Category Archives: Filmes

Incríveis retornam após 14 anos

Os estúdios Disney divulgaram o primeiro teaser de Os Incríveis 2, sequência da animação lançada pela Pixar em 2004. O novo filme deve ser lançado em junho do ano que vem, com a maioria do elenco original e Brad Bird novamente dirigindo e encarregado do roteiro.


© Disney

A continuação retoma a trama imediatamente após o primeiro, com a família Pêra enfrentando o vilão Escavador, recém emergido do subsolo. Estão no filme Samuel L. Jackson, Holly Hunter, Craig T. Nelson, Sarah Vowell e John Ratzenberger, com o novato Huck Milner substituindo o dublador do personagem Flecha Pêra, atualmente velho demais para o papel.

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Esse conflito também foi retratado em The Incredibles: Rise of the Underminer, um dos primeiros jogos de computador que joguei com meu filho, talvez o único cooperativo na mesma máquina até hoje. Na época ele era tão minúsculo que dava para dividir o mesmo teclado.

É ótimo ver uma continuação de Os Incríveis, provavelmente o melhor filme da Pixar e um dos melhores sobre super-heróis – acho sensacional como continuam fazendo versões do Quarteto Fantástico uma pior que a outra, enquanto essa animação acerta na mosca uma família de heróis.

Mas ela estar colada na primeira é um tanto esquisito. Não vão ter que reapresentar todos os personagens para as gerações que nasceram desde então? Deixar esse filme tão atrelado ao primeiro não arrisca alienar justamente essa juventude, cujos pais imploram que saia de casa de vez em quando e leve esses R$ 50 com você e não volte até as 18h? Ou acreditam que os recentemente adultos irão por conta assistir a esse filme, movidos pela nostalgia? Não me imagino indo ver um filme da Pixar sem crianças junto como justificativa, e atualmente não há nenhuma por perto.

Após 14 anos, provavelmente possuem uma estratégia de mercado para lidar com isso.

Fonte: Coming Soon

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Monstros gigantes destroem cidades inocentes

Rampage: A Fúria dos Monstros, a próxima adaptação de um videogame para os cinemas, ganhou seu primeiro trailer protagonizado por Dwayne Johnson. O astro interpreta um cientista cujo gorila de estimação é vítima de um experimento e começa a destruir a civilização. Lançamento em abril do ano que vem.


© New Line Cinema

Também estão no elenco Jeffrey Dean Morgan, Malin Akerman, Joe Manganiello e Naomie Harris. A direção é de Brad Peyton, com roteiro de Carlton Cuse, Ryan Engle, Ryan Condal e Adam Sztykel, todos os cinco tendo já trabalhado com Johnson recentemente, ou escalados em um dos seus próximos filmes.

Rampage foi lançado em 1986 para fliperama, permitindo aos jogadores controlar três monstros diferentes com o objetivo causar o máximo de devastação possível, enquanto enfrentam forças militares.

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Estava esperando algo muito pior, mas é apenas um Transformers com monstros gigantes e menos diálogos horríveis. As criaturas não serem capazes de falar ajuda, mas imagino que o gorila albino eventualmente vai usar linguagem de sinais para se comunicar com The Rock e salvar o dia. Curiosamente não antropomorfizaram o lobo, que no original era um lobisomem, e aparentemente também não o fizeram com o Godzilla genérico no final do vídeo.

Lembro de ter jogado pelo menos uma vez Rampage para Nintendo ou Master System (talvez até em algum 16 bits, não consigo precisar). Não sobrou muito arquivado – ou achei o treco repetitivo ou minha boa índole já se manifestava desde a tenra idade, e não me identifiquei com a matança e destruição inconsequente.

Mas o filme parece divertido para perder algumas horas quando sair no Netflix. Ou Amazon Prime, se continuarem sua campanha agressiva de expansão.

E esse sotaque do Morgan?

Fonte: IMDb

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Star Wars vai abandonar a família Skywalker

Os estúdios Disney anunciaram que Rian Johnson (Looper: Assassinos do Futuro), diretor e roteirista do episódio VIII de Star Wars foi contratado para criar uma nova trilogia nesta franquia. Os filmes irão se passar longe dos acontecimentos e locais já apresentados, em “um canto da galáxia” nunca explorado antes. Mais detalhes ainda não foram divulgados.

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© Disney

Os Últimos Jedi chega aos cinemas no dia 14 do mês que vem, continuando a saga de Rey, Finn, Poe, Kylo e Phasma, ao lado dos veteranos Luke, Leia e Chewbacca.

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Primeira boa notícia sobre Star Wars que leio em anos. O Rian Johnson tem ótimos filmes e episódios de Breaking Bad no seu enxuto currículo, então tinha alguma expectativa para seu Star Wars. A constante presença do comitê Disney no pescoço dos cineastas anteriores, rendendo algumas produções caóticas e pouco estimulantes, porém, praticamente anulava isso.

Mas para chegarem ao ponto de fechar um contrato gigantesco desses, ou o cara fez um trabalho tão bom que o comitê não teve aonde intervir, ou ele é uma marionete completa deles. Considerando sua experiência, prefiro acreditar na primeira opção.

Fico um pouco mais animado para ver o Episódio VIII.

Fonte: The Wrap

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Red Sonja pode aproveitar sucesso de Mulher Maravilha

Uma adaptação para os cinemas de Red Sonja foi anunciada novamente. Por enquanto os estúdios e produtores envolvidos ainda estão procurando roteirista, diretor e elenco, mas citam o sucesso financeiro de Mulher Maravilha como motivação para a empreitada.

Quem sabe ela usa apenas porque gosta? Blasfêmia!
© Dynamite

A personagem, mais conhecida por dividir espaço nos quadrinhos com Conan, o Bárbaro, foi criada pela dupla Roy Thomas e Barry Windsor Smith nos anos 70. A principal inspiração seria Red Sonya of Rogatino, personagem de Robert E. Howard no conto The Shadow of the Vulture, que se passa no século XVI, milhares de anos distante do mundo do cimério.

Atualmente Red Sonja é publicada nos EUA pela editora Dynamite.

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Aposto que o biquíni de armadura de escamas vai aparecer como easter egg nos fundos de algum cenário, ou sendo ridicularizado como algo que ela jamais usaria. Ou o meio termo, adaptado em algo mais palatável para as sensibilidades modernas (das mídias sociais). Será que os vigilantes da normalidade vão permitir uma atriz que pinte o cabelo de ruivo, ou somente alguém com o DNA adequado poderá interpretar Sonja? Acho que esse é o próximo passo, antes da coisa toda entrar em colapso e voltar ao normal.

A última adaptação de Conan foi mal nas bilheterias, apesar do protagonista Jason Momoa, atualmente com o passe valorizado. Culpo o roteiro imbecil, pois ainda acredito no potencial da franquia – mas achei que demoraria mais tempo para voltar a tentarem adaptar Robert E. Howard. Melhor nem lembrar do filme do Salomão Kane. É como se aproveitassem apenas o visual dos personagens, ignorando totalmente personalidade, história, os contos ou sequer as HQs.

Dentre as amantes guerreiras de Conan prefiro a Valéria, mas gostaria de ver a Sonja tendo sucesso também. Quem sabe não abre caminho para uma adaptação de A Rainha da Costa Negra? A Bêlit nos cinemas seria sensacional – mas uma mulher branca comandando um grupo de piratas negros e acabando morta provocaria revoltas nas ruas (das mídias sociais).

Fonte: Bleeding Cool

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Contra entra na fila de adaptações

A empresa de “entretenimento digital” Konami teria anunciado uma adaptação de sua franquia Contra para os cinemas e televisão, publicando um teaser do projeto. Nenhum outro detalhe está disponível ainda, quanto ao elenco, estúdios envolvido, trama ou distribuição.


© Konami

Contra foi lançado nos anos 80, aproveitando o auge de filmes de ação repletos de armas de fogo. Dois personagens dividem a tela, lutando contra uma invasão alienígena com todo tipo de armamento disponível caindo dos céus.

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Minhas memórias mais ufanistas de Contra são da versão para SNES, com fases magníficas de side-scroller, pelo menos uma com motos voadoras, e algumas bem esquisitas em que o ponto de vista ficava em um ângulo reto, com o topo da cabeça dos personagens plenamente a vista. Os chefes também rendem bons instantes de nostalgia, pelo menos quanto ao design – o combate em si era o repetitivo “espere pelo momento certo para atirar” por uns 10 minutos.

Mas que os visuais são memoráveis, isso são. Acho que vou dar uma fuçada nesse jogo e estragar minhas lembranças.

Adaptações de videogame continuam fracassando nos cinemas, e não me parece que essa tenha melhores chances. Estão adotando um tom pastelão, e talvez isso dê certo – a Marvel já provou que humor é a única saída para filmes de ação rocambolescos com roteiro desmiolado.

Mas esse ano tivemos uma surpreendente adaptação animada de Castlevania no Netflix, de ótima qualidade (acredito que não fez mais sucesso por ser bem curta, apenas quatro episódios). Por que não repetir a dose com este outro videogame japonês?

Fonte: Coming Soon

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Jogo infantil inspira filme de serial killer

Al Pacino e Karl Urban são parceiros no filme policial Hangman, onde um serial killer comete crimes baseados no jogo de alfabetização “Forca”. Lançamento previsto para este ano, nos EUA.


© Patriot Pictures

A direção é de Johnny Martin, dublê em centenas de filmes e começando recentemente a nova carreira. O roteiro é da desconhecida dupla Michael Caissie e Charles Huttinger, que, segundo o Internet Movie Database, já trabalharam juntos em outros dois projetos.

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A premissa é incrivelmente idiota, mas com esses dois (únicos) nomes envolvidos, é impossível não ficar curioso. Pacino tem enforcado (!) a carreira recentemente, e o Urban não tem lá muitos critérios, mas devem ter visto alguma coisa nesse roteiro para aceitarem assinar o contrato.

As cenas de ação e morte não são ruins, a interação entre eles não é das piores, mas qualquer coisa relacionada ao vilão me provoca risos. E pelo tom sério do vídeo não parece ser a intenção, acho que realmente queriam ser o novo Se7en. Hilário.

Ainda não tem distribuidores listados, apesar da data de lançamento se esgotando. Arrisco um palpite: direto para “vídeo on demand” ou serviço de streaming, esqueça os cinemas.

Fonte: IMDb

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Pantera Negra traz duelo entre felinos muito semelhantes

Pantera Negra ganhou um novo trailer, mais focado na trama: após o herói se aliar e enfrentar os vingadores, retorna para seu país e precisa lidar com um golpe de estado. Chadwick Boseman reprisa o papel, ganhando a companhia de Michael B. Jordan, Lupita Nyong’o, Danai Gurira, Angela Bassett e Forest Whitaker. Também retornam ao universo Marvel, após pontas em filmes anteriores, Martin Freeman e Andy Serkis.


© Disney

Ryan Coogler (Creed: Nascido para Lutar) é o diretor e um dos roteiristas, empregando seu parceiro de outros filmes, Jordan, como o vilão. Lançamento previsto para fevereiro.

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Wakanda ficou ótima. A ideia de uma civilização ultra-avançada escondida na África remete a velhos romances de aventura (não exatamente da minha época por algumas décadas, mas costumo ler os clássicos de vez em quando), deixando a experiência nostálgica, saudosista.

Por outro lado está parecendo o primeiro filme do Thor, tanto em visual quanto em trama, com algumas pequenas diferenças óbvias.

E o vilão usar um uniforme quase idêntico ao do Pantera Negra ficou decepcionante. Não é como se eles tivessem algum poder bizarro que deixaria a luta interessante, como em Homem Formiga. Na verdade, um ponto fraco do personagem está justamente em suas habilidades entediantes, em comparação aos absurdos já apresentados em outros filmes, como Doutor Estranho, ou o novo Thor.

Vão precisar de uma trama muito boa, cheia de reviravoltas, como em Capitão América 2, ou de muito humor, fórmula de Guardiões da Galáxia.

Ou inventar algo completamente novo. Será?

Fonte: IMDb

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Replicas é um drama sobre androides/bioroids

Keanu Reeves e Alice Eve protagonizam a modesta ficção científica Replicas, sobre um cientista tentando criar cópias de sua falecida família. O trailer mostra que o projeto inclui clonagem, inteligência artificial e robótica, com as complicações incluindo ética e possíveis sequelas inesperadas na biologia das réplicas.


© Entertainment Studios Motion Pictures

A direção é de Jeffrey Nachmanoff, que passou a última década dirigindo episódios de séries de TV, e o roteiro dos desconhecidos Stephen Hamel e Chad St. John. Sem data de lançamento prevista.

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Olha só, um prelúdio a Blade Runner.

As semelhanças com 2049 na cena do “nascimento” da replicante são um pouco incômodas, já que ambas usam um monte de gosma e uma abundância de cor laranja. Acho que gosma laranja passa a impressão de “orgânico”, ou “biológico”. Mas os filmes foram rodados praticamente ao mesmo tempo, meio impossível um estar copiando do outro.

Parece meio vagabundo para um produto com o Keanu Reeves e a Alice Eve. Ele ainda é uma celebridade A, enquanto ela está na categoria B ou no topo das C. Estão deslocados no meio desse elenco anônimo, e o editor do trailer obviamente explorou suas presenças até não poder mais.

Espero que a revelação da Alice Eve ser uma replicante não seja uma reviravolta importante para o filme, já que foi toda escancarada no vídeo.

Bom, está com cara de “produção exclusiva para serviço de streaming de vídeo”, mas provavelmente nem exclusiva vai ser.

Fonte: Youtube

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Novo Star Wars é ainda mais barulhento

Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi será lançado em 14 de dezembro, continuando a saga dos novos personagens da franquia. Rian Johnson (Looper: Assassinos do Futuro) dirigiu e escreveu o roteiro, que desta vez inclui Luke Skywalker (Mark Hamill) como um personagem mais presente, ao lado da nova geração encabeçada por Daisy Ridley, Gwendoline Christie, Oscar Isaac, Adam Driver e John Boyega.


© Disney

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Única coisa que me entusiasmou foi o Finn (Boyega) herdando a tonfa elétrica do Stormtrooper que o surrou no último filme. De resto estou com fadiga de Star Wars – muito barulho, muitas explosões, correria, planetas, etc. Do Episódio 3,5 ainda estou com dúvidas sobre o que estava acontecendo, já que pulavam de mundo para mundo o tempo todo, procurando alguém para atingir com seus rifles laser.

O Rian Johnson tem dois filmes magníficos em seu currículo, Looper e Brick – mas será que conseguiu fazer tudo que é capaz, com o comitê de qualidade Disney bafejando na sua nuca? Já quase enlouqueceram o diretor do Rogue One e demitiram os diretores do Han Solo (Episódio 3,75) e do Episódio 9.

Mas como estou transitando de Cyberpunk para Space Opera, pelo menos quanto a RPGs de mesa, preciso render minha homenagem a essa franquia, uma das maiores disseminadoras do gênero. E também estou assistindo ao novo e esquisitinho Star Trek Discovery.

Fonte: Star Wars no Youtube

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Ex-Justiceiro vira criminoso doméstico

Thomas Jane é o protagonista de 1922, adaptação cinematográfica de livro de Stephen King. Ele interpreta um fazendeiro que assassina a própria esposa e depois é assombrado por seu fantasma, ou pela culpa. Lançamento em 20 de outubro, exclusivamente no serviço de streaming de vídeos Netflix.


© Netflix

A vítima é interpretada por Molly Parker, que será vista no ano que vem como uma das personagens principais do remake de Perdidos no Espaço. A direção e roteiro ficaram nas mãos do desconhecido Zak Hilditch, com alguns filmes independentes no currículo.

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Thomas Jane parece ter encontrado uma curva ascendente em sua carreira. Além de roubar a cena nas duas temporadas de The Expanse, como o detetive perdedor Joe Miller, está no elenco de The Predator, previsto para o próximo ano.

Gostei muito de seu trabalho como o Justiceiro, apesar do tom muito mais leve que o adotado pela versão atual no Netflix, e ele também protagoniza um ótimo filme de tubarão, Do Fundo do Mar – apesar de não se destacar nele.

Agora parece que deram um longa inteiro para ele fazer o que quiser, com seu sotaque muito mais carregado e caprichado que qualquer outro personagem no elenco. Espero que não desaponte! O tema é meio óbvio, e o filho dele parece bem chato/ruim, mas tentarei lhe dar uma chance justa quando estrear.

Fonte: Syfy

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