Monthly Archives: April 2017

Adolescentes são novo alvo da Marvel

Cloak & Dagger é uma das próximas séries da Marvel a chegar na televisão, de pelo menos três planejadas. O programa está sendo desenvolvido no canal Freeform, voltado para o público adolescente e adulto jovem. Os protagonistas são o casal Manto e Adaga, criados na década de 80.


© Freeform

Os 10 episódios de uma hora serão lançados no ano que vem.

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O programa não parecia tão ruim assim, somente pesado no drama, até os efeitos especiais darem as caras e ficarem completamente deslocados. Me lembrou muito do episódio final da primeira temporada de Demolidor, quando o uniforme ridículo destruiu boa parte da credibilidade do show.

O cristal de luz na mão da atriz parece ter sido reaproveitado dos antigos filmes do Super-homem, e o rapaz esvoaçante em cima do telhado parece estar posando para uma sessão de fotos, na frente de um ventilador.

E ainda nem mostraram os vilões.

Fonte: Blastr

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Ladra educativa em desenho para crianças

O popular serviço de streaming de vídeos Netflix divulgou a primeira arte conceitual de Carmen Sandiego, sua nova animação para o público infantil. O programa adapta uma franquia de jogos e livros educativos, sobre uma ladra que ensina geografia e outras disciplinas enquanto é perseguida por detetives. Lançamento previsto para 2019.

Ainda não conseguiram me desagradar com a arte desses remakes
© Netflix

O primeiro jogo, Where in the World is Carmen Sandiego?, foi lançado em 1985 e o mais recente em 2015. Uma animação já foi produzida antes, na segunda metade dos anos 90, exibida no Brasil com o simples título de Carmen Sandiego.

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Conheço a franquia somente por esse desenho, que assistia na Rede Globo na mais tenra idade. Gostava do treco, apesar de achar que a Carmen Sandiego aparecia muito pouco (aparentemente, essa é a ideia da coisa toda). Os irmãos protagonistas eram chatinhos, mas a ladra elegante era um conceito ótimo.

Sei que é uma propriedade relevante, já que volta e meia via notícias sobre novos jogos sendo desenvolvidos. Mas não imaginava que fosse tão gigante, até fazer um pouco de pesquisa sobre o tema.

E é surpreendente não encontrar controvérsia quanto ao projeto. Uma latino-americana retratada como criminosa protagonizando um desenho educativo para crianças? Cadê a polícia do politicamente correto para protestar?

Fonte: Coming Soon

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Veterano de Hollywood está irreconhecível

Robert De Niro interpreta o criminoso Bernard Madoff no filme The Wizard of Lies, da HBO, com estreia prevista para maio deste ano. Também estão no elenco Michelle Pfeiffer e Hank Azaria.


© HBO

Madoff ficou famoso ao ser preso em 2008, após confessar aos filhos que sua firma de investimentos era uma fraude. De acordo com a Wikipédia, teria causado um prejuízo real de 18 bilhões de dólares aos seus investidores, e um prejuízo potencial de 65 bilhões, que seria o retorno financeiro prometido aos clientes.

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Olhem só, De Niro sumindo em um personagem. Geralmente ele interpreta variações de um mesmo personagem, com alguns cacoetes, um sotaque diferente, talvez um penteado exótico – mas acho que nunca vi ele tão transformado assim, e não estou falando apenas do cabelo.

Encaixei esse filme na categoria policial, já que se trata de um crime de colarinho branco. Geralmente nesse gênero você imagina assaltos a banco, assassinatos, vinganças, e as típicas investigações que resolvem tudo no último minuto. Mas são pilantras como esse Bernie que realmente fazem estragos.

Outro nessa linha, muito divertido e com participação do excelente Ryan Gosling, é A Grande Aposta, sobre a crise financeira de 2008. Ajuda se você entender um pouco sobre a situação dos pacotes de hipotecas negociados sem dinheiro real algum para bancá-los.

Fonte: Slash Film

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Novo Star Wars chega com uma bomba

Em meio a promessas de continuar produzindo filmes sobre Star Wars pelas próximas décadas, a Disney lançou o primeiro trailer de Star Wars: Episódio VIII – Os Últimos Jedi. A segunda parte da nova trilogia chega aos cinemas em 15 de dezembro deste ano, desta vez com direção de Rian Johnson (Looper).


© Walt Disney Pictures

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E talvez menos engessado pelas expectativas de fãs rancorosos, podendo finalmente dar sua própria contribuição à franquia. Já que o episódio anterior foi apenas um festival de nostalgia, um ritual de passagem da coroa com duas horas de duração.

Desta vez o treinamento da Rey vai ser o foco central, assim como foi o do Luke anteriormente, o que não é um bom sinal. Mas pelo menos deram uma chacoalhada na trama com a bombástica declaração final do veterano Jedi – aposto que fazem ele mudar de ideia até o final do episódio 9.

Meio estranho não terem nenhum inimigo novo para mostrar, ou mesmo alguma ameaça anterior recauchutada. Um relance do Snoke sem a projeção holográfica, ou a capitã Phasma finalmente fazendo algo útil, ou mesmo outro stormtrooper metido a subchefe.

Mas temos ainda longos oito meses de marketing pela frente, logo eles aparecem.

Fonte: io9

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Piadas dominam Thor 3

Thor: Ragnarok ganhou seu primeiro trailer, dando ênfase no elenco novo e ao retorno do Hulk aos filmes do universo Marvel. A direção desta vez é de Taika Waititi, das comédias O que Fazemos nas Sombras e Flight of the Conchords. Cate Blanchett entra para a franquia como a vilã Hela, acompanhada por Karl Urban, Sam Neill, Jeff Goldblum e Tessa Thompson. Lançamento em novembro deste ano.


© Marvel Films

Reprisam seus papéis Chris Hemsworth, Tom Hiddleston, Benedict Cumberbatch, Idris Elba, Jaimie Alexander, Anthony Hopkins e Mark Ruffalo, além dos outros colegas asgardianos de Thor.

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Parece que a Disney/Marvel resolveu escancarar e transformar seus filmes em comédias de ação. Não dá para negar que rendem bons trailers, e nas duas tentativas mais óbvias anteriores, ótimos filmes: Guardiões da Galáxia e Homem-Formiga.

O próprio Hemsworth tem se destacado nos papéis mais cômicos que tem feito em anos recentes, como o novo Caça-Fantasmas. Ainda não vi, mas na época as resenhas geralmente elogiavam as idiotices que fazia em cena.

Eu achei que ia reclamar de novo do excesso de filmes de super-herói, mas acabei me divertindo com o trailer, então encerro aqui com otimismo. Que raro.

Fonte: Deadline

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Ghost in the Shell animado ganha sobrevida

Aproveitando a publicidade mundial de A Vigilante do Amanhã, os estúdios Production I. G. anunciaram uma nova série de anime da franquia Ghost in the Shell. Kenji Kamiyama, diretor das duas temporadas de GitS: Stand Alone Complex vai dirigir, acompanhado por Shinji Aramaki, de Appleseed, anime com temas semelhantes. Ainda não foram divulgados detalhes sobre roteiro, mas a expectativa é por uma terceira temporada da série original.

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© Production I. G.

Ghost in the Shell foi criado pelo mangaká Masamune Shirow, trazendo uma equipe de ciborgues lutando contra criminosos e terroristas. A obra foi publicada no Brasil pela editora JBC há poucos meses, e uma coletânea de arte sobre a franquia deve sair em breve.

Das animações, apenas o primeiro filme foi lançado comercialmente em DVD e blu-ray pela FlashFocus, mas aparenta estar fora de catálogo.

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Apesar das expectativas de ir assistir a um espetáculo visual com roteiro boboca nos cinemas, a verdade é que acabei nem indo. As sessões mais cedo eram dubladas ou em 3D, coisas que me recuso a suportar quando não estou carregando os filhos junto. E ir no cinema à noite exige uma boa vontade para com o resto do público que provavelmente não possuo mais. Aguardo ansiosamente pelo lançamento em blu-ray, entretanto. Ou pelo DVD, se for muito mais barato.

Dado o envolvimento dos nomes mencionados no primeiro parágrafo, provavelmente teremos uma continuação de GitS: SAC e não mais os prelúdios esquisitinhos de GitS Arise. Não tenho certeza se fizeram sucesso, mas do ponto de vista de qualidade foram uma regressão tanto em visual quanto em roteiro. Cara, prelúdios me enchem a paciência.

Bem que a JBC podia lançar os mangás adaptados dos animes. Acho que vou mandar um e-mail para o atendimento ao cliente perguntando se isso está nos planos – caso o volume único do Shirow tenha se saído bem, é uma possibilidade.

Fonte: Anime News Network

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Clássico robô de videogame ganha desenho

A Cartoon Network vai lançar uma nova série animada de Mega Man no ano que vem. O desenho é uma co-produção da Capcom, criadora do personagem para videogame, e a Man of Action Entertainment, responsável pela franquia Ben 10.

Provavelmente vai parecer um pouco melhor
© Capcom

De acordo com a sinopse, o desenho trará as aventuras de Mega Man tanto como um robô que enfrenta inimigos malignos, quanto como um menino robótico chamado Aki Light que frequenta a escola normalmente. O cachorro robô Rush também está confirmado.

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E por falar em nostalgia, que tal um novo desenho de Mega Man? Lembro de ter assistido à primeira série nos anos 90, um episódio por semana, com a bizarra irmã-faxineira do protagonista tendo que enfrentar vilões usando um aspirador de pó no braço. Curiosamente, é a única coisa que consigo recordar com clareza.

Estranho anunciarem esse desenho de modo tão avulso, sem um joguinho sequer atrelado. De acordo com a Wikipédia, não lançam um título de verdade do Mega Man desde 2010, com alguma coisa experimental para celulares tendo meio que fracassado há uns dois anos. Espero que não resolvam fazer algo correndo caso o desenho seja um sucesso, e acabem criando uma porcaria qualquer.

Fonte: Bleeding Cool

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Duna está sendo criado com cautela

A mais recente adaptação de Duna, romance de Frank Herbert, está caminhando lentamente para os cinemas. Além do diretor Denis Villeneuve (Blade Runner 2049), anunciando enquanto ainda trabalha na pós-produção de sua última ficção científica, o outro único nome divulgado é do roteirista Eric Roth.

“Capturaram... sardaukar?!” Ou algo assim, é um momento e tanto
© Aleph

Ele é um dos roteiristas principais em algumas produções com bons resultados críticos, como O Informante, Forrest Gump e Munique, além de ter colaborado em vários outros títulos. Participam como produtores executivos parentes do falecido escritor, bem como Kevin J. Anderson, um dos co-autores de continuações da saga.

Duna foi lançado em 1965 e traz conflitos entre famílias disputando controle político e econômico sobre o planeta Arrakis, única fonte da substância “melange”, capaz de amplificar a mente de seus usuários.  Ele está disponível no Brasil atualmente pela editora Aleph.

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Olha só, mais uma tentativa de adaptar Duna. Acho que intriga política com pouca ação e nenhum sexo não se traduz tão fácil assim para televisão ou cinema – Guerra dos Tronos seria o exemplo contrário.

Ler Duna é uma experiência transformativa para a maioria dos jovens que entra em contato com a obra. “Livros podem ser tão bons assim? Ficção científica pode ser tão profunda e complexa desse jeito?”. Recomendo pegar o treco pela primeira vez na adolescência e revisitá-lo quando adulto, algo que estou precisando fazer. A dificuldade para escrever aquele resumo de uma linha foi vergonhosa.

Achei uma versão razoavelmente barata na Amazon, em formato eletrônico – é provável que seja adquirida muito em breve. Não sei se prossigo nas continuações, ou sequer nas maluquices inventadas pelo filho dele com o Anderson. Vai depender de como reagirei a esse clássico 30 anos após o primeiro contato.

A versão eletrônica da Aleph não está muito mais cara que a americana… se meu filho não fosse tão malthusiano quanto a e-book readers, compraria pra ele. Mas já que prefere viver no século passado, que se vire! Deixará a experiência mais significativa, de qualquer modo.

Fonte: Coming Soon

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Um e-book grátis sobre humanos colonizando alienígenas

A editora Phoenix Pick está distribuindo este mês o livro Code of the Lifemaker, de James P. Hogan. A obra, lançada originalmente na década de 80, traz uma raça de máquinas alienígenas povoando uma das luas de Saturno – até confundirem uma missão tripulada por humanos com seus criadores.

Mas que porcaria é essa?
© Phoenix Pick

Para baixar uma cópia gratuita basta ir até a página http://www.phoenixpick.com/botm/Hogan.htm e seguir as instruções. Lá também é possível comprar um pacote com três livros do autor pelo preço reduzido de US$ 2,99.

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Já deram esse livro antes, lembro pela capa horrenda – ou talvez uma das continuações, igualmente econômicas no departamento artístico. Não é de bom tom reclamar de livros distribuídos gratuitamente, mas tenho a impressão que o catálogo deles permitiria demorarem mais até precisarem repetir.

A sinopse é interessante, mas alguns dos temas são bem típicos da época: os humanos são os verdadeiros vilões, a ganância humana supera qualquer sentimento nobre, apenas a ação de um indivíduo sozinho realmente faz diferença, toda empresa é maligna. Não digo que estejam errados, mas pode ficar meio batido, caso você não tenha nostalgia ou um interesse peculiar por essa década.

Fonte: Newsletter da Phoenix Pick

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Pathfinder ganha nova classe oficial

Ultimate Wilderness é o próximo lançamento da linha principal de produtos para o RPG de mesa Pathfinder, anuncia a editora Paizo. O livro de regras irá expandir os poderes de druidas e animais companheiros, além de trazer novas opções para dezenas de personagens já existentes se voltarem mais para a natureza. Mas a principal novidade é classe inédita Shifter, capaz de transformar seu corpo utilizando poderes ligados a animais.

Capa ainda não definitiva, acalme-se
© Paizo

O conceito já existe no druida, capaz de se transformar em outras criaturas e até elementais, e no caçador, que ganha bônus ao se “inspirar” em animais. Mas o diferencial do Shifter é que a transformação será a sua característica principal, e não apenas um de seus poderes.

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O “shapeshifter” de Dungeons & Dragons 3.5 é um dos últimos conceitos mais populares desse antigo sistema ainda não explorado pela Paizo. O warlock ganhou uma adaptação como o kineticist, e os poderes psiônicos descartaram, deixando o conceito nas mãos da Dreamscarred Press e partindo para poderes psíquicos, mais ligados ao ocultismo.

Enquanto isso as editoras peixe-palito já fizeram suas próprias adaptações para o sistema, e será interessante comparar a oficial com as existentes. A Interjection Games tem uma ótima, o Animist, transformando seu corpo com pedaços de animais, plantas e da própria natureza.

E acho que a Paizo está fazendo algo extremamente correto, ao limitar suas classes novas a apenas uma por livro. O shifter vai chegar quase dois anos após o vigilante, e dessa vez ninguém está reclamando de “inchaço de regras”.

Fonte: Paizo

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