Monthly Archives: January 2018

Novo filme de Duncan Jones homenageia o neon

O serviço de streaming de vídeo Netflix publicou o primeiro trailer de Mute, novo filme de Duncan Jones (Lunar). O drama cyberpunk traz Alexander Skarsgård como um garçom mudo cujo passado é investigado por vários personagens, encabeçados por Paul Rudd e Justin Theroux.


© Netflix

O longa fica disponível em 23 de fevereiro, exclusivamente para assinantes.

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Parece que Jones e sua equipe de fotografia abraçaram loucamente um aspecto da estética cyberpunk: letreiros neon. Fazia tempo que não assistia algo tão colorido e escuro ao mesmo tempo, praticamente uma paródia do gênero.

Podiam ter trabalhado um pouquinho mais da história, já que fica difícil sentir empatia por qualquer pessoa mostrada no vídeo. Mas já que não vai me custar nada (a mais), não vou reclamar.

E com o Altered Carbon esta semana, parece que o tema do mês é bem óbvio.

Fonte: Netflix no Youtube

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Novo Círculo de Fogo é cheio de malabarismos

Círculo de Fogo: A Revolta ganhou um segundo trailer, com mais monstros e brigas entre robôs gigantes. John Boyega é o novo protagonista da franquia, filho do personagem interpretado por Idris Elba no original. Também estão no elenco Charlie Day e Burn Gorman, cientistas que já pesquisavam os Kaiju, e Rinko Kikuchi, como a nova vilã humana.


© Universal Pictures

A direção é de Steven S. DeKnight, estreando nos cinemas após alguns trabalhos na televisão. Ele sucede a Guillermo del Toro na função.

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O primeiro Círculo de Fogo tinha muito dramalhão e personagens humanos aborrecidos, chorões, sem convicção ou motivação – exceto pelo Idris Elba, que precisou carregar o filme apesar dos discursos malucos. Mas as cenas de luta entre os robôs e os monstros eram boas, inovadoras em relação a produtos semelhantes graças à coreografia mais realista. Os robôs eram pesados e desajeitados, dependendo de força bruta para enfrentar os kaiju, muito mais naturais em seus movimentos.

A continuação parece um derivado dos Transformers cinematográficos, cheio de piruetas e poses heroicas, inclusive com robôs se enfrentando ao invés de lidar com os monstros. Que porcaria.

Fonte: IMDb

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Starfinder muda padrão de campanhas

O sistema de RPG de mesa Starfinder vai utilizar novos formatos para suas campanhas, conforme anúncio da editora Paizo. A partir de agosto, não apenas vão passar a publicar os volumes mensalmente, como também vão encurtar a duração de seis para três livros. Ou seja, duas novas campanhas serão publicadas ainda este ano. O formato tradicional não deve ser abandonado, segundo a editora, mas será intercalado com a novidade, de acordo com o que “melhor se encaixar nas histórias que pretendem contar”.

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© Paizo

A primeira campanha em três partes tem o título Against the Aeon Throne, e deve colocar os jogadores para enfrentar o “sinistro Império Estelar Azlanti”, um dos principais grupos de vilões do cenário. No primeiro volume, o império invadiu e conquistou uma pequena colônia dos Mundos do Pacto, espécie de federação benigna de planetas. Cada livro tem 64 páginas e mantém o preço dos volumes atuais: US$ 15,99 pela versão digital e US$ 22,99 pela impressa.

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Excelente manobra da Paizo. Pelos relatos de outros jogadores que leio nos fóruns da empresa e no Reddit, praticamente ninguém chega até o fim de uma campanha de seis livros, lá pelo nível 14 a 16. O treco simplesmente é grande demais para os jogadores lembrarem de toda a trama, e os monstros e NPCs complexos demais para o GM gerenciar adequadamente. Desse jeito economizam nos livros finais, que provavelmente tem número menor de vendas (a menos que o pessoal compre o pacote todo antes de começar – eu particularmente só comprei o segundo volume de Rise of the Runelords depois que passamos da metade do primeiro) em comparação aos primeiros.

E por outro evitam investir em módulos, as aventuras não relacionadas a qualquer campanha, mas que levam os personagens a subirem 3 a 4 níveis (nunca vi um deles na lista de mais vendidos, são sempre as campanhas por lá) e ao mesmo tempo têm chance de atrair o público que não tem interesse em investir tempo e dinheiro em uma campanha gigantesca.

Vamos precisar esperar uns 9 meses para ter certeza do impacto comercial da iniciativa, mas aplaudo a ousadia.

Fonte: Paizo Blog

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Conan volta para a Marvel no ano que vem

A Marvel Comics voltará a publicar histórias em quadrinhos de Conan, o Bárbaro, a partir de 2019. O anúncio foi feito pela editora, que adquiriu os direitos de licenciamento da Conan Properties International após o personagem passar mais de uma década na Dark Horse Comics. Detalhes sobre os artistas e roteiristas devem ser divulgados futuramente, segundo o press release.

Alguém metralhou o bárbaro?
© Marvel

A editora publicou quadrinhos de Conan entre as décadas de 60 a 00, e é considerada responsável em grande parte por manter o interesse do público no personagem, criado em 1932 por Robert E. Howard. A primeira aparição do cimério foi no conto “A fênix na espada”, publicado na revista Weird Tales.

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Pararam de publicar Conan em agosto e nem reparei? Pior, encerraram a carreira dele em um crossover com a Mulher Maravilha, algo que faz pouquíssimo sentido – ela consegue brigar com o Super-homem, nada no universo de Conan representa qualquer ameaça a ela.

Comprei uma coletânea da Mythos Editora com essas histórias iniciais do bárbaro na Marvel Comics, e o treco é osso duro. Acho que a única coisa que aproveitam dos contos são os nomes dos personagens e dos locais, o resto é uma viagem na maionese inacreditável. Melhoraram bastante com as décadas, mas é incrível terem persistido depois desse material bizarro.

Além da interessante capa acima, com um Conan bem mais esguio que o normal, também soltaram uma composição do Mike Deodato que inclui Wolverine e Thor. Urgh. E quanto à agenda politicamente correta da empresa, tente imaginar no que isso vai dar!

Mas mantendo-me positivo quanto à novidade, imagino que a Panini vai começar a publicar o Conan da Marvel por aqui, o que facilita bastante o acesso. Seria bacana se o acordo também incluísse direitos cinematográficos, mas eles obviamente estão nas mãos de outras pessoas, vide os horrendos rumores sobre um Conan 3 novamente com o Arnold. Me contentaria com aquelas animações da Marvel que publicavam direto em DVD ou algo assim – principalmente se começassem pela Torre do Elefante.

Fonte: Syfy

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Expedição ártica é vítima de lobisomem em série de TV

Confira o trailer de The Terror, novo seriado do canal americano AMC. A trama é uma adaptação do livro de mesmo nome, de Dan Simmons (Hyperion), sobre a Expedição de John Franklin de 1845, em que dois navios e toda sua tripulação desapareceram enquanto procuravam uma rota marítima ao norte do Canadá. A obra está disponível no Brasil pela editora Rocco.


© AMC

Estão no elenco Ciarán Hinds, como Franklin, Jared Harris e Tobias Menzies. Simmons participa como produtor e roteirista de um episódio. Lançamento em 26 de março.

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Esse post me deu um trabalho inesperado. Ao pesquisar sobre o livro descobri que é baseado em fatos reais (o que é um pleonasmo, me informa o LibreOffice Writer). Daí comecei a ler sobre a Passagem Noroeste e a tal expedição, e quando vi já estava longe do tema principal. Mas consegui me arrastar de volta e escrever esse dois parágrafos acima.

O livro é um monstro de 750 páginas e R$ 94,90. Parece um caso típico de pesquisa em excesso e autor importante o suficiente para exigir que todo seu trabalho seja incluído na obra final, apesar dos protestos do editor. Na Amazon americana está por 9 dólares, um pouco mais razoável. Monstruosidades deste tamanho prefiro consumir em versão de áudio, hoje em dia, mas o preço sobe um bocado. Vou deixar na lista de desejos e aguardar uma oportunidade.

O trailer me lembrou o começo e final de Frankenstein de Mary Shelley, dirigido e protagonizado por Kenneth Brannagh. São as duas melhores partes do filme, com o cientista esbarrando em uma expedição presa no gelo enquanto caça/é caçado por sua criatura. Acho que vou procurar esses trechos no Youtube.

Fonte: IMDb

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Controle um monstro perambulando por uma floresta de cores

A Eletronic Arts vai lançar no mês que vem o jogo Fe, sobre uma raposa se aventurando em uma floresta mitológica. O título foi criado pela empresa Zoink e integra a iniciativa EA Originals, que ajuda a distribuir e divulgar criações de desenvolvedores independentes. Disponível para Playstation 4, PC, Xbox One e Nintendo Switch.


© EA

O primeiro vídeo acima foi lançado em 2016, quando o jogo foi anunciado, e o trailer seguinte mais de um ano depois.

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É bizarro divulgar uma data de lançamento e não aproveitar para incluir um novo trailer. Mas serviu para fazer o experimento acima, comparar trailers com um ano e pouco de diferença entre eles. Visualmente a mudança óbvia está nas texturas de tudo, e o logotipo mais caprichado. Mas o áudio obviamente consumiu toda a atenção e possivelmente orçamento – texto e narração de conto de fadas, música pop chamativa e efeitos sonoros nas criaturinhas.

Ficou muito bonito, mas os mapas monocromáticos parecem cansativos. Provavelmente vai se sair bem no Switch, com o pessoal jogando na versão portátil e não se expondo tanto às cores exageradas.

Pelo menos está combinando bem com a cor do ano de 2018, de acordo com a Pantone: ultra violeta.

Fonte: Videogamer

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Manga cyberpunk lançado em versão digital

A editora JBC adicionou Battle Angel Alita #01 e #02 ao seu acervo de mangás digitais. Cada volume possui mais de 200 páginas e pode ser adquirido pelo valor sugerido de R$ 16,50 em livrarias online e lojas de aplicativos.

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© JBC h

O mangá pós-apocalíptico sobre uma ciborgue sem memória será lançado em quatro edições impressas ou 9 digitais. Uma adaptação cinematográfica deve sair este ano, com direção de Robert Rodriguez e roteiro de James Cameron.

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Inicialmente ia escrever sobre o lançamento de um serviço de mangás digitais pela editora, mas descobri que o treco está funcionando há meses. Sempre estou de olho no catálogo deles, mas deixei passar isso completamente.

Também ia celebrar o preço reduzido, de R$ 39,90 impressos para R$ 16,50 digitais, a economia de papel, de distribuição, frete, etc, provavelmente justificando o desconto. Mas se contar o total de volumes de cada versão, a diferença no final da coleção é de R$ 11,10. Por tão pouco, melhor comprar em papel mesmo. No final das contas as vantagens do digital são apenas a rapidez de entrega (automática) e portabilidade (qualquer plataforma móvel – não sei se esses serviços permitem a leitura em desktop, porém).

Estou deixando Alita em segundo plano por enquanto, reservando minhas despesas de lazer para os últimos volumes de Blame! (o sétimo está atrasado), o Ghost in the Shell 2.0 e o Blu-Ray de Blade Runner 2049. Janeiro está repleto de investimentos em cyberpunk, felizmente.

Fonte: JBC

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Mais Blade Runner para colecionadores

A Sony Pictures vai lançar no dia 24 de janeiro a versão em DVD e Blu-Ray de Blade Runner 2049, continuação do clássico Blade Runner – O Caçador de Androides. Desta vez um detetive replicante precisa desvendar um mistério relacionado aos eventos do original, e possivelmente ligados ao seu próprio passado. Protagonizado por Ryan Gosling e dirigido por Denis Villeneuve, o longa dura 2 horas e 44 minutos.

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© Sony Pictures

O DVD tem preço sugerido de R$ 39,90 e traz como extras os curtas-metragens lançados no Youtube, e uma opção intitulada Blade Runner 101, provavelmente com informações sobre o primeiro filme. O Blu-Ray custa R$ 49,90, e traz dois extras a mais: “Projetando o Mundo de Blade Runner 2049” e “Ser Humano”.

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Finalmente uma opção para quem pegou no sono ou começou a divagar depois de duas horas. Eu particularmente achei o filme ótimo até o momento em que o Harrison Ford aparece. Nada contra ele, que parece estar se divertindo mais aqui do que em Star Wars 7, mas depois que ele dá as caras, toda a lógica e bom-senso são jogados pela janela e o longa vira uma baderna.

Felizmente o Gosling carrega o filme de forma magnífica, fazendo misérias em suas interações com os personagens esquisitões em todo canto, e também nos momentos em que está sozinho. Sua sutileza de expressões me lembra o Tom Hanks no auge da carreira. O sujeito vai longe!

Vou comprar o Blu-Ray, já que a diferença é pequena, e o documentário sobre as maquetes e objetos do filme, vazado amplamente na internet, parece bacana. Mas provavelmente vou parar de assistir quando o segundo terço da trama for concluído.

Fonte: Pré-vendas da Saraiva

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Teatro de Agatha Christie em coleção

A editora L&PM está lançando este mês Testemunha de Acusação e Outras Peças, de Agatha Christie. Além do texto mencionado no título, estão incluídas no livro A Hora H, Veredicto e De Volta à Cena do Crime. São 432 páginas pelo preço sugerido R$ 29,90.

Que tal uma capa maior, editora?
© L&PM

Além das dezenas de livros policiais, Christie escreveu quase 30 peças de teatro, de acordo com a divulgação da editora. Nesta obra apenas a peça Veredicto não se trata de um crime violento, mas sim de um “thriller psicológico” após a Segunda Guerra Mundial.

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Testemunha de Acusação é um magnífico filme dos anos 1950, provavelmente um dos melhores dramas de tribunal existentes. Reconheci o título do livro, mas havia me esquecido que a famosa Christie era a autora original – divulgam bastante isso no começo do longa, mas nunca me ocorreu procurar a peça.

A editora tem um pequeno trecho disponível em seu site, e já é possível detectar uma diferença significante entre as duas obras. Enquanto o filme abre com o advogado de defesa saindo do hospital, se recuperando de um infarto ou algo semelhante, o livro começa com ele em seu escritório prestes a receber seu cliente. Talvez seja uma questão de economia de cenários e a saúde frágil do personagem seja estabelecida em diálogos, mas fiquei surpreso com a diferença.

Estou interessado em ler a obra – e o preço baixo para o tamanho de páginas é outra surpresa. Será que não erraram em, pelo menos, uns vinte reais? Ou a economia de tinta ao imprimir uma peça de teatro é tão significativa assim nos custos de produção? Duvido.

Fonte: Newsletter da editora

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Livro de Os Últimos Jedi ganha tradução brasileira

A editora Universo dos Livros vai publicar em março Os Últimos Jedi, versão em livro do filme mais recente da franquia Star Wars. A adaptação foi escrita por Jason Fry, responsável por vários publicações no mesmo universo, principalmente para o público infantil. A obra tem 352 páginas e preço sugerido de R$ 44,90 pela versão impressa e R$ 19,90 pela digital.

A única parte interessante do filme...
© Universo dos Livros

Os Últimos Jedi será lançado nos EUA no mesmo mês que a versão nacional, mas vinte dias mais cedo.

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Para quem está curioso sobre os aspectos que menos fizeram sentido no filme, o livro é uma ótima opção: não apenas você pode ler os pensamentos dos personagens, como as descrições também destacam coisas que talvez não tenham chamado a atenção devida durante a sessão de cinema.

Foi mais divertido que o episódio anterior, mas a trama dos personagens não-jedi foi frustrante de tão inútil. Podiam ter ficado trancados na nave o longa todo e não teriam influenciado em nada o andamento da história principal. E a personagem nova que vira o centro das atenções sem mérito algum (terrível quando introduzem alguém desse jeito) ao menos não é a mais irritante – reservaram isso para o Poe, cheio de pirraça. Mas sua saga de funcionária da manutenção para espiã e piloto chega a ser mais absurda que a transformação da Rey em mestre jedi.

Não podiam ter feito dela uma mecânica, e deixado para ela a função de invadir a nave inimiga, sabotar alguns caças ou equipamentos, consertar algum droid – em suma, alguém com conhecimento técnico e realmente útil?

Pelo menos tivemos a cena da frota inimiga sendo destruída por uma nave acelerada à velocidade da luz e o Luke Skywalker sendo bombardeado pelos tanques quadrúpedes. Não via uma homenagem tão escancarada a animes desde o primeiro Matrix.

Fonte: Pré-vendas da Saraiva

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