiros. Também serão apresentadas novas magias, façanhas, itens mágicos, classes de prestígio, arquétipos e novos poderes para as classes já existentes, tudo atrelado aos tais grupos.

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© Paizo

O livro será lançado em maio deste ano, por US$ 39,99, com a versão digital chegando no final do mesmo mês, pelo preço reduzido de US$ 9,99.

Apesar de serem parte do mundo de Golarion, as organizações podem ser reaproveitadas em outros cenários, com regras próprias para isso disponíveis no volume.

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Acho que essa é uma das melhores decisões da editora nos últimos anos, desde que lançaram o muito criticado Advanced Class Guide. Ao invés de entupir os jogadores com mais classes e sistemas opcionais que ninguém usa, vão expandir o mundo que inventaram e projetá-lo ainda mais, atingindo o público externo que costuma comprar apenas livros de regras.

Sistemas de RPG costumam ser reciclados em edições novas assim que atingem certa idade e excesso de opções, e Pathfinder já está com uma boa quantidade de anos e produtos acumulados. No sistema de mesas de jogos organizados que mantêm, já criaram uma versão utilizando apenas uma pequena parte dos livros, para facilitar a vida dos novatos – sinal claro de fadiga. E ainda precisam competir com a nova edição de Dungeons & Dragons, marca mais popular e extremamente simplificada em comparação.

Pessoalmente, continuo utilizando o sistema porque adquiri uma quantia absurda de PDFs nos últimos anos, e porque a Wizards of the Coast se recusa a vender os manuais em formato digital. O mais perto que chegam é o Fantasy Grounds, programa que aproveita conteúdo dos livros, mais voltado para criar e manter um personagem coerente. Enquanto isso, cópiass piratas de seus livros circulam livremente pela internet. Vá entender esse modelo de negócios.

Fonte: Paizo

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Mais literatura japonesa popular no ocidente

A editora japonesa Kadokawa vai começar a investir na tradução de “light novels” exclusivas para o público internacional, por meio do site BookWalker Global. O primeiro livro traz o título O Padeiro de Combate e sua Garçonete Autômata, em tradução livre, sobre um soldado aposentado que se dedica à panificação, mas não consegue vender seu produto até contratar uma funcionária. Durante seis meses a publicação estará disponível somente na livraria digital.

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© Kadokawa

O gênero “light novel”, popular no Japão, é voltado ao público infanto-juvenil, ou “young adult” (jovem adulto), como é conhecido atualmente. São livros de baixo custo e geralmente acompanhados por ilustrações feitas no estilo mangá. Os mais populares muitas vezes são adaptados como histórias em quadrinhos e animações.

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Tenho a impressão que o governo japonês não precisa se preocupar com o interesse de sua juventude por literatura. O país costuma mesclar esse meio com outros, além de terem um mercado editorial gigante, proporcionalmente à população. Já enfiaram livros em jogos eletrônicos, em telas de celular, enfim, parece que apreciam o ato de ler em tudo quanto é formato.

Dessas light novels, acredito ter lido apenas dois exemplares: Guardian of the Spirit e Guardian of Darkness, primeiros livros da franquia Moribito, de Nahoko Uehashi. O primeiro foi adaptado em um anime, e acho que uma série de TV foi criada aproveitando tudo. A animação é impressionante, e provavelmente responsável por eu gostar tanto de protagonistas que usam lanças. Infelizmente apenas estes dois foram traduzidos nos EUA, então nunca pude concluir a saga.

Acabo de verificar, e sequer esses estão disponíveis no BookWalker. Não seria nada mal se traduzissem alguns clássicos, ao invés de apenas novidades.

Fonte: Anime News Network

Site oficial: https://global.bookwalker.jp/

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