Category Archives: TV

Expedição ártica é vítima de lobisomem em série de TV

Confira o trailer de The Terror, novo seriado do canal americano AMC. A trama é uma adaptação do livro de mesmo nome, de Dan Simmons (Hyperion), sobre a Expedição de John Franklin de 1845, em que dois navios e toda sua tripulação desapareceram enquanto procuravam uma rota marítima ao norte do Canadá. A obra está disponível no Brasil pela editora Rocco.


© AMC

Estão no elenco Ciarán Hinds, como Franklin, Jared Harris e Tobias Menzies. Simmons participa como produtor e roteirista de um episódio. Lançamento em 26 de março.

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Esse post me deu um trabalho inesperado. Ao pesquisar sobre o livro descobri que é baseado em fatos reais (o que é um pleonasmo, me informa o LibreOffice Writer). Daí comecei a ler sobre a Passagem Noroeste e a tal expedição, e quando vi já estava longe do tema principal. Mas consegui me arrastar de volta e escrever esse dois parágrafos acima.

O livro é um monstro de 750 páginas e R$ 94,90. Parece um caso típico de pesquisa em excesso e autor importante o suficiente para exigir que todo seu trabalho seja incluído na obra final, apesar dos protestos do editor. Na Amazon americana está por 9 dólares, um pouco mais razoável. Monstruosidades deste tamanho prefiro consumir em versão de áudio, hoje em dia, mas o preço sobe um bocado. Vou deixar na lista de desejos e aguardar uma oportunidade.

O trailer me lembrou o começo e final de Frankenstein de Mary Shelley, dirigido e protagonizado por Kenneth Brannagh. São as duas melhores partes do filme, com o cientista esbarrando em uma expedição presa no gelo enquanto caça/é caçado por sua criatura. Acho que vou procurar esses trechos no Youtube.

Fonte: IMDb

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Experimento online vira série convencional

A HBO lança este mês, no dia 22, a série Mosaic, sobre a investigação do assassinato de uma escritora de livros infantis. Sharon Stone (O Vingador do Futuro) interpreta a vítima em flashbacks, Paul Reubens (Pee-wee) um de seus amigos e Beau Bridges (seriados Stargate) é um dos policiais envolvidos no caso. Steven Soderbergh (Onze Homens e Um Segredo) é o diretor, com roteiro de Ed Solomon (Bill & Ted – Uma Aventura Fantástica).


© HBO

A série foi lançada inicialmente como um aplicativo para iOS e Android no ano passado, permitindo aos usuários navegar pelas narrativas com liberdade, além de acessar material sobre o crime e as investigações.

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O visual parece ótimo! E acharam um elenco secundário com rostos chamativos, pouco convencionais. Intrigante.

É a primeira vez que ouço falar desse experimento da HBO. Não encontrei informações sobre o sucesso ou fracasso do aplicativo, e a própria Wikipédia coleta apenas algumas resenhas de críticos. Será que o diretor, meio adepto de maluquices multimídia, teve a preocupação de organizar o programa como uma série de spots desconexos, ou simplesmente filmou tudo em seu estilo e deixou que a equipe de edição transformasse o material em um aplicativo? Será que os programadores participaram do processo?

Como é típico nessas iniciativas que misturam TV e internet (móvel, nesse caso), os bastidores provavelmente são mais interessantes que o próprio projeto.

Fonte: IMDb

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Cyberpunk entra na programação original do Netflix

O serviço de streaming de vídeo Netflix começou a divulgar Altered Carbon, sua nova série de ficção científica prevista para 2018. Joel Kinnaman interpreta Takeshi Kovacs, um soldado de elite no século XXV, cuja consciência é implantada em um novo corpo para investigar o assassinato/suicídio de um bilionário, interpretado por James Purefoy.



© Netflix

O programa é uma adaptação do livro Carbono Alterado, de Richard Morgan, disponível no Brasil pela Editora Bertrand. São 490 páginas pelo preço sugerido de R$ 49,90 na cópia física e R$ 34,90 na cópia digital.

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Não lembro do desfecho do livro, e não o li há tanto tempo assim. Mas lembro-me de achar o Kovacs um péssimo investigador, pelo tanto de becos sem saída que encontrava, tangentes e confrontos desnecessários. E também das longas e detalhadas cenas de sexo, algo não exatamente agradável quanto se está consumindo a obra em formato de audiolivro.

Estão copiando bastante a estética de Blade Runner, apesar de o livro se passar em um período muito mais distante e avançado. Ele integra a onda cyberpunk, é verdade, mas não imagino que a Terra continue tão idêntica depois de 500 anos… faltou ousadia, pelo menos no estranho material de divulgação até o momento.

E logo o Kinnaman protagonizando? Muito fraco.

Fonte: Netflix no Youtube

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Seriado do FBI nos anos 70 ganha continuação

Mindhunter vai ganhar uma segunda temporada, e já está em pré-produção. O seriado policial de época retrata a inclusão de conceitos psicológicos e psiquiátricos em investigações da polícia federal americana, o FBI, baseando-se em acontecimentos reais. Os dois protagonistas entrevistam assassinos em série presos, e utilizam o conhecimento adquirido como base para investigar criminosos soltos.


© Netflix

A primeira temporada tem 10 episódios, sendo quatro dirigidos por David Fincher, também produtor executivo. Na dupla principal estão Jonathan Groff (Frozen: Uma Aventura Congelante) e Holt McCallany (CSI: Miami), logo recebendo apoio científico da pesquisadora interpretada por Anna Torv (Fringe). Disponível para assinantes do Netflix.

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Estava fuçando no IMDb o elenco (Frozen realmente é o ponto alto do Groff), tentando lembrar de onde conhecia o McCallany. Apesar de uma extensa lista de participações, foi logo o melhor dos CSI, o situado em Miami, que me ativou a memória – lembro bem dele interagindo com o David Caruso, apesar de estar creditado em apenas 11 dos mais de 200 episódios. E a Torv sempre será a Olivia de Fringe, apesar de não tê-la reconhecido imediatamente nessa série.

E posso creditar isso a um magnífico aspecto técnico do programa: departamento de maquiagem. Aproveitei para olhar os atores que interpretam os serial killers famosos, e que transformação! Ficaram irreconhecíveis. Imagino que vão ganhar alguns prêmios nessa área no ano que vem, porque estão merecendo.

Fora isso temos bom roteiro, boa direção, atuações razoáveis do elenco principal, e um monte de ganchos para as próximas temporadas, o principal sendo o recente defunto Charles Manson.

Fonte: Bleeding Cool

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Diretor de Drive vai lançar série na Amazon

Nicolas Winding Refn vai lançar um seriado policial pelo serviço de streaming da Amazon, intitulado Too Old to Die Young (Muito Velho para Morrer Jovem, em tradução livre). Por enquanto o cineasta, responsável por Drive e Só Deus Perdoa (abaixo), está listado como criador, diretor do primeiro episódio e co-roteirista, com o escritor de quadrinhos Ed Brubaker dividindo esta última função.

Nada de Gosling dessa vez, ou por enquanto
© FilmDistrict

De acordo com a sinopse, o programa “explora o submundo criminoso de Los Angeles ao seguir as jornadas existenciais de personagens para se tornarem de assassinos em samurais [sic] na Cidade dos Anjos”. Estão no elenco Miles Teller, Jena Malone e William Baldwin. Lançamento em 2018, apenas para assinantes.

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Construí esse texto de modo deliberado, destacando a presença do diretor, dai a trama bizarra e por último o elenco meio apagado. O Refn tem poucos filmes americanos no currículo, e tendem a serem amados ou odiados ao extremo. Mas uma coisa possuem em comum: o visual magnífico.

Só Deus Perdoa pode ser arrastado e simplificar os personagens a uma única faceta de personalidade, mas é um dos melhores usos exagerados de cor que já vi. Ainda preciso conferir o Demônio de Neon, sua produção mais recente, mas pela divulgação parece que o diretor incorporou esse tipo de apresentação ao seu estilo. Vamos ver se consegue impô-lo nessa série também. Adoraria.

A trama me lembrou Ghost Dog, do igualmente cineasta-cabeça Jim Jarmusch, sobre mafiosos e Forest Whitaker bancando o samurai moderno. Acho que tenho em DVD.

O uso de “samurais” na sinopse é um mal sinal. Ou talvez seja de propósito, refletindo a falta de noção de seus personagens nessa empreitada.

Fonte: Deadline

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Contos de fadas tecnológicos voltam ao Netflix

O serviço de streaming de vídeo Netflix começou a divulgar a próxima temporada de Black Mirror, uma antologia de ficção científica. Com temas inspirados em tecnologia moderna, cada episódio é independente um do outro e geralmente possuem uma reviravolta sombria. Confira os dois primeiros trailers:


© Netflix

Originalmente uma produção para a TV britânica em suas duas primeiras temporadas, Black Mirror teve os direitos de distribuição adquiridos pelo site e ganhou uma terceira temporada online no ano passado. A data oficial da quarta temporada não foi divulgada.

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Não lembro bem o motivo, mas este mês terminei de assistir a terceira temporada de uma tacada só, dobrando roupas ou editando imagens, provavelmente os dois. É um produto divertido, mas o tom de conto de fadas adulto é tão boboca que me espanta fazer esse sucesso todo. Exageram nas atuações, na simplicidade da trama, nas inevitáveis explicações (a moral da história, mas na boca de um personagem), e as reviravoltas são previsíveis lá pela metade do episódio. Ouvi dizer que as duas primeiras temporadas são mais pesadas e complexas, preciso verificar isso.

Mas essa pregação anti-tecnologia em um serviço de streaming é um pouco irônico demais. Fazia sentido quando passava em um canal de televisão, afinal era uma crítica às novas mídias, a concorrência que está roubando toda a verba de publicidade. Quando vão condenar as pessoas que consomem mídia em volumes absurdos, rapidamente, apenas para não ficar para trás da moda atual? E será que os assinantes entenderiam a cutucada?

Fonte: Syfy e Netflix no Youtube

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Outro horror infantojuvenil no catálogo do Netflix

O serviço de streaming de vídeos Netflix está investindo em um novo drama sobrenatural de época protagonizado por crianças. Dark é uma produção original alemã, com lançamento previsto para o mês que vem, exclusiva para assinantes.


© Netflix

De acordo com a divulgação, serão 10 episódios sobre o desaparecimento de jovens com mais de 30 anos de intervalo entre os crimes, mas com várias características em comum. O marketing também insinua a utilização de viagens no tempo.

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Parece que o ocidente descobriu o filão de filmes de horror com crianças envolvidas em bizarrices sobrenaturais, explorado exaustivamente na Ásia nas últimas duas décadas. Stranger Things, da própria Netflix, deu início à moda, consolidada por It – A Coisa, lançada nos cinemas este ano. Agora teremos mais uns cinco anos disso, se for moderadamente lucrativo, ou uns 10, se for muito bem – igual ao gênero de super-herói. Mal posso esperar pelo ciclo parar em ficção científica novamente. Pelo resultado medíocre de Blade Runner 2049 nas bilheterias, e má qualidade de outras franquias, vai demorar.

Espero que a dublagem em inglês seja boa. Costumo assistir/ouvir essas séries do Netflix quando estou dobrando roupas, lavando louça ou montando miniaturas para sessões de RPG de mesa (tanto editando-as no GIMP quanto recortando e colando a versão impressa – fiz umas bases destacáveis de papel que facilitaram minha vida horrores), então aproveitar as nuances do áudio original é impossível.

Fonte: Syfy

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Contra entra na fila de adaptações

A empresa de “entretenimento digital” Konami teria anunciado uma adaptação de sua franquia Contra para os cinemas e televisão, publicando um teaser do projeto. Nenhum outro detalhe está disponível ainda, quanto ao elenco, estúdios envolvido, trama ou distribuição.


© Konami

Contra foi lançado nos anos 80, aproveitando o auge de filmes de ação repletos de armas de fogo. Dois personagens dividem a tela, lutando contra uma invasão alienígena com todo tipo de armamento disponível caindo dos céus.

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Minhas memórias mais ufanistas de Contra são da versão para SNES, com fases magníficas de side-scroller, pelo menos uma com motos voadoras, e algumas bem esquisitas em que o ponto de vista ficava em um ângulo reto, com o topo da cabeça dos personagens plenamente a vista. Os chefes também rendem bons instantes de nostalgia, pelo menos quanto ao design – o combate em si era o repetitivo “espere pelo momento certo para atirar” por uns 10 minutos.

Mas que os visuais são memoráveis, isso são. Acho que vou dar uma fuçada nesse jogo e estragar minhas lembranças.

Adaptações de videogame continuam fracassando nos cinemas, e não me parece que essa tenha melhores chances. Estão adotando um tom pastelão, e talvez isso dê certo – a Marvel já provou que humor é a única saída para filmes de ação rocambolescos com roteiro desmiolado.

Mas esse ano tivemos uma surpreendente adaptação animada de Castlevania no Netflix, de ótima qualidade (acredito que não fez mais sucesso por ser bem curta, apenas quatro episódios). Por que não repetir a dose com este outro videogame japonês?

Fonte: Coming Soon

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Prelúdio de épico de fantasia juvenil vai para a TV

O canal americano Showtime anunciou oficialmente que está adaptando a franquia A Crônica do Matador de Rei para uma série de TV. O programa não aproveitará o conteúdo dos livros de Patrick Rothfuss, porém, mas irá se passar no mesmo mundo, algumas décadas antes da história principal, e com protagonistas diferentes.

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© Arqueiro

Nos dois volumes publicados até agora, o herói da trama é Kvothe, prodígio da música, magia e combate com armas brancas, narrando sua vida sem igual a um cronista. Na televisão, entretanto, dois artistas viajantes serão os personagens principais, e sua história acontece uma geração antes dos livros.

O Nome do Vento e O Temor do Sábio estão disponíveis no Brasil pela editora Arqueiro.

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Já li os dois há alguns anos, tendo gostado mais do primeiro. São volumes gigantescos, mas, apesar disso, a trama evolui devagar. Kvothe é apresentado inicialmente como uma espécie de super-herói aposentado, gênio em quase todas áreas que explorou. Começa a narrar sua vida quando criança, pouco antes dos prováveis vilões (acho nunca mais apareceram) estragarem tudo, e passa a explorar minuciosamente tudo que fez a partir daí. Sem entregar demais a trama, depois do primeiro volume inteiro o Kvothe mal sabe mexer com magia.

Se o Rothfuss planeja mesmo encerrar tudo em apenas três livros, vai precisar acelerar absurdamente o ritmo, e começar a pular etapas (ele faz um pouco disso no segundo livro, e ainda assim a história parece cheia de tangentes).

A única coisa que realmente me incomoda são as personagens femininas principais. De cabeça me lembro de duas, o interesse romântico e a mulher misteriosa na universidade de magia. Ambas possuem graves problemas mentais, fazendo coisas absurdas o tempo todo e carregando o Kvothe junto como se fosse um cachorro de estimação. E ele faz suas vontades e estimula suas loucuras cada vez mais. Considerando sua competência sobre-humana em todas as outras áreas, não faz muito sentido.

Mulheres insanas são o ponto fraco do protagonista. O resto ele tira de letra.

Fonte: Slash Film

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Violência e novos oponentes em O Justiceiro

The Punisher chega ao Netflix no dia 17 de novembro, em sua própria série, após dividir espaço com o Demolidor no ano passado. Jon Bernthal interpreta novamente o personagem, ao lado de Deborah Ann Woll, como Karen Page. O resto do elenco é inédito.


© Netflix

Steve Lightfoot, um dos roteiristas da série Hannibal, é o criador e roteirista dos 13 episódios de Punisher, disponíveis exclusivamente para assinantes do serviço de streaming de vídeo.

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Já falei de super-heróis e de crime, agora um super-herói criminoso. E ainda nem é sexta-feira!

Acho que esse é o melhor trailer da semana, com uma bela mistura de cenas de ação, flashbacks, personagens inéditos, perseguições de carro, tiroteios e um número bizarro de close-ups no elenco (a maioria de lado – será que esse tipo de tomada tem um nome específico?).

Frank Castle está estranhamente emotivo nos primeiros minutos, algo obviamente incluído para preencher linguiça nos 13 episódios da produção, e que, com sorte, logo será corrigido. Assim que o amigo hacker (cadê o Microchip?) lhe der um alvo, tudo deve se encaixar.

Do universo de super-heróis da Marvel o Justiceiro provavelmente é o meu personagem predileto, apesar de estar tão distante dos colegas fantasiados que praticamente habita um universo paralelo. Mas aposto que muita gente ficou decepcionada em não vê-lo nos Defensores.

Fonte: Netflix no Youtube

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