Author Archives: The Ragi

Passeio turístico no fim do mundo

A empresa Kadokawa divulgou o primeiro clipe de Girls’ Last Tour, série animada sobre duas meninas explorando um mundo pos-apocalíptico. As sobreviventes do fim da civilização vagam de moto em busca de comida e peças mecânicas, resume a sinopse do mangá que inspira a adaptação. Lançamento em outubro, no Japão.


© Kadokawa

A história em quadrinhos tem roteiro e arte de Tsukumizu, e é a única obra creditada a esse pseudônimo. Ela começou a ser publicada em 2014, e agora está em seu quinto volume.

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Parece que temos uma certa tendência, talvez mais frequente em anos recentes, de jogar crianças adoráveis em cenários grotescos e fascinantes. Além do contraste em si ser chamativo, a arte dos personagens tende a ser muito simples, logo, mais rápida e fácil de produzir, com a complexidade dedicada às paisagens e monstros ao seu redor.

Quem se encaixa nisso atualmente é Made in Abyss, e antes disso Alice & Zouroku, e Flip Flappers. Youjo Senki – Saga of Tanya the Evil quase atinge os parâmetros, mas a cara da protagonista é bem detalhada, enquanto seus colegas de exército recebem menos traços.

Espero que uma terceira característica se mantenha constante: todas elas têm roteiros muito bons. São uma esquisitice só, mas o desenvolvimento de personagem e as tramas são puro entretenimento.

Essa Girls’ Last Tour já demonstrou o cenário bizarro e caprichado e o visual típico. Vamos ver o que fazem com isso.

Fonte: Anime News Network

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Pathfinder foi para o espaço

Está disponível a partir de hoje (17) o Starfinder Core Rulebook, livro principal de regras do novo RPG de mesa Starfinder. Lançado pela Paizo, mesma responsável por Pathfinder, o sistema combina fantasia e ficção científica, além de modificar velhas regras de seu RPG mais popular e introduzir elementos completamente novos.

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© Paizo

Também foi lançado Incident at Absalom Station, primeira parte da campanha Dead Suns, que inaugura a linha de aventuras do sistema, e alguns cenários da Starfinder Society, pequenos módulos que podem ser concluídos em uma única sessão de jogo.

Os manuais da Paizo sempre custam US$ 9,99, enquanto os livros de aventura custam US$ 15,99, tudo na versão digital.

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Comprei o SCRB hoje de manhã, mas para minha tristeza os 150 megas do treco não terminaram de baixar antes de sair para trabalhar. Malditas milhares de outras pessoas fazendo o download ao mesmo tempo! Queria dar uma olhada no treco durante o almoço, mas agora ficou para a hora da janta mesmo.

Quase comprei o Incident também, mas a mordida de 16 dólares é meio assustadora. Vou dar uma lida no manual, esperar a fatura do cartão fechar e fazer a compra para o próximo mês. Por enquanto vou pular de cabeça nesse jogo, que as regras novas parecem ser fascinantes.

E a melhor parte é que o povo do Interface Zero pode finalmente divulgar a adaptação para Starfinder que estão implementando em seu próprio livro. O dono da editora também gostou tanto do que viu que resolveu substituir várias sistemas pelo material da Paizo. O que me facilita muito a vida, não precisar aprender dois jeitos diferentes de implantar órgãos cibernéticos ou construir equipamento futurista.

Espero que faça sucesso! E não acabe sendo outro Alternity.

Fonte: Paizo

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Filme de Neuromancer pode ter avançado um pouco

A adaptação cinematográfica de Neuromancer ganhou um novo possível diretor, Tim Miller, de Deadpool. Em pré-produção há vários anos, o longa havia chegado ao ponto de artes conceituais com Vincenzo Natali (Cubo, Splice) em 2015, antes de ser interrompido novamente .

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© Aleph

Neuromancer é um clássico do gênero cyberpunk, escrito em 1984 por William Gibson. A trama gira em torno principalmente de Henry Case, um hacker cujo sistema nervoso foi danificado, impedindo seu acesso a uma “realidade virtual de dados”, precursora de nossa internet. Em busca de uma cura, ele cruza caminhos com uma samurai urbana cheia de implantes cibernéticos, um ex-militar controlando tecnologia médica experimental, um artista viciado, uma inteligência artificial e por aí vai.

O livro e suas continuações estão disponíveis no Brasil pela Editora Aleph.

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Lembro do entusiasmo do Natali pela adaptação, mas nunca entendi terem atrelado alguém com tão pouco sucesso a um projeto problemático como esse. Cheio de mudanças de cenário, personagens exóticos e/ou maus-caracteres, cenas de ação e efeitos visuais – ou seja, um orçamento elevado e potencial de baixa aceitação pelo público em comum.

O Miller fez um sucesso estrondoso e gastou pouco, mas pelos relatos, Deadpool cortou um bocado de personagens e cenas de ação até chegar no orçamento modesto que teve. E contavam com o humor ao seu lado para compensar o personagem pouco conhecido, sem falar no engajamento do Ryan Reynolds para divulgar o filme. Vão precisar de um casal de protagonistas muito bons para repetir a dose. E sem as piadas para distrair o povo quanto à esquisitice, esqueçam a bilheteria enorme.

A trilogia de livros funcionaria melhor como uma animação, acredito. E no Netflix, para não precisar se preocuparem com divulgação ou distribuição.

Fonte: Slash Film

Serial killer, possivelmente judeu

Bill Nighy é o protagonista de The Limehouse Golem, um investigador encarregado de desvendar uma série de assassinatos em Londres, no século XIX. A violência dos crimes leva a população local a culpar o Golem, criatura mitológica de origem judaica. Lançamento em setembro nos EUA e Reino Unido.


© RLJ Entertainment

Estão no elenco Eddie Marsan (Heróis de Ressaca) e Olivia Cooke (Jogador Nº 1). A direção é do desconhecido Juan Carlos Medina, mas o roteiro foi elaborado por Jane Goldman, cujo currículo inclui Kick-Ass: Quebrando Tudo e Kingsman: Serviço Secreto.

O filme é uma adaptação do livro Dan Leno & the Limehouse Golem, do biógrafo Peter Ackroyd, inédito no Brasil.

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É estranho ver o Nighy protagonizando, principalmente com o papel de um durão meio violento, acostumado que estou a associá-lo com personagens pacatos e de fala mansa. Como em Todo Mundo Quase Morto, ou naquele episódio do Doctor Who sobre van Gogh.

Mas ele foi um pirata-polvo em Piratas do Caribe, um vampiro em Anjos da Noite e um agente secreto na série Worricker. Exceto por esta última, bem desconhecida por ser feita para televisão, o problema de associar o Nighy à ação é que geralmente ele está irreconhecível embaixo de maquiagem ou efeitos especiais. Mas tem um bocado de violência no currículo!

O trailer é bacana, típico “tudo escuro para economizar nos efeitos visuais”. Cria um visual antiquado e aumenta o suspense em torno do monstro (e não estou me referindo ao Karl Marx – ou talvez esteja, seria uma reviravolta e tanto), mas também fica cansativo de assistir por muito tempo. Ou incluem algumas cenas a céu aberto no meio do dia, para deixar o protagonista e o público respirarem, ou deixam o filme um pouco mais curto do que poderia ser.

Com quase duas horas de duração, espero que o investigador vá passear pelo campo pelo menos umas duas vezes.

Fonte: IMDb

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Poirot pega carona em filme

A editora L&PM está investindo em várias edições novas das obras de Agatha Christie, com Assassinato no Expresso Oriente se destacando. Um dos livros mais famosos da autora, o texto traz um grupo de personagens isolados em um trem durante uma nevasca, com um assassino escondido entre eles. São 248 páginas por R$ 34,90.

Eita trem doido
© L&PM

A edição aproveita a campanha de marketing do filme de mesmo nome, dirigido e protagonizado por Kenneth Branagh, com estreia prevista para novembro.

Os outros lançamentos recentes da autora são A Casa Torta, A Casa do Penhasco, e Um Corpo Na Biblioteca.

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Mas é tanto falatório sobre a Agatha Christie que estou ficando realmente curioso. Como eu mencionei quando saiu o trailer do filme, nunca li nada dela – desses autores clássicos me foquei no Doyle e um pouco no Chandler. Acho que é a velha picuinha do “todo mundo fala tanto e tão bem que perco a vontade de ler/assistir”. Que bobagem.

Retomar essa divulgação de livros me trouxe a agradável surpresa que é a newsletter da L&PM, uma das minhas editoras favoritas. Além de trazer os lançamentos com as informações básicas e uma sinopse (só falta a capa em um tamanho decente), incluem uma fascinante seção denominada “Pontos fortes de venda”. É nada menos que uma lista com vários argumentos para convencer o livreiro a vender cada obra em seu estabelecimento. Recomendo a leitura para qualquer um interessado nessa indústria.

Acho que vou atrás desse [livro do] trem mesmo.

Fonte: Newsletter da editora

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Novo filme da franquia Macross

O anime Macross Delta vai ganhar um longa metragem animado, segundo o grupo de cantoras Walküre, que dublam as protagonistas da série. A produção integra as comemorações pelos 35 anos da franquia de robôs gigantes que também se transformam em jatos e enfrentam alienígenas.


© Bandai

Delta teve 26 episódios, todos exibidos no ano passado. A série original Super Dimensional Fortress Macross durou 36 episódios, exibidos no Japão entre 1982 e 1983. No ocidente ficou popular por ter sido um dos animes reeditados para criar a amalgama conhecida como Robotech.

Uma nova série animada está prevista para o ano que vem, mas não há detalhes ainda sobre a trama.

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Imagino que vai ser um resumão da temporada, ao invés de conteúdo novo. Deixaram perguntas sem resposta, tramas mal explicadas e ganchos para todo lado, mas provavelmente não vão aproveitar nada disso no filme. Ou pior ainda, vai ser uma história inédita, porém fechada, acontecendo paralelamente ao anime – como One Piece faz em seus próprios longas.

Me diverti com a insanidade que foi Macross Delta, onde jatos ficavam se metralhando enquanto um grupo de idols de apresenta, às vezes interferindo com drones, às vezes apenas com música. Abraçaram a ideia e não foram tímidos nas coreografias e apresentações.

Mas o episódio final foi muito fraco, e sem resolução alguma – deu uma azedada na série toda. Sem falar que usaram muito pouco os robôs gigantes, acho que 90% do tempo ficaram nos jatos.

Fonte: Anime News Network

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A nova insanidade visual de Aronofsky

Jennifer Lawrence e Javier Bardem são um casal complicado em Mãe!, novo filme de Darren Aronofsky que será lançado em setembro. Lawrence é uma esposa ficando paranoica e irritada com os estranhos visitantes que seu marido não para de levar para casa, enquanto acontecimentos macabros se sucedem.


© Paramount

Também participam Ed Harris, Michelle Pfeiffer e Kristen Wiig.

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Os bizarros cartazes com a Lawrence tinham afastado meu interesse do filme, mas hoje descobri que é a nova maluquice do Aronofsky, então resolvi ver o trailer.

Bem diferente de seus outros longas, começando pelo cenário único, a obscura iluminação, o uso de poucas cores. O tema nem tanto – parece mais um caso de alucinações com uma reviravolta revelando que a protagonista é doida de pedra.

Seu filme Fonte da Vida é um dos meus favoritos, e também um projeto que parece ser o seu predileto – pelo menos na época que o filmou. Infelizmente deu prejuízo, e sua carreira custou para voltar ao normal, com algumas coisas bem mais baratas e premiadas. Daí a esquisitice Noé parece ter desfeito tudo novamente. Ou seja, após Mãe!, podemos esperar mais uma coisa barata e de qualidade a caminho, e provavelmente vários prêmios para ambos.

Por enquanto já posso elogiar o excelente elenco, ao menos.

Fonte: Canal da Paramount no Youtube

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Sucesso nos cinemas japoneses chega em mangá

A editora JBC está lançando no Brasil o mangá Your Name – Kimi no na wa, de Makoto Shinkai e Ranmaru Kotone. A história em quadrinhos é uma adaptação do longa metragem animado de mesmo nome, sobre dois jovens completamente desconhecidos que trocam de corpo. A produção teve a maior bilheteria no Japão em 2016 e é uma das maiores na história do país (cerca de R$ 700 milhões).

Parece uma típica comédia romântica com um toque fantástico
© JBC

O primeiro de três volumes chega às livrarias este mês, e a periodicidade será bimestral. São 180 páginas cada um, pelo preço sugerido de R$ 15,90.

Shinkai escreveu e dirigiu o filme também, além de ter feito um livro com a trama. Algumas de suas produções mais antigas estão disponíveis no Netflix.

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A história não poderia ser mais batida, mas fez um sucesso absurdo, passando por cima de várias produções ocidentais nos cinemas nipônicos.

O céu pintado ao fundo dá a impressão que trabalharam bastante nos cenários, o que deve ser um tema importante considerando o contraste entre os protagonistas (ele na cidade e ela no campo). Provavelmente quando trocam de corpo devem mostrar eles se impressionando com as paisagens novas.

Mas só isso não seguraria tanto público. Imagino que capricharam nos diálogos e incluíram uma boa dose de comédia e talvez até comédia romântica.

Parece bem diferente do material dele no Netflix, mais dramático e deprimente. Encontrou um filão de ouro, parece.

Fonte: Editora JBC

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Desejo de Matar pode ser propaganda armamentista

O remake de Desejo de Matar, agora protagonizado por Bruce Willis ganhou seu primeiro trailer. O vídeo resume a trama, sobre um homem pacífico que se torna um vigilante após sua família ser vítima de violência, e dá várias amostras dos atos do protagonista em sua busca por vingança.


© MGM

O filme tem direção de Eli Roth e roteiro de Joe Carnahan. Também participam Vincent D’Onofrio, Elisabeth Shue e Dean Norris. Lançamento em novembro.

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Está vendo aquele trecho em que o Bruce Willis aponta o dedo e dispara um tiro imaginário? É a última cena do filme original. Conhecendo o estilo do Roth, esse gesto vai ser o suficiente para explodir a cabeça de algum bandido.

Estou em conflito quanto a esse filme. Por um lado o Carnahan, que tem algumas obras magníficas no currículo, estava pronto para dirigir, além de ter feito o roteiro. Por outro lado ele queria o Liam Neeson como protagonista, e não abria mão.

O Neeson é um excelente ator, tem trabalhos inacreditáveis, e mesmo em filmes porcarias faz um serviço competente. Mas ele já participou de tantos longas nesse mesmo estilo, que chega a ficar cansativo – principalmente porque a maioria deles foi em anos recentes.

O Bruce Willis não é mal, mas é impossível imaginar ele como um cidadão comum que se transforma em um matador. Especificamente na parte do “cidadão comum”.

O ideal seria Carnahan dirigindo e algum outro ator, além desses dois, protagonizando. O próprio D’Onofrio seria uma escolha interessante.

Para encerrar, o trailer é alegre demais para um tema tão sombrio. Ficou uma bobagem, parece até comédia de ação.

Fonte: Canal da MGM no Youtube

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Um e-book grátis sobre exploração espacial

A editora Phoenix Pick está distribuindo este mês o livro Starborne, de Robert Silverberg. No século XXIII uma civilizada e pacata humanidade resolve explorar o espaço desconhecido, enviando uma nave tripulada com 50 homens e mulheres. O único contato que mantém com a Terra é por meio do elo telepático entre duas irmãs gêmeas cegas, enquanto encontram planetas estranhos e inóspitos.

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© Phoenix Pick

Para baixar uma cópia gratuita basta ir na página http://www.phoenixpick.com/botm//Sil.htm, clicar no botão Add to Cart, reduzir o preço para zero dólares, fazer o checkout, preencher um pequeno formulário e escolher o formato do arquivo. A oferta está disponível até o dia 31 de agosto.

Na mesma página também é possível comprar um pacote de cinco livros do autor pelo preço reduzido de US$ 4,75.

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Acho que dá para comparar Starborne a Star Trek, mas com uma bela dose de cinismo. Ao invés do desejo de explorar novos mundos, o povo a bordo da nave Wotan está motivado por algo muito mais familiar à maioria das pessoas: tédio. Vivendo em uma utopia futurista, mas sem a mentalidade elevada que se esperaria de uma sociedade dessas, o povo começa a ficar desesperado em busca de significado para suas vidas. É o clássico tema “cuidado com o que você deseja”.

Por falar em temas clássicos, dá para identificar vários deles na sinopse, como o capitão estoico, poderes psíquicos são o próximo passo da evolução humana, alienígenas escondendo segredos sobre o próprio universo…

Gosto de pensar nessas utopias a la Jornada nas Estrelas como uma sequência natural do cyberpunk, minha ficção científica predileta. A sociedade se torna mais caótica e destrutiva enquanto governos perdem espaço para o setor privado não regulamentado, eventualmente chegando a um ponto extremo de decadência e daí se transforma em uma utopia socialista, onde ninguém mais tem propriedade alguma e simplesmente trabalham em prol de um governo intergalático sem receber salário. O fator transformador geralmente é uma raça alienígena secretamente controlando tudo, como os vulcanos, ou inteligência artificial, no caso dos borgs – a principal diferença entre os dois resultados sendo puramente estética.

Já tinha pensado nisso antes? Jornada nas Estrelas – Primeiro Contato explora muito bem esse tema.

Fonte: Newsletter da Phoenix Pick

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