Category Archives: RPG

Guerreiros de luz & escuridão em Pathfinder

A classe mais recente de Starfinder a ser apresentada é o Solarian. Trata-se de um guerreiro místico e contemplativo, que utiliza uma arma corpo a corpo feita de luz ou de escuridão, que também pode ser substituída por uma armadura com os mesmos temas.

Use the Stars and the Gravity, Muke
© Paizo

Ele se divide entre poderes photon (luz, calor e vida) e graviton (escuridão, gravidade e coisas grudadas), podendo se harmonizar com um lado para melhorar seus efeitos. Se dedicar-se apenas a um dos lados durante três rodadas, tem acesso a um buraco negro que atrai inimigos ou uma supernova que dispara fogo – após isso precisa começar a se harmonizar novamente.

Starfinder, versão do RPG de mesa Pathfinder no espaço, será lançado em agosto, durante a Gen Con.

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Não escancaram, mas é óbvio que os Solarians são os Cavaleiros Jedi de Starfinder. Arma de luz (ou armadura), luz e escuridão, metidos a monges, poderes místicos, origem misteriosa entre alienígenas. Tudo ali.

Deram dois exemplos de poderes também:

Blazing Orbit (ação de movimento) dá ocultamento enquanto você anda e deixa um rastro de fogo atrás do personagem, que dura 1 rodada e causa 2d6 pontos de fogo em quem pisar nele. Acho que pode ser útil se você estiver sendo perseguido por uma criatura grande em um corredor de três metros (dois quadrados) de largura, que não tenha qualquer arma de longa distância. Em um cenário de naves espaciais e lasers.

Crush (ação normal) deixa uma criatura cambaleante/vacilante (como traduziram staggered?) a até seis quadrados de distância, com teste de fortitude para negar. Pode ser mantido como uma ação de movimento a cada rodada, com um novo teste de resistência em cada ocasião. Se o alvo passar, fica imune por 24 horas.

Se estiver harmonizado com o lado adequado, o primeiro poder causa mais dano e o segundo pode também atordoar por uma rodada.

Nada muito útil, para ser franco. O primeiro funcionaria apenas contra inimigos irracionais e sem espaço para desviar do fogo ou incapazes de ataques a distância (até um leão alienígena em uma selva de outro planeta saberia desviar de um rastro de fogo durante uma perseguição – a menos que ele fosse imune a fogo ou não conhecesse essa reação química). O segundo você desperdiça um ataque em potencial para tentar atrapalhar um oponente por uma rodada, prolongável infinitamente, verdade, mas a imunização de um dia é uma coleira e tanto.

O grande problema? São poderes de nível 6. Para um personagem iniciante já não seriam grande coisa, chegar até esse ponto e ganhar isso? Se essas são boas amostras do que aguarda o Solarian, ele vai sofrer um bocado.

Se você gosta do tema luz vs. sombras, sugiro o Ultimate Antipodism da Interjection Games. São três classes de personagem que exploram essa dualidade, mas com efeitos mais eficazes que essas amostras acima.

Fonte: Paizo Blog

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Hacking, drones, implantes e consertos em Starfinder

A Paizo publicou um resumo de outra classe inédita de Starfinder, seu novo RPG de mesa: o Mechanic. A ideia do personagem é se especializar na tecnologia futurista do jogo e não depender de magia. Ele ganha 4 pontos de habilidade por nível, precisa de inteligência para usar seus poderes, é treinado em armaduras leves, granadas e armas de fogo de pequeno porte.

Antenas ou um enfeite?
© Paizo

Os mechanics se dividem em dois tipos bem cedo, de acordo com o uso que fazem de inteligência artificial: ou criam um drone, um robô companheiro semi-autônomo que se especializa em combate, vôo ou furtividade; ou instalam um exocórtex em seu cérebro, um processador que melhora seu controle de implantes eletrônicos, além de habilitá-lo no uso de armaduras pesadas e de “longarms” (outra categoria de armas de fogo).

A classe também é a escolha para quem pretende consertar veículos futuristas e hackear aparelhos eletrônicos. Starfinder será lançado no mês que vem.

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Mantendo a tendência de concentrar especializações em um único personagem, temos o maluco por computadores e o fabricante de geringonças na mesma classe. E também o piloto de drones e o viciado em modificação corporal dividindo espaço em um único poder de nível 1.

Starfinder está modificando vários pontos fracos ou polêmicos de Pathfinder, e a quantidade gloriosa de classes parece ser um dos principais. Pelo que entendi, o manual básico já vai incluir archetypes, até mesmo alguns que podem ser utilizados por qualquer personagem (antes uma opção exclusiva das classes de prestígio), o que elimina a necessidade de várias classes em potencial, nos próximos livros.

Tendo que seguir essas diretrizes dá para entender o Mechanic. Mas alguém que constrói robôs complexos e ainda consegue hackear os computadores de uma nave espacial ao mesmo tempo? Ficou meio forçado esse alcance de habilidades do sujeito.

Provavelmente vão se concentrar mais no cenário do que em regras, nesse Starfinder.

Fonte: Paizo Blog

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GURPS se concentra nas dungeons para novatos

A editora Steve Jackson Games anunciou para outubro o lançamento de Dungeon Fantasy Roleplaying Game, seu novo RPG de mesa. O sistema utiliza regras do Generic Universal RolePlaying System (GURPS), produto mais tradicional da empresa, mas simplifica-o para criar um jogo rápido de exploração de calabouços cheios de monstros. A caixa vem com cinco livros, dois mapas, miniaturas de cartolina e dados de seis faces, pelo preço de US$ 59,95.

Eu vejo as dungeons, mas cadê os dragons?
© SJG

Dungeon Fantasy é inspirado na linha de produtos para GURPS de mesmo nome, e foi desenvolvido com financiamento pelo Kickstarter em um total de US$ 176 mil dólares, no ano passado. O jogo inclui 11 profissões, nove raças, 400 magias e 80 monstros.

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Estranho como nem reparei nesse Kickstarter – não teria participado, devido ao desinteresse em comprar jogos impressos (já bastam as tranqueiras que ainda tenho de AD&D, World of Darkness, DND 4e e coisas aleatórias dos anos 90), mas teria divulgado.

É mais uma iniciativa da editora para facilitar o acesso de potenciais novos jogadores ao acervo de GURPS, dessa vez bem simples e focada em fantasia clássica, raiz dos RPGs de mesa.

Interessante vê-los fazendo alguma coisa além do jogo de cartas Munchkin, que praticamente domina seu cronograma pelo ano inteiro. Nada contra focar no produto mais lucrativo, mas pelo menos continuam diversificando – bom para manter a criatividade funcionando.

Fonte: Daily Iluminator

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Leve seu baralho para uma sessão de Pathfinder

A Interjection Games lançou Ultimate Cartomancy, a segunda parte de seu manual Strange Magic 2, para o RPG de mesa Pathfinder. O livro expande o sistema “cartomancia”, criada pela editora utilizando um baralho próprio, ou um baralho tradicional ou mesmo um de tarô para invocar poderes mágicos de modo quase aleatório. Além do Cartomancer, semelhante a outras classes que usam somente magia, é introduzido o Wildcard, um guerreiro que aplica as cartas ao seu equipamento.

Capas que não tem nada a ver com o conteúdo principal, parte 2
© Interjection Games

O livro também traz o baralho “deathdealer”, que, ao contrário do clássico, cheio de efeitos variados, é baseado em causar dano e prejudicar oponentes. Aumentando as opções para as duas classes, estão incluídos três archetypes para o Wildcard e dois para o Cartomancer, além de façanhas que dão acesso a mini-baralhos que podem modificar as seleções de cartas do jogador.

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O sistema funciona assim: ao criar o personagem você escolhe o baralho clássico ou o deathdealer, e imediatamente tem acesso a todas as 78 cartas. O que muda ao passar de nível é a quantidade de cartas que você pode selecionar por dia. O cartomancer, por exemplo, no primeiro nível escolhe apenas cinco delas para o seu “baralho ativo”, e, destas, fica com duas na mão, podendo ativá-las com uma ação normal, rápida ou de movimento, dependendo do efeito. O resto do baralho ativo fica embaralhado e virado para baixo, com o jogador precisando pegar uma carta nova de cada vez, aleatoriamente. É mais fácil de jogar do que de explicar.

Mas para não deixar as classes somente no caos, o que seria bem frustrante, eles têm outros subsistemas: descartar uma carta para ativar um poder fixo, ao invés do efeito da própria carta (para os casos em que você fica pegando só as porcarias mas não quer apenas descartá-las a toa); e um buff/debuff decidido aleatoriamente no d20.

Não tive oportunidade de ver um cartomancer (ou o novato wildcard) em ação, apesar de já ter construído uma para testes. O sistema em si lembra muito jogos de cartas online, como o recém lançado Gwent, da CD Projekt Red. Tenho a impressão, ainda não confirmada, que Ultimate Cartomancy seria uma boa opção para converter competidores dessa modalidade em jogadores de RPG.

Infelizmente o autor não aceitou minha sugestão de criar uma classe que transformava toda carta em um monstro – acho que os fãs de Yugioh e Pokémon iriam gostar. Fica como sugestão para expansões futuras.

E que venha a parte final do livro, Ultimate Onmyodo. Nham.

Fonte: Strange Magic 2 no Kickstarter

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Interface Zero para Pathfinder

A editora Gun Metal Games está publicando hoje (23) a versão para o RPG de mesa Pathfinder de seu cenário de campanha Interface Zero 2.0. O jogo se passa no ano 2090 de nosso mundo, recheado de elementos cyberpunk com alguns toques próprios, como híbridos humanos e animais, e implantes de realidade aumentada em todas as pessoas.

Arte original sem o diminuto título do livro. Muito bom!
© Ian Llanas

O manual traz sete raças e nove classes, regras sociais para interagir com personagens não-jogadores, novas e modificadas habilidades, façanhas, características e defeitos. Há um capítulo próprio para “regras cyberpunk”, que inclui combate, órgãos cibernéticos, drones e programas de computador. Há também material para os mestres do jogo, sobre a criação de histórias no cenário e até geradores de aventuras e NPCs.

Completam a publicação uma extensa lista de equipamentos e de oponentes, e uma cidade futurista detalhada: Chicago.

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Por enquanto apenas quem comprou o jogo pelo Kickstarter tem acesso ao arquivo, mas imagino que isso vá mudar nos próximos dias. Estou aguardando por esse manual desde janeiro! E vejo que a espera valeu a pena – a quantidade de material é impressionante em sua abrangência. Agora só preciso ler as quase 400 páginas, criar personagens com meus filhos e testar alguns cenários mais simples que tenho em mente, antes de partir para uma campanha.

Também quero tentar participar de jogos online com os demais participantes do financiamento, que o treco parece promissor. Só preciso descobrir onde e se esse pessoal se agrupa fora da página do livro.

Estava torcendo para que desse certo, e funcionou: fechei a semana com um combo cyberpunk.

Fonte: Gun Metal Games

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Magias e metralhadoras em Starfinder

Duas novas classes de Starfinder, próximo RPG de mesa da Paizo, foram apresentadas em artigos no site oficial da editora. No meio de toda a tecnologia avançada de um futuro distante, o Mystic se concentra em usar magias ligadas a natureza, poderes mentais e curas. A classe combina aspectos divinos e psíquicos do Pathfinder tradicional, com algumas características exclusivas.
Bicharada esquisita
© Paizo

Abrindo mão do misticismo e abraçando a tecnologia, está o Soldier, principal combatente do jogo. A classe tem acesso à maioria das armas e armaduras e o dobro de pontos de habilidade que um Guerreiro normal ganha a cada nível, reflexo de seu treinamento militar. Estão disponíveis a ele sete estilos de combate, com diferentes poderes e vantagens ligadas a certos equipamentos.

Starfinder será lançado em agosto, nos EUA, em versão impressa e pdf, durante a Gen Con.

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Também falaram um monte de coisas sobre Starfinder durante a PaizoCon na semana passada, mas são informações que escapariam do tema desse post – e mais interessantes para quem estava lá, acredito.

Deixando de lado a space opera, o muito aguardado Interface Zero 2.0 para Pathfinder liberou esta semana seu capítulo sobre equipamento, incluindo armas, armaduras, explosivos, drones, veículos, etc. São 70 páginas de material, e ainda estou lendo as primeiras, com informação sobre as empresas que fabricam e controlam o uso desses itens, uma quantidade grotesca de detalhes.

Por um momento fiquei preocupado com a complexidade que estão dedicando aos armamentos, com diferentes modos de atirar, gerenciamento de munição, equipamento conectado à internet do futuro e tal. Mas isso na verdade vai deixar o combate mais variado e criativo. Enquanto uma espada em Pathfinder somente ataca, um fuzil do futuro te dá mais opções.

Agora só preciso de tempo livre para ler isso tudo e começar a escrever algumas aventuras. Quando?

Fonte: Paizo Blog

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Starfinder começa com habilidade

A editora Paizo está publicando sinopses das classes de seu novo RPG de mesa, Starfinder. Serão sete no total: Envoy, Mechanic, Mystic, Operative, Solarian, Soldier, e Technomancer. A primeira abordada foi o Envoy (enviado, representante), o diplomata do grupo, repleto de pontos de habilidades e capaz de adicionar 1d6 a testes com algumas destas. Seus poderes principais são chamados de improvisações, e podem ser utilizados em combate para atrapalhar inimigos ou ajudar aliados. O exemplo no artigo é de uma finta a distância que deixa o oponente desprevenido até contra ataques de outros personagens.

Homens-lagarto espaciais, obviamente.
© Paizo

Em seguida resumiram o Operative (esse não achei uma tradução para o substantivo; o adjetivo seria operativo mesmo, mas se refere a algo que esteja funcionando. O substantivo em inglês é uma gíria para agente secreto). Esse é o ladrão desse cenário, focado em furtividade, enganação, agir em segredo, ao contrário do Envoy, que trabalha abertamente. Ele ganha um “trick attack” ao invés de um “sneak attack”, que pode ser usado a qualquer momento no combate, mas exige um teste de habilidade, como blefe ou intimidar, para fazer efeito. Para provar que o operative engloba todos os tipos de atividades ilegais, ele se subdivide em sete especializações: daredevil, detective, explorer, ghost, hacker, spy, e thief.

Starfinder leva o cenário de campanha de Pathfinder para o espaço e o futuro, mesclando magia e monstros com alta tecnologia e robôs. O manual principal será lançado em agosto, durante a convenção Gen Con.

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Estão começando o jogo novo com um número bem conservador de classes, em comparação às mais de 40 atualmente à disposição em Pathfinder. E parece que incluem um leque amplo de possibilidades para cada uma, reduzindo as oportunidades de criar novas em publicações futuras, ao menos em grandes quantidades. Provavelmente vão se concentrar em expandir as sete classes básicas ao invés de criar um personagem completamente novo para cada nicho. Não é bem o que prefiro, mas dá para compreender.

Escolha peculiar começar a série de artigos com os personagens menos absurdos/mais realistas. Que contraste com o clássico.

Enquanto isso estou esmiuçando a atualização mais recente do kickstarter de Interface Zero 2.0, que utiliza as regras de Pathfinder (e eventualmente Starfinder) em um cenário Cyberpunk. Além das raças, publicaram nove das dez classes que estarão disponíveis imediatamente, com outras duas possivelmente aparecendo em outros livros. Até o momento IZ 2.0 está na frente no meu ranking de interesse pessoal, por utilizarem o sistema de “talentos” para quase todo personagem, permitindo uma maior customização, e pelo simples fato de terem mais classes mesmo não utilizando magia no cenário.

E pelo que vejo escrevi todo meu comentário com parágrafos iniciando em “E”, por acidente.

Eita.

Fonte: Paizo Blog

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Pathfinder integra regras e mundo de fantasia

A editora Paizo está introduzindo seu cenário de campanha Golarion na linha principal de produtos do RPG de mesa Pathfinder. A novidade vai começar no livro Adventurer’s Guide, que detalha o funcionamento de 18 organizações diferentes que empregam aventureiros. Também serão apresentadas novas magias, façanhas, itens mágicos, classes de prestígio, arquétipos e novos poderes para as classes já existentes, tudo atrelado aos tais grupos.

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© Paizo

O livro será lançado em maio deste ano, por US$ 39,99, com a versão digital chegando no final do mesmo mês, pelo preço reduzido de US$ 9,99.

Apesar de serem parte do mundo de Golarion, as organizações podem ser reaproveitadas em outros cenários, com regras próprias para isso disponíveis no volume.

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Acho que essa é uma das melhores decisões da editora nos últimos anos, desde que lançaram o muito criticado Advanced Class Guide. Ao invés de entupir os jogadores com mais classes e sistemas opcionais que ninguém usa, vão expandir o mundo que inventaram e projetá-lo ainda mais, atingindo o público externo que costuma comprar apenas livros de regras.

Sistemas de RPG costumam ser reciclados em edições novas assim que atingem certa idade e excesso de opções, e Pathfinder já está com uma boa quantidade de anos e produtos acumulados. No sistema de mesas de jogos organizados que mantêm, já criaram uma versão utilizando apenas uma pequena parte dos livros, para facilitar a vida dos novatos – sinal claro de fadiga. E ainda precisam competir com a nova edição de Dungeons & Dragons, marca mais popular e extremamente simplificada em comparação.

Pessoalmente, continuo utilizando o sistema porque adquiri uma quantia absurda de PDFs nos últimos anos, e porque a Wizards of the Coast se recusa a vender os manuais em formato digital. O mais perto que chegam é o Fantasy Grounds, programa que aproveita conteúdo dos livros, mais voltado para criar e manter um personagem coerente. Enquanto isso, cópiass piratas de seus livros circulam livremente pela internet. Vá entender esse modelo de negócios.

Fonte: Paizo

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Pathfinder ganha nova classe oficial

Ultimate Wilderness é o próximo lançamento da linha principal de produtos para o RPG de mesa Pathfinder, anuncia a editora Paizo. O livro de regras irá expandir os poderes de druidas e animais companheiros, além de trazer novas opções para dezenas de personagens já existentes se voltarem mais para a natureza. Mas a principal novidade é classe inédita Shifter, capaz de transformar seu corpo utilizando poderes ligados a animais.

Capa ainda não definitiva, acalme-se
© Paizo

O conceito já existe no druida, capaz de se transformar em outras criaturas e até elementais, e no caçador, que ganha bônus ao se “inspirar” em animais. Mas o diferencial do Shifter é que a transformação será a sua característica principal, e não apenas um de seus poderes.

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O “shapeshifter” de Dungeons & Dragons 3.5 é um dos últimos conceitos mais populares desse antigo sistema ainda não explorado pela Paizo. O warlock ganhou uma adaptação como o kineticist, e os poderes psiônicos descartaram, deixando o conceito nas mãos da Dreamscarred Press e partindo para poderes psíquicos, mais ligados ao ocultismo.

Enquanto isso as editoras peixe-palito já fizeram suas próprias adaptações para o sistema, e será interessante comparar a oficial com as existentes. A Interjection Games tem uma ótima, o Animist, transformando seu corpo com pedaços de animais, plantas e da própria natureza.

E acho que a Paizo está fazendo algo extremamente correto, ao limitar suas classes novas a apenas uma por livro. O shifter vai chegar quase dois anos após o vigilante, e dessa vez ninguém está reclamando de “inchaço de regras”.

Fonte: Paizo

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Deixe plantas controlarem sua vida no Pathfinder

A Interjection Games está lançando seu primeiro grande manual para Pathfinder em anos, intitulado Ultimate Herbalism. O livro é compatível com esse sistema de RPG de mesa, e apresenta regras para três classes de personagem: Herbalist, Gourmend e Naturalist. O primeiro, já publicado individualmente há alguns anos, é uma espécie de mago cujos poderes dependem totalmente das plantas mágicas que pode colher todo dia; o segundo se especializa na produção culinária a partir destas mesmas plantas; e o terceiro é um combatente acompanhado por uma enorme planta carnívora.

Destaque demais para o Gourmend, considerando o tema...
© Interjection Games

Também estão disponíveis 12 archetypes para o herbalist e o naturalist, que incluem a possibilidade de substituir plantas por pedras, insetos ou fungos. O livro inclui 9 ambientes onde esses recursos mágicos diários podem ser encontrados, variando de acordo com o lugar onde o personagem se encontra, 9 ambientes ainda mais específicos que os principais, e 27 receitas para aproveitar as plantas que sobrarem.

A publicação é o primeiro resultado da campanha pelo Kickstarter para criar Strange Magic 2, livro da editora que irá agrupar ainda os sistemas mágicos Cartomancy e Onmyodo.

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E como patrocinador dessa campanha, recebi o livro sem custo adicional (além do que já paguei há alguns meses, acho que 25 dólares – argh). Minha filha jogou com uma herbalista por algum tempo, mas ao invés de explorar os efeitos das plantas ficava apenas atacando com seu arco e flecha. Me levou a traduzir várias das tabelas de consulta rápida, bem como ilustrá-las todas com fotos de plantas que realmente existem e outras que se assemelham às descrições – ficaram excelentes – mas quase não aproveitou.

Meu filho também já fez um Tinker que esquecia dos robôs, um Ethermancer que só usava dois ou três efeitos dos 12 que tinha, e um Edgeblade que nunca ativava seus poderes de sombra e luz. Apesar de ser um tremendo fã da editora, começo a acreditar que meus gostos por classes complexas e customizáveis talvez não seja espelhado por minhas crias…

Continuo meio convicto em voltar a jogar RPG somente quando o Interface Zero 2.0 for lançado, provavelmente ainda este ano, mas ficar mexendo em coisas de Pathfinder me anima mais do que esperava. Se realmente voltar a mestrar para meus filhos, acho que vou restringir a escolha de personagens a classes mais simples e voltadas para o combate. E reservar o material da Interjection Games para os vilões, já que os poderes malucos resultam em boas batalhas.

Fonte: Kickstarter

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