Category Archives: TV

Ducktales é repleto de personagens extrovertidos

Mais um trecho do episódio piloto de Ducktales foi divulgado pela Disney, durante seu evento de mídia este mês. O programa terá uma hora de duração e será repetido durante todo o dia 12 de agosto, no canal Disney XD. A temporada normal começa no final de setembro.


© Disney

Ducktales é um reboot completo da franquia, começando com o primeiro encontro entre o Tio Patinhas e os três sobrinhos do Pato Donald, antes de saírem pelo mundo caçando tesouros. A personalidade da maioria dos personagens foi preservada, com exceção das patas e de um dos sobrinhos. David Tennant, de Doctor Who, é o novo dublador do pato mais rico do mundo.

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Que tal terminar a semana com um clipe de Ducktales? Pode parecer bizarro ver isso aqui, mas estou achando essas prévias divertidas e muitas vezes engraçadas. É quase uma pena não ter crianças na faixa etária adequada para assistir essa série – poderia acompanhar com eles e fazer comentários inúteis sobre as diferenças entre a nova e a original.

Não tinha visto ainda o quão agressivas ficaram a empregada doméstica e sua sobrinha. É uma mudança e tanto do perfil frágil que possuíam antes, e pelo jeito, criada exclusivamente para agradar a opinião pública que exige personagens femininas tão alfas quanto as masculinas. Ao invés de quatro personagens brigando pela liderança da cena, temos seis. E ninguém calmo, ponderado ou introvertido para servir de contraste aos estouradinhos patos da família McDuck.

Vão precisar inventar personagens novos com perfis mais pacatos, ou suavizar outros co-protagonistas. Talvez seja essa a função dos dois sobrinhos que ainda não se destacaram. Olhando bem para a sociedade moderna, pior que faz sentido.

Fonte: Coming Soon

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Doctor Who faz substituição no elenco

O canal inglês BBC anunciou neste domingo que a atriz Jodie Whitaker será a próxima protagonista de Doctor Who. O seriado de ficção científica traz como personagem principal um alienígena chamado Doctor, cuja espécie é capaz de se transformar em outra pessoa após sofrer um ferimento mortal.


© BBC

Whitaker deve ser introduzida no episódio especial de Natal, quando irá substituir o ator atual, Peter Capaldi, e se tornar a 13ª encarnação do personagem, com mais de cinco décadas de história.

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Apesar de a série ter uma repercussão razoável nas Américas, os protagonistas sempre são desconhecidos para nós, mesmo que tenham uma carreira sólida na Europa. Olhando a ficha da Whitaker, o que melhor representa ela por aqui é Ataque ao Prédio, filme sobre uma invasão alienígena do ponto de vista de delinquentes juvenis, protagonizado pelo agora mundialmente famoso John Boyega.

Ela interpreta o personagem trabalhador de classe média, vítima tanto dos maloqueiros quanto dos alienígenas, e está no filme para que o público mediano tenha alguém com quem se identificar. Não é o melhor papel possível, mas tem um tempo de câmera generoso.

Quanto ao trailer acima, gostei da interpretação silenciosa da atriz, passou presença, entusiasmo, mas também tranquilidade, ou mesmo confiança. A Tardis ficou tão mal encaixada atrás do muro que parecem ter editado o vídeo no mesmo dia em que foi divulgado. Tosqueira.

E que tal, fiz o post inteiro sem comentar o fato de uma mulher ser o novo Doctor. O personagem é tão esquisito e cheio de cacoetes (além de pacifista), que provavelmente não fará muita diferença. E deve dar aquele pico de audiência, pelo menos na primeira temporada. Bem que podiam liberar no Netflix de novo.

Fonte: io9

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Castlevania mostra potencial do formato

Castlevania deve ganhar uma segunda temporada com o dobro de episódios, já no ano que vem. Os quatro iniciais foram publicados no serviço de streaming Netflix na semana passada, com Richard Armitage (O Hobbit) dublando o protagonista Trevor Belmont.

Pelo trailer achei que fosse um lixão – me surpreendi!
© Shankar Animation

A animação é baseada no jogo Castlevania III: Dracula’s Curse, de 1990, trazendo o famoso vampiro ameaçando destruir a Valáquia (atualmente parte da Romênia) em busca de vingança pela morte de sua esposa. O último Belmont vivo acaba se unindo a alguns aliados improváveis para impedir o avanço de um exército de monstros pela Europa.

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Castlevania 3 sempre foi o meu jogo. Costumávamos alugar o cartucho ocasionalmente (algo que não faz muito sentido considerando a necessidade de salvar seu progresso, mas naquela década era totalmente aceitável) e eu simplesmente adorava o formato, trama, e o melhor de tudo, os personagens extras.

Quando a Sypha Belnades aparece no desenho animado (spoilers!) sorri de orelha a orelha. Finalmente algo que aproveita nostalgia, mas também consegue trazer qualidade própria. Fiquei até o último minuto esperando o Grant Danasty dar as caras, mas aceito que sua presença fique reservada para a próxima temporada.

A animação é boa, com destaque para a luta no último episódio. Os monstros não se movimentam muito bem, exceto pelo ciclope, e a paleta de cores podia ser um pouco mais ampla que marrom e vermelho, mas em geral, a qualidade técnica é positiva.

Os diálogos do Warren Ellis beiram o anacronismo, mas acho que não ultrapassam a barreira da credibilidade. O Trevor é um pouco descolado demais, mas quando fica sério é convincente; e o sotaque da Sypha ficou um charme.

Mas nem todo mundo ficou tão bom. As motivações do vilão humano são fraquinhas (provavelmente refletem demais a opinião do autor quanto à organização que ele representa – ninguém nela presta?), e o seu desfecho, anticlimático, deslocado. Espero que reapareça na próxima temporada, de alguma maneira.

Quero ver se conseguem encaixar o bumerangue e… o relógio que congela o tempo já existia nesse jogo?

Fonte: Coming Soon

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Super delinquentes britânicos ganham remake

Dave Foley (NewsRadio) é o primeiro nome reconhecível na versão americana de Misfits. No original britânico, um grupo de delinquentes juvenis ganha superpoderes enquanto estão realizando serviços comunitários e precisam lidar com as consequências.

Imagem atual pode não ser condizente com esta!
© NBC

Estão programados 13 episódios, com os dois primeiros intitulados como pilotos e previstos para este ano ainda. O roteiro está nas mãos de Diane Ruggiero, uma das roteiristas de Veronica Mars, e atualmente responsável por iZombie.

Distribuição pelo serviço Freeform, focado no mercado adolescente, e atualmente produzindo séries da Marvel como New Warriors e Cloak & Dagger.

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Ah, NewsRadio, uma das melhores comédias na TV durante os anos 90. Assistíamos aos episódios novos e às reprises o tempo todo. Excelente personagens, roteiros, interpretações, participações especiais (o James Caan estava ótimo). Acho que parei um pouco antes do Phil Hartman ser assassinado pela esposa – bizarro terem continuado o programa sem ele.

Misfits UK estava, e talvez ainda esteja, disponível no Netflix. Resolvi assistir há alguns anos, motivado por boas resenhas, mas só aguentei o primeiro episódio. Esses ingleses sabem como escrever adolescentes delinquentes: irritantes, chatos, insuportáveis, e o pior de tudo, cheios de si. Não aguentei prosseguir sem um único personagem para torcer.

Tive um problema semelhante em Attack the Block, onde, novamente, todos os adolescentes são um monte de lixo – mas felizmente a invasão alienígena e suas reações a ela me distraíram o suficiente para continuar assistindo, e acabei apreciando o filme.

Por alguns instantes achei que o Foley seria um dos protagonistas, e iriam mudar o molde do original – mas o elenco está entupido de jovens atores desconhecidos para compor o grupo de misfits. E também não faria sentido colocar um protagonista cinquentão no Freeform, onde todo mundo precisa aparentar 15 anos.

Olha só o quanto escrevi sobre uma mera escalação de elenco secundário ainda não confirmada. Compensei sexta-feira?

Fonte: Bleeding Cool

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Dramatizações nos planos de Law & Order

Law & Order: True Crime é o novo desmembramento desta franquia de seriados policiais com 27 anos de atividade. Desta vez estão se inspirando diretamente em um crime real, o assassinato cometido pelos irmãos Menendez no final dos anos 80. Edie Falco (Os Sopranos) é uma das protagonistas, a advogada de defesa da dupla. Serão oito episódios, com lançamento este ano.

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© NBC

Utilizando o formato de mostrar crimes do ponto de vista policial e jurídico igualmente, Law & Order atualmente ainda está em exibição com a série Unidade de Vítimas Especiais.

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Antigamente, quando TV a cabo era a única opção fácil para consumir conteúdo americano, assistia Law & Order religiosamente, tanto Special Victims Unit quanto Criminal Intent. O primeiro eu acabei parando de ver quando enjoei dos cacoetes repetidos à exaustão (os diálogos, meu Deus, os diálogos) e o segundo quando o Vincent D’Onofrio pediu as contas. Hoje em dia acho que o único seriado policial que assisto é a nova temporada de Twin Peaks.

Puxei esse tema porque anunciaram a contratação da Heather Graham (por pelo menos 1 episódio) mas esqueci de mencioná-la no texto inicial. Bom, fica o registro! Gosto dela, apesar de andar meio apagada. Acho que ela e a Mira Sorvino podiam ser mais bem aproveitadas pelo cinema e TV da atualidade.

Achei que esses Menendez eram familiares, e não é devido aos inacabáveis especiais sobre crimes que minha esposa assiste toda noite. Ele são a inspiração para a trama paralela em The Cable Guy (O Pentelho), a comédia menos lucrativa da carreira de Jim Carrey, interpretados por Ben Stiller e aparecendo somente nos televisores de personagens secundários. Acho que esse é o filme do Carrey que mais assisti em minha vida – não sei porquê, mas esse treco não saía do videocassete na casa dos meus pais. Eu diria que é uma obra-prima mal compreendida, mas posso estar sendo meramente ufanista.

Fonte: Deadline

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Drácula vai ser adaptado por dupla de Sherlock

O canal inglês BBC está desenvolvendo um seriado inspirado na obra Drácula, do escritor Bram Stoker. Estão encarregados da empreitada Steven Moffat e Mark Gatiss, parceria bem sucedida na adaptação de outro clássico literário, Sherlock Holmes. A dupla deve ficar responsável apenas pelo roteiro, e detalhes ainda não foram revelados.

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© L&PM Pocket

As aventuras modernas do detetive particular britânico estão disponível no Brasil para assinantes do Netflix, com o próprio Gatiss no elenco como Mycroft Holmes.

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Ainda é pura especulação, mas há uma possibilidade que atualizem esse Drácula do mesmo jeito que fizeram com Sherlock – ou seja, um vampiro usando celular o tempo todo. Mas você não precisa nem imaginar como o conde Vlad se viraria nos tempos modernos, basta assistir ao documentário fajuto O Que Fazemos nas Sombras. O filme acompanha um grupo de vampiros com séculos de existência dividindo uma casa e tentando se adaptar às conveniências modernas.

Mas outra história de peixe fora d’água usando um vampiro? Acho que deviam fazer exatamente o oposto: continuar a história do livro e mostrar o Drácula praticamente dominando o mundo moderno com seus séculos de experiência e tempo para planejar. Sei que isso também já foi feito, mas não tanto à exaustão quanto as outras possibilidades.

E chega de ficar imaginando, que o programa está tão verde que nem consta no IMDb ainda. Talvez sequer aconteça! E se acontecer, lá por 2019, no mínimo. Bastante tempo para encontrarem um ator romeno para protagonizar, o que seria realmente inovador.

Fonte: Bleeding Cool

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Sequestro de neto bilionário ganha elenco

Brendan Fraser vai interpretar um detetive particular em Trust, série de TV sobre o sequestro real de John Paul Getty III, neto de um bilionário americano do petróleo. O programa será filmado na Europa, onde o crime aconteceu, e deve ir ao ar em janeiro de 2018, no canal FX.

Ficou irreconhecível nesse ângulo
© Universal Pictures

Já estão confirmados no elenco Donald Sutherland, como o bilionário que barganha o resgate do neto e cobra o valor do próprio filho, com juros; e Hillary Swank como a mãe da vítima. Danny Boyle dirige os cinco episódios, com roteiro de Simon Beaufoy, repetindo a parceria de Quem Quer Ser um Milionário? e 127 Horas.

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Olha só, Brendan Fraser! Achei que ele tinha se aposentado depois das Múmias, mas verifico que continuou trabalhando sem parar desde então. De 2015 em diante está se dedicando principalmente a televisão, sendo esse Trust um de seus projetos mais importantes, em comparação.

Espero que vá bem, e que deem bastante espaço para ele, bancando o detetive. Sou fã da primeira Múmia, nem tanto da segunda e a terceira achei chata, mas não tão horrível.

Mas lembro principalmente dele por Os Cabeça-de-Vento e Paixões na Floresta, onde dá um berro magnífico (procure no Youtube, vale a pena – quase tão bom quanto o de Arnold em Predador). Ah, os anos 90. Até George: O Rei da Floresta não era nada mal.

Fonte: Coming Soon

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Sin City agora vai para a televisão

Uma nova adaptação das histórias em quadrinhos Sin City está sendo produzida, desta vez como uma série de televisão. Encabeça o projeto Glen Mazzara, produtor e roteirista de The Shield: Acima da Lei, com Len Wiseman, da franquia Anjos da Noite, dirigindo o episódio piloto.

Marv pra lá, Marv pra cá... e aposto que vai reaparecer
© Dark Horse Comics

Sin City foi criada por Frank Miller como uma violenta HQ em preto e branco, inspirada pelo estilo film noir, com detetives durões e damas fatais. Já foi adaptada em 2005 como um filme pelo próprio Miller e Robert Rodriguez e novamente em 2014.

Detalhes sobre roteiro e estilo visual ainda serão divulgados.

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Aposto que vai ser bem diferente dos filmes. O primeiro fez um sucesso razoável, mas o segundo foi um fiasco. Acredito que principalmente pela saturação causada pelo visual único que inventaram, uma cópia fiel do estilo dos quadrinhos.

Assim como 300 de Esparta, é uma experiência relevante para se ter (ainda mais no cinema), mas depois disso é cansativo. Esse, por sinal, é outro exemplo de experimentação que não foi lucrativo além do primeiro. Mas não assisti a nenhuma dessas continuações, então talvez tivessem um roteiro ruim, péssimos atores, e por aí vai. Não faço ideia.

De qualquer modo, o primeiro trailer desse programa de TV tem uma responsabilidade enorme pela frente.

Fonte: Slash Film

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Paródia de Star Trek deve agradar fãs

O canal Fox lança este ano a série The Orville, uma comédia parodiando a franquia Jornada nas Estrelas. Seth MacFarlane (Uma Família da Pesada) é o protagonista, roteirista e criador, o capitão da nave espacial Orville. O outro nome mais conhecida no elenco é Adrianne Palicki (Agentes da S.H.I.E.L.D.), interpretando sua ex-esposa e também tripulante do veículo.


© Fox

O programa inclui alguns veteranos de Jornada nas Estrelas como diretores de episódios, incluindo Jonathan Frakes, Brannon Braga e Robert Duncan McNeill. Jon Favreau (Homem de Ferro) é um dos produtores e também dirige um dos 11 episódios.

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O humor do MacFarlane não muda praticamente nada de um produto seu para outro: toneladas de comentários cáusticos, piadas curtas e rápidas, humor físico e de baixo calão. É meio difícil não encontrar alguma coisa engraçada na enxurrada, mas o aspecto apelativo muitas vezes espanta o público mais tranquilo e conservador. Eu ri de alguns momentos, mas nem da metade – posso dizer o mesmo de “Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola”, outra paródia protagonizada por ele.

Não fucei muito, mas achei também alguns veteranos das equipes técnica das séries de TV de Jornada nas Estrelas trabalhando em Orville. Boa homenagem.

E agora, será que coloco o trailer de Star Trek: Discovery aqui amanhã? Space opera demais para uma semana só?

Fonte: io9

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S.H.I.E.L.D. sobrevive à temporada de cortes

Agentes da S.H.I.E.L.D. vai ganhar uma quinta temporada, anuncia o canal de televisão americano ABC. Em meio a vários cancelamentos que vão abrir espaço para a nova programação deste ano, a série baseada na agência secreta da Marvel Comics exibe seu episódio final esta semana, e volta no segundo semestre. Todo o elenco atual deve permanecer, a menos que haja alguma reviravolta.

Parece que o misticismo não foi bem aceito
© ABC

Clark Gregg protagoniza como o agente Phil Coulson, introduzido no universo cinematográfico da Marvel no primeiro Homem de Ferro, e removido em Os Vingadores. As primeiras três temporadas estão disponíveis no serviço de streaming de vídeo Netflix.

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E seguindo o padrão, devemos ter acesso à quarta temporada logo após sua conclusão nos EUA. Pelo menos isso permite ao telespectador repetir a típica experiência do Netflix, assistir uma tonelada de programas de uma vez só.

Enquanto assisto aos filmes da Marvel pela necessidade fútil de acompanhar todo o material que distribuem, os serializados são uma experiência mais agradável. Agentes da S.H.I.E.L.D. tem melhorado de qualidade com o tempo, sobrevivendo mesmo ao teste da terceira temporada. Parece-me que a quarta teve uma queda de audiência, mas assim que passaram do Motoqueiro Fantasma para a inteligência artificial Aida, ao menos as críticas melhoraram suas avaliações.

Descobriremos em breve, acredito.

Fonte: Deadline

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