Category Archives: TV

Outro horror infantojuvenil no catálogo do Netflix

O serviço de streaming de vídeos Netflix está investindo em um novo drama sobrenatural de época protagonizado por crianças. Dark é uma produção original alemã, com lançamento previsto para o mês que vem, exclusiva para assinantes.


© Netflix

De acordo com a divulgação, serão 10 episódios sobre o desaparecimento de jovens com mais de 30 anos de intervalo entre os crimes, mas com várias características em comum. O marketing também insinua a utilização de viagens no tempo.

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Parece que o ocidente descobriu o filão de filmes de horror com crianças envolvidas em bizarrices sobrenaturais, explorado exaustivamente na Ásia nas últimas duas décadas. Stranger Things, da própria Netflix, deu início à moda, consolidada por It – A Coisa, lançada nos cinemas este ano. Agora teremos mais uns cinco anos disso, se for moderadamente lucrativo, ou uns 10, se for muito bem – igual ao gênero de super-herói. Mal posso esperar pelo ciclo parar em ficção científica novamente. Pelo resultado medíocre de Blade Runner 2049 nas bilheterias, e má qualidade de outras franquias, vai demorar.

Espero que a dublagem em inglês seja boa. Costumo assistir/ouvir essas séries do Netflix quando estou dobrando roupas, lavando louça ou montando miniaturas para sessões de RPG de mesa (tanto editando-as no GIMP quanto recortando e colando a versão impressa – fiz umas bases destacáveis de papel que facilitaram minha vida horrores), então aproveitar as nuances do áudio original é impossível.

Fonte: Syfy

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Contra entra na fila de adaptações

A empresa de “entretenimento digital” Konami teria anunciado uma adaptação de sua franquia Contra para os cinemas e televisão, publicando um teaser do projeto. Nenhum outro detalhe está disponível ainda, quanto ao elenco, estúdios envolvido, trama ou distribuição.


© Konami

Contra foi lançado nos anos 80, aproveitando o auge de filmes de ação repletos de armas de fogo. Dois personagens dividem a tela, lutando contra uma invasão alienígena com todo tipo de armamento disponível caindo dos céus.

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Minhas memórias mais ufanistas de Contra são da versão para SNES, com fases magníficas de side-scroller, pelo menos uma com motos voadoras, e algumas bem esquisitas em que o ponto de vista ficava em um ângulo reto, com o topo da cabeça dos personagens plenamente a vista. Os chefes também rendem bons instantes de nostalgia, pelo menos quanto ao design – o combate em si era o repetitivo “espere pelo momento certo para atirar” por uns 10 minutos.

Mas que os visuais são memoráveis, isso são. Acho que vou dar uma fuçada nesse jogo e estragar minhas lembranças.

Adaptações de videogame continuam fracassando nos cinemas, e não me parece que essa tenha melhores chances. Estão adotando um tom pastelão, e talvez isso dê certo – a Marvel já provou que humor é a única saída para filmes de ação rocambolescos com roteiro desmiolado.

Mas esse ano tivemos uma surpreendente adaptação animada de Castlevania no Netflix, de ótima qualidade (acredito que não fez mais sucesso por ser bem curta, apenas quatro episódios). Por que não repetir a dose com este outro videogame japonês?

Fonte: Coming Soon

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Prelúdio de épico de fantasia juvenil vai para a TV

O canal americano Showtime anunciou oficialmente que está adaptando a franquia A Crônica do Matador de Rei para uma série de TV. O programa não aproveitará o conteúdo dos livros de Patrick Rothfuss, porém, mas irá se passar no mesmo mundo, algumas décadas antes da história principal, e com protagonistas diferentes.

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© Arqueiro

Nos dois volumes publicados até agora, o herói da trama é Kvothe, prodígio da música, magia e combate com armas brancas, narrando sua vida sem igual a um cronista. Na televisão, entretanto, dois artistas viajantes serão os personagens principais, e sua história acontece uma geração antes dos livros.

O Nome do Vento e O Temor do Sábio estão disponíveis no Brasil pela editora Arqueiro.

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Já li os dois há alguns anos, tendo gostado mais do primeiro. São volumes gigantescos, mas, apesar disso, a trama evolui devagar. Kvothe é apresentado inicialmente como uma espécie de super-herói aposentado, gênio em quase todas áreas que explorou. Começa a narrar sua vida quando criança, pouco antes dos prováveis vilões (acho nunca mais apareceram) estragarem tudo, e passa a explorar minuciosamente tudo que fez a partir daí. Sem entregar demais a trama, depois do primeiro volume inteiro o Kvothe mal sabe mexer com magia.

Se o Rothfuss planeja mesmo encerrar tudo em apenas três livros, vai precisar acelerar absurdamente o ritmo, e começar a pular etapas (ele faz um pouco disso no segundo livro, e ainda assim a história parece cheia de tangentes).

A única coisa que realmente me incomoda são as personagens femininas principais. De cabeça me lembro de duas, o interesse romântico e a mulher misteriosa na universidade de magia. Ambas possuem graves problemas mentais, fazendo coisas absurdas o tempo todo e carregando o Kvothe junto como se fosse um cachorro de estimação. E ele faz suas vontades e estimula suas loucuras cada vez mais. Considerando sua competência sobre-humana em todas as outras áreas, não faz muito sentido.

Mulheres insanas são o ponto fraco do protagonista. O resto ele tira de letra.

Fonte: Slash Film

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Violência e novos oponentes em O Justiceiro

The Punisher chega ao Netflix no dia 17 de novembro, em sua própria série, após dividir espaço com o Demolidor no ano passado. Jon Bernthal interpreta novamente o personagem, ao lado de Deborah Ann Woll, como Karen Page. O resto do elenco é inédito.


© Netflix

Steve Lightfoot, um dos roteiristas da série Hannibal, é o criador e roteirista dos 13 episódios de Punisher, disponíveis exclusivamente para assinantes do serviço de streaming de vídeo.

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Já falei de super-heróis e de crime, agora um super-herói criminoso. E ainda nem é sexta-feira!

Acho que esse é o melhor trailer da semana, com uma bela mistura de cenas de ação, flashbacks, personagens inéditos, perseguições de carro, tiroteios e um número bizarro de close-ups no elenco (a maioria de lado – será que esse tipo de tomada tem um nome específico?).

Frank Castle está estranhamente emotivo nos primeiros minutos, algo obviamente incluído para preencher linguiça nos 13 episódios da produção, e que, com sorte, logo será corrigido. Assim que o amigo hacker (cadê o Microchip?) lhe der um alvo, tudo deve se encaixar.

Do universo de super-heróis da Marvel o Justiceiro provavelmente é o meu personagem predileto, apesar de estar tão distante dos colegas fantasiados que praticamente habita um universo paralelo. Mas aposto que muita gente ficou decepcionada em não vê-lo nos Defensores.

Fonte: Netflix no Youtube

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Novas adaptações de Philip K. Dick

A Amazon vai lançar no ano que vem uma série de ficção científica exclusiva para os assinantes de seu serviço de streaming de vídeo. Philip K. Dick’s Electric Dreams é uma antologia de adaptações de contos do autor, responsável por obras que inspiraram Blade Runner: O Caçador de Androides e O Vingador do Futuro. Confira um apanhado dos episódios no primeiro trailer da produção:


© Amazon

O enorme elenco inclui Bryan Cranston (também produtor), Steve Buscemi, Geraldine Chaplin, Benedict Wong, Anna Paquin, Terrence Howard, Vera Farmiga, Greg Kinnear e Lara Pulver.

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Além de procurar o próximo grande hit, como a Netflix tem feito, a Amazon Prime Video também quer abocanhar alguns prêmios, para aumentar o prestígio da marca. É exatamente esse o propósito dessa antologia, com tantos nomes graúdos envolvidos em apenas um episódio cada – no meio de tanta bagunça, alguém há de se destacar.

Críticas iniciais a comparam ao programa Black Mirror, da BBC, já que o formato é igual. Mas enquanto o produto britânico é um conto de fadas anti-tecnologia, esse show tem potencial muito maior, considerando o material de referência. Além de escrever sobre os limites da realidade, ou nossa percepção dela, Dick também tem histórias simplesmente divertidas sobre situações-limite com alienígenas ou robôs – só no final de sua carreira parte para religião e metafísica, e fica mais complicado de adaptar, ou sequer entender do que está falando.

A vantagem de fazer uma antologia (ou um programa em que o elenco principal nunca se encontra) é que você pode terceirizar uma boa parte das filmagens e fazer tudo ao mesmo tempo. Especialmente fácil se a identidade visual não precisa se manter constante de um episódio para outro – mas também é algo que você pode disfarçar na edição, colocando a mesma pessoa para trabalhar em tudo.

Encerrando meus pensamentos quanto a isso: duvido que faça muito sucesso, talvez convença alguns fãs do autor e de esquisitices a fazerem uma conta gratuita de 30 dias no Prime Video.

O estranho é que na Amazon está listado como 2018, bem como no trailer, mas vários episódios estão disponíveis em tudo quanto é canto. Esse marketing moderno me ilude.

Fonte: IMDb

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Prelúdio de obra-prima dos anos 70 a caminho

O serviço de streaming de vídeo Netflix vai distribuir com exclusividade a série Ratched, que deve começar a ser filmada no ano que vem. Com 18 episódios divididos em duas temporadas, o programa é um prelúdio ao clássico Um Estranho no Ninho, de 1975, e vai mostrar a carreira profissional da enfermeira Ratched, “vilã” do longa protagonizado por Jack Nicholson.


© United Artists

Sarah Paulson (História de Horror Americana) vai interpretar a enfermeira jovem, papel originalmente de Louise Fletcher. A série é uma criação de Ryan Murphy (também História de Horror Americana), que estaria trabalhando nela há anos, de acordo com o material de divulgação.

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Que trailer curiosamente positivo. E o destaque que dão para o Nicholson, com tantos personagens interessantes para serem explorados – seria ele tão popular assim nos anos 70? A Ratched mal aparece, e praticamente rouba o filme.

Um pouco tempo depois de assistir o treco, lá pelos anos 90, encontrei o livro na Biblioteca Pública do Paraná, enquanto procurava coisas aleatórias nas prateleiras de literatura norte-americana (lembra quando era difícil conseguir um livro?). Li na mesma semana, e pelo menos um aspecto dele é bem nítido ainda em minha memória – o protagonista não é o personagem do Nicholson, mas sim o índio mudo. Pelo menos a história é contada do ponto de vista dele! O sujeito ainda é importante para o desfecho da história na versão cinematográfica, mas foi um choque. Imagine se tentasse algo assim hoje em dia.

Vão precisar de muita sutileza para não transformar essa série em uma bobagem, e pelas produções do Murphy, isso não parece ser o seu ponto forte. Ao invés de uma profissional fria moldada pelo horrível ambiente de trabalho, provavelmente vai ser uma psicopata de berço.

Fonte: Slash Film

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Jogo de conspirações e monstros vai virar série

A Funcom está divulgando que seu jogo The Secret World vai ser adaptado como uma série de TV. O programa terá um grupo de agentes infiltrados protagonizando, envolvidos na guerra entre sociedades secretas e o mundo sobrenatural. Os direitos já haviam sido vendidos há alguns anos, mas a novidade é que a produtora Infinitum Nihil, do ator Johnny Depp, assinou uma parceria para participar no desenvolvimento.

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© Funcom

Detalhes sobre elenco ainda não foram divulgados, mas o roteirista do episódio piloto é James V. Hart, responsável por Hook – A Volta do Capitão Gancho, Drácula de Bram Stoker, e criador da série de piratas Crossbones.

O MMORPG foi relançado este ano com o título Secret World Legends e agora está disponível gratuitamente.

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Vender direitos de adaptação não é exatamente uma notícia – tenho evitado divulgar isso porque normalmente não dão em nada ou demoram cinco anos para terem resultado. Mas quando você consegue não apenas dinheiro mas também um “Nome” para atrelar ao seu projeto, é sinal que ele está prestes a dar o grande passo: pré-produção.

Continuo jogando SWL nos finais de semana, ao invés de me dedicar a memorizar Starfinder ou descobrir uma boa receita para berinjelas. Ainda estou no conteúdo velho do jogo, por algum motivo completando todas as malditas quests opcionais, e motivado singularmente em ver os mapas inéditos para mim, que parei de comprar atualizações na metade do caminho. Já estão abertos, basta terminar de destruir todas as múmias do Egito, ir para o leste europeu enfrentar vampiros e lobisomens, e daí sim, finalmente visitar Tóquio.

Malditas múmias.

Fonte: Funcom

Site oficial: https://secretworldlegends.com/

Steam: http://store.steampowered.com/app/215280/Secret_World_Legends/

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Advogada se destaca em novo Law & Order

A nova empreitada da franquia televisiva Law & Order, intitulada True Crime, ganhou um trailer. O vídeo apresenta o elenco e revela o estilo visual do programa, mais cinematográfico que as produções anteriores. Serão oito episódios, com previsão de lançamento este ano ainda, no canal americano NBC.


© Wolf Films

Edie Falco (Sopranos) é o nome mais conhecido no elenco e uma das protagonistas, a advogada responsável por defender os irmãos Menendez, acusados de matar os próprios pais.

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Claro que isso pode ser apenas efeito desse trailer, com estilo de cinema, e a série na verdade é bem mais estática, cheia de close-ups para esconder o cenário minúsculo e diálogos com duas câmeras pulando entre um grupo de personagens. Funcionou muito bem por décadas para Law & Order.

Mas provavelmente estão gastando em equipamento e locação tudo que economizaram com elenco, então teremos iluminação criativa, ângulos complicados e belos cenários. É uma boa oportunidade para inovar no estilo e continuar usufruindo do nome da franquia, afinal de contas.

Publicaram alguns comerciais de TV, mas são basicamente esse trailer mais recortado. Até o momento parece que a Edie Falco vai carregar o programa nas costas, e esses vídeos confirmaram essa impressão ainda mais. Talvez tenham exagerado um pouco na economia.

Fonte: IMDb

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Comédia policial na Guerra Fria

A Amazon lança esta semana sua nova série exclusiva, Comrade Detective. É uma comédia de ação que se passa na Romênia durante os anos 80, mas com uma dublagem americana malfeita. Entre as vozes estão Channing Tatum, Joseph Gordon-Levitt, Chloë Sevigny e Daniel Craig.


© Amazon Video

Um grande nome na área de dublagem americana também participa: John DiMaggio, a voz de Bender em Futurama e Jake em A Hora da Aventura.

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Tirar sarro do comunismo nos Estados Unidos é seguro hoje em dia, já que a esquerda americana odeia a Rússia. Mas experimentem falar mal do socialismo!

Pelo trailer achei que o nome do Tatum estaria entre os criadores, mas é “meramente” um produtor executivo. Pelo jeito os desconhecidos responsáveis pela série, Gatewood e Tanaka, mostraram o conceito para o ator e ele adorou, a ponto de investir no treco e ajudar na divulgação. É engraçado, mas o suficiente para seis episódios de 40 minutos?

Acho que tenho acesso a esses vídeos da Amazon – assinei quando abriram para o Brasil por algum preço promocional, mas não consigo descobrir se ainda estou pagando. Tentei encontrar o treco e cancelar, só que não achei nada na minha conta. Pior que eles têm um material decente, mas simplesmente nunca me lembro de assistir.

Vou tentar assistir a esse Comrade Detective e ver se a mesma piada carrega um episódio inteiro.

Fonte: IMDb

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Star Trek brinca com seus escudos espaciais

A nova série Star Trek: Discovery foi uma das franquias contempladas com trailer inédito na San Diego Comic Con, este final de semana. Alguns personagens ganham mais tempo de cena, como o vilão Harry Mudd (Rainn Wilson) e o capitão Lorca (Jason Isaacs). Outro destaque fica para o uso criativo da tecnologia de escudo, sempre presente nas batalhas entre naves espaciais.


© CBS

Discovery é protagonizada por Sonequa Martin-Green, de The Walking Dead, uma humana com algum tipo de ligação com Sarek, pai do Sr. Spock da série original. O programa será lançado nos EUA pelo canal CBS e também será distribuído pelo serviço de streaming de vídeo Netflix.

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Os klingons reptilianos continuam a incomodar o público clássico, mas acho que dá para inventar alguma justificativa – podem ser uma variação do klingon típico, do mesmo jeito que humanos tem vários fenótipos e genótipos diferentes. Por que todos os membros de raças alienígenas são idênticos, enquanto os humanos são uma mistureba? Que preconceito contra outras espécies inteligentes!

Se for uma mera reinterpretação criativa, então merecem os xingamentos mesmo.

Há alguns meses boatos diziam que a Soneca era uma humana criada por vulcanos, o que é um conceito magnífico, além de explicar seu nome masculino. Agora o rumor é que ela é meia-irmã do Spock, o que joga seu valor como personagem original pela janela. Mas pelo menos continua fazendo coisas que parecem divertidas, ao utilizar o escudo da nave de modo bem maluco e sofrer bullying do Mudd (não reconheci o Rainn até ele se apresentar).

Não parece que vai chacoalhar o universo de fãs ou recrutar muitos novatos para a franquia, mas ao menos é material inédito de Star Trek. Estou com mais vontade de me arriscar em Discovery do que em conferir as antiguidades no Netflix que nunca assisti, com suas 30 ou mais temporadas combinadas.

Fonte: Canal do Netflix no Youtube

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