Manual cyberpunk para Pathfinder passa por upgrades

A página do kickstarter de Interface Zero 2.0 para o RPG de mesa Pathfinder recebeu uma atualização na véspera do ano novo. De acordo com um dos donos da editora que está desenvolvendo os livros, nas revisões que sua equipe está realizando encontraram problemas de equilíbrio entre as classes de personagem, bem como a necessidade de modificar outras sessões do manual principal.

A princípio estranhei, mas CG faz sentido em um jogo futurista
© Gun Metal Games

Das 16 classes inicialmente apresentadas, a versão final deve trazer um número menor, porém com várias subdivisões cada, bem diversas uma da outra. De acordo com atualizações anteriores publicada na página, a mudança se deve à uma decisão da empresa por eliminar personagens redundantes, cujas mecânicas eram muito similares, mas que apenas atuavam em locais/círculos diferentes. Por exemplo, as classes apresentadas na campanha original incluíam um combatente que andava com gangues, outro que era um ex-policial, outro um caçador de recompensas, etc.

Além dessas mudanças, também estão trabalhando em “backgrounds” para criação de personagens, que seriam pacotes prontos de falhas e qualidades para melhor encaixar alguém no cenário do jogo; novas categorias para armas e equipamentos, facilitando para o GM determinar o acesso que um determinado grupo teria a certos itens (militar, governo, segurança privada, entre outros); e expandindo o capítulo para o mestre, com minúcias sobre o mundo de Interface Zero 2.0, desde aspectos cotidianos do futuro ao impacto da realidade aumentada em uma aventura.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

Prefiro que a empresa tome o tempo necessário para produzir um manual bem acabado e amadurecido, mas esse monte de revisões e alterações completas jogou um balde de água fria no meu cronograma. Quando entrei na campanha há alguns meses contava em ter o livro em minhas mãos (digitalmente, claro) no início de janeiro, e já voltar a jogar com meus filhos no mesmo mês. Mas agora duvido muito que o treco fique pronto ainda este mês – talvez em fevereiro, se fizerem um mutirão na pequena editora.

Inclusive estava traduzindo o pouco material sobre as 16 classes originais para ir discutindo quais personagens eles iriam fazer (estava torcendo por uma idol e um hacker), já deixar a coisa toda quase encaminhada e apenas nos quebrarmos nas regras malucas de combate futurista. Mas com esse revisionismo desde a base do sistema (classes), fiquei quase completamente parado. Por enquanto tenho o esqueleto de duas aventuras produzidas por meu próprio punho, para serem encaixadas após a pré-fabricada que vão embalar junto com o manual; mais ideias para outras 12, inspiradas pela enxurrada de filmes, livros e animes cyberpunk que tenho consumido nos últimos três meses – mas nem comecei a detalhar esse material, já que não tenho sequer as regras oficiais para a realidade aumentada, combate, ou criação de NPCs.

O que ainda me anima é que a versão final parece estar ficando muito boa, e que esse material de apoio que estou consumindo está muito bom. Até mesmo as coisas vagamente relacionadas dão boas ideias, como livros de sci-fi militar de vários autores, ou as aventuras da guilda de comerciantes espaciais do Poul Anderson. Acho que vou aproveitar para enfiar algumas mensagens políticas na boca de alguns NPCs, apresentar o treco disfarçadamente para minhas crias, deixar a experiência toda um pouco educacional. Mwahahaha.

Fonte: Kickstarter

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