Category Archives: Filmes

Capitã Marvel cai do espaço e apanha de todos os lados

Os estúdios Marvel publicaram hoje (18) o primeiro trailer de Capitã Marvel, uma de suas novas produções sobre super-heróis. Brie Larson (Kong: A Ilha da Caveira) é a protagonista deste prelúdio situado nos anos 90, sobre uma das pessoas mais poderosas das histórias em quadrinhos da empresa. Versões mais jovens de outros personagens também aparecem, como Nick Fury (Samuel L. Jackson), Agente Coulson (Clark Gregg) e Ronan (Lee Pace).


© Disney

O filme é dirigido pela dupla Anna Boden e Ryan Fleck (Billions), que trabalham em parceria desde 2003. Também escreveram o roteiro, ao lado de outras cinco pessoas. Lançamento previsto para março do ano que vem.

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Há quanto tempo não escrevo sobre os intermináveis filmes de super-herói da Marvel. O último que assisti foi o Guardiões da Galáxia 2, e acho que bastou. Enquanto não aparecerem no serviço de streaming que assino, esqueça (mas nele mesmo assisto todas as séries da parceria entre as duas empresas).

Música que entusiasma, edição que revela parte da estrutura do longa, ainda que nada de sua trama. Esteticamente gostei, mas acho que não cumpriu seu propósito muito bem. Como se trata de uma personagem desconhecida, você tem duas opções: apresentá-la ao público, ou mostrar como o filme será divertido (lembro do trailer do primeiro Guardiões? Ou do Deadpool?). Acho que tentaram fazer os dois, e não conseguiram nenhum.

As cenas de ação e os diálogos não são grande coisa (a presença do elenco de apoio rejuvenescido é um atrativo tão grande assim?), e a personagem é bem sem graça. Fora espancar a velhinha no trem (ousado), não tem outro momento marcante, é passiva em tudo. E a frase de herói relutante foi de amargar, acho que a essa altura o público deles já cansou desse tipo de narrativa.

Mas tenho certeza que vai fazer centenas de milhões e prolongar o império da Marvel nas bilheterias. Tudo bem.

Fonte: Canal da Marvel Entertainment no Youtube

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Apps de carona podem atrair psicopatas

Ride é um suspense sobre os perigos de aplicativos de carona, protagonizado por Bella Thorne e Jessie T. Usher. Eles interpretam uma passageira e um motorista, que, ao fazer amizade com um estranho, acabam se tornando vítimas de sua insanidade em uma série de desafios criminosos.


© RLJ Entertaiment

A direção e o roteiro são de Jeremy Ungar, iniciando na função após alguns curtas-metragens. Lançamento previsto para este ano, nos EUA.

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Assim como a sinopse acima, o trailer foi ficando cada vez mais imbecil com o passar do tempo. A possibilidade ínfima desses dois modelos esculturais se conhecerem casualmente enquanto usam um aplicativo pode ser ignorada, já que em filmes todo mundo é muito mais bonito que o normal. Mas assim que tentam encaixar o terceiro personagem na trama, começa a ficar excessivamente ridículo.

Por que o cara continua no carro quando ele foi pegar a mocinha? Por que acompanha eles no encontro? Por que coloca eles para fazer desafios imbecis em vez de simplesmente matar ou roubar? Por que ninguém enfia o carro em um poste? Haja talento de persuasão deste bandido para convencer não apenas os protagonistas, mas também o público.

Se tivessem terminado o vídeo com a arma aparecendo e o motorista questionando ele, teria ficado ótimo, sem as bobeiras seguintes.

A premissa me chamou a atenção e os nomes principais me pareceram familiares. Mas apesar do nome Bella Thorne aparecer bastante no entretenimento, nunca assisti a esta moça trabalhando. Deve ser uma personalidade mais popular na internet do que no cinema propriamente dito. E o protagonista não é o músico, apesar do nome igual.

A menos que o trailer tenha me enganado completamente, vai ser mais um daqueles fiascos que sobram para os serviços de streaming distribuírem.

Fonte: IMDb

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Lobos e humanos disputam a posição de vilão em filme

Será lançado no final deste mês o suspense Hold the Dark, para assinantes do serviço de streaming de vídeos Netflix. Jeffrey Wright (Westworld) é um especialista em lobos contratado para “vingar” a morte de uma criança no Alasca, supostamente vítima de uma alcateia. Ao começar a investigação se depara com problemas muito mais complexos na família e comunidade local.


© Netflix

Alexander Skarsgård é o pai da criança, um veterano de guerra que reage mal à novidade, quando volta de seu serviço ativo. A direção é de Jeremy Saulnier (Sala Verde), com roteiro de Macon Blair (Já Não Me Sinto em Casa Neste Mundo), adaptado do livro de mesmo nome escrito por William Giraldi, inédito no Brasil.

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Que trailer bacana. Visual, música, edição, tudo tão bem combinado que chega a surpreender.

Usaram pouco o Jeffrey Wright, com seu inacreditável nome de protagonista: Russell Core; mas têm o Skarsgård à disposição, acho que faz sentido. Pela sinopse do livro, os dois possuem importância quase igual na trama, o que não fica tão claro no trailer – parece até que a esposa dele participa mais. Verificarei quando lançarem esse trambolho de quase duas horas.

Espero que não haja uma reviravolta com os lobos salvando o dia, e revelando que os humanos são os verdadeiros monstros.

Fonte: IMDb

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Novo Halloween chacina seus antecessores

Os estúdios Universal Pictures vão lançar em outubro deste ano, nos EUA, Halloween, uma continuação direta do clássico Halloween: A Noite do Terror, de 1978. Jamie Lee Curtis retorna protagonizando 40 anos após enfrentar o assassino mascarado Michael Myers, interpretado novamente pelo ator original, Nick Castle.


© Universal Pictures

David Gordon Green é o diretor e um dos roteiristas, ao lado do comediante Danny McBride. Os dois trabalharam juntos nas comédias Segurando as Pontas e Sua Alteza. John Carpenter, diretor e roteirista do original, é um dos produtores executivos.

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De todos os clássicos “slasher” do final dos anos 70 e toda a década de 80, acho que o único original que assisti foi o primeiro Sexta-Feira 13, justamente o filme sem um “monstro” definido. Halloween, pelo que me lembre de uma retrospectiva que ouvi há alguns anos, deu início ao gênero, criando quase todos os clichês repetidos dezenas de vezes desde então – o principal diferenciador entre as demais produções é o vilão e os seus poderes.

Este Halloween finalmente escancara um conceito que vai acabar se tornando o padrão, caso os estúdios insistam em manter vivas franquias por décadas e décadas: é impossível manter coerência por tanto tempo assim. Em vez de tentar encaixar todos os longas anteriores na trama do mais recente, inventando alguma viagem no tempo ou insultando os fãs com um “reboot”, você simplesmente anuncia quais filmes você vai aproveitar e quais serão descartados.

Neste caso, deixaram de lado todas as continuações e os bizarros recomeços do Rob Zombie, homenageando somente a criação original. Finalmente um pouco de bom senso e coragem nesse mercado de ordenha de franquias desgastadas.

Há vários anos os estúdios Fox ensaiaram algo parecido, com um filme Alien se passando após o segundo e descartando as continuações, aproveitando os fuzileiros navais sobreviventes e a protagonista. Parece que até a Sigourney Weaver estava interessada. Mas daí preferiram entregar as chaves da franquia para o Ridley Scott dirigi-la contra todas as árvores e postes que encontra pelo caminho, terminando de escangalhar tudo. Não que tivesse muita esperança para outro filme do Neill Blomkamp – depois de Distrito 9, foi só ladeira abaixo.

Enfim, se faturarem alto, talvez vire uma (boa) tendência.

Fonte: Canal da Universal no Youtube

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Esguichos de sangue garantidos em Predador 4

O Predador, quarto filme da franquia sobre alienígenas caçadores de troféus chega aos cinemas brasileiros na semana que vem. Um último trailer foi divulgado pela Fox, desta vez destacando o confronto entre humanos, o predador clássico e o novo tipo.


© Twentieth Century Fox

Shane Black, ator no primeiro longa da franquia, agora é o diretor e um dos roteiristas. Encabeçam a trama Boyd Holbrook, Sterling K. Brown, Olivia Munn, Keegan-Michael Key, Thomas Jane, Jake Busey e Yvonne Strahovski.

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Parece um pouco melhor agora, mas antes de ir aos cinemas é bom revisitar os primeiros vídeos, com o guri controlando a nave dos predadores, as péssimas piadas do protagonista, os diálogos entre personagens que parecem ter assistido aos filmes anteriores, e o tempo gasto nos veteranos “malucões” no ônibus.

Dito isso, gostei dos três últimos roteiros do Shane Black, que equilibravam ação e comédia muito antes dos filmes da Marvel (e agora os Star Wars) fazerem isso o tempo todo, e de modo muito melhor. Vou ver se minha mulher tem interesse em assistir, com a censura 18 anos podemos deixar a pirralhada em casa e economizar uma grana.

Quando penso o quanto a Fox maltratou a franquia Predador, com as aberrações Aliens versus Predador e o descartável Predadores, dá um desânimo brabo. Até hoje não dá para entender porque não situaram AvP na mesma linha de tempo que Aliens – O Resgate, com os fuzileiros espaciais enfrentando ambos monstros. É a trama dos videogames, e funciona muito bem.

Espero que finalmente saiam do fundo do poço com esse novo filme, já que Alien parece continuar cavando um buraco ainda mais fundo. Achava que o Ridley Scott odiava Alien – O Oitavo Passageiro, e por isso estava dirigindo prelúdios horrendos para desconstruir sua carreira (culpo os problemas de Blade Runner 2049 nele). Mas com as “revelações” do Alien mais recente, parece que ele odeia ainda mais o segundo e mais popular Aliens, de James Cameron, e está trabalhando para destruir completamente qualquer lógica e cronologia ainda existentes na franquia. E acabo de verificar no IMDb que ele vai dirigir mais um, previsto para o ano que vem. Maldito seja.

Fonte: canal da Fox no Youtube

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Mulheres se unem para cometer crime

Steve McQueen está de volta aos cinemas com o drama policial As Viúvas, coescrito com Gillian Flynn, de Garota Exemplar. O longa adapta uma série britânica sobre mulheres que resolvem cometer um assalto para pagar a dívida milionária deixada por seus falecidos esposos, eles mesmos criminosos. Lançamento em novembro, nos EUA.


© 20th Century Fox

Estão no elenco Viola Davis, Liam Neeson, Michelle Rodriguez, Jon Bernthal, Elizabeth Debicki, Daniel Kaluuya, Garret Dillahunt e Robert Duvall.

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E também o Brian Tyree Henry, o “Paper Boi” de Atlanta, como o vilão mafioso motivador do grupo de viúvas. O sujeito é muito divertido como o rapper cínico na série, mas aqui não está parecendo ameaçador o suficiente.

Com um elenco desses imaginava uma certa unanimidade, mas fiquei confuso. É uma comédia, um drama de ação, um filme de roubo a banco, um suspense? Parece que cada uma das viúvas puxa a trama para um gênero diferente, como se não estivessem atuando na mesma produção – por exemplos, enquanto a Viola está em um drama pessoal, a Debicki está interpretando o elo fraco do grupo, de maneira exageradamente cômica.

Espero que o próximo trailer conte uma história melhor, em vez de ficar se preocupando em mostrar todo o elenco que conseguiram, mas em um bando de cenas desconectadas.

Fonte: 20th Century Fox no Youtube

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Terroristas latinos interrompem ópera nos anos 90

Julianne Moore é a protagonista de Bel Canto, drama sobre uma cantora de ópera que vira refém de um grupo terrorista enquanto se apresenta na América do Sul. Ela é acompanhada por Ken Watanabe, Christopher Lambert e Sebastian Koch como vítimas dos criminosos. A direção e roteiro ficaram por conta de Paul Weitz (Mozart in the Jungle). Lançamento em setembro, nos EUA.


© Screen Media Films

O longa é uma adaptação do livro Bel Canto, de Ann Patchett, lançado no Brasil pela Editora Francis, atual Verbena Editora. De acordo com a Wikipédia, a autora se inspirou em um ataque do grupo peruano Tupac Amaru à embaixada japonesa no país, que resultou em dezenas de pessoas mantidas reféns por 126 dias.

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Rapaz, o Christopher Lambert está ótimo. Uma aparência melhor agora do que no último Highlander, de 18 anos atrás. Vi ele recentemente em Avé, César!, interpretando um exótico diretor de cinema europeu – papel meio semelhante ao que tem nesse filme, como um exótico diplomata europeu. Espero que consiga mais contratos semelhantes por aqui, ou que alguém distribua a tonelada de tranqueiras francesas em que participa. Connor Macleod é um dos meus heróis.

A ideia de combinar ópera com um ataque terrorista quase faz desse filme uma produção de fantasia. A humanização dos terroristas então, caminha ainda mais nesse sentido.

Parece que longas protagonizados por pessoas com mais de 50 anos estão começando a se tornar mais frequentes. Será que Hollywood finalmente notou que seu público envelheceu e não se incomoda de assistir histórias estreladas por um elenco maduro? Principalmente se a relação custo-benefício for lucrativa.

Fonte: IMDb

Matéria do Jornal O Globo sobre o Tupac Amaru: http://acervo.oglobo.globo.com/em-destaque/em-1996-tupac-amaru-toma-embaixada-do-japao-em-lima-faz-490-refens-20641827

Assim que li o nome do grupo terrorista, imediatamente me lembrei dos eventos à época. Se não me engano, dominou os noticiários por um bom tempo.

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Horror saudosista traz astro enfrentando culto drogado

Nicolas Cage interpreta um eremita em busca de vingança no horror Mandy. A produção se passa nos anos 80, com o ator isolado no meio do mato ao lado de sua namorada, interpretada por Andrea Riseborough (Birdman) até serem alvos de um culto fanático. Linus Roache (Batman Begins) é o líder dos criminosos, e Bill Duke (O Predador) um dos amigos do protagonista.


© RLJE Films

A direção é do desconhecido Panos Cosmatos, também dividindo os créditos de roteiro com o ainda mais desconhecido Aaron Stewart-Ahn. Lançamento em setembro, nos EUA.

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Que trailer incômodo e perturbador. Parece um filme de serial killer sobrenatural (“slashers”) dos anos 80 com o uso de drogas e visual lisérgico dos anos 70.

O Roache interpreta uma loucura contagiante, e para mim se destacou – mas as resenhas extraídas de exibições em festivais estão elogiando muito o Cage. Me pareceu uma típica atuação dele furioso, como já fez em vários filmes, mas pelo jeito há mais material.

Pela ficha técnica do longa, são 121 minutos. Duas horas dessa viagem sanguinolenta? Difícil imaginar.

O machado com cabo de metal parece pouco prático.

Fonte: IMDb

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Predador 4 faz um pouco mais sentido

O Predador, quarto filme da franquia sobre alienígenas caçadores de cabeças ganhou um trailer inédito, mais explicativo sobre a trama que o resto dos vídeos anteriores. Shane Black (Homem de Ferro 3) é o diretor e um dos roteiristas, ao lado de Fred Dekker (A Casa do Espanto). Lançamento em setembro.


© Twentieth Century Fox

Entre o elenco de tamanho considerável, se destacaram na divulgação Sterling K. Brown (Pantera Negra) e Boyd Holbrook (Logan), mas também participam Yvonne Strahovski, Olivia Munn, Lochlyn Munro, Thomas Jane, Keegan-Michael Key, Jake Busey, Alfie Allen e Edward James Olmos.

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Teria ficado ainda melhor se tivessem se livrado completamente do moleque e explicado o que a Olivia Munn faz, já que é a terceira pessoa mais destacada nos trailers – acredito ser a Cientista, já que os outros dois são o Agente do Governo e o Soldado.

A ideia de um superpredador, já explorada no filme anterior, continua idiota, e esse trailer não ajuda nesse aspecto. Espero que não seja resultado de experimentos genéticos conduzidos por humanos, caminho sendo trilhado pela horrenda franquia Prometheus.

Mas, pelo menos, o vídeo finalmente explica o que esse ônibus de prisioneiros está fazendo na trama e porque recebem tanta atenção – após os soldados normais serem trucidados pelo predador normal, e ele próprio ser triturado pelo super, são esses veteranos que assumem o combate.

Comparados aos halterofilistas do primeiro filme, é um grupo meio borocoxô, mas faz sentido considerando as sensibilidades atuais.

Não acredito que sempre escrevi borocoxô errado – achava que era brocoxô.

Fonte: IMDb

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Astro e promessa se unem contra criminoso

Bruce Willis é o coprotagonista em Reprisal, trama de ação sobre veteranos investigando um assaltante a bancos. Ele dá apoio a Frank Grillo (Capitão América 2 e 3), gerente de um dos estabelecimentos roubados, cujo emprego fica em risco após o crime. Lançamento em 31 de agosto, nos EUA.


© Lionsgate

A direção é de Brian A. Miller, com vários filmes de ação de sucesso moderado no currículo, incluindo alguns com Willis. O vilão, Johnathon Schaech, interpreta Jonah Hex no seriado da DC Comics Lendas do Amanhã.

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Alguns elementos incomuns, cenas de perseguição e lutas razoáveis, parece um produto de consumo fácil, nada muito marcante. E parte de um provável esforço em promover o Grillo para o primeiro escalão de filmes de ação, com o Willis emprestando seu prestígio à produção. Sua presença no trailer deve ser maior do que no filme inteiro.

Grillo tem carisma, visual e capacidade para se destacar – mas aos 53 anos de idade talvez seja uma aposta arriscada demais para a maioria dos estúdios. Acho que vai ficar nisso mesmo. E com certeza não é essa produção que vai levá-lo adiante.

Fonte: IMDb

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