Monthly Archives: January 2017

Conan e o gigante de fogo

Está à venda Conan the Slayer #6, edição de janeiro da revista mensal do bárbaro cimério. Neste número, o protagonista conclui a primeira saga da publicação, sobre uma guerra entre dois irmãos pelo controle de uma tribo de mercenários nômades do deserto. O roteiro é de Cullen Bunn, com arte de Sergio Davila e cores de Michael Atiyeh. São 32 páginas por US$ 3,99, em formato impresso e digital.

32595053826_f3d579aeaa_z
© Dark Horse Comics

Clique na imagem acima para conferir uma prévia da revista.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

Que sanguinolência, tripas e tinta vermelha para todo lado. Há tempos não via um Conan tão violento e gosmento assim! Acho que é isso que acontece quando colocam um roteirista de horror para escrever ação e aventura – só imagino o que o Bunn devia fazer com os X-Men.

E parece que ele entende razoavelmente bem do personagem. Enquanto enfrentando assassinos ou exércitos, a reação do Conan é de puro profissionalismo, ou vai matar todo mundo, ou vai escapar se as chances não forem boas. Mas ao se deparar com o sobrenatural, seu espanto é paralisante. Até que se recupera e mata o monstro a espadadas.

Fonte: Dark Horse Comics

Tagged

Compre um ticket para o futuro por 60 dólares

A editora Paizo colocou seu novo RPG de mesa, Starfinder, em pré-venda. Interessados em uma cópia impressa do jogo podem adquiri-la por 60 dólares agora, e aguardar seu lançamento oficial em agosto, durante a convenção Gen Con. São 560 páginas levando o RPG de fantasia medieval Pathfinder para um futuro distante no espaço, com alienígenas, naves espaciais, tecnologia misteriosa, mas também elementos clássicos do gênero, como magia, heroísmo e monstros. Uma versão digital por 10 dólares deve ficar disponível na sequência.

Use a magia, Luke.
© Paizo

No mesmo mês será lançado o primeiro volume da campanha Starfinder Adventure Path: Dead Suns (Incident at Absalom Station). A história começa com a descoberta de uma nave mineradora abandonada transportando um asteroide que pode levar a uma superarma alienígena.

No Free RPG Day em junho, para quem tiver acesso a lojas de hobbies nos EUA, será distribuído o suplemento gratuito Starfinder: First Contact, contendo uma amostra grátis de 12 novos monstros do jogo. A versão digital deve ficar disponível no mês seguinte.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

Não sou particularmente fã da mistura de ficção científica e magia, apesar de gostar bastante de Star Wars, por exemplo. O máximo que tolero no meu sci-fi são poderes psíquicos, que segundo uma tendência dos anos 70 e 80, seriam uma consequência natural da evolução humana (isso aparece até no segundo filme do Planeta dos Macacos – dos clássicos, digo).

Mas quando anunciaram os planos para Starfinder há mais de um ano, fiquei interessado principalmente na possibilidade de fugir um pouco do ambiente medieval. Felizmente, no meio do caminho a editora Gun Metal Games lançou seu kickstarter adaptando Interface Zero 2.0 para Pathfinder, e esse produto virou meu principal objetivo quanto a uma alternativa para fantasia. Cyberpunk ganha disparado de Space Opera nas minhas preferências. O treco atrasou, mas deve sair antes de Starfinder, espero – caso contrário vão acabar sendo eclipsados e perder uma boa quantia de vendas.

Vou comprar o manual principal, pelo menos, mas não sei quanto a jogar. Magias e espadas em uma nave espacial não é uma coisa que se encaixe com facilidade em minha cabeça. Por mais que as espadas sejam feitas de luz, e a magia atrelada a uma religião.

Fonte: Paizo Blog

Tagged ,

Trabalhando no final do mundo

Confira o trailer de The Surge, jogo de tiro em primeira pessoa de temática futurista. O protagonista é Warren, novo funcionário da multinacional CREO que precisa sobreviver a uma rebelião no seu primeiro dia de trabalho. Durante a implantação de um exosqueleto alguma coisa dá errado, e a partir daí ele precisa enfrentar robôs e colegas enlouquecidos na fábrica da empresa.


© Focus Home Interactive

Lançamento em maio para PlayStation 4, Xbox One e PC.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

Meu primeiro contato com o jogo foi esse trailer acima. Dá a impressão de ser um título de ação em um futuro distópico contado do ponto de vista de um funcionário de chão de fábrica, trabalhando justamente para uma megacorp “benigna”.

Mas pelo trailer de gameplay, é só mais um FPS com dois detalhezinhos peculiares: o cenário, uma linha de montagem gigantesca, ainda no começo dos efeitos colaterais de uma revolta comandada por inteligência artificial; e o uso de ferramentas como armas improvisadas.

Pelo menos é colorido e razoavelmente iluminado. Mas se tivessem feito uma sátira ao mundo de emprego de colarinho azul, com um funcionário de uma empresa que tenta lutar contra o apocalipse, batendo cartão e cumprindo horário de almoço, seria muito mais interessante.

Bom, serviu pela distração momentânea.

Fonte: Videogamer

Tagged

Fãs de Penny Dreadful podem se torturar um pouco

O seriado de televisão Penny Dreadful, cancelado no ano passado, vai ganhar uma sobrevida nos quadrinhos da Titan Comics, a partir de abril deste ano. O programa reunia várias criaturas mitológica na Inglaterra do século XIX, incluindo vampiros, lobisomens, bruxas e as criações do Dr. Frankenstein.

32390967272_f50915d495_z
© Titan Comics

Penny Dreadful #1 foi roteirizado por Chris King, listado como um dos produtores da série, e tem 40 páginas por US$ 4.99. A arte é de Jesús Hervás e cores de Jason Wordie. A série contava com Eva Green, Timothy Dalton, Billie Piper e Josh Hartnett no elenco. O diretor Sam Mendes era um dos produtores executivos.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

Gostei muito da primeira temporada de Penny Dreadful. Era incrivelmente previsível, conseguia enxergar tudo que ia acontecer um ou dois episódios antes, mas quando chegavam lá, os visuais geralmente valiam a espera. Gostei principalmente do monstro do Frankenstein matando o Dr. Van Helsing.

Comecei a assistir a segunda temporada, mas alguma coisa no primeiro episódio, não lembro bem o que, me desanimou e acabei esquecendo. Acho que as novas vilãs. Quando anunciaram o cancelamento, desisti de vez.

Um tempo atrás ouvi uma resenha de alguém que assistiu tudo na sequência e disse que valia a pena, que a história fechava bem, que haviam terminado na terceira temporada de propósito. Mas agora fazem uma continuação em quadrinhos?

Fonte: Bleeding Cool

Tagged

Japão faz sua parte quanto a Vigilante do Amanhã

Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell está sendo promovido no Japão com a publicação de mangás. A editora Kodansha está lançando em fevereiro duas histórias celebrando o filme americano, na sua revista Monthly Young Magazine, tendo já publicado uma em dezembro. Dois dos mangakas envolvidos já produziram histórias em quadrinhos baseadas nas séries animadas da franquia.


© Paramount Pictures

Scarlett Johansson protagoniza a versão ocidental de Ghost in the Shell, também conhecida aqui como O Fantasma do Futuro, com Michael Pitt, Juliette Binoche, Takeshi Kitano e Rila Fukushima. Rupert Sanders, de Branca de Neve e o Caçador dirige o longa, que será lançado em 30 de março.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

Muitas descobertas nessa publicação. Não fazia ideia que existiam outros mangas baseados nos animes, achei que somente o original do Masamune Shirow existia. Mas dado o tamanho da franquia, nada inesperado. E também não sabia que já haviam publicado um one-shot no ano passado promovendo GitS – passou batido nos locais onde costumo acompanhar mangás não lançados oficialmente por aqui.

Por falar em mangás e oficialmente, depois de alguns finais de semana visitando a toa a livraria de um enorme shopping center local, desisti e encomendei a encadernação de Ghost in the Shell da JBC pela internet mesmo. Aproveitei para incluir o volume inicial de Blame!, e acabou saindo muito mais barato do que comprar diretamente, mesmo incluindo o frete. Sem falar que o que gastei em estacionamento já daria para pagar a próxima edição de Blame!.

Acompanho as novidades do filme (vou assistir no final de semana de estreia) pelo Facebook, curiosamente na versão nacional da página oficial. Não importa o que publiquem, a maioria dos comentários são críticas ao título traduzido, com algumas pessoas perdendo as estribeiras, exigindo “Fantasma na Máquina”. Mas eu compreendo o dilema da distribuidora – se colocarem fantasma no título, povo vai achar que é um filme de terror.

Fonte: Anime News Network

Tagged

Novo predador enfrenta ator de ação

Thomas Jane (The Expanse) acaba de ser anunciado como integrante do elenco de The Predator, próximo filme da franquia Predador. O ator irá enfrentar o caçador alienígena ao lado de Olivia Munn, Boyd Holbrook e Sterling K. Brown, com direção de Shane Black (Dois Caras Legais, Homem de Ferro 3), que também escreve o roteiro com Fred Dekker (Deu a Louca nos Monstros).

One ugly son of a...
© Twentieth Century Fox

O Predador começou em 1987, com Arnold Schwarzenegger liderando um grupo de mercenários caçados por um alienígena na América Central. Uma continuação direta foi lançada em 1990, com Danny Glover, e a criatura reapareceu ainda em Aliens vs. Predador 1 e 2, um crossover com outra franquia, e no mais recente Predadores, de 2010.

De acordo com comentários de Black, The Predator deve ser uma continuação do primeiro filme.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

Thomas Jane não é exatamente um astro, mas seu trabalho em The Expanse me motivou a divulgar esse novo emprego. Ele interpreta um detetive decadente em uma colônia de mineradores espaciais, e apesar de terem suavizado seu aspecto “perdedor” em relação ao livro, ainda conseguiu projetar seu desespero muito bem. E como acabaram a primeira temporada em um ponto anterior ao final do livro, ele deve retornar para a segunda, e quem sabe até durar bastante tempo – não me incomodaria se mudassem o absurdo desfecho da trama (na verdade achei ele tão ruim que acabei não indo atrás do segundo livro).

Será que o Shane Black vai conseguir revitalizar a franquia, tão surrada pelos três últimos filmes? AvP acho que deveria ser banido da existência e desconsiderado integralmente, mas Predadores me pareceu uma tentativa genuína de fazer um filme decente – uma pena que banalizam totalmente o monstro, além de desperdiçarem atores bem razoáveis com personagens ridículos.

Assisti aos três filmes dirigidos por ele, e são bons – apesar de estruturalmente serem quase idênticos (será que teremos um par de predadores caçando humanos, ou um par de amigos sendo caçados por um predador?) – mas ainda não vimos Black fazendo qualquer filme de ação mais sério, tudo tem um toque de humor. E acho que isso não combina com o personagem.

Fonte: Coming Soon

Tagged

Policial combina dois visuais antiquados

Riz Ahmed (Rogue One: Uma História Star Wars) é o protagonista do filme policial noir porém contemporâneo City of Tiny Lights, produção britânica dirigida por Pete Travis (Dredd). Ahmed é um detetive particular em Londres, que descobre uma conspiração político-religiosa enquanto investigando o desaparecimento de uma pessoa. Também está no elenco Billie Piper (Doctor Who).


© Icon Film Distribution

Lançamento previsto para abril deste ano, no Reino Unido.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

Filme policial, personagens exóticos, visual maluco (noir com neon), a premissa toda me agradou muito. Mas confesso que não entendi nem metade do que está acontecendo, com esses sotaques carregados se atropelando um atrás do outro, e novos personagens aparecendo o tempo todo sem explicação. Aposto que assistindo o treco propriamente dito você acaba se acostumando com as vozes, e tem tempo para interpretar melhor o que está sendo dito. Ou acompanha pelas legendas mesmo.

Curiosamente, a resenha em destaque no IMDb.com é justamente de um espectador americano reclamando que o som ambiente e o sotaque dos personagens deixaram a experiência toda quase incompreensível.

Por falar em filmes policiais, consegui terminar neste final de semana Era Uma Vez na América, filme de mafiosos judeus dirigido por Sergio Leone, conhecido por seus ótimos westerns – o Netflix tem a versão de 4 horas. Robert de Niro protagoniza, com James Woods como seu melhor amigo. Só lembrava que deveriam ser judeus quando algum rabino passava caminhando no fundo das cenas, mas fora isso o longa é muito bom. E sem sotaques herméticos.

Fonte: Slash Film

Tagged

Adaptação de Dick garante terceira temporada

A loja online Amazon anunciou que sua série The Man in the High Castle terá uma terceira temporada, com um novo “showrunner”. Eric Ellis Overmyer, criador do policial Bosch para a mesma empresa, assume a função no lugar de Frank Spotnitz (Arquivos X), que abandonou o programa na metade da segunda temporada.


© Amazon Studios

The Man in the High Castle é exibido exclusivamente no service de streaming de vídeo da Amazon. Trata-se de uma adaptação do livro O Homem do Castelo Alto, de Philip K. Dick, sobre uma realidade alternativa em que os aliados perderam a II Guerra Mundial, e como resultado os EUA foram divididos pela Alemanha e Japão, com um pequeno território livre no meio do país. 20 episódios estão disponíveis.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

Assinei o tal serviço de streaming da Amazon (achei que o Hulu chegaria antes) algumas semanas depois que liberaram o acesso para o Brasil. Inicialmente queria ver Mr. Robot, que também está no catálogo, mas pelas tentativas que fiz até agora, somente o material exclusivo da empresa está disponível por aqui. Comecei a assistir TMitHC, estou na metade do primeiro episódio ou algo assim, e até agora não me cativou tanto quanto esperava.

Acho que vou concluir essa tarefa, tentar um episódio de Bosch, e se não continuar com qualquer um deles, vou acabar cancelando. Por enquanto está bem barato, em promoção, mas com essa oferta ridícula de conteúdo nem isso vale a pena gastar.

Fonte: io9

Tagged

Crossover alienígena é prelúdio de filme

A Dark Horse continua expandindo o universo do filme Prometheus com a história em quadrinhos Alien vs. Predator: Life and Death #1. Fuzileiros coloniais humanos estão no planeta LV-223, o cenário do longa, enfrentando a espécie alienígena apelidada de Xenomorfos, quando os caçadores de troféus espaciais Predadores chegam no local. São 32 páginas por US$ 3,99, disponíveis desde a semana passada.

Mas já existiam Colonial Marines nessa época? Ou é mais no futuro ainda?
© Dark Horse Comics

O roteiro é de Dan Abnett (Juiz Dredd, Justiceiro, Legião de Super-heróis), com arte de Brian Thies e cores de Rain Beredo.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

A editora relançou a franquia Alien e Predador nas HQs com o anúncio do filme acima mencionado, tentando atrelar tudo a uma história integrada, coerente, descartando as iniciativas anteriores que publicaram em décadas passadas.

Infelizmente o material base, Prometheus, é um monte de lixo. E sua continuação, Alien Covenant, até o momento conseguiu ter um trailer tão ruim que parece indicar estar no mesmo caminho. Ou o Ridley Scott perdeu a mão, ou está fazendo essas continuações totalmente contrariado, apenas pela grana. Ainda bem que está só perifericamente envolvido com Blade Runner 2049, ou reduziria minhas expectativas para esse outro derivado de um clássico seu também. Esses pastiches de ficção científica nos cinemas estão ficando cansativos!

Quanto aos quadrinhos, não gostei da amostra grátis. Diálogo batido e arte “apressada”. Provavelmente é o estilo do desenhista, mas me pareceu bem conveniente para produzir gibis rapidamente, com esses traços tão soltos, quase abstratos. Felizmente não embarquei nesse reboot.

Fonte: Dark Horse Comics

Tagged ,

Um e-book grátis sobre monstros clássicos no espaço

A editora Phoenix Pick está distribuindo este mês o e-book grátis Reboots, da escritora Mercedes Lackey. A história se passa no futuro, mas com criaturas sobrenaturais integradas na sociedade, e no caso específico da trama, tripulando uma nave espacial. A sinopse menciona zumbis, vampiros e lobisomens como personagens do livro.

Não podiam ter encontrado um zumbi pior
© Phoenix Pick

Para obter uma cópia digital, basta ir até a página http://www.phoenixpick.com/botm/Lackey.htm, clicar no botão Add to cart, reduzir o preço para zero dólares, clicar no botão Checkout, preencher um formulário de nome e e-mail, e selecionar um formato de arquivo.

No mesmo link acima também é possível comprar em pacote fechado o livro original e sua continuação, pelo preço reduzido de US$ 3,99.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

Acho que é a segunda ou terceira vez que dão esse livro nos últimos anos, desde que comecei a divulgar a iniciativa. Não gosto muito de repetir conteúdo, mas com esse meu público totalmente aleatório, é provável que vá beneficiar alguém – editora ou leitor.

Eu diria que esse é um nicho pouco explorado, ficção científica com paranormalidade urbana, principalmente enlatando os dois em uma nave espacial. O único outro exemplo que me vem à cabeça é o magnífico Blindsight, de Peter Watts, sobre o encontro de uma nave tripulada por humanos com uma espécie verdadeiramente alienígena no espaço, acompanhados por um vampiro criado geneticamente. Enquanto esse é um representante de hard sci-fi, o livro da Lackey parece mais bem-humorado. Acho que vou colocá-lo na lista de futuras leituras simplesmente por ter me relembrado de Blindsight.

Fonte: Newsletter da Phoenix Pick

Tagged ,