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Duna está sendo criado com cautela

A mais recente adaptação de Duna, romance de Frank Herbert, está caminhando lentamente para os cinemas. Além do diretor Denis Villeneuve (Blade Runner 2049), anunciando enquanto ainda trabalha na pós-produção de sua última ficção científica, o outro único nome divulgado é do roteirista Eric Roth.

“Capturaram... sardaukar?!” Ou algo assim, é um momento e tanto
© Aleph

Ele é um dos roteiristas principais em algumas produções com bons resultados críticos, como O Informante, Forrest Gump e Munique, além de ter colaborado em vários outros títulos. Participam como produtores executivos parentes do falecido escritor, bem como Kevin J. Anderson, um dos co-autores de continuações da saga.

Duna foi lançado em 1965 e traz conflitos entre famílias disputando controle político e econômico sobre o planeta Arrakis, única fonte da substância “melange”, capaz de amplificar a mente de seus usuários.  Ele está disponível no Brasil atualmente pela editora Aleph.

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Olha só, mais uma tentativa de adaptar Duna. Acho que intriga política com pouca ação e nenhum sexo não se traduz tão fácil assim para televisão ou cinema – Guerra dos Tronos seria o exemplo contrário.

Ler Duna é uma experiência transformativa para a maioria dos jovens que entra em contato com a obra. “Livros podem ser tão bons assim? Ficção científica pode ser tão profunda e complexa desse jeito?”. Recomendo pegar o treco pela primeira vez na adolescência e revisitá-lo quando adulto, algo que estou precisando fazer. A dificuldade para escrever aquele resumo de uma linha foi vergonhosa.

Achei uma versão razoavelmente barata na Amazon, em formato eletrônico – é provável que seja adquirida muito em breve. Não sei se prossigo nas continuações, ou sequer nas maluquices inventadas pelo filho dele com o Anderson. Vai depender de como reagirei a esse clássico 30 anos após o primeiro contato.

A versão eletrônica da Aleph não está muito mais cara que a americana… se meu filho não fosse tão malthusiano quanto a e-book readers, compraria pra ele. Mas já que prefere viver no século passado, que se vire! Deixará a experiência mais significativa, de qualquer modo.

Fonte: Coming Soon

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Batman traz o humor para a Liga da Justiça

A Liga da Justiça ganhou um novo trailer com mais cenas de ação, efeitos especiais, personagens secundários e vilões. O longa chega aos cinemas em novembro deste ano, com Gal Gadot, Ben Affleck, Henry Cavill, Jason Momoa, Ezra Miller e Ray Fisher como os super-heróis da DC Comics que vão abrir espaço para uma série de filmes solo nos próximos anos.


© Warner Bros

O vilão desta vez é Steppenwolf, um guerreiro do planeta alienígena Apokolips e subordinado de Darkseid, um dos principais antagonistas do Super-homem. As criaturas aladas são parademônios, soldados daquele mundo.

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Como eu mencionei em um grupo de discussão sobre cultura cyberpunk no Facebook, onde postaram esse trailer porque há um ciborgue no filme, não conseguiram sequer dois minutos de diálogo decente para enfiar nesse vídeo. Não dá para engolir um filme que trata o Batman como alvo de chacota do resto da Liga da Justiça – nem na época em que o grupo era uma série de comédia os roteiristas faziam isso.

Ainda faltam vários meses para o lançamento, portanto há muita oportunidade para consertarem o CGI fajuto que ocupa a maior parte das cenas de ação. Talvez até consigam mostrar um parademon como algo que não seja feito de sombras se mexendo rápido demais para ser focalizado. E talvez refaçam pelo menos a cabeça do ciborgue, que está um pouco bizarra demais. O resto de seu corpo, melhor nem perder tempo – já se decidiram pela rota Transformer.

“Eu sou rico”. Vão se ferrar.

Fonte: io9

Mais elenco inédito em Guardiões da Galáxia 2

Kurt Russel finalmente faz sua aparição oficial no novo trailer de Guardiões da Galáxia 2, próxima aventura dos heróis espaciais da Marvel. O filme chega aos cinemas locais no início de maio deste ano, e mostra o grupo ganhando novos integrantes e enfrentando outra ameaça interplanetária. Os planos da vilã inédita ainda não foram revelados pelo estúdio.


© Disney Pictures

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Melhor (e talvez o único realmente bom) trailer divulgado até agora, restaurando boa parte de minha expectativa para esse filme. Até agora estavam se ancorando basicamente em versões exageradas de piadas do primeiro, mas parece que possuem muito mais material disponível.

E pelo que notei, estreia uma semana após Ghost in the Shell. Duas ficções científicas de alto custo nos cinemas ao mesmo tempo? O ano parece estar melhorando cada vez mais.

Só espero que as duas não sejam terríveis.

Fonte: Slash Film

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Um e-book grátis sobre monstros clássicos no espaço

A editora Phoenix Pick está distribuindo este mês o e-book grátis Reboots, da escritora Mercedes Lackey. A história se passa no futuro, mas com criaturas sobrenaturais integradas na sociedade, e no caso específico da trama, tripulando uma nave espacial. A sinopse menciona zumbis, vampiros e lobisomens como personagens do livro.

Não podiam ter encontrado um zumbi pior
© Phoenix Pick

Para obter uma cópia digital, basta ir até a página http://www.phoenixpick.com/botm/Lackey.htm, clicar no botão Add to cart, reduzir o preço para zero dólares, clicar no botão Checkout, preencher um formulário de nome e e-mail, e selecionar um formato de arquivo.

No mesmo link acima também é possível comprar em pacote fechado o livro original e sua continuação, pelo preço reduzido de US$ 3,99.

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Acho que é a segunda ou terceira vez que dão esse livro nos últimos anos, desde que comecei a divulgar a iniciativa. Não gosto muito de repetir conteúdo, mas com esse meu público totalmente aleatório, é provável que vá beneficiar alguém – editora ou leitor.

Eu diria que esse é um nicho pouco explorado, ficção científica com paranormalidade urbana, principalmente enlatando os dois em uma nave espacial. O único outro exemplo que me vem à cabeça é o magnífico Blindsight, de Peter Watts, sobre o encontro de uma nave tripulada por humanos com uma espécie verdadeiramente alienígena no espaço, acompanhados por um vampiro criado geneticamente. Enquanto esse é um representante de hard sci-fi, o livro da Lackey parece mais bem-humorado. Acho que vou colocá-lo na lista de futuras leituras simplesmente por ter me relembrado de Blindsight.

Fonte: Newsletter da Phoenix Pick

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Ghost in the Shell ocidental ganha trailer

Após vários teasers de segundos, está disponível o primeiro trailer de tamanho normal de Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell. Com direção de Rupert Sanders (Branca de Neve e o Caçador), o filme traz Scarlett Johansson como a Major, uma ciborgue de corpo inteiro liderando uma força internacional de caça a criminosos que empregam alta tecnologia em seus atos. Lançamento em março do ano que vem.


© Paramount Pictures

Também estão no elenco Takeshi Kitano, Michael Wincott, Juliette Binoche e Rila Fukushima. O roteiro é de Jonathan Herman (Straight Outta Compton: A História do N.W.A) e Jamie Moss (Os Reis da Rua).

O longa é uma adaptação do manga original de Masamune Shirow, com influência dos longas animados e das séries de anime para televisão.

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A nacionalidade dos personagens nunca me incomodou para começo de conversa (é uma adaptação ocidental, então podem mudar o que quiserem – o potencial de lucro numa produção dessas é muito mais importante que fidelidade ao material original). Estava realmente preocupado com o visual e a trama.

Quanto ao visual, não tenho mais temor algum – acho que mantiveram o espírito dos filmes e ainda adicionaram um toque próprio, talvez até melhorando um pouco. O roteiro, porém, ainda me incomoda. Pelo teaser parece que criaram um conflito novo para a protagonista, sobre suas memórias serem falsas (algo parcialmente trabalhado na terceira série animada) e a deixaram um pouco mais emburrada do que nas animações. Talvez funcione para essa versão, não sei… só espero que não retirem demais a sua praticidade para resolver problemas, com tiros ou pancadas.

E nem dá para reclamar muito dessa nova personalidade… a versão animada é completamente diferente do mangá, onde ela faz piadas e palhaçadas o tempo todo. É um choque ler os quadrinhos depois de ter acompanhado somente os animes, onde apagaram todo o humor e sexo.

E não reclame do título nacional. O original é apenas mais um exemplo de “engrish” japonês, para soar bacana, mas sem muito sentido. “All You Need is Kill”? “Skip Beat”?

Fonte: Deadline

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Horror a bordo da Estação Internacional

Vida é um suspense espacial protagonizado por Jake Gyllenhaal e Ryan Reynolds, sobre os astronautas que encontram uma forma de vida alienígena. Os dois e um elenco de atores multiculturais estão a bordo da Estação Espacial Internacional, examinando amostras marcianas quando localizam o hostil espécime.


© Columbia Pictures

O roteiro é da dupla Rhett Reese e Paul Vernick, responsáveis pelo sucesso comercial Deadpool. O diretor é Daniel Espinosa, conhecido por Crimes Ocultos. Lançamento em maio de 2017.

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Outra gosma alienígena com propriedades mágicas dominando seres humanos. Acho que fazem um desses a cada dois anos, ao menos com elenco e orçamento desse nível – mais barato, deve sair um a cada seis meses.

Achei esse particularmente similar a “O Enigma de Outro Mundo”, considerando o confinamento, o elenco variado e o elemento da paranoia (paranóia perdeu o acento? Caramba). Podiam ter traduzido para O Enigma do Espaço, mais chamativo que esse título literal.

O Gyllenhaal (faltou um L quando tentei escrever de cabeça) está interpretando alguém afetado pelo isolamento do espaço, ou sua cara de maníaco é após ser possuído pela gosma? Peculiar.

Fonte: io9

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Mais um pedaço de Diablo 2 chega a Diablo 3

Diablo III vai ganhar uma nova classe de personagem após cinco anos de atividades, o Necromancer. A novidade foi divulgada pela Blizzard, também revelando que o acesso ao conteúdo será pago e exigirá que o usuário já possua a expansão Reaper of Souls. O personagem foi lançado originalmente no jogo Diablo II, e é o segundo a ser reaproveitado no terceiro jogo da franquia.


© Blizzard

Devido à semelhança com o Witch Doctor, outra classe que invoca criaturas, incluindo zumbis, a empresa esclarece que o Necromancer terá uma temática mais sombria, ligada a sangue e ossos, enquanto o primeiro é mais “leve”. Provável lançamento em 2017.

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Grande diferença. Sempre deixaram óbvio que o WD era o substituto do Necromancer, mas nunca conseguiu atingir o mesmo apelo popular que a classe mais gótica da franquia.

Surpreendente vê-los cedendo e reintroduzindo material de um jogo mais velho. Na época em que jogava Diablo 2 com regularidade sempre existiam boatos e pedidos para reaproveitar classes do Diablo 1, mas nunca sequer levados em consideração.

Será uma ação para alavancar as vendas em declínio, ou a Blizzard ficou de coração mole e resolveu fazer um agrado ao seu público veterano? Se der certo talvez desperte o interesse dos novatos no jogo anterior, inclusive.

Acho que vou me presentear Reaper of Souls no natal. Acho.

Fonte: Diablo 3 Blog

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Outro monstro na filmografia da família Scott

Luke Scott, filho de Ridley Scott, faz sua estreia como diretor de longas metragens com Morgan, ficção científica de horror. Anya Taylor-Joy (A Bruxa) interpreta a personagem título, um ser humano criado com DNA artificial, possuidora de telecinesia e um mau temperamento. Estão no elenco Kate Mara, Jennifer Jason Leigh, Paul Giamatti, Michelle Yeoh e Toby Jones, como a equipe que precisa lidar com a ameaça. Lançamento em setembro.


© Twentieth Century Fox

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Outro conto de cautela sobre os perigos do descobrimento científico, como o ser humano irá se arrepender se brincar de Deus, etc. Ou seja, mais um remake de Frankenstein. E não parece particularmente interessante, em visual ou desdobramento da trama.

Mas fuçando sobre o Luke Scott descobri algo importantíssimo: ele participa como “filho de Ridley Scott” em um documentário intitulado Dias Perigosos – Realizando Blade Runner. São nada menos que 3 horas e 34 minutos sobre o melhor filme (em minha opinião) já criado, com participação do elenco principal, roteiristas, diretor e produtores, além de um bando de escritores, parentes, formadores de opinião e etc.

Achei que o documentário da BBC sobre o filme era a versão definitiva, em formato de vídeo, sobre o longa, mas alguém obviamente conseguiu expandir o treco muito mais. Entrevistaram até a família do Philip D. Dick, famosos por sua sanha em processar todo mundo que tenta usar ou fazer referência a sua obra.

Preciso assistir isso!

Fonte: io9

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Suspense inspirado na onda Youtuber

Emma Roberts (Pânico 4) e Dave Franco (Anjos da Lei) são o casal protagonista de Nerve, onde jovens realizam atos ousados sugeridos por um aplicativo para celular. Apesar de tentarem apenas se divertir, logo começam a acreditar que estão sendo manipulados para algum propósito sombrio. Também está no elenco Juliette Lewis. Lançamento em julho, nos EUA.


© Lionsgate

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Youtuber: O Filme seria uma tradução aceitável para esse filme no Brasil, exceto pelo fato do site de vídeos não aparecer na trama, somente um aplicativo de propósito quase idêntico. Mas apesar do apelo visual e do estímulo ao comportamento transgressivo de jovens em troca de fama, parece que há uma mensagem de cautela no roteiro – curiosamente é a parte menos realista do filme todo.

É estranho ver a Juliette Lewis como possivelmente a pessoa mais velha na produção, incluindo os diretores e as roteiristas. Será que isso faz dela automaticamente a vilã? Eu aposto que é o Franco de novo, deve estar se especializando nesse tipo de reviravolta.

Melhor encerrar isso com uma resenha do vídeo: parece incrivelmente bobinho (e talvez subconscientemente conservador), mas talvez agrade ao público adolescente, que adora essa cena youtuber.

Fonte: Coming Soon

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Mais uma atração atualizada da Disney

A Walt Disney Pictures lançou o primeiro trailer de Meu Amigo o Dragão, remake de um longa de mesmo nome de 1977. Estão no elenco Bryce Dallas Howard, Karl Urban, Robert Redford e Wes Bentley, como habitantes de uma pequena cidade que lidam com um menino quase selvagem que convive com um dragão.


© Disney

No filme original, com Mickey Rooney, o dragão era animado convencionalmente, mas o resto de elenco era composto por atores reais. Veja um exemplo abaixo:

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© Disney

Lançamento em 18 de agosto, com direção e roteiro de David Lowery (Amor Fora da Lei), que também está contratado para dirigir um novo Peter Pan.

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Parece que a versão com (um pelo menos) atores reais d’O Livro da Selva, do Jon Favreau, foi apenas o começo de uma iniciativa da Disney em refazer todos seus clássicos animados. E olha que vários estúdios tentam fazer isso, quase todo ano, mas nunca têm a coragem de manter o treco tão infantil e amigável quanto os clássicos, preferindo atualizar o humor. E o resultado geralmente se mostra nas bilheterias, com fiascos impressionantes.

Mas logo a veterana, clássica, conservadora, Walt Disney Pictures, resolve não reinventar a fórmula, apenas deixá-la mais bonitinha, e, que surpresa, milhões e milhões de dólares a mais no banco. Tem gente que deve ficar revoltada com isso. Eu não.

Assisti o trailer acima sem contexto algum e achei o dragão tosco, mal-feito, ridículo para os padrões modernos. Daí eu pesquisei sobre o filme e a coisa fez muito mais sentido. Provavelmente é uma homenagem, no mínimo uma referência ao visual esquisito do original. Esse, por sinal, acho que escapou da minha infância. Não despertou qualquer tipo de recordação no meu crânio.

Fonte: Deadline

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