Conan e mortos-vivos complexos

Esta à venda a quarta edição de Conan the Slayer, revista mensal do bárbaro cimério publicada nos EUA pela Dark Horse Comics. Na trama atual, o protagonista está trabalhando para uma tribo de nômades do deserto, no meio de uma guerra entre irmãos pelo controle do grupo. Enquanto um é apoiado por Conan, o outro conta com suporte do sobrenatural. Roteiro de Cullen Bunn, arte de Sergio Davila e cores de Michael Atiyeh. São 32 páginas por US$ 3,99.

Carniçais, também pouco conhecidos como zumbis inteligentes
© Dark Horse

Conan foi criado por Robert E. Howard no início do século passado, como herói de contos publicados em revistas de ficção barata e divertida. Sua obra foi coletada várias décadas depois, passando a ganhar mais popularidade como histórias em quadrinhos e eventualmente nos cinemas, com Arnold Schwarzenegger interpretando o bárbaro.

No Brasil, algumas das revistas são publicadas em edições encadernadas pela Mythos Editora.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

Pelas amostras grátis, disponíveis clicando na capa acima e depois em cada imagem individualmente (por que mudaram isso?) fica bem óbvio a predileção pelo horror. Este, na verdade, sempre esteve presente em todo conto do Conan que já li (acho que conferi uns 60% deles), mas nos quadrinhos tende a se dissipar, talvez pelas restrições do meio visual, talvez pelo óbvio apelo mais comercial do heroísmo.

Nas HQs tendem a resolver os monstrengos do Conan com algum ponto fraco, ou ajuda conveniente de uma fonte mística benigna, às vezes não óbvia. Nos contos do Howard, entretanto, o foco muitas vezes é na pura força bruta e selvagem do personagem, sua principal arma contra o horror que destrói a mente de guerreiros mais civilizados. Nos contos de Salomão Kane, guerreiro inglês distante de Conan por vários séculos e também criação literária de Howard, o que prevalece sobre o vilão comum ou sobrenatural é a convicção no triunfo do bem sobre o mal, ideia que guia o religioso personagem, às vezes permitindo-o socar um fantasma, ou continuar brigando enquanto qualquer outra pessoa teria desmaiado de exaustão.

Parece estranho simplificar (ainda mais!) nos quadrinhos esses personagens, que basicamente representam um tipo de convicção escorada por um pouco de passado e personalidade, mas cada tipo de mídia tem suas forças e restrições, e Conan parece funcionar bem em qualquer uma delas. Bem, nos cinemas talvez nem tanto… principalmente no segundo longa de Conan. E melhor nem falar do filme do Salomão.

Fonte: Dark Horse Comics

Tagged ,

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s