Tag Archives: Crime

Astro inglês arranja novo emprego

Idris Elba (Luther, Star Trek: Sem Fronteiras) lança sua carreira como diretor de cinema em Yardie, adaptação de livro policial sobre um criminoso jamaicano que vira um chefe do tráfico na Inglaterra. Por enquanto o filme não possui lançamento comercial previsto, estando disponível somente em festivais. Confira o trailer:


© StudioCanal

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Na minha desatenção assisti o trailer pela primeira vez e fiquei em dúvida: o nome do Elba está em destaque no cartaz, mas cadê ele nesse trailer? Será um dos jamaicanos, e mudou tanto assim com dreadlocks? Daí puxei a ficha do longa e encontrei-o lá no topo, dirigindo.

Pelo vídeo parece ser uma produção tecnicamente competente, sem ângulos muito criativos ou grande inovações, mas bastante aceitável. Afinal de contas é o terceiro trabalho dele como diretor, sendo os primeiros em projetos para televisão. Por isso coloquei diretor de cinema no texto – não falta com a verdade, e é bem mais chamativo.

O nome do Elba ajudou a chamar a atenção, mas acabei divulgando o filme aqui porque gostei da mistura entre Jamaica e Inglaterra em um cenário de livro policial. Este, por sinal, segundo a Wikipédia, foi bastante popular nos anos 90, mas o suficiente para ser “cult”, não “best-seller”. Atualmente indisponível no catálogo nacional.

Fonte: IMDB

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Ex-Doctor Who banca o vilão novamente

David Tennant (Doctor Who) é o vilão em Bad Samaritan, suspense sobre uma dupla de ladrões que encontra uma vítima de sequestro ao invadir a casa de um milionário. O longa deve chegar aos cinemas em março deste ano, nos EUA.


© Electric Entertainment

Os outros únicos nomes mais conhecidos no elenco são Kerry Condon, a nora de Mike Ehrmantraut em Better Caul Saul, e Robert Sheehan, um dos protagonistas de Máquinas Mortais, nova empreitada do grupo de Peter Jackson. A direção é de Dean Devlin, produtor que estreou na função com Tempestade: Planeta em Fúria, e o roteiro é de Brandon Boyce, com O Aprendiz como seu texto mais bem-sucedido, em 1998.

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Tennant parece ter gostado do papel de vilão, após cumprir a função em boa parte de Jessica Jones (e aparentemente retornando dos mortos na segunda temporada em flashbacks). No trailer, que entrega pelo menos meia dúzia de reviravoltas, está fazendo de tudo: chantagem, perseguição, atropelamento, armas de fogo, ferramentas, ameaças por telefone.

Estão comparando a trama a O Homem nas Trevas e outros filmes mais antigos, mas não é exatamente uma premissa muito original. O elemento de uma refém é provavelmente o ponto mais gritante em comum – geralmente encontram evidências de assassinato ou roubos. Mas se a trama não é original, que ao menos o seu desenvolvimento traga novas ideias.

Na pior das hipóteses, dá para aproveitar o Tennant sendo vilanesco.

Fonte: IMDb

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Teatro de Agatha Christie em coleção

A editora L&PM está lançando este mês Testemunha de Acusação e Outras Peças, de Agatha Christie. Além do texto mencionado no título, estão incluídas no livro A Hora H, Veredicto e De Volta à Cena do Crime. São 432 páginas pelo preço sugerido R$ 29,90.

Que tal uma capa maior, editora?
© L&PM

Além das dezenas de livros policiais, Christie escreveu quase 30 peças de teatro, de acordo com a divulgação da editora. Nesta obra apenas a peça Veredicto não se trata de um crime violento, mas sim de um “thriller psicológico” após a Segunda Guerra Mundial.

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Testemunha de Acusação é um magnífico filme dos anos 1950, provavelmente um dos melhores dramas de tribunal existentes. Reconheci o título do livro, mas havia me esquecido que a famosa Christie era a autora original – divulgam bastante isso no começo do longa, mas nunca me ocorreu procurar a peça.

A editora tem um pequeno trecho disponível em seu site, e já é possível detectar uma diferença significante entre as duas obras. Enquanto o filme abre com o advogado de defesa saindo do hospital, se recuperando de um infarto ou algo semelhante, o livro começa com ele em seu escritório prestes a receber seu cliente. Talvez seja uma questão de economia de cenários e a saúde frágil do personagem seja estabelecida em diálogos, mas fiquei surpreso com a diferença.

Estou interessado em ler a obra – e o preço baixo para o tamanho de páginas é outra surpresa. Será que não erraram em, pelo menos, uns vinte reais? Ou a economia de tinta ao imprimir uma peça de teatro é tão significativa assim nos custos de produção? Duvido.

Fonte: Newsletter da editora

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Experimento online vira série convencional

A HBO lança este mês, no dia 22, a série Mosaic, sobre a investigação do assassinato de uma escritora de livros infantis. Sharon Stone (O Vingador do Futuro) interpreta a vítima em flashbacks, Paul Reubens (Pee-wee) um de seus amigos e Beau Bridges (seriados Stargate) é um dos policiais envolvidos no caso. Steven Soderbergh (Onze Homens e Um Segredo) é o diretor, com roteiro de Ed Solomon (Bill & Ted – Uma Aventura Fantástica).


© HBO

A série foi lançada inicialmente como um aplicativo para iOS e Android no ano passado, permitindo aos usuários navegar pelas narrativas com liberdade, além de acessar material sobre o crime e as investigações.

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O visual parece ótimo! E acharam um elenco secundário com rostos chamativos, pouco convencionais. Intrigante.

É a primeira vez que ouço falar desse experimento da HBO. Não encontrei informações sobre o sucesso ou fracasso do aplicativo, e a própria Wikipédia coleta apenas algumas resenhas de críticos. Será que o diretor, meio adepto de maluquices multimídia, teve a preocupação de organizar o programa como uma série de spots desconexos, ou simplesmente filmou tudo em seu estilo e deixou que a equipe de edição transformasse o material em um aplicativo? Será que os programadores participaram do processo?

Como é típico nessas iniciativas que misturam TV e internet (móvel, nesse caso), os bastidores provavelmente são mais interessantes que o próprio projeto.

Fonte: IMDb

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Falsos soldados americanos em produção de Luc Besson

Renegades é um filme de ação europeu sobre soldados americanos tentando roubar ouro nazista perdido no fundo de um vale inundado. A história se passa nos anos 90, na Bósnia, e foi escrita por Luc Besson (O Quinto Elemento) e Richard Wenk (O Protetor), com direção de Steven Quale (Premonição 5). Sem previsão de lançamento no Brasil ou EUA.


© STX Entertainment

O nome mais familiar no elenco é J. K. Simmons, acompanhado por Sullivan Stapleton (300: A Ascensão do Império) e Sylvia Hoeks (Blade Runner 2049).

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Volta e meia você encontra o nome do Luc Besson nos lugares mais improváveis. Apesar de preferir dirigir ficções científicas multimilionárias que geralmente dão prejuízo e dramas variados, sua carreira como roteirista de ação é muito mais extensa e lucrativa. A presença do Simmons colocou o trailer dessa velharia não distribuída nas Américas no meu radar, mas o nome do Besson cimentou o meu interesse.

Parece uma bobagem divertida e exagerada, típica ação dos anos 90. O uso criativo de tanques de guerra remete ao remake de Esquadrão Classe A, que, se não me engano, tem uma trama parecida também. Quando chegar àquele serviço de streaming de vídeo que menciono demais por aqui, assistirei.

E olha a Hoeks antes de quase ficar famosa no Blade Runner 2. Isso me lembra que preciso verificar se o DVD ou bluray em promoção já estão disponíveis. Adorei 2/3 do filme, justificativa suficiente para adquirir uma cópia física do mesmo.

Fonte: IMDb

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Novo duelo entre policiais e assaltantes de banco

Gerard Butler encabeça a produção Covil de Ladrões, sobre um bando de ladrões de elite sendo caçados por um grupo de policiais de elite. Os criminosos são liderados por Pablo Schreiber, conhecido pelo público como um guarda de prisão no seriado Orange is the New Black, planejando invadir um banco que nunca foi roubado antes. Lançamento este mês, nos EUA.


© STX Entertainment

O outro único nome conhecido no elenco é do músico 50 Cent, também na quadrilha. A direção é de Christian Gudegast, iniciando na profissão. Trabalhou antes no roteiro de Invasão a Londres, com o próprio Butler, e o filme policial O Vingador, com Vin Diesel. Gudegast escreveu o roteiro de Covil de Ladrões, ao lado de Paul Schering, criador do seriado Prison Break.

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Que diálogos! Podiam ter aumentado o volume da trilha sonora e deixado os personagens apenas encarando um ao outro, seria menos constrangedor. Parece inspirado em Fogo Contra Fogo e no mais recente Atração Perigosa, mas com péssimas atuações, roteiro, elenco e treinamento (os dois chefes dos grupos piscando a cada tiro).

Há esperanças para o que quase não mostraram: os roubos em si. Talvez tenham guardado toda a criatividade para os golpes e as fugas, geralmente o ponto alto desse gênero de filme. E como apareceu praticamente nada, devem estar cheios de reviravoltas e surpresas.

Se mesmo assim for uma porcaria, pelo menos economizaram no elenco e o prejuízo será pequeno.

Fonte: Slash Film

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Filme traz roubo e elenco feminino milionários

Oito Mulheres e um Segredo, derivado da franquia Onze Homens e um Segredo, ganhou seu primeiro trailer. Sandra Bullock encabeça o elenco como a irmã do personagem de George Clooney, uma ladra igualmente habilidosa. Ela organiza um grupo de criminosas para roubar uma joia milionária durante um baile de gala, além de enfrentar outras complicações. Lançamento em junho de 2018.


© Warner Bros

Integram o elenco Cate Blanchett, Anne Hathaway, Sarah Paulson, Helena Bonham Carter, Rihanna, Mindy Kaling, Olivia Munn, Dakota Fanning, Katie Holmes e várias modelos. A direção e roteiro ficaram a cargo de Gary Ross (Jogos Vorazes), coescrito com a incógnita Olivia Milch.

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O trailer parece idêntico aos demais filmes da franquia. Talvez seja tão divertido quanto.

E parece que Hollywood aprendeu a lição após as Caça-Fantasmas do ano passado. Para evitar conflitos, marketing negativo, e reclamações de fãs idosos, ao invés de descartar o material original e substituir todos os personagens masculinos por mulheres, simplesmente fazem um derivado com todos os papéis principais ocupados por mulheres. Na prática é o mesmo filme, mas a polêmica foi desarmada.

Na pior das hipóteses, poderiam simplesmente lançar uma franquia original. Afinal de contas, não transformaram o Indiana Jones simplesmente em uma mulher – também trocaram seu nome para Lara Croft. E por aí vai.

Fonte: IMDb

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Atriz da Marvel e agora escritora policial

A editora Rocco vai lançar em 20 de dezembro A Fogueira, livro escrito pela atriz Krysten Ritter, conhecida como a protagonista da série Jessica Jones. Na história uma advogada ambientalista precisa retornar à sua cidade natal para investigar um caso de contaminação, possivelmente ligado a uma grande empresa. Lá começa a confrontar mistérios de seu passado, inclusive o desaparecimento de uma velha conhecida da época de sua adolescência.

Mas o que é a tal fogueira na trama?
© Rocco

São 288 páginas pelo preço sugerido de R$ 39,90 no formato impresso e R$ 25,90 pela versão digital.

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Geralmente não divulgo lançamentos literários no gênero policial porque não conheço ninguém dos autores publicados na atualidade – costumo ler somente as velharias. Mas o nome me pareceu familiar, então resolvi averiguar e realmente é a Jessica Jones escrevendo um livro. Descontando a apelativa divulgação completamente pendurada nos talentos dramáticos da atriz, e se concentrando na sinopse: a premissa não é das piores, e gostei do nome da empresa vilanesca: Optimal Plastics (parece uma megacorporação em cenário cyberpunk).

Aproveitei para dar uma olhada na edição americana, lançada no mês passado (por que traduziram tão rápido para cá?), e encontrei algumas informações extras: a empresa é o centro financeiro da cidade, deixando as ações da protagonistas mais relevantes, já que as consequências podem afetar profundamente o local; e a existência de um ritual chamado “the game”, que “ameaça reputações e vidas na comunidade, e arrisca expor uma escuridão que pode consumi-la”. Americanos adoram demonizar cidades pequenas.

Atualmente o livro está com 4,1 estrelas de cinco possíveis. Entre as poucas resenhas negativas, críticas à personalidade da protagonista (reclamona) e uma à trama, que um leitor diz ser “obviamente escrita para se tornar um filme”. Considerando o histórico profissional da autora, faz sentido.

Fonte: Pré-vendas da Saraiva

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Seriado do FBI nos anos 70 ganha continuação

Mindhunter vai ganhar uma segunda temporada, e já está em pré-produção. O seriado policial de época retrata a inclusão de conceitos psicológicos e psiquiátricos em investigações da polícia federal americana, o FBI, baseando-se em acontecimentos reais. Os dois protagonistas entrevistam assassinos em série presos, e utilizam o conhecimento adquirido como base para investigar criminosos soltos.


© Netflix

A primeira temporada tem 10 episódios, sendo quatro dirigidos por David Fincher, também produtor executivo. Na dupla principal estão Jonathan Groff (Frozen: Uma Aventura Congelante) e Holt McCallany (CSI: Miami), logo recebendo apoio científico da pesquisadora interpretada por Anna Torv (Fringe). Disponível para assinantes do Netflix.

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Estava fuçando no IMDb o elenco (Frozen realmente é o ponto alto do Groff), tentando lembrar de onde conhecia o McCallany. Apesar de uma extensa lista de participações, foi logo o melhor dos CSI, o situado em Miami, que me ativou a memória – lembro bem dele interagindo com o David Caruso, apesar de estar creditado em apenas 11 dos mais de 200 episódios. E a Torv sempre será a Olivia de Fringe, apesar de não tê-la reconhecido imediatamente nessa série.

E posso creditar isso a um magnífico aspecto técnico do programa: departamento de maquiagem. Aproveitei para olhar os atores que interpretam os serial killers famosos, e que transformação! Ficaram irreconhecíveis. Imagino que vão ganhar alguns prêmios nessa área no ano que vem, porque estão merecendo.

Fora isso temos bom roteiro, boa direção, atuações razoáveis do elenco principal, e um monte de ganchos para as próximas temporadas, o principal sendo o recente defunto Charles Manson.

Fonte: Bleeding Cool

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Diretor de Drive vai lançar série na Amazon

Nicolas Winding Refn vai lançar um seriado policial pelo serviço de streaming da Amazon, intitulado Too Old to Die Young (Muito Velho para Morrer Jovem, em tradução livre). Por enquanto o cineasta, responsável por Drive e Só Deus Perdoa (abaixo), está listado como criador, diretor do primeiro episódio e co-roteirista, com o escritor de quadrinhos Ed Brubaker dividindo esta última função.

Nada de Gosling dessa vez, ou por enquanto
© FilmDistrict

De acordo com a sinopse, o programa “explora o submundo criminoso de Los Angeles ao seguir as jornadas existenciais de personagens para se tornarem de assassinos em samurais [sic] na Cidade dos Anjos”. Estão no elenco Miles Teller, Jena Malone e William Baldwin. Lançamento em 2018, apenas para assinantes.

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Construí esse texto de modo deliberado, destacando a presença do diretor, dai a trama bizarra e por último o elenco meio apagado. O Refn tem poucos filmes americanos no currículo, e tendem a serem amados ou odiados ao extremo. Mas uma coisa possuem em comum: o visual magnífico.

Só Deus Perdoa pode ser arrastado e simplificar os personagens a uma única faceta de personalidade, mas é um dos melhores usos exagerados de cor que já vi. Ainda preciso conferir o Demônio de Neon, sua produção mais recente, mas pela divulgação parece que o diretor incorporou esse tipo de apresentação ao seu estilo. Vamos ver se consegue impô-lo nessa série também. Adoraria.

A trama me lembrou Ghost Dog, do igualmente cineasta-cabeça Jim Jarmusch, sobre mafiosos e Forest Whitaker bancando o samurai moderno. Acho que tenho em DVD.

O uso de “samurais” na sinopse é um mal sinal. Ou talvez seja de propósito, refletindo a falta de noção de seus personagens nessa empreitada.

Fonte: Deadline

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