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Deixe plantas controlarem sua vida no Pathfinder

A Interjection Games está lançando seu primeiro grande manual para Pathfinder em anos, intitulado Ultimate Herbalism. O livro é compatível com esse sistema de RPG de mesa, e apresenta regras para três classes de personagem: Herbalist, Gourmend e Naturalist. O primeiro, já publicado individualmente há alguns anos, é uma espécie de mago cujos poderes dependem totalmente das plantas mágicas que pode colher todo dia; o segundo se especializa na produção culinária a partir destas mesmas plantas; e o terceiro é um combatente acompanhado por uma enorme planta carnívora.

Destaque demais para o Gourmend, considerando o tema...
© Interjection Games

Também estão disponíveis 12 archetypes para o herbalist e o naturalist, que incluem a possibilidade de substituir plantas por pedras, insetos ou fungos. O livro inclui 9 ambientes onde esses recursos mágicos diários podem ser encontrados, variando de acordo com o lugar onde o personagem se encontra, 9 ambientes ainda mais específicos que os principais, e 27 receitas para aproveitar as plantas que sobrarem.

A publicação é o primeiro resultado da campanha pelo Kickstarter para criar Strange Magic 2, livro da editora que irá agrupar ainda os sistemas mágicos Cartomancy e Onmyodo.

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E como patrocinador dessa campanha, recebi o livro sem custo adicional (além do que já paguei há alguns meses, acho que 25 dólares – argh). Minha filha jogou com uma herbalista por algum tempo, mas ao invés de explorar os efeitos das plantas ficava apenas atacando com seu arco e flecha. Me levou a traduzir várias das tabelas de consulta rápida, bem como ilustrá-las todas com fotos de plantas que realmente existem e outras que se assemelham às descrições – ficaram excelentes – mas quase não aproveitou.

Meu filho também já fez um Tinker que esquecia dos robôs, um Ethermancer que só usava dois ou três efeitos dos 12 que tinha, e um Edgeblade que nunca ativava seus poderes de sombra e luz. Apesar de ser um tremendo fã da editora, começo a acreditar que meus gostos por classes complexas e customizáveis talvez não seja espelhado por minhas crias…

Continuo meio convicto em voltar a jogar RPG somente quando o Interface Zero 2.0 for lançado, provavelmente ainda este ano, mas ficar mexendo em coisas de Pathfinder me anima mais do que esperava. Se realmente voltar a mestrar para meus filhos, acho que vou restringir a escolha de personagens a classes mais simples e voltadas para o combate. E reservar o material da Interjection Games para os vilões, já que os poderes malucos resultam em boas batalhas.

Fonte: Kickstarter

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Necromancer chega (provavelmente) a Diablo III ainda em 2017

A Blizzard divulgou imagens animadas dos novos poderes e a versão feminina do Necromancer para Diablo III. A classe mais popular de Diablo II ainda não reaproveitada na continuação deve ser lançada no segundo semestre desse ano. Ele virá acompanhado de um animal de estimação, asas de enfeite, dois espaços extras de personagem e de baú, além de novas decorações para a bandeira do jogador, tudo em um “pacote de conteúdo” à venda por um preço ainda não anunciado.


© Blizzard

Para aplacar a possível fúria dos consumidores que já adquiriram o jogo e uma expansão, ao mesmo tempo será lançado material gratuito, que inclui novos mapas e zonas de desafio, onde há um tempo limite para matar um determinado número de chefes.

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Comprei a expansão Reaper of Souls no natal de 2016 e participei da temporada que acabou recentemente, cumprindo o pacote básico de desafios. Me diverti razoavelmente usando o personagem novo (não o suficiente para me lembrar o nome da classe), mas fiquei impressionando com a falta de jogadores. Apesar de todo o movimento nos fóruns e comentários nos blogs da Blizzard, parece que a maioria dos usuários passa seu tempo reclamando da empresa ao invés de jogar, ou se escondem nos níveis mais altos de dificuldade, aos quais acabei nem tentando chegar perto.

Meio trágico ver jogos bons fracassando na integração da comunidade entre novatos e veteranos. Outro exemplo é The Secret World, da Funcom: você só encontra gente na primeira cidade, obrigatória, e depois nas raids de extrema dificuldade que exigem equipamento de alto nível; no meio do caminho está tudo vazio e abandonado.

Path of Exile, que recomecei a jogar há duas semanas, aproveitando sua própria “temporada” nova, parece estar bem melhor nesse critério. Cheio de grupos e jogadores em todos os níveis e para todos os mapas. Se ao menos eu conseguisse jogar mais de 1 hora e meia nos finais de semana, talvez até conseguisse me divertir.

Fonte: Diablo III blog

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Jogadores de Starfinder serão oficialmente organizados

A editora de jogos Paizo anunciou que irá lançar o programa Starfinder Society Organized Play em agosto, durante a convenção Gen Con. A iniciativa ajuda jogadores do novo RPG de mesa Starfinder a encontrar grupos casuais em lojas de hobbies e outros espaços públicos. Graças a um manual específico de regras, ainda mais restritas que no próprio jogo regular, qualquer pessoa pertencente ao programa pode sentar em uma mesa e começar a jogar imediatamente.

Explorando o espaço, uma vez por mês
© Paizo

Starfinder é uma variação do popular RPG de mesa Pathfinder, levando os elementos clássicos de fantasia para o futuro e o espaço. Goblins dividem espaço com alienígenas e magos disparam bolas de fogo a partir de naves espaciais. O Organized Play terá início com três cenários (aventuras que duram cerca de quatro horas), um pacote de missões (ainda mais curtas) e um especial para os personagens prontos, chamados pela empresa de icônicos, representantes de cada classe. A partir daí vão publicar um cenário novo por mês.

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Nunca me aprofundei no Pathfinder Society Organized Play (apesar de ter comprado e mestrado vários cenários de modo não-oficial) devido às restrições enormes que aplicam, cortando até material dos próprios livros básicos. Como usuário e fã de material compatível, me sentia sufocado com as opções diminuídas – apenas 40 classes oficiais, sendo que tenho mais de 100 não oficiais.

No momento continuo direcionando meus esforços em RPG para o Interface Zero 2.0, produto compatível com Pathfinder mas ambientado em um futuro cyberpunk, sem magia. Os criadores do material já afirmaram que vão lançar adaptações para deixá-lo compatível com Starfinder também, mas imagino que as diferenças vão se resumir a naves espaciais e alguns armas alienígenas, estas últimas bem raras em conteúdo cyberpunk.

Infelizmente estão bem atrasados na produção, e não duvido que irão acabar lançando seu manual básico após Starfinder, o que talvez ofusque um bocado a iniciativa. Muitas empresas estão planejando material compatível para o jogo novo (se não se mudaram completamente para D&D), e vão acabar sendo mais uma opção entre dezenas. Até o momento apenas um produto compatível está disponível até agora, Starjammer, e mantém uma boa posição no ranking de vendas.

Vou comprar o Starfinder, claro, mas só me verei obrigado a jogá-lo se o IZ 2.0 atrasar além de agosto. Espero que não – nada contra a Paizo, obviamente, mas prefiro Blade Runner a Star Wars.

Fonte: Paizo

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Goblins protagonizam em novo jogo furtivo

Confira o novo trailer de Styx: Shards of Darkness, jogo da Cyanide sobre um goblin assassino. Desta vez o pequeno e mortífero Styx precisa infiltrar uma cidade de elfos negros e descobrir porque estão se aliando aos anões. Como pode ser visto no vídeo abaixo, o título vai incluir um modo multiplayer cooperativo.


© Cyanide

Styx é o terceiro jogo da franquia Of Orcs and Men, que se passa em um mundo onde orcs e goblins são escravizados e perseguidos por humanos. Lançamento em 14 de março, para PlayStation 4, Xbox One e PC.

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Interessante reinterpretação da dicotomia goblinoide x humanoide, possivelmente mais realista do que a clássica visão tolkieniana. Tente imaginar uma Europa medieval com orcs, será que os seres humanos realmente permitiram sua existência sem controle, vivendo em territórios próprios e eventualmente invadindo suas cidades para pilhar e matar?

Acho que depende da origem desses monstros. Se comparar os orcs a vikings (e não devo estar muito distante da inspiração original), os europeus até combateriam a ameaça e acabariam permitindo que criassem seus próprios enclaves no território, desde que suavizassem seu comportamento combativo. Mas se fossem como os exércitos de Genghis Khan, sem interesse em se adaptar ao local mas sim conquistar e subjugar tudo, acho que acabariam sendo expulsos, mas não exterminados.

Cenários de campanha em RPGs geralmente resolvem esse dilema com grandes extensões de terra e populações reduzidas, significando que há espaço para todo mundo e dificilmente guerras abertas são necessárias. Caso esses mundos avançassem no tempo realisticamente, provavelmente veríamos algo parecido com essa série Styx.

Fonte: Videogamer.com

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Novo DuckTales renova personagens mirins

O canal Disney X D divulgou o primeiro trailer do remake de DuckTales, desenho animado de sucesso do início dos anos 90. A história é focada no Tio Patinhas, seus empregados e família, se aventurando pelo mundo em busca de tesouros e oportunidades para ganhar mais dinheiro. A série deve ser lançada este ano ainda.


© Disney X D

Entre os dubladores destaca-se David Tenant, mais conhecido como uma das encarnações do Doctor Who, e por ter sido o vilão na série Jessica Jones.

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Cheguei nesse trailer acidentalmente. Estava cantarolando a música-tema dublada, como acontece de vez em quando, incomodando meu filho descrevendo minha cena predileta da série: o Tio Patinhas e um vilão estão correndo enquanto o chão despenca embaixo deles. O treco ficou gravado no meu cérebro, mesmo após vinte anos.

Fucei em um guia de episódios, imaginando que nunca encontraria esse trecho. Para minha surpresa, ele acontece cedo, já no quinto episódio da primeira temporada. Saciada minha nostalgia (e um pouco desapontado também, que o treco não é tão impressionante quanto me lembrava), olhei mais alguns vídeos de DuckTales e acabei encontrando esse lançamento, tão recente.

Não parecem ter alterado os personagens adultos em nada, mas as crianças passaram por mudanças radicais. A menina, tão infantilizada no original, virou uma criança hiperativa e barulhenta. Dos trigêmeos, as vozes ficaram bem distintas, e pelo menos um deles ganhou uma personalidade completamente diferente dos outros e da versão anterior, e provavelmente vai ficar encarregado da maior parte do humor ácido.

Gostei da animação, do estilo, da ação, e do humor envolvendo os personagens adultos. Mas as crianças ficaram um pouco irritantes demais, e não soam nada como crianças de verdade. Quando um desenho tem um protagonista infantil e os adultos não tem destaque algum, não há problema em dublá-lo com alguém obviamente bem mais velho. Quando dividem a mesma importância em cena, ficou esquisito.

Espero que suavizem a chatice dos pirralhos. Mas provavelmente não vou assistir além do episódio piloto (não sou o público-alvo, e acho que meus filhos não assistem mais desenho animado), então não me incomoda tanto assim.

Fonte: Canal da Disney Television no Youtube

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Kong é uma metáfora para a Guerra do Vietnã

Semana que vem estreia Kong: A Ilha da Caveira, reboot mais recente da franquia sobre o macaco gigante governando uma ilha de monstros. Desta vez Tom Hiddleston comanda a expedição de ricos exploradores em busca de aventura, financiado por John Goodman e acompanhado por Samuel L. Jackson, Brie Larson e John C. Reilly.


© Warner Bros

A história se passa nos anos 70, e deve ser atrelada ao reboot de Godzilla lançado em 2014. O diretor é Jordan Vogt-Roberts, com várias comédias no currículo, e o roteiro escrito por quatro pessoas inclui os responsáveis por O Abutre, o Godzilla mencionado acima, Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros, e Gigantes de Aço.

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Provavelmente é apenas efeito do trailer muito bem editado, mas esse clima de Guerra do Vietnã finalmente me convenceu a divulgar essa comédia de ação. As brigas entre Kong e os monstros conseguem ser menos impressionantes que a versão de Peter Jackson, ignorada nessa continuidade, e as cenas engraçadas são proeminentes demais para um filme sobre monstros gigantes assassinos.

Nada contra comédias de ação – em Guardiões da Galáxia (amanhã escrevo sobre o trailer novo) o gênero funciona à perfeição, mas quando a premissa do longa envolve monstros aterrorizantess, talvez não seja a melhor ideia. O próprio Loki, tão versátil, parece estar fazendo uma caricatura de seu personagem mais famoso, faltando apenas os sorrisos de orelha a orelha.

Os planos, anunciados há um bom tempo, de um confronto entre Godzilla e Kong, continuam peculiares – não apenas pela diferença de proporção entre os monstros, mas também pelo tom dos filmes. E estão investindo pesado nessa ideia, com esse reboot chegando perto dos US$ 200 milhões. Basta um deles dar errado, para toda a ideia ser derrubada.

Fonte: Blastr

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Rei Arthur vira um épico de fantasia

Guy Ritchie dirige uma nova versão do mito de Camelot em Rei Arthur: A Lenda da Espada, com estreia prevista para maio. Charlie Hunnam (Filhos da Anarquia) é o protagonista que retira a espada Excalibur da pedra e se torna herdeiro do trono inglês. Ao contrário de versões anteriores, essa aumenta os elementos de fantasia, incluindo superpoderes e monstros gigantes.


© Warner Bros

Também estão no elenco Jude Law, Eric Bana, Katie McGrath, Hermione Corfield e Djimon Hounsou. O roteiro lista quatro autores diferentes, incluindo o próprio Ritchie.

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Acho que a carreira do Guy Ritchie merecia ser estudada. De filmes policiais independentes a blockbusters de ação com lucros medianos, além de um curto casamento com aquela cantora famosa. Mas continuam colocando ele encarregado dessas produções caras, como uma espécie de Zack Snyder mais competente, mas menos lucrativo.

Vamos ao trailer, com seus monstros, superpoderes (sei que devem ser apenas magias ou itens mágicos, mas o visual não é à toa), exércitos gigantescos, destruição em massa. Me pegou de surpresa toda essa ação rocambolesca e um elenco quase desconhecido, principalmente o feminino – só listei um par de atrizes ali em cima porque suas fichas incluem várias produções populares.

Parece ser mais um daqueles casos: vamos tentar criar uma franquia lucrativa, mas aproveitando alguma coisa popular & em domínio público para economizar nos direitos e ter mais liberdade.

Na planilha faz sentido, mas na prática é questionável: economizar justamente no roteiro, inventando um monte de maluquices em cima de um produto clássico ao invés de comprar uma franquia moderna; e, ao dar seu próprio tom ao material, invariavelmente irritar os fãs e conhecedores do material.

Mas tentar justificar previamente o fiasco de um filme é quase impossível, não existe fórmula perfeita para o fracasso ou sucesso dessas monstruosidades. São complexos demais quando sendo feitos para correções serem possíveis antes do material acabar na mesa de edição.

Deve ser muito divertido trabalhar no meio, mas apenas se você não levar a sério.

Título rejeitado para o post: Senhor dos Anéis IV: Rei Arthur

Fonte: Deadline

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Path of Exile vai ganhar mais conteúdo em quatro meses

O MMORPG gratuito Path of Exile vai ganhar uma nova atualização no segundo semestre deste ano. The Fall of Oriath irá trazer cinco novos atos, incluindo mapas inéditos e antigos remodelados, mais monstros e revelações sobre a trama do jogo. O conteúdo entra em teste no final de abril, com lançamento oficial previsto para junho ou julho.


© Grinding Gear Games

Path of Exile pertence à categoria “clone de Diablo”, com visão isométrica e destruição sem fim de monstros em troca de equipamentos e tesouro. Centenas, se não milhares de poderes estão disponíveis para todas as classes de personagem, permitindo um nível quase único de customização.

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Como fã de Diablo, mais do que de seus clones, tentei jogar Path of Exile quando foi lançado há vários anos. Na época o treco era bem instável, e quando você caia, voltava no início do mapa, resetado e novamente cheio de monstros. Alguns anos depois, tentei mais uma vez, com meu filho acompanhando. Infelizmente seu laptop comprado em promoção não proporcionou uma experiência agradável, e acabamos desistindo.

Atualmente ele tem um computador mais razoável, e vive me enchendo a paciência para jogarmos alguma coisa, inclusive sugerindo títulos horrendos. Acho que vou instalar PoE em seu computador e propor uma nova tentativa durante esse feriado – tenho interesse nesse título, mas se for para jogar sozinho, prefiro continuar em meus RPGs single-player mesmo. Minha exaustão quanto a MMORPGs, principalmente os de fantasia, continua longe de acabar.

E, curiosamente, continuo ouvido apenas elogios sobre Path of Exile – entre os MMOs gratuitos parece ser o grande protagonista ocidental.

Fonte: MMORPG.com

Site oficial: https://www.pathofexile.com/oriath

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Filme conecta problemas emocionais e kaiju

Anne Hathaway está sofrendo uma crise pessoal e controlando um monstro gigante em Colossal, comédia absurda de Nacho Vigalondo. O cineasta espanhol também dirige Dan Stevens, Jason Sudeikis e Tim Blake Nelson, que contracenam com a protagonista enquanto a criatura destrói a Cidade Especial de Seul, capital sul coreana.


© Neon

Lançamento em abril, nos EUA.

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Gosto da Hathaway, acompanhei boa parte de sua carreira como atriz dramática casualmente, enquanto ela coletava elogios sem se destacar demais. Há alguns anos ela declarou que gostaria de fazer um filme de ficção científica, de “atirar um laser em uma gosma alienígena” ou algo nesse sentido.

Desde então ela participou de um filme do Batman, de Interestelar e agora desse Colossal, sem deixar de lado filmes mais normais. Ainda não conseguiu atingir seu objetivo exatamente, mas está chegando perto.

Parece-me que sua carreira não foi exatamente beneficiada por essa decisão, mas talvez tenha obtido satisfação pessoal, ao menos.

Título descartado para esse post: Problemas com homem viram um godzilla

Fonte: io9

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Sucesso inesperado para jogo de Conan

Conan Exiles é uma prioridade para a Funcom, de acordo com texto divulgado no blog oficial do jogo. Com a venda de 320.000 cópias na primeira semana de “acesso antecipado”, todos os custos de desenvolvimento já foram recuperados, e a equipe deve continuar corrigindo problemas e desenvolvendo conteúdo, com anúncios programados para convenções ainda este ano.


© Funcom

Também está disponível para usuários um “kit para desenvolvedores”, ferramenta que permite fazer modificações no jogo e colocá-las à disposição de outros jogadores, tudo por meio da plataforma Steam. Conan Exiles está à venda por R$ 59.

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Como profissional da assessoria de comunicação, fiquei fascinado por um parágrafo do blog mencionado acima. Colocaram uma fala do diretor da empresa celebrando o sucesso de Conan Exiles, mas também admitindo que a empresa passou por dificuldades em anos recentes. Você praticamente consegue ouvir o suspiro de alívio nas entrelinhas da declaração.

E isso é bem raro em comunicação institucional – não exatamente admitir erros, algo que você pode fazer culpando o outro lado ou enfatizando no quanto estão melhorando daí em diante, mas sim projetar tanta fraqueza em público.

Talvez por estar acompanhando a Funcom há quase uma década e ter jogado a maioria dos seus títulos, inclusive fiascos como Lego Minifigures, senti uma certa simpatia pelo sofrimento e redenção da empresa. Mas não acho que críticos, entre eles boa parte de sua base de usuários frequentes ou inconstantes, vai sentir a mesma misericórdia que eu.

Na verdade, essa admissão de fraqueza não dá a impressão que não tinham certeza do que estavam fazendo, e que eles próprios estão surpresos com o sucesso? Que já estavam antecipando o fracasso? Perigoso isso!

Fonte: Blog Conan Exiles

Site oficial Conan Exiles https://conanexiles.com/#thegame

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