Monthly Archives: August 2018

Improvável Streets of Rage 4 está em desenvolvimento

Foi anunciado esta semana Streets of Rage 4, continuação da franquia de jogos de combate em visão lateral criada pela Sega nos anos 90, para o Mega Drive/Genesis. Estão desenvolvendo o título as independentes Guard Crush Games e Lizardcube, e a distribuição será feita pela francesa DotEmu, que ainda não divulgou uma data oficial ou em quais plataformas SoR4 estará disponível.


© DotEmu

Axel Stone e Blaze Fielding, únicos personagens disponíveis em todos os jogos anteriores, tiveram a presença confirmada no trailer acima. Outros sete foram utilizados ao longo da franquia, incluindo um ciborgue e um canguru. Na trama, artistas marciais vão para as ruas enfrentar um grupo criminoso comandado pelo vilão Mr. X.

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Fuçando nos trailers e informações dos jogos anteriores, tenho a impressão que joguei somente o Streets of Rage 3. Sempre pegava o Skate ou o Roo, e este último apareceu apenas em SoR3. Também lembrava vagamente do Zan.

Parece que nunca joguei com, pelo menos, dois personagens, um que não fazia ideia ser possível controlar, e outro que foi removido da versão ocidental, por ser muito efeminado (ah, anos 90).

Pelo escasso catálogo das empresas envolvidas, parece que a Guard Crush Games está cuidando da jogabilidade (se apresentam como uma empresa apaixonada por “classic beat-em-up and sidescrolling titles”, termos que definem SoR), enquanto a Lizardcube cuida da arte, incrivelmente colorida.

Por enquanto parece apenas uma adaptação modernizada do clássico, faltam mais amostras do combate, ataques especiais e vilões.

O mínimo que esse anúncio vai fazer é mover um pouco as vendas da franquia em serviços de jogos online, se estiverem disponíveis, e aproximá-la do topo da lista de downloads em sites de emuladores e ROMs.

Fonte: IGDb

Site oficial: https://www.streets4rage.com/

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Cyberpunk 2077 apresenta seu mundo

A CD Projekt Red publicou uma longa demonstração de seu novo título, Cyberpunk 2077. São 48 minutos do jogo, acompanhados por uma narração explicativa em pontos-chave do vídeo. A desenvolvedora apresenta a criação da protagonista, combate, uso de estimulantes e interação com outros personagens, mas deixando claro que ainda se trata de uma produção não finalizada para lançamento comercial.


© CD Projekt Red

Cyberpunk 2077 será um RPG em primeira pessoa, com o personagem principal estando visível somente em momentos não interativos. O jogo é baseado no RPG de mesa Cyberpunk, criado por Mike Pondsmith e publicado originalmente em 1988. O autor participa como consultor no jogo eletrônico.

Disponível para PC, Xbox One e PlayStation 4, mas ainda sem uma data oficial de lançamento.

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Agora ficou muito mais parecido com Deus Ex do que com Grand Theft Auto, felizmente. Está bem bonito, com um mundo povoado e aparentemente vivo, sem medo de abordar violência, sexo, nudez, e, quem sabe, outros temas adultos, como desemprego, vício e consequências de ações impensadas. Aposto que haverá espaço para boa parte disso, apesar do foco na diversão.

Espero que uma das expansões permitam a criação de um protagonista empregado de uma das megacorporações. A temática cyberpunk clássica é sempre focada no rato de sarjeta se voltando contra os donos do mundo, ou o assalariado que se rebela contra a máquina após ser massacrado por ela; mas nunca contam o ponto de vista de alguém que integra um dos grandes grupos, é competente no que faz e deseja obter sucesso em sua carreira.

Em Anarchy Online experimentei um pouco disso ao criar personagens que integravam a facção que governava o futuro, a Omni-Tek. Mas fora a interação com alguns NPCs, as missões eram idênticas para todo mundo, pouco importando quem você defendia.

Adoraria interpretar uma engrenagem na máquina em um cenário cyberpunk.

Fonte: Newsletter do jogo

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Programa de detetive investe em ganhador de Oscar

O canal HBO divulgou um trailer da terceira temporada de True Detective, deste vez protagonizada por Mahershala Ali. O programa vai se passar em três períodos diferentes, interligados pelo mesmo mistério. Disponível em janeiro de 2019.


© HBO

O criador da série, Nic Pizzolatto, continua responsável pelo roteiro de todos os oito episódios. Entram no elenco Stephen Dorff e Ray Fisher.

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Olhem só, resolveram levar adiante uma nova baciada de True Detective. É um caso peculiar de temporada altamente elogiada seguida por uma temporada severamente criticada. Nunca assisti nenhuma das duas, mas acompanhava as resenhas apaixonadas dos fãs.

O programa mudou todo seu elenco, formato e trama de uma temporada para outra – não é uma característica exclusiva de True Detective, e faz sentido de um ponto de vista financeiro, bem como artístico. Não é muito vantajoso quando tentando criar um público a longo prazo, mas facilita a adesão de novos espectadores a qualquer ponto da franquia. Mas os fãs parecem ter reclamado principalmente da queda de qualidade do roteiro de uma temporada para outra, e não das mudanças extremas.

Com este intervalo de 4 anos entre a segunda e a terceira, talvez o Pizzolatto tenha conseguido resolver a “síndrome do segundo episódio” – fenômeno em que a qualidade de um produto despenca enormemente devido ao curto período de tempo dedicado à sua continuação, em comparação ao tempo que foi investido na criação do primeiro. Ou seja, 10 anos tentando tirar um episódio piloto do chão, e duas semanas para fazer o segundo episódio.

Infelizmente a HBO tem seu próprio serviço de streaming, então não verei o programa tão cedo. Por enquanto não tenho plano algum de assinar mais um serviço de vídeos online, e não pretendo apoiar esse tipo de estratificação, a menos que os preços se tornem competitivos de verdade.

Fonte: IMDb

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Novo Philip K. Dick traz tema predileto do autor

A editora Suma de Letras vai lançar em setembro o livro Espere Agora Pelo Ano Passado, de Philip K. Dick. Publicado originalmente em 1966, a história se passa em um futuro próximo com a Terra no meio de uma guerra entre duas civilizações alienígenas. O protagonista é o Dr. Eric Sweetscent, especialista em transplante de órgãos que se encontra envolvido no conflito, bem como com drogas alucinógenas e viagens no tempo.

Melhor que a última capa, apesar do estilo semelhante
© Suma de Letras

O volume tem 296 páginas, em formato 14,4 cm x 21 cm, e preço sugerido de R$ 59,90 pela versão impressa.

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Consegue imaginar algum outro autor misturando drogas alucinógenas com viagens no tempo e conseguindo criar uma trama compreensível? O próprio Dick fica no limite de uma história coerente, pelo menos nesta fase de sua carreira. Quando passa a focar sua atenção em questionar a realidade, deixando o entretenimento completamente de lado, seus livros se tornam mais um experimento que um produto. Ou seja, somente para quem é fã extremamente dedicado, ou está procurando por algo não convencional, geralmente para limpar o palato entre livros mais tradicionais.

Eu pessoalmente prefiro suas obras convencionais, como Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, ou Homem do Castelo Alto. Acho que “Espere Agora Pelo Ano Passado” se encaixa ainda nessa linha mais comercial e menos lisérgica do insano autor.

Fonte: Pré-vendas da Saraiva

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Cyberpunk 2077 começou bem mais sombrio

A CD Projekt Red divulgou novas imagens conceituais de Cyberpunk 2077, um de seus próximos jogos eletrônicos, durante a convenção alemã Gamescom. O título está em desenvolvimento e não possui uma data de lançamento oficial, mas será disponibilizado para PC, Xbox One e PlayStation 4.

Clique para agigantar!
© CD Projekt Red

As artes serviram como base para alguns momentos icônicos do trailer divulgado durante a convenção E3 em junho.

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Interessante fazer a comparação entre os desenhos e a versão para videogame. Se tivessem mantido a mesma paleta escura, provavelmente não teriam ouvido tantas reclamações dos fãs do gênero, que não admitem luz do sol ou cores claras em produtos cyberpunk.

O treco parece magnífico, mas essa história de jogo em primeira pessoa é desanimadora demais. E não imagino a desenvolvedora recuando dessa decisão, ou lançando um update ou conteúdo extra para incluir um avatar. A ética de trabalho da CD Projekt Red parece priorizar valores artísticos um pouco mais que outras empresas grandes do ramo.

Duvido que vá jogar 2077, mas costumava pensar isso quanto a Deus Ex também – agora sou proprietário de vários títulos da franquia, e já joguei um pouco de um deles até. Mas o FPS continua me dando nos nervos.

Fonte: PCGamer

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Nova campanha de Starfinder começa em colônia espacial

A editora Paizo lança na semana que vem, dia 29, o livro Starfinder Adventure Path #7: The Reach of Empire. É a primeira aventura da campanha Against the Aeon Throne, desta vez colocando os personagens do RPG de mesa para enfrentar o Império Estelar Azlanti, uma das principais ameaças do cenário de Starfinder. São cerca de 70 páginas por US$ 15,99 na versão digital ou US$ 22,99 pela versão impressa.

Um stormtrooper azlanti para ilustrar
© Paizo

O volume inclui, além da própria aventura, artigos sobre as colônias do mundo de Nakondis, o tema de personagem “Colono”, naves espaciais azlanti e monstros inéditos. A maioria das aventuras publicadas para Starfinder traz ao menos uma nova raça alienígena disponível para personagens jogadores.

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E com o dólar a magníficos R$ 3,99, cada aventura em formato digital custa mais de R$ 60. Cometi o erro de comprar a quinta aventura de Dead Suns (a primeira campanha de Starfinder) antes de comprar a quarta – somente por curiosidade em conferir o material extra (cinco raças novas!). Agora estamos prestes a começar a terceira aventura e vou ter que morrer pra comprar o livro seguinte, com a moeda americana subindo sem parar.

Agora mestrando com consistência, praticamente todo final de semana, e com nível um pouco maior do que estou acostumado, fica óbvia a importância do engajamento dos jogadores quanto a dominar o potencial de seus personagens. Quanto mais a pessoa lembra, entende e planeja, mais divertida fica a sessão. Pois é, não é apenas uma questão de eficiência ou rapidez, mas de diversão mesmo.

Sofrer mais dano e ao mesmo tempo causar menos dano; esquecer de seus poderes mais antigos e ficar perdido quando gasta todos os mais novos. É o tipo de coisa que só deixa o jogador frustrado, e se piorar ainda mais, entediado. Tento fazer minha parte, sugerindo que deem uma lida no arquivo com todos os seus poderes que deixo no Google Drive; fazendo uma análise após a situação, com sugestões construtivas, quando o resultado deixa a desejar; e o mais tradicional “motivar pelo trabalho bem-feito” quando tudo dá certo, por meio de raros elogios.

Se pensar bem, esse negócio de mestrar RPG é uma espécie de treinamento para ser um coach ou mentor. Acho que vou incluir isso no meu CV.

Fonte: Paizo Blog

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Nova temporada de Punho(s) de Ferro em setembro

O serviço de streaming de vídeo Netflix divulgou o primeiro trailer da nova temporada de Marvel’s Iron Fist, com estreia prevista para o feriado de 7 de setembro. Finn Jones e Jessica Henwick retornam como o casal protagonista Danny Rand e Colleen Wing, artistas marciais que enfrentam um grupo de ninjas tentando dominar o mundo.


© Netflix

Também participa desta temporada Simone Missick, interpretando a detetive com braço biônico Misty Knight, vinda de Luke Cage, outra franquia da parceria Marvel/Netflix.

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O punho de ferro do mal era previsível desde a temporada anterior, mas pintar ele de vermelho foi um pouco forçado – provavelmente pegaram isso dos quadrinhos, onde faz mais sentido.

Gosto dessas séries, apesar de sofrerem com o tamanho excessivo de 13 episódios, quando 8 seriam mais que o suficiente (o Justiceiro teve uma temporada reduzida, e ainda assim utilizou um tanto de encheção de linguiça), e com a falta de um bom vilão. Essencialmente, assim como nas HQs, a história é tão boa quanto o seu vilão. Jessica Jones 2, Luke Cage 1 e a metade final de Daredevil 2 tiveram esse problema.

Iron Fist conseguiu utilizar bem os ninjas do Tentáculo, antes de virarem uma piada em The Defenders. Vamos ver como redimirão os vilões nesta temporada. Imagino que vão focar em subchefes.

Esta também é a única série da parceria que utiliza superpoderes com uma representação visual, com o punho brilhante do Danny Rand. Será um efeito de computação gráfica, ou colocam o ator para segurar uma luz amarela forte na mão fechada? Provavelmente uma combinação de ambos.

Fonte: Canal do Netflix no Youtube

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Uma sobrevida para os jogos Torchlight

Torchlight Frontiers é o terceiro título da franquia de RPG de ação Torchlight, anunciado pela distribuidora Perfect World Entertainment. O jogo está sendo desenvolvido pela Echtra Games, com participação dos criadores dos primeiros Torchlight e desenvolvedores do Diablo original. Disponível para PC, Xbox One e PlayStation 4 e previsto para lançamento em 2019.


© PWE

Torchlight é um clone de Diablo, ou seja, um jogo de combate contra milhares de monstros em grupos pequenos, com ponto de vista em terceira pessoa e alguns elementos de RPG. Ao contrário do original, Torchlight utiliza humor e se passa em um cenário de alta fantasia, combinada com Steampunk.

Uma demonstração do jogo vai começar a ser exibida em convenções a partir do final do mês.

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E a novidade é que o Torchlight 3 será um “shared world” – como ninguém explicou o que isso quer dizer na prática, deixei de fora do texto principal. Pelas especulações será um semi-MMO, com um cenário central dividido por todos os jogadores, e as missões em si são realizadas em mapas fechados, acessíveis somente pelos integrantes do grupo, ou individualmente.

Torchlight 1, somente single player, era divertido, repetitivo e com a dificuldade meio baixa. Já o Torchlight 2 falhou principalmente no quesito multiplayer – o treco não funcionava direito para encontrar outros jogadores compatíveis e caia com frequência. E lançaram ele muito grudado no Diablo 3, que trouxe uma inovação imbatível: o personagem tem acesso a todos os poderes de sua classe, podendo mudar sua build a qualquer momento fora de combate; daí só precisa arranjar os equipamentos que complementam sua decisão. Em comparação, T2 tinha um pouco de maleabilidade quanto a isso, acredito que apenas o nível mais recente podia ser revertido. Mas caso você tenha tomado uma decisão errada no início da carreira, pode apagar o personagem e começar tudo de novo. Deixa pra lá!

Talvez T3 consiga resolver essas fraquezas do segundo, focando no combate multiplayer, e descartando mecânicas que punem jogadores inexperientes.

Fonte: MMORPG.com

Site oficial: https://www.torchlightfrontiers.com/

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Mulheres se unem para cometer crime

Steve McQueen está de volta aos cinemas com o drama policial As Viúvas, coescrito com Gillian Flynn, de Garota Exemplar. O longa adapta uma série britânica sobre mulheres que resolvem cometer um assalto para pagar a dívida milionária deixada por seus falecidos esposos, eles mesmos criminosos. Lançamento em novembro, nos EUA.


© 20th Century Fox

Estão no elenco Viola Davis, Liam Neeson, Michelle Rodriguez, Jon Bernthal, Elizabeth Debicki, Daniel Kaluuya, Garret Dillahunt e Robert Duvall.

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E também o Brian Tyree Henry, o “Paper Boi” de Atlanta, como o vilão mafioso motivador do grupo de viúvas. O sujeito é muito divertido como o rapper cínico na série, mas aqui não está parecendo ameaçador o suficiente.

Com um elenco desses imaginava uma certa unanimidade, mas fiquei confuso. É uma comédia, um drama de ação, um filme de roubo a banco, um suspense? Parece que cada uma das viúvas puxa a trama para um gênero diferente, como se não estivessem atuando na mesma produção – por exemplos, enquanto a Viola está em um drama pessoal, a Debicki está interpretando o elo fraco do grupo, de maneira exageradamente cômica.

Espero que o próximo trailer conte uma história melhor, em vez de ficar se preocupando em mostrar todo o elenco que conseguiram, mas em um bando de cenas desconectadas.

Fonte: 20th Century Fox no Youtube

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Novo Doom é um banho de sangue a céu aberto

Doom Eternal, quinto título da franquia, ganhou um trailer com 7 minutos do jogo em si, demonstrando armamentos, inimigos e golpes animados. A produção continua nas mãos da id Software e será distribuída pela Bethesda Softworks, repetindo a parceria do jogo anterior, o reboot Doom, de 2016. Disponível para Windows, Nintendo Switch, PlayStation 4 e Xbox One, mas sem data de lançamento oficial.


© Bethesda Softworks

Na trama, cientistas em Marte encontram problemas ao tentar captar energia de uma dimensão infernal, quando os habitantes desta começam a invadir nossa realidade. Nesta continuação, as criaturas extraplanares chegaram à Terra.

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Quando penso em Doom, além dos gráficos originais dos anos 90 e um monte de disquetes, me veem à memória monstros rápidos pulando de trás de esquinas. Esse trailer, no entanto, parece que só contém criaturas dopadas, desmotivadas ou confusas. O protagonista não tem problemas ao lidar com todo mundo, incluindo as criaturas maiores – sobra tempo até para interromper o fuzilamento para uma pequena animação em close-up.

Ou suavizaram a dificuldade para esta demonstração, ou esse é o modo mais fácil disponível. Não gosto muito de FPS justamente por estes “pulos” quando algum monstro ataca de um ângulo não coberto pelo seu monitor, mas no caso desse vídeo, não vi nada tão incômodo.

Quase me interessa, mas é o tipo de jogo que só consideraria comprar em uma promoção muito boa, 95% de desconto ou algo assim – é distante demais dos meus interesses para justificar o gasto.

Fonte: Videogamer

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