Conan trabalha com piratas

Começa este mês uma nova história para Conan, o Bárbaro, na sétima edição de Conan the Slayer: The Devil in Iron. A revista em quadrinhos é publicada pela Dark Horse Comics, com roteiro de Cullen Bunn, arte de Sergio Davila e cores de Michael Atiyeh. São 32 páginas pelo preço de US$ 3,99, em formato impresso ou digital.

Conan está três vezes maior na capa do que no miolo
© Dark Horse Comics

Nesta adaptação de um conto original de Robert E. Howard, criador do personagem, Conan enfrenta uma criatura monstruosa presa em uma ilha. Enquanto a história trazia o bárbaro indo até o local atrás de uma mulher e daí esbarrando no problema, a HQ parece colocá-lo lá com propósitos financeiros e não românticos.

O texto está em domínio público e pode ser lido no Projeto Gutenberg, neste link (em inglês).

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

Há uma prévia de seis páginas clicando na capa acima, e recomendo o tira gosto. O roteirista resolver substituir o grupo de pescadores gananciosos do conto por um grupo de piratas ardilosos (e gananciosos), e colocou para liderá-los um sujeito com ótimas tiradas e rápido no improviso. Caso não se revele ser o vilão humano da trama, será um bom parceiro para o taciturno e às vezes mal humorado cimério.

Atualmente ando em um ânimo cyberpunk, motivado por um manual de RPG (atrasado três meses já), alguns mangás e livros do gênero; ou seja, fantasia anda jogada para escanteio, incluindo as HQs do Conan. Não compro uma da Mythos Editora desde o ano passado, após duas decepções em sequência: Conan vs. Groo e uma coletânea das primeiras histórias do Conan na Marvel. A primeira erra completamente a natureza do personagem, parecendo ter sido escrita por alguém que ouviu falar do Conan por um amigo de um cunhado que leu uma revista nos anos 90. E a segunda é simplesmente bobinha demais, com tramas ignorando a estrutura e a mitologia do mundo do personagem, inventando situações que não fazem sentido algum – obviamente foram escritas antes do cenário estar bem definido, ou ao menos ser mais bem conhecido pelo público. E gastei uma bela grana nelas.

Acho que vou continuar meu foco em ficção científica, que está me saindo bem mais barata, e voltar ao Conan somente quando alguém lançar esse material do Bunn por aqui. Tinha interesse na revista anterior que publicaram, mas, pelas resenhas, acho que tomaram algumas liberdades criativas com o cimério que não me agradariam.

Fonte: Dark Horse Comics

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