Category Archives: TV

Amazon investe em mais Philip K. Dick

A série Eletric Dreams foi adquirida pela Amazon, com encomenda de 10 episódios, após ter circulado por outros canais convencionais de TV. O programa será uma antologia baseada em contos de Philip K. Dick, autor de ficção científica responsável pelo livro Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, adaptado no clássico Blade Runner. O conteúdo ficará disponível no serviço de vídeos da livraria digital, exclusivamente para assinantes.

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© Aleph

Ron Moore, criador do remake de Battlestar Galactica será o “showrunner” espécie de supervisor geral de um programa. Bryan Cranston (Breaking Bad) é um dos produtores e deve atuar na série também.

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Foram tantos anos desde que divulguei isso que acreditei se tratar de um programa novo, e que havia perdido o lançamento do anterior. Mas verifiquei que ele sequer havia entrado em produção, provavelmente devido aos elevados gastos e duvidoso retorno de programas nesse formato.

Exceto por Black Mirror, que outra antologia recente deu certo? Antigamente Além da Imaginação e Contos da Cripta dominavam a televisão americana, mas hoje em dia acho que, se existirem programas nesse gênero, passam longe do Top 100.

Mas chega de negatividade, estou curioso para assistir a esse show, sendo um grande fã do Dick (ha-ha-ha), pelo menos de seu material mais acessível – as coisas alucinógenas ainda me desafiam.

Essa notícia também me lembrou que assinei o serviço de vídeo da Amazon para assistir Man in the High Castle mas não consegui terminar o primeiro episódio sequer. Incrivelmente arrastado… preciso continuar esse projeto, arranjar outro programa, ou cancelar a assinatura!

Fonte: Bleeding Cool

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Netflix prepara desenho animado de Castlevania

Castlevania, franquia japonesa de videogames sobre vampiros vai ganhar uma adaptação animada no Netflix ainda este ano, segundo a própria empresa.

Excelentes memórias!
© Konami

Lançado originalmente em 1986 para o Nintendo de 8 bits, Castlevanias geralmente são protagonizado por um membro da família Belmont, responsável por caçar Drácula sempre que este ressurge das cinzas. Ao longo das décadas outros protagonistas foram incluídos, além de monstros de diversas mitologias e até elementos de ficção científica.

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Minha memória quanto ao início dos anos 90 não é grande coisa, mas lembro vagamente de gostar muito de Castlevania – principalmente de Castlevania II: Simon’s Quest, com seus elementos de RPG. Talvez jogasse mais outros títulos populares, como Mario e Final Fantasy, mas a família Belmont provavelmente deixou a maior marca em meu jovem cérebro.

Em anos mais recentes joguei o Super Castlevania IV, um para Nintendo 64 e outro para Game Boy Advance (tudo em emuladores, obviamente), quase uma década após seus lançamentos. Em suma, meu saudosismo me deixa moderadamente entusiasmado para esse projeto.

Por outro lado os boatos que os produtores estão se inspirando em Game of Thrones esfriam um tanto esse interesse – quer dizer que o desenho vai ser recheado com violência sexual e centenas de personagens, além de se esticar por mais de vinte anos?

Outro ponto antes de encerrar, acho que é a primeira animação exclusiva do Netflix para público adulto sem temática cômica. No gênero comédia acredito que já são dois ou três desenhos, mas de ação nenhum – isso descontando os animes, que são uma categoria a parte.

Fonte: io9

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Jack não envelheceu um dia

A anunciada continuação do desenho animado Samurai Jack ganhou um trailer, atualizando a história do protagonista. A temporada de 10 episódios se passa 50 anos após a série original, com o viajante do tempo Jack ainda lutando contra o vilão Apu, mas sem ter envelhecido como consequência de suas aventuras.


© Cartoon Network

O desenho será lançado no dia 11 de março nos EUA, no canal Cartoon Network. O programa foi exibido originalmente entre 2001 e 2004, e costuma estar disponível no serviço de streaming Netflix.

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Apesar do dramalhão presente, quase uma tendência obrigatória quanto a heróis envelhecidos, parece que a ação continuará em destaque no programa. Samurai Jack foi uma espécie de marco na animação quanto a criação de cenas dinâmicas com pouquíssimos recursos – e não parece ser (apenas) uma questão de dinheiro, mas principalmente de fidelidade ao estilo artístico desenvolvido para o programa.

Talvez esse visual seja o motivo para seu limitado sucesso junto ao público jovem atual – tentei fazer meu filho assistir em algumas ocasiões diferentes, mas não consigo fazê-lo completar um episódio. Simplesmente não caiu em seu gosto.

Se bem que hoje em dia a molecada parece que só quer saber de assistir pessoas jogando videogame no Youtube – tantos desenhos, filmes, séries à disposição com uma facilidade inacreditável, e gastam a maior parte do seu tempo de lazer sequer jogando, mas passivamente vendo outros jogarem.

Cada geração com sua maluquice, é o que eu digo. O mais importante é que o indivíduo perceba logo as bobagens que faz, para daí continuá-las ou interrompê-las conscientemente, não apenas porque está indo na onda dos amigos ou por medo de bronca dos pais. É um passo importante no amadurecimento do adolescente.

Fonte: Blastr

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Adaptação de Dick garante terceira temporada

A loja online Amazon anunciou que sua série The Man in the High Castle terá uma terceira temporada, com um novo “showrunner”. Eric Ellis Overmyer, criador do policial Bosch para a mesma empresa, assume a função no lugar de Frank Spotnitz (Arquivos X), que abandonou o programa na metade da segunda temporada.


© Amazon Studios

The Man in the High Castle é exibido exclusivamente no service de streaming de vídeo da Amazon. Trata-se de uma adaptação do livro O Homem do Castelo Alto, de Philip K. Dick, sobre uma realidade alternativa em que os aliados perderam a II Guerra Mundial, e como resultado os EUA foram divididos pela Alemanha e Japão, com um pequeno território livre no meio do país. 20 episódios estão disponíveis.

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Assinei o tal serviço de streaming da Amazon (achei que o Hulu chegaria antes) algumas semanas depois que liberaram o acesso para o Brasil. Inicialmente queria ver Mr. Robot, que também está no catálogo, mas pelas tentativas que fiz até agora, somente o material exclusivo da empresa está disponível por aqui. Comecei a assistir TMitHC, estou na metade do primeiro episódio ou algo assim, e até agora não me cativou tanto quanto esperava.

Acho que vou concluir essa tarefa, tentar um episódio de Bosch, e se não continuar com qualquer um deles, vou acabar cancelando. Por enquanto está bem barato, em promoção, mas com essa oferta ridícula de conteúdo nem isso vale a pena gastar.

Fonte: io9

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Apocalipse canadense começa a tomar forma

O serviço de streaming Hulu vai lançar em abril do ano que vem o seriado The Handmaid’s Tale, baseado no livro A História da Aia, de Margaret Atwood. A trama é uma distopia militar, onde as poucas mulheres férteis são colocadas à disposição da elite governante para procriar. Confira algumas imagens do elenco, que inclui Joseph Fiennes e Yvonne Strahovski:

O visual parece ótimo.
Em um papel dramático? Será?
© Hulu

O programa terá 10 episódios e será exclusivo para assinantes do portal de vídeos, ainda indisponível no Brasil.

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Só agora reparei que a Atwood está listada como produtora executiva (algo normal nessas adaptações, para agradar ao fãs de quem escreveu a obra original e ao mesmo tempo dar-lhe uma grana extra) e roteirista dos 10 episódios. Pela sua breve ficha no Internet Movie Database, parece ser a sua primeira experiência direta na área. E pelo jeito gostou, já que está trabalhando em outra adaptação de um livro seu, Alias Grace, um romance histórico.

Com Netflix e Amazon Video (ou seja lá qual o nome do serviço) disponíveis no Brasil, em breve o Hulu deve chegar também. Talvez a tempo de acompanhar essa série enquanto ainda é lançada. Se for boa, talvez me ajude a fazer as pazes com a autora, uma de minhas prediletas antes de começar a esnobar ficção científica, apesar de escrever várias obras do gênero. Uma bobagem. De ambas as partes.

Fonte: io9

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Sherlock Holmes retoma suas atividades em janeiro

O seriado britânico Sherlock lança sua quarta temporada no dia 1º de janeiro de 2017, com o retorno de Benedict Cumberbatch e Martin Freeman aos papeis de Sherlock Holmes e Dr. John Watson, respectivamente. O programa, responsável por projetar internacionalmente a carreira de seus protagonistas, é uma adaptação moderna dos clássicos contos escritos por Arthur Conan Doyle no final do século XIX e início do século XX.


© BBC

No Brasil os episódios estão disponíveis pelo serviço de streaming de vídeo Netflix, incluindo o especial de natal, também considerado parte desta nova temporada, apesar de ter sido lançado um ano antes.

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Já assisti toda essa série (são 12 episódios, espalhados ao longo de seis anos) e tenho apenas elogios a fazer sobre ela. Nunca cheguei a assistir um episódio inteiro pela segunda vez, mas repeti vários trechos em cada temporada. São cheios de revelações e momentos chocantes de puro entretenimento, além de um visual chamativo.

Tentei fazer meu filho se interessar pelos livros originais, mas meses após entregar minha coleção em suas mãos, encontrei apenas Um Estudo em Vermelho marcado lá pela página 30, coberto de poeira. Talvez devesse ter tentado uma das coletâneas de contos, ao invés do peculiar primeiro livro. Até comprei uma obra completa para Kindle em promoção, mas o moleque não fisgou a versão digital ou a analógica. Uma pena!

Fonte: Deadline

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Livros são retratados fielmente em série do Netflix

Desventuras em Série, nova série do Netflix, estará disponível aos assinantes no dia 13 de janeiro. Confira o trailer mais recente, que parece conter cenas dos primeiros três livros da franquia que deu origem a essa produção:


© Netflix

Neil Patrick Harris interpreta o vilão principal, o Conde Olaf. Também fazem participações Joan Cusack, Alfre Woodard e Patrick Warburton. Barry Sonnenfeld, da franquia Homens de Preto, é um dos diretores e produtor.

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Li alguns dos livros há uma década e meia, mais ou menos, e pelas cenas mais marcantes que me lembro, parece ser uma adaptação bem fiel. Estão inclusive adaptando os mesmo livros que já foram trabalhados no filme com Jim Carrey, o que vai forçar uma comparação imediata.

Honestamente, entendo a necessidade de ser fiel à obra e agradar os fãs, etc, mas adaptar de novo exatamente os mesmos livros? Por que não mudar um pouco a ordem, pelo menos, e deixar esses para as próximas temporadas?

Até o visual ficou parecido, mas como estão se inspirando nas mesmas ilustrações, já era de se esperar.

E acabo de verificar que o Sonnenfeld foi produtor executivo do filme original também. Achei que ele tinha sido um fiasco quase total – por que estão tentando repetir a fórmula?

Fonte: Coming Soon

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Até O Mágico de Oz ganha remake sombrio

O canal americano NBC vai lançar uma série adaptando o Mágico de Oz com temas adultos, sombrios e violentos, sob o título Emerald City. Vincent D’Onofrio intepreta Oz, dando apoio a um elenco pouco conhecido vindo de outros programas de televisão e filmes de baixo orçamento. O primeiro episódio vai ao ar em janeiro de 2017.


© NBC

A direção dos 10 episódios é de Tarsem Singh, conhecido por filmes com estilo visual único e exagerado, como A Cela e Espelho, Espelho Meu.

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Apesar das minhas baixas expectativas ao ler a sinopse desse programa, acho que me impressionei um pouco mais do que acharia possível. Visualmente é bem atrativo. O problema é que você relembra o tempo inteiro que o material de referência é o Mágico de Oz, e acaba rindo involuntariamente. Talvez isso ajude a atrair público, pelo menos para os episódios iniciais: o contraste, a curiosidade para ver porque diabos autorizaram filmar isso. Mas se o show se leva tão a sério quanto dão a impressão, pode acabar sendo acidentalmente cômico. Uma paródia sem a intenção.

Pior que essas versões de contos de fada violentos e sombrios já acumularam um belíssimo prejuízo em Hollywood, mas insistem no tema. O próprio diretor foi responsável por uma dessas bombas, na adaptação de A Branca de Neve citada no segundo parágrafo.

Provavelmente é o apelo da marca mundialmente reconhecível, e não precisar pagar royalties ao autor ou família (no caso de Oz, acho que a obra não está em domínio público nos EUA).

Geralmente finalizo mencionando que vou conferir pelo menos um episódio antes de descartar, mas nesse caso abro mão. Estou fora.

Fonte: Deadline

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Desventuras em série ganha nova adaptação

O Netflix vai lançar em janeiro sua adaptação de Desventuras em Série, franquia de literatura infanto-juvenil. Neil Patrick Harris interpreta o Conde Olaf, responsável por atormentar a vida dos irmãos órfãos Baudelaire, que vagam pelo mundo em busca de um lar e de respostas sobre a morte de seus pais. Cinco episódios estão listados no Internet Movie Database (IMDb).


© Netflix

Patrick Warburton interpreta Lemony Snicket, autor e narrador dos livros. O outro nome conhecido no elenco é Joan Cusack. Barry Sonnenfeld, da franquia Homens de Preto, dirige alguns episódios.

Os livros são publicados no Brasil pela editora Companhia das Letras.

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Meu filho provavelmente vai adorar essa série. Leu todos os livros, e são uns dos poucos que ainda mantém em suas escassas prateleiras. Eu, por outro lado, sou meio arisco quanto a produções protagonizadas por crianças.

Fomos assistir ao Orfanato para Crianças Peculiares da Miss Peregrine ou algo assim no final de semana, já que meu filho (ele de novo) está lendo a série de livros e adora os trecos, provavelmente. Que filme comprido, inacabável. O protagonista é muito bom, mas preparam demais o terreno para a ação principal, quase dormi na primeira hora. O moleque gostou, mas disse que mudaram uma tonelada de coisas, incluindo novos personagens principais e até o final. Talvez o livro seja menos confuso?

Quase me esqueci de comentar – de novo Desventuras em Série? Tantas franquias infantis ou não de boa qualidade e popularidade, e essa ganha uma segunda chance? Bom, caso essa dê certo, talvez abram espaço para outras, depois de adaptarem os 10 livros restantes ou mais.

Fonte: Deadline

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Outra distopia de Atwood pode virar série

A produtora MGM anunciou que vai adaptar outro livro de Margaret Atwood para seriado, The Heart Goes Last, inédito no Brasil. A publicação é uma coletânea de histórias transformado em romance, sobre um casal sobrevivendo em um futuro distópico. Após o colapso da sociedade e ter que morar no próprio carro, resolvem se abrigar em uma cidade que promete emprego e moradias para todos durante seis meses por ano. No resto do tempo devem ficar dentro de uma cadeia.

Quando se tem nome, para que gastar em capa?
© Virago

A História da Aia é o outro livro de Atwood atualmente sendo produzido, para o serviço de streaming Hulu, com Joseph Fiennes e Yvonne Strahovski no elenco. A obra já havia sido adaptado antes para os cinemas, com Robert Duvall, Faye Dunaway, Aidan Quinn e Natasha Richardson no elenco, e roteiro do Nobel de literatura Harold Pinter, sob o título A Decadência de uma Espécie, em 1990.

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Gosto de uma boa distopia sem sentido, com ditadores megalomaníacos bolando sociedades impossíveis, assim como qualquer outra pessoa. Fico muito tentado a comprar esse livro inclusive, mas acho que a descascada que a Atwood deu na ficção científica como gênero literário ainda me desanima demais.

Principalmente porque parece ser apenas o que ela tem escrito nas últimas décadas, sci-fi atrás de sci-fi. Quem sabe ela tenha até mudado de opinião, mas eu duvido muito. As editoras dela provavelmente teriam anunciado algo assim para os fãs do gênero. E aposto que pela análise deles, divulgar um livro da Atwood como ficção científica prejudicaria as vendas. Que fique tudo do jeito como está.

E essa antiga adaptação de Handmaid’s Tale com quase 30 anos? Me pegou de surpresa, achei por acaso no IMDb. Deu vontade de assistir, pela bizarrice.

Fonte: io9