Category Archives: RPG

Compre um ticket para o futuro por 60 dólares

A editora Paizo colocou seu novo RPG de mesa, Starfinder, em pré-venda. Interessados em uma cópia impressa do jogo podem adquiri-la por 60 dólares agora, e aguardar seu lançamento oficial em agosto, durante a convenção Gen Con. São 560 páginas levando o RPG de fantasia medieval Pathfinder para um futuro distante no espaço, com alienígenas, naves espaciais, tecnologia misteriosa, mas também elementos clássicos do gênero, como magia, heroísmo e monstros. Uma versão digital por 10 dólares deve ficar disponível na sequência.

Use a magia, Luke.
© Paizo

No mesmo mês será lançado o primeiro volume da campanha Starfinder Adventure Path: Dead Suns (Incident at Absalom Station). A história começa com a descoberta de uma nave mineradora abandonada transportando um asteroide que pode levar a uma superarma alienígena.

No Free RPG Day em junho, para quem tiver acesso a lojas de hobbies nos EUA, será distribuído o suplemento gratuito Starfinder: First Contact, contendo uma amostra grátis de 12 novos monstros do jogo. A versão digital deve ficar disponível no mês seguinte.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

Não sou particularmente fã da mistura de ficção científica e magia, apesar de gostar bastante de Star Wars, por exemplo. O máximo que tolero no meu sci-fi são poderes psíquicos, que segundo uma tendência dos anos 70 e 80, seriam uma consequência natural da evolução humana (isso aparece até no segundo filme do Planeta dos Macacos – dos clássicos, digo).

Mas quando anunciaram os planos para Starfinder há mais de um ano, fiquei interessado principalmente na possibilidade de fugir um pouco do ambiente medieval. Felizmente, no meio do caminho a editora Gun Metal Games lançou seu kickstarter adaptando Interface Zero 2.0 para Pathfinder, e esse produto virou meu principal objetivo quanto a uma alternativa para fantasia. Cyberpunk ganha disparado de Space Opera nas minhas preferências. O treco atrasou, mas deve sair antes de Starfinder, espero – caso contrário vão acabar sendo eclipsados e perder uma boa quantia de vendas.

Vou comprar o manual principal, pelo menos, mas não sei quanto a jogar. Magias e espadas em uma nave espacial não é uma coisa que se encaixe com facilidade em minha cabeça. Por mais que as espadas sejam feitas de luz, e a magia atrelada a uma religião.

Fonte: Paizo Blog

Tagged ,

Manual cyberpunk para Pathfinder passa por upgrades

A página do kickstarter de Interface Zero 2.0 para o RPG de mesa Pathfinder recebeu uma atualização na véspera do ano novo. De acordo com um dos donos da editora que está desenvolvendo os livros, nas revisões que sua equipe está realizando encontraram problemas de equilíbrio entre as classes de personagem, bem como a necessidade de modificar outras sessões do manual principal.

A princípio estranhei, mas CG faz sentido em um jogo futurista
© Gun Metal Games

Das 16 classes inicialmente apresentadas, a versão final deve trazer um número menor, porém com várias subdivisões cada, bem diversas uma da outra. De acordo com atualizações anteriores publicada na página, a mudança se deve à uma decisão da empresa por eliminar personagens redundantes, cujas mecânicas eram muito similares, mas que apenas atuavam em locais/círculos diferentes. Por exemplo, as classes apresentadas na campanha original incluíam um combatente que andava com gangues, outro que era um ex-policial, outro um caçador de recompensas, etc.

Além dessas mudanças, também estão trabalhando em “backgrounds” para criação de personagens, que seriam pacotes prontos de falhas e qualidades para melhor encaixar alguém no cenário do jogo; novas categorias para armas e equipamentos, facilitando para o GM determinar o acesso que um determinado grupo teria a certos itens (militar, governo, segurança privada, entre outros); e expandindo o capítulo para o mestre, com minúcias sobre o mundo de Interface Zero 2.0, desde aspectos cotidianos do futuro ao impacto da realidade aumentada em uma aventura.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

Prefiro que a empresa tome o tempo necessário para produzir um manual bem acabado e amadurecido, mas esse monte de revisões e alterações completas jogou um balde de água fria no meu cronograma. Quando entrei na campanha há alguns meses contava em ter o livro em minhas mãos (digitalmente, claro) no início de janeiro, e já voltar a jogar com meus filhos no mesmo mês. Mas agora duvido muito que o treco fique pronto ainda este mês – talvez em fevereiro, se fizerem um mutirão na pequena editora.

Inclusive estava traduzindo o pouco material sobre as 16 classes originais para ir discutindo quais personagens eles iriam fazer (estava torcendo por uma idol e um hacker), já deixar a coisa toda quase encaminhada e apenas nos quebrarmos nas regras malucas de combate futurista. Mas com esse revisionismo desde a base do sistema (classes), fiquei quase completamente parado. Por enquanto tenho o esqueleto de duas aventuras produzidas por meu próprio punho, para serem encaixadas após a pré-fabricada que vão embalar junto com o manual; mais ideias para outras 12, inspiradas pela enxurrada de filmes, livros e animes cyberpunk que tenho consumido nos últimos três meses – mas nem comecei a detalhar esse material, já que não tenho sequer as regras oficiais para a realidade aumentada, combate, ou criação de NPCs.

O que ainda me anima é que a versão final parece estar ficando muito boa, e que esse material de apoio que estou consumindo está muito bom. Até mesmo as coisas vagamente relacionadas dão boas ideias, como livros de sci-fi militar de vários autores, ou as aventuras da guilda de comerciantes espaciais do Poul Anderson. Acho que vou aproveitar para enfiar algumas mensagens políticas na boca de alguns NPCs, apresentar o treco disfarçadamente para minhas crias, deixar a experiência toda um pouco educacional. Mwahahaha.

Fonte: Kickstarter

Tagged

Pathfinder cyberpunk ganha mais conteúdo

O kickstarter de Interface Zero 2.0 para o RPG de mesa Pathfinder foi bem sucedido, com mais de US$ 36 mil arrecadados em um mês, de 880 patrocinadores. Além do livro principal, com o objetivo de US$ 10 mil, o dinheiro extra será usado na produção ou adaptação de manuais sobre equipamentos, robôs gigantes, planetas colonizados e inimigos, além de três cidades: Copenhagen, Moscou e Nova Iorque.

Mais três meses!
© Gun Metal Games

O mundo cyberpunk de Interface Zero 2.0 já existe em versões para os sistemas Savage Worlds e Fate, sendo necessário apenas adaptar o conteúdo para as regras de Pathfinder. A maior parte deste trabalho já foi realizada durante um beta test no ano passado, restando à editora Gun Metal Games editar, diagramar e revisar o produto final, que deve ser entregue em janeiro no formato digital, e em abril na versão impressa. Os livros extras começam a ser produzidos após a conclusão desse manual.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

A campanha acabou há algum tempinho na verdade, mas estava aguardando resolver problemas no meu cartão de crédito antes de celebrar a ocasião. Patrocinei com 20 doloridos dólares para receber o manual e uma aventura, mas graças ao financiamento bem sucedido, também vou receber todo o material mencionado acima sem custo adicional.

E, no que talvez seja um momento de insanidade temporária, o dono da editora afirmou que todos os patrocinadores desse kickstarter vão receber qualquer outro livro que venham a produzir para o sistema, gratuitamente. São quase 900 pessoas que vão receber cópias digitais gratuitas de tudo que fizerem, sem gerar um centavo de lucro para a empresa. Espero que não se arrependam da decisão, pois abrir mão de tantos clientes parece absurdo, principalmente para uma editora independente. E confesso que me sinto um tanto culpado com isso também – provavelmente vou tentar compensá-los escrevendo resenhas do material. De acordo com os editores que conheço, isso tende a ajudar bastante.

Esse jogo acabou reacendendo meu interesse já exagerado por cyberpunk, me fazendo priorizar livros e animes sobre o tema, deixando outros de lado. Inclusive paralisei minha atual campanha de Pathfinder para começar a trabalhar em uma de Interface Zero, elaborada por minha própria pessoa devido à escassez de aventuras prontas. Já fiz um esqueleto dela, e envolve conspirações sobre a licitação para construir o primeiro elevador orbital do mundo – caso essa tecnologia já exista no cenário, precisarei inventar alguma outra coisa, tão extrema quanto. Acho que tenha umas 10 aventuras possíveis, e se incluir algumas sidequests fica maior ainda.

Fonte: Kickstarter

Tagged

Cyberpunk para Pathfinder em desenvolvimento

Interface Zero 2.0 é um cenário de campanha cyberpunk, ambientado no ano de 2090, compatível com as regras do RPG de mesa Pathfinder. O livro está em campanha de arrecadação de fundos no Kickstarter, tendo ultrapassado a meta básica de 10 mil dólares hoje, após cinco dias do lançamento. Os próximos objetivos incluem mais artistas profissionais e expansões de conteúdo, incluindo cidades e o próprio sistema solar.

Preciso começar a anotar esse monte de ideias na minha cabeça
© Gun Metal Games

São mais de 400 páginas incluindo sete raças (entre elas androides, ciborgues, humanos 2.0, híbridos e até criaturas escravizadas criadas em laboratórios), 16 classes (hackers, pilotos de drones, psíquicos, ídolos, membros de gangue, agentes, ronin, e contrabandistas, para citar metade), um sistema alternativo de combate, regras para utilizar e hackear a hiper-realidade (uma mistura de internet + realidade aumentada usada por quase todo o mundo), novos equipamentos futuristas, robôs e outros horrores tecnológicos.

Neste cenário, as potências econômicas atuais foram quase todas destronadas, abrindo espaço para a dominação mundial da China, uma aliança de nações africanas, e do Brasil. Colônias em outros planetas também são comuns, mas o controle de corporações sobre os habitantes delas é ainda pior do que o exercido na Terra.

O livro também será compatível com Starfinder, a versão futurista de Pathfinder que a própria editora Paizo está elaborando, após seu lançamento.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

Não planejava voltar ao Kickstarter tão cedo, depois da mordida de 25 dólares no mês passado ou retrasado. Mas tive que entrar nessa campanha também, com meus módicos 20 dólares (pelo livro principal + 1 aventura). Não só o material é muito convincente, como também planejam entregar os produtos já em janeiro – provavelmente está tudo pronto e só precisam comprar mais arte, talvez atualizar a diagramação.

Mas vejamos as fontes de inspiração dos autores: livros do William Gibson, e também Altered Carbon, Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? e Nevasca; animes como Akira, Cowboy Bebop, e Ghost in the Shell. Se tivessem incluído alguns filmes eu ficaria ainda mais feliz (especialmente Blade Runner), mas já é uma base muito razoável. E na introdução ainda argumentam sobre atualizar o cyberpunk utilizando referências atuais, ou seja, também planejam dar uma revitalizada no gênero. Simplesmente falaram todas as coisas certas. Fiquei meio doido para mestrar algumas partidas com esse livro, mas ainda tenho pelo menos 4 meses de espera pela frente.

Vou acabar comprando aquela última expansão de Shadowrun Returns que lançaram no ano passado, para aliviar o vício em cyberpunk. Bem que podiam baixar o preço…

Fonte: Kickstarter

Tagged

RPG ganha novo lote de centenas de monstros

A editora Paizo anunciou o lançamento do Bestiary 6 para o RPG de mesa Pathfinder em março de 2017. Serão mais de 200 criaturas inéditas, incluindo figuras folclóricas antigas e modernas, como o barqueiro Caronte, os Quatro Cavaleiros do Apocalipse e o maligno ser natalino Krampus.

Deu um pouco de trabalho encontrar essa capa
© Paizo

Outras utilidades do livro incluem novas raças para jogadores, como os caninos rougarou, náiades, goblins-macacos, e até uma inspirada nas criações de H. P. Lovecraft, os yaddithian; novos animais companheiros para druidas e classes similares; e novos construtos para magos montarem.

Para os Game Masters (GMs), há ainda novos “templates”, pacotes de modificações que podem ser aplicados a monstros para deixá-los mais fortes, ou mais fracos, ou apenas estranhos – nesse bestiário os templates incluem vermes que mudam de forma e mentalidades coletivas, provavelmente situações contagiosas.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

Os bestiários de Pathfinder, tão numerosos, são provavelmente os livros mais caros que a editora produz, devido à necessidade de ilustrar individualmente cada um dos monstros com arte original – e na maioria delas, muito boas.

Tenho um par de bestiários de outras empresas, e dá para notar quando economizam em algum monstro, usando arte mais regular do que boa – e ao repetirem a mesma arte em diferentes bichos, fica ainda mais gritante.

Apesar de gostar tanto desses bestiários, estou no terceiro ainda. Talvez pule o quarto e vá direto para o mais recente, com seus monstros alienígenas. É culpa da minha mania de prestigiar principalmente os livros compatíveis de editoras independentes, acabo me enrolando para comprar os oficiais. Definitivamente preciso remediar isso, pelo menos quanto aos monstros.

Fonte: Paizo

Tagged

Discworld, o RPG

A Steve Jackson Games vai abrir o universo de Terry Pratchett para exploração no livro Discworld Roleplaying Games, atualmente em produção. Com mais de 400 páginas, o manual não apenas explora o conteúdo de dezenas de livros de ficção ambientados nesse universo, como também atualiza todo o material para as regras do Generic Universal Role-Playing System (GURPS) 4ª edição. O preço sugerido do produto é de US$ 39,95, com lançamento previsto para novembro.

Reconheço vários personagens, alguns só de fama
© Steve Jackson Games

Pratchett, falecido em 2015, publicou 41 romances baseados em Discworld, repletos de humor britânico e situações absurdas. De acordo com a Wikipédia, são 80 milhões de exemplares vendidos em 37 línguas. Os primeiros livros foram lançados no Brasil, mas parecem estar fora de catálogo atualmente.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

E eu li apenas o primeiro, The Color of Magic. Acho que até escrevi uma resenha por aqui, quando ainda fazia isso. Lembro de ter gostado da trama rocambólica, mas ter apanhado um pouco para o humor inglês, nesse caso especialmente ancorado em trocadilhos e outros jogos de palavras. Em áudio talvez sejam mais fáceis de consumir, mas não consigo comprar a versão lida pela Stephen Fry…. Tenho o segundo livro e mais alguns que comprei em promoção, quem sabe pego no tranco a partir desse.

Um RPG baseado em comédia literária… acho que é uma boa combinação, melhor ainda se o GM conseguir repetir o tom dos livros. As melhores sessões  geralmente são temperadas com momentos hilários, mesmo quando a aventura é mais mortífera que o normal, ou quando usa um tema mais sombrio.

Fonte: Daily Iluminator

Tagged

Novas classes compatíveis para o RPG Pathfinder

A Dreamscarred Press lançou esta semana Akashic Mysteries, seu novo livro para o RPG de mesa Pathfinder. São três classes: Daevic, Guru e Vizier, usuários do sistema de magia akasha; três novas raças, archetypes para as classes básicas do jogo e as psiônicas da própria editora; novos feats, itens mágicos e monstros. São 96 páginas por US$ 14,99, em formato digital, e, futuramente, também impresso.

Isso é um gamla, ou homem-camelo.
© Dreamscarred Press

Akasha é um tipo de energia mágica que pode ser solidificada em itens mágicos temporários, chamados de veils. Os personagens desse livro criam esses itens e aproveitam seus efeitos, que variam de ataques mágicos e bônus para habilidades, classe de armadura e pontos de vida, a poderes diversos, como auras de frio ou invocar mortos-vivos.

E também está disponível Primordial Dancer: Creation’s Muse, da Interjection Games, para o mesmo sistema de RPG. Com 26 páginas e preço de US$ 5,49, a classe combina magias de druida (até 6º nível) com o uso de danças que manipulam diferentes energias “primordiais” de aspectos do mundo, como o mar, o subterrâneo, a vida, o cosmos, o solo, e o céu. Cada dança possui uma duração diária fixa e garante um poder passivo assim que começa a ser usada; na sequência o primordial dancer pode gastar um determinado número de rodadas de duração de uma vez só para ativar poderes que vão sendo liberados a medida que passa de nível. São 36 danças disponíveis, cada uma com quatro poderes diferentes.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

Akasha é uma atualização do livro Magic of Incarnum, de Dungeons & Dragons 3.5. O que antes era chamado de “soulmeld” virou veil, e o tema geral do livro foi abandonado por misticismo do Oriente Médio e Índia, apesar de não possuir conteúdo atrelado a um cenário de campanha específico. Akashic Mysteries está sendo produzido há dois anos, passou por um extensivo período de testes, está ricamente ilustrado e pertence a uma empresa unanimidade entre as editoras de material compatível de Pathfinder. Compre sem medo e divirta-se.

Já Primordial Dancer foi criado em poucas semanas, a partir do Patreon da editora (por US$ 150 o dono dela cria a classe que você quiser) e está sofrendo um pouco de resistência – de acordo com o seu designer, é o produto que menos vendeu desde que começou seu patreon. Em conversas abertas verificamos que classes associadas a “artes” geralmente vão mal de vendas – o que não deixa de ser curioso, já que ele mesmo sugeriu alinhar o personagem ao tema de danças da chuva dos índios norte-americanos.

Na prática é um druida que perde os três níveis finais de magias, o poder de mudar de forma e o animal companheiro pelo acesso a 9 danças. Essas funcionam mais ou menos como as linhagens (bloodlines) do Sorcerer ou Bloodrager, sem as magias e façanhas extras; começa com um poder e vai destrancando novos enquanto passa de nível. Ao invés de ter uma quantidade de usos diários de cada, tem um poço de pontos, ou de rodadas nesse caso (acho que dá na mesma) para gastar como achar melhor. Precisaria colocar essas danças em uma tabela para medir exatamente quão poderosas elas são, mas acredito que o primordial dancer não é nada para se jogar fora; não chega ao nível de um mago ou clérigo (felizmente), mas talvez se aproxime um pouco.

Tragicamente, a empresa poderia ter substituído as referências a dança por qualquer outro baboseira mágica e ter obtido uma aceitação muito melhor. Não é como se o poder sequer estivesse atrelado à habilidade Perform (Dance)!

Fonte: Paizo

Tagged

Novo livro para Pathfinder e D&D consegue verba

A empresa de jogos Interjection Games concluiu com sucesso sua campanha para financiar Strange Magic 2, suplemento para os RPGs de mesa Pathfinder e Dungeons & Dragons. Foram US$ 6,700 dólares arrecadados de 197 financiadores para produzir, ilustrar, editar e diagramar o livro, que deve chegar a cerca de 300 páginas. Até o momento estão confirmadas nove classes utilizando três diferentes sistemas de magia.

Gostou da capa? Várias sugestões minhas foram aproveitadas nesses três... Hehe.
© Interjection Games

O livro irá abordar a Cartomancia, onde o jogador define os poderes do seu personagem através de um baralho de cartas comum ou de tarô; o Herbalismo, que produz ervas mágicas selecionadas aleatoriamente, de acordo com o ambiente ao redor do personagem; e por último o Onmyodo, inspirado pelo folclore japonês e combinando talismãs mágicos, petições a espíritos e o controle de pequenos animais criados a partir de dobraduras de papel.

Quem preferir adquirir cada sistema mágico independentemente terá a oportunidade a partir de novembro, com o lançamento de Ultimate Herbalism. Ultimate Cartomancy chega em maio do ano que vem, e Ultimate Onmyodo em novembro do mesmo ano. O livro completo está previsto para 2018.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

Eu e mais 196 jogadores de RPG participamos da campanha de financiamento do livro ao longo dos últimos 30 dias. Contribui com 25 dólares, maior valor que já paguei por um único suplemento de jogo (se considerar que são três livros em um, ou US$ 8,33 cada, não foi tão mal assim), basicamente 10 dólares acima do meu orçamento pessoal para entretenimento a cada mês – costumava ser mais, mas enquanto o treco não despencar para R$ 2,50, nada feito.

E aguardo ansiosamente para acompanhar o desenvolvimento do livro durante os próximos dois anos. Sou um grande fã do trabalho dessa empresa, com suas classes de personagens completamente exóticas e complexas, permitindo levar o Pathfinder a locais muito mais divertidos do que imaginava possível.

Tenho cerca de 100 classes de personagens aprovados para jogar esse RPG (de várias editoras, além das dezenas oficiais da Paizo), e o Onmyoji, personagem principal do sistema Onmyodo, é simplesmente o meu predileto. Montei um totalmente inapto, somente para acompanhar meus filhos como um NPC de luxo, curando e dando buffs, e me diverti ridiculamente com sua ampla variedade de opções e capacidade de se adaptar. Quase me emocionei quando ele foi morto por um mímico.

É claro que esse número de classes é absurdo, ainda que pequeno diante de todas as opções compatíveis já lançadas. Mas consigo fazer proveito de boa parte delas – as mais incomuns, como as da própria Interjection Games, fazem excelentes vilões. Já aprontaram cada uma com meus filhos… os mais memoráveis acabaram inspirando novos personagens para eles próprios, como o Ethermancer.

Fonte: Kickstarter

Tagged

Livro para Pathfinder e D&D quer financiamento

Strange Magic 2 é o novo projeto da Interjection Games no Kickstarter, site que procura financiar iniciativas através de contribuições monetárias de menor valor de vários apoiadores. O livro traz sistemas mágicos alternativos ao encontrado nos RPGs de mesa Pathfinder e Dungeon & Dragons, intitulados herbalismo, cartomancia e onmyodo. O autor do livro busca atingir 4 mil dólares para concluir tudo, e com dois dias desde o lançamento, já obteve mais da metade do que precisa. Caso a meta seja ultrapassada, mais conteúdo será adicionado ao produto final.

Boa capa – algo possível somente nesses projetos pelo Kickstarter, parece
© Interjection Games

No herbalismo, a classe recolhe plantas ao seu redor a cada dia, tendo seus poderes modificados de acordo com o ambiente; cartomancia aproveita um baralho de cartas comum, atribuindo um diferente poder a cada uma, com o elemento de aleatoriedade garantido a cada embaralhada; e o onmyodo é uma referência ao folclore japonês, com a utilização de talismãs e petições a entidades espirituais. Por 25 dólares é possível garantir uma cópia digital do livro, que até o momento tem um número de páginas estimado em 245, para um dos dois sistemas. Outro valores com diferentes recompensas estão listados na página do projeto.

Uma prévia dos sistemas está disponível pelo site RPGnow, gratuitamente.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

Até que enfim esse kickstarter começou. Estou vendo o autor planejando o treco desde o ano passado ou antes ainda, e fico feliz em ver a coisa toda começando a dar certo. Tenho os três sistemas mágicos em suas versões originais (devem praticamente dobrar de tamanho com o conteúdo novo), e já utilizei o herbalismo e o onmyodo extensivamente em sessões de jogo. Me diverti muito com eles, mas não posso deixar de avisar: são obviamente sistemas complexos, destinados a jogadores interessados em fazer um certo malabarismo para aproveitar todo o potencial das classes. Mas você nunca vai se sentir inútil em determinada situação ou em um combate contra um inimigo bizarro – as opções são variadas demais.

Ainda não convenci ninguém a usar a cartomancia, mas já construí um cartomancer apenas pelo exercício. Lembrou-me de um mago com alguns efeitos incomuns, a parte aleatória um limitador necessário para justificar o uso prolongado dos seus poderes: quando ativa uma carta “maior”, as cartas “menores” já descartadas são embaralhadas de volta na sua pilha de cartas ativas e podem ser usadas de novo. E caso precise de cartas melhores do que as que tem à mão, pode descartá-las ou “gastá-las” para ativar um outro sistema de poderes, os Seals. Parece confuso, mas é apenas uma questão de prática. E pense no visual: jogar Pathfinder ou D&D segurando cartas como se estivesse em uma mesa de pôquer.

Fonte: Kickstarter

Tagged

Goblins retornam para aventura gratuita

Está disponível para download gratuito o módulo We b4 Goblins!, do RPG de mesa Pathfinder. A aventura foi produzida pela própria Paizo, editora do sistema de jogo, em comemoração ao Free RPG Day. Apesar da data comemorativa ser 18 de junho, na ocasião apenas versões impressas foram distribuídas em lojas de jogo, com a online sendo lançada hoje (1º). Para acessar o material é necessário ser cadastrado na página da empresa.

Criatura suja e irritante. E montada em um porco.
© Paizo

A publicação tem 16 páginas e é destinada para personagens de nível 1, da raça goblin. Ela inclusive traz quatro deles prontos para jogar – com características detalhadas e um histórico de cada. A história se passa antes das outras três aventuras protagonizadas por goblins publicadas pela Paizo em anos anteriores.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

Estava olhando a lista de raças de Pathfinder que separei como opções para meus filhos na hora de criarem personagens. O treco inclui opções de vários livros específicos de raças e até de bestiários, com bizarrices como insetos humanoides, pinguins humanoides, mortos-vivos animados por energia positiva e clãs de yokais que podem se transformar em animais ou humanos, para mencionar apenas as últimas aquisições.

Mas curiosamente deixei os goblins de fora das opções. Acho que tomei essa decisão há alguns anos, quando precisava ter muita cautela quando dando opções a eles. Não é medo de influenciá-los positiva ou negativamente; sempre deixamos claro a separação entre realidade e faz de conta em tudo quanto é mídia. Foi uma questão de antecipar o que eles poderiam mencionar em conversas casuais com colegas da escola, por exemplo.

“Daí apareceu um demônio e matou um monte de moradores da vila no jogo desse final de semana” é o tipo de frase que uma criança no ensino fundamental pode interpretar mal, e piorar a fama do RPG de mesa, esse hobby algumas vezes mal compreendido. Então, raças malignas, como goblins, orcs, drows, etc, ficaram de escanteio. Mas agora que estão mais velhos, talvez seja a hora de ampliar seus horizontes.

Por outro lado minha filha só quer saber de interpretar humanas que poderiam ganhar o Miss Universo, enquanto meu filho só quer saber qual raça dará mais vantagens para a classe que escolhe. Ninguém herdou meu hábito de fazer personagens bizarros, curiosamente. Meu homem-limo cantor de músicas sacras se sente muito isolado no grupo.

Fonte: Paizo

Tagged