Category Archives: MangAnime

Mangá Blame! chega ao fim

A editora JBC lança este mês o volume 10 de Blame!, mangá de ficção científica pós-apocalíptica. Escrito e desenhado por Tsutomi Nihei, a história se passa em um futuro distante onde a tecnologia suplantou a humanidade, ficando presa em um ciclo de expansão e reconstrução. Killy, o protagonista, vaga pela gigantesca estrutura que engoliu a Terra, em busca de um ser humano capaz de se conectar ao maquinário.

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© JBC

São 240 páginas em formato 13,5 cm por 20,5 cm, pelo preço sugerido de R$ 23,90. A versão digital tem preço sugerido de R$ 16,50.

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Acabo de encomendar o volume 9, com um desconto razoável. Até o volume anterior estava comprando a medida que iam sendo publicados, mas para compensar meus gastos com livros digitais deixei os mangás em baixa prioridade – situação já corrigida. E com esse desconto, me pergunto se não devia ter atrasado a aquisição de todos!

Alguns meses atrás li várias histórias antigas do autor, anteriores a Blame!. Os elementos artísticos e várias das mesmas ideias estão presentes, só bem mais grosseiros e simples. Uma coisa que ele parece ter descartado são as referências a religiosidade ocidental – antes todos os vilões pareciam pertencer a cultos diabólicos tentando destruir o mundo. Apenas o uso extremo de tecnologia como meio para fins nefastos sobreviveu.

Fonte: JBC

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Anime saudosista sobre jogos eletrônicos em julho

O anime sobre fliperamas Hi Score Girl ganhou uma nova arte de divulgação e uma data oficial de lançamento no Japão: 13 de julho. A história é adaptada do mangá de mesmo nome, sobre estudantes do ensino fundamental competindo em jogos eletrônicos na década de 90. Personagens de Street Fighter II, Samurai Shodown e King of Fighters fazem participações constantes durante divagações do protagonista.

Estão parecendo mais velhos do que no início do mangá
© Square Enix

Hi Score Girl começou a ser publicado em 2010, tendo ficado parado de 2014 a 2016, enquanto a Square Enix, proprietária da revista em que o mangá foi lançado, lutava nos tribunais contra acusações de uso indevido de propriedade intelectual feitas pela SNK, dona de vários dos jogos de luta mencionados na trama. Eventualmente chegaram a um acordo e o mangá continua saindo até hoje.

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E é um ótimo manga. Não se engane pela arte grotesca, o autor/desenhista Rensuke Oshikiri tem um talento incrível para humor, drama, desenvolvimento de personagem, cenário e referências a videogames velhos. Tenho altas expectativas para esta adaptação, e imagino que a equipe responsável pela parte sonora está tendo muito trabalho.

Curiosamente anunciaram uma dubladora para a protagonista feminina, que acredito não falar nunca. Ou fizeram algumas mudanças radicais, ou ela foi contratada para soltar grunhidos e gritos.

Fonte: Anime News Network

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Novo anime do criador de Denno Coil

Mitsuo Iso, criador da franquia Denno Coil vai escrever e dirigir uma nova animação sobre crianças em uma ficção científica. Chikyūgai Shōnen Shōjo vai se passar em 2045 e trazer um grupo delas lidando com um acidente em uma estação espacial. Elas precisam utilizar transmissões de áudio, redes sociais e drones para superar as crises decorrentes. Ainda não foi anunciada uma data de lançamento ou formato.

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© SIGNAL.MD

Denno Coil, primeira e até então única animação dirigida por Iso, foi lançada em 2007 com 26 episódios. A série é ambientada em 2026 e protagonizada por crianças cuja rotina é dependente de realidade aumentada, tecnologia disponível em óculos que raramente saem de seus rostos.

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É um anime visionário – os efeitos psicológicos antecipados pelo Iso já podem ser verificados nas gerações atuais, enamoradas com seus aparelhos celulares. Quando alguém finalmente produzir óculos tão avançados quanto os utilizados no anime, a juventude vai simplesmente viver em outro mundo.

E pior que o modo como utilizam a realidade aumentada na série parece extremamente divertido. Sou entusiasta dessa tecnologia, e acredito que será muito mais relevante no futuro do que realidade virtual.

Espero que seja popularizada enquanto ainda consigo mais ou menos acompanhar as essas novidades.

Fonte: Anime News Network

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Novo anime continua batalha contra Godzilla

O filme animado Godzilla: City on the Edge of Battle ganhou um novo cartaz às vésperas de ser lançado no Japão, nesta sexta-feira (18). A arte apresenta os personagens sobreviventes do primeiro filme da trilogia, e as irmãs gêmeas Maina e Miana, apenas vislumbradas em uma cena pós-créditos. A franquia é distribuída mundialmente pelo Netflix, com Godzilla: Planet of the Monsters já disponível para assinantes.

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© TOHO Animation

A trama se passa em um futuro distante, em que a humanidade resolve voltar à Terra após tê-la abandonada nas patas de monstros gigantes durante milhares de anos. Encontram um planeta transformado pela presença de Godzilla, que modificou toda a flora e fauna à sua imagem.

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Assisti ao primeiro filme no início do ano. Começa bem devagar, apresentando lentamente o cenário que mencionei acima, em seguida todos os personagens, e depois exageradamente as motivações do raivoso protagonista. Depois que finalmente encontram o monstrengo a coisa começa a andar rápido, e daí é só aproveitar o combate estratégico se desenrolando quase perfeitamente.

A reviravolta também é muito satisfatória.

Recomendo para interessados em Godzilla, mas se acostumar ao estilo anime feito em computação gráfica pode demorar um pouco.

Fonte: Anime News Network

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Escola de bruxas tem mangá traduzido

A editora JBC adicionou um novo mangá ao seu catálogo: Little Witch Academia. O primeiro volume vai ser lançado no final de junho, com 184 páginas, formato 13,5 x 20,5 cm e preço sugerido de R$ 16,90. A história se passa em uma escola para bruxas adolescentes em treinamento.

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© JBC

A obra foi criada por Yoh Yoshinari, dos estúdios Trigger, como dois animes de curta metragem, distribuídos pela internet e popularizados no Netflix. Em 2017 foi adaptado em uma série com 25 episódios. O manga é adaptado por Keisuke Sato.

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Acompanhei a série, mas noto que até hoje não assisti aos dois curtas originais, nem sei como se encaixam na trama principal.

O anime tem um belo estilo, boa animação, cenário nada original, e sofre com falta de foco na primeira metade da temporada. Apresentam o motivador principal bem cedo, mas ele só passa a comandar a narrativa na metade final, evoluindo a trama até rápido demais, em comparação aos episódios em que as bruxas ficam apenas de bobeira.

O humor é consistente em quase toda a série, e há alguns ótimos confrontos (resolvidos com criatividade, você não vai encontrar violência física de verdade aqui), com trilha sonora adequada. Anime para toda a família, com certeza.

Hesitei em escrever sobre dois lançamentos da JBC na mesma semana (preciso voltar a monitorar a Panini), mas resolvi terminar a semana de maneira positiva, para variar. Depois daquele trailer do Predador 4, estava precisando.

Fonte: JBC

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Segundo volume de Akira em junho

A editora JBC colocou em pré-venda o segundo volume do mangá Akira, de Katsuhiro Otomo. São mais de 300 páginas sobre adolescentes com poderes psíquicos em um futuro cyberpunk. O preço sugerido é de R$ 69,90, e a previsão de entrega é 20 de junho.

Esse braço não vai longe… ou será diferente aqui?
© JBC

O mangá inteiro vai ser lançado em seis volumes semestrais, com número de páginas semelhante e em tamanho 17,8 x 25,6 cm.

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Quem gostou do longa animado, e isso inclui praticamente qualquer fã de anime, ficção científica ou filmes de ação, precisa ler essa versão impressa. As diferenças são inacreditáveis, e a qualidade de ambos produtos só se explica graças ao absoluto controle criativo do Otomo sobre os dois.

O preço assusta, mas é um baita de um livro, enorme, firme, com boa qualidade de impressão. E quem preferir aguardar um pouco acaba encontrando um pequeno desconto – o volume 1, por exemplo, caiu para 52 reais. Estou adquirindo da mesma editora o manga Blame!, e as edições também são ótimas, ainda que bem menores e mais baratas.

Comprar mangás impressos é como ir aos cinemas – custa uma fortuna, e vale a pena somente quando o produto é um deslumbre visual. Ou seja, histórias de ação, principalmente as de época ou futuristas. Nunca entendi ir ao cinema assistir uma comédia!

Maneirando na testosterona um pouco, um mangá fora desses moldes me vem à mente quando pensando em uma futura coleção. Hakumei to Mikochi, sobre a vida cotidiana de duas duendes minúsculas. Não apenas a história é ótima (adoro “slice of life”), como as ilustrações são fora de série, e quase não há ação. É apenas uma obra de arte.

Fonte: Editora JBC

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Mais Violet Evergarden a caminho

O anime Violet Evergarden chegou ao fim esta semana, mas a produção da série confirmou via mídias sociais que um projeto “completamente novo” foi autorizado. Não há detalhes se é uma segunda temporada, filme ou adaptação live-action. A temporada completa está disponível no Brasil pelo serviço de streaming Netflix.

Garota propaganda dos Correios?
© Netflix

Violet Evergarden se passa em um mundo com tecnologia equivalente ao começo do século XX, exceto no quesito próteses, muito mais avançadas que as atuais. A protagonista, que dá nome à série, é uma ex-soldada que perdeu os dois braços na guerra e precisa aprender a conviver em um país sem conflitos armados.

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Se você começar a assistir Violet Evergarden esperando que uma trama vá guiar a série, vai se perder e ter uma experiência medíocre. Os episódios na verdade são pouco conectados um ao outro, optando por apresentar a cada semana um diferente tipo de “amor”, o que se encaixa na cruzada maior da heroína, descobrir o que é este sentimento.

São histórias boas, algumas razoáveis, e uma tonelada de desenvolvimento de personagem por parte da protagonista (os coadjuvantes parecem congelados no tempo, em comparação). Quase não há cenas de ação fora de flashbacks, exceto nos dois últimos episódios, bem esquisitos em comparação ao resto do anime. Me lembrou muito o Princess Principal do ano passado, tanto em cenário quanto em estrutura, inclusive ao se perder no final da temporada com uma mudança de tom brusca.

Bom, hora de assistir o episódio 13.

Fonte: Anime News Network

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Anime de fantasia sombria ganha dois filmes

O anime Made in Abyss vai ganhar dois filmes resumindo a sua primeira temporada, lançada em 2017. Os lançamentos estão previstos para o final deste ano e começo do próximo, nos cinemas japoneses. Os títulos são Made in Abyss: Journey’s Dawn e Made in Abyss: Wandering Twilight.

Deem meia volta! Desistam!
© Kinema Citrus

A animação adapta o mangá de mesmo nome, sobre uma dupla de crianças explorando um gigantesco abismo no meio da cidade em que residem. O produto combina fantasia e horror, com os protagonistas precisando enfrentar obstáculos naturais, monstros e adultos bizarros.

Uma segunda temporada já foi confirmada.

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Dois filmes para resumir 13 episódios? Pelo jeito os envolvidos não querem abrir mão de muita coisa nessas compilações – sem falar que o treco mal vai ter completado um ano fora do ar quando lançarem o primeiro filme.

Já sabia que havia sido um sucesso de crítica, com a quantidade de resenhas positivas e comentários gerais sobre audiências com o coração retorcido (especialmente após o episódio duplo final). Mas que foi sucesso financeiro a esse ponto, é espantoso. É um produto muito bom, mas não é exatamente uma coisa que dê vontade de assistir repetidas vezes. Experimentos com crianças, mutilação, eutanásia e outros temas simpáticos, com personagens desenhados de maneira infantil e caricata. A combinação é poderosa. E o excelente trabalho dos dubladores, a música e os efeitos sonoros ajudam muito a atingir esse patamar.

Mas realmente é um treco bem tenebroso.

Fonte: Anime News Network

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Renovado anime sobre adolescente psíquico

Mob Psycho 100 vai ganhar uma segunda temporada, de acordo com a produtora Bones. O anime foi lançado em 2016 e é uma adaptação do mangá de mesmo nome, criado pelo mangaká ONE (também responsável por One-Punch Man). Não foi divulgada uma data para a nova série.


© Tokyo MX

O protagonista Mob é um adolescente com inacreditáveis poderes psíquicos, mantidos sob controle graças à sua falta de emoção, medida em porcentagens. Quando atinge os 100%, porém, se transforma em um monstro.

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Li vários capítulos do mangá, já que o ONE é consistentemente hilário, além de criativo na composição de personagens secundários, sejam vilões ou aliados. Não faço ideia porque parei – provavelmente se perdeu no meio da vasta oferta de quadrinhos japoneses na atualidade. E acabei não assistindo o anime também, mas nesse caso tenho um motivo menos vago: estava um pouco queimado de comédias, depois de vários fracassos ao longo de 2016, e evitei me arriscar.

Com a novidade, acho que vou colocá-lo na lista de catálogo a ser reexaminado. Não tenho conseguido fazer grandes avanços na lista de velharias, mas quem sabe a próxima safra será tão ruim que precisarei revisitar antiguidades e outros animes de qualidade que passaram despercebidos.

Fonte: Anime News Network

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Continuação de Psycho-Pass prometida para 2019

A franquia Psycho-Pass vai ganhar um novo filme em três partes, de acordo com a rede japonesa Fuji TV. A novidade deve ser lançada em janeiro do ano que vem, combinando personagens das duas temporadas para televisão e do primeiro longa-metragem. O título anunciado é Psycho-Pass: Sinners of the System.


© Fuji TV

O anime foi lançado em 2012 e se passa em um futuro utópico, em que o crime foi quase eliminado. Em vez de apenas caçar bandidos, a força policial que protagoniza a série se concentra em capturar ou matar pessoas com potencial para cometer crimes, o “psycho-pass” do título, capaz de ser medido por suas armas.

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A primeira temporada de Psycho Pass tem alguns diálogos filosóficos interessantes (que podem servir de plataforma para alguém ir atrás do assunto – criticam o conteúdo por ser superficial, mas façam-me o favor), vilões odiáveis em bom número, e questionamentos válidos quanto ao uso cada vez maior de tecnologia na sociedade.

Fora isso é um monte de violência grotesca e meio gratuita, e armas muito imbecis, apesar do visual bacana. Os personagens têm que apontar para o bandido, conectar com a internet, analisar o “psycho-pass” e dai ser autorizado a atirar.

Parafraseando Tuco em Três Homens em Conflito: “Quando você tem que atirar, atire. Não fique analisando psycho-pass”.

Se o objetivo é evitar matar pessoas que não tem potencial criminoso, simplesmente use um taser. E quando o sujeito é obviamente um criminoso violento, você tem que ficar esperando a sua arma te autorizar a se defender, se você conseguir mantê-lo na mira enquanto a análise é realizada. Se a série fosse mais realista, precisariam trocar o elenco inteiro a cada três episódios, tamanha a carnificina que sofreriam nas mãos dos oponentes.

Fonte: Anime News Network

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