Monthly Archives: October 2016

Um novo Capone para os anos 10

O mafioso americano Al Capone deve ser o próximo papel de Tom Hardy (O Regresso, A Origem), em longa escrito e dirigido por Josh Trank (Poder Sem Limites, Quarteto Fantástico) com o título Fonzo. O foco do filme deve ser nos anos finais do criminoso, já preso e sofrendo de problemas mentais. O resto do elenco e uma data de lançamento devem ser anunciados nos próximos meses.

Sujeito domina esse filme – mais chamativo que ele só o urso
© 20th Century Fox

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Parece bizarro, principalmente para pessoas da minha idade e além, mas precisei voltar ao parágrafo principal e incluir uma breve explicação de quem seria Al Capone. Acredito que poucas pessoas com vinte anos ou menos conheçam a icônica figura, considerando a escassez de filmes sobre ele em anos recentes. De razoável alcance, pelo menos, acho que apenas a série dramática Boardwalk Empire o retratou nesta década.

Para vocês novatos, e para os veteranos saudosos, preciso recomendar Os Intocáveis, de Brian De Palma. Apesar de protagonizado pelo policial que prendeu Capone, as poucas cenas do Robert De Niro são memoráveis. Aliás, o filme inteiro é recheado de cenas reconhecíveis, plagiadas ou satirizadas por vários outros produtos.

Fonte: Deadline

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Enfermeira fala sozinha e vê coisas nas sombras

Ruth Wilson (Luther) protagoniza o suspense sobrenatural I Am the Pretty Thing That Lives in the House, filme que deve ser lançado com exclusividade pelo Netflix hoje (28). Ela interpreta uma enfermeira responsável pelos cuidados de uma idosa em sua casa, que parece ser coabitada por uma criatura invisível.


© Netflix

O filme tem roteiro e direção do inexperiente Oz Perkins, filho de Anthony Perkins (Psicose).

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Divulguei o vídeo mais por gostar do trabalho da Wilson (e de sua voz) do que pela qualidade do trailer, que parece um experimento em cinema independente. O que não duvido que seja, considerando a quantidade de filmes de baixo orçamento adquiridos pela Netflix – porém lançados com bem menos estardalhaço do que esse.

Acho que vou recomendar para minha esposa assistir, que ela gosta de terror muito mais do que eu, e também é fã da Alice do Luther. Se não reclamar demais, tentarei assistir.

Fonte: Slash Film

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Conan e mortos-vivos complexos

Esta à venda a quarta edição de Conan the Slayer, revista mensal do bárbaro cimério publicada nos EUA pela Dark Horse Comics. Na trama atual, o protagonista está trabalhando para uma tribo de nômades do deserto, no meio de uma guerra entre irmãos pelo controle do grupo. Enquanto um é apoiado por Conan, o outro conta com suporte do sobrenatural. Roteiro de Cullen Bunn, arte de Sergio Davila e cores de Michael Atiyeh. São 32 páginas por US$ 3,99.

Carniçais, também pouco conhecidos como zumbis inteligentes
© Dark Horse

Conan foi criado por Robert E. Howard no início do século passado, como herói de contos publicados em revistas de ficção barata e divertida. Sua obra foi coletada várias décadas depois, passando a ganhar mais popularidade como histórias em quadrinhos e eventualmente nos cinemas, com Arnold Schwarzenegger interpretando o bárbaro.

No Brasil, algumas das revistas são publicadas em edições encadernadas pela Mythos Editora.

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Pelas amostras grátis, disponíveis clicando na capa acima e depois em cada imagem individualmente (por que mudaram isso?) fica bem óbvio a predileção pelo horror. Este, na verdade, sempre esteve presente em todo conto do Conan que já li (acho que conferi uns 60% deles), mas nos quadrinhos tende a se dissipar, talvez pelas restrições do meio visual, talvez pelo óbvio apelo mais comercial do heroísmo.

Nas HQs tendem a resolver os monstrengos do Conan com algum ponto fraco, ou ajuda conveniente de uma fonte mística benigna, às vezes não óbvia. Nos contos do Howard, entretanto, o foco muitas vezes é na pura força bruta e selvagem do personagem, sua principal arma contra o horror que destrói a mente de guerreiros mais civilizados. Nos contos de Salomão Kane, guerreiro inglês distante de Conan por vários séculos e também criação literária de Howard, o que prevalece sobre o vilão comum ou sobrenatural é a convicção no triunfo do bem sobre o mal, ideia que guia o religioso personagem, às vezes permitindo-o socar um fantasma, ou continuar brigando enquanto qualquer outra pessoa teria desmaiado de exaustão.

Parece estranho simplificar (ainda mais!) nos quadrinhos esses personagens, que basicamente representam um tipo de convicção escorada por um pouco de passado e personalidade, mas cada tipo de mídia tem suas forças e restrições, e Conan parece funcionar bem em qualquer uma delas. Bem, nos cinemas talvez nem tanto… principalmente no segundo longa de Conan. E melhor nem falar do filme do Salomão.

Fonte: Dark Horse Comics

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Aplicativo de celular vira animação japonesa

O jogo para celular Schoolgirl Strikers vai ganhar uma adaptação animada, informam a Square Enix, distribuidora do aplicativo, e a Warner Bros Anime, produtora da série. Nesse RPG, estudantes são recrutadas para combater monstros no contraturno escolar.


© Warner Bros Anime

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Animes geralmente são adaptados de mangás ou livros, mas a inspiração vinda de jogos parece ter aumentado em anos recentes. Pelo trailer parece bem genérico, mas confesso que gostei da inclusão das “luvas de boxe” de metal no rol de armamentos utilizado pelas garotas mágicas da vez. Como de hábito, assistirei ao primeiro episódio antes de tomar uma decisão.

Faltou informar no post se o jogo está disponível no Brasil ou sequer no ocidente, mas como meu celular é um obscuro Windows Phone, não tenho como conferir (com facilidade). Bom, tanto faz, não é mesmo?

Fonte: Anime News Network

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Ficção científica adolescente para Peter Jackson

Peter Jackson (Senhor dos Anéis) e sua equipe estão adaptando a série literária Mortal Engines para os cinemas. Os livros se passam em um futuro pós-apocalíptico em que grandes cidades se movem pelo planeta, consumindo recursos naturais e destruindo outras rivais. As filmagens devem começar no ano que vem, com direção de Christian Rivers, estreante que já trabalhou em várias produções de Jackson nos efeitos visuais.

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© Editora Novo Século

Os livros são protagonizados por um adolescente que mora na Londres ambulante, cuja vida é “mudada para sempre” ao encontrar uma jovem mulher. Mortal Engines é classificado como apropriada para crianças de 12 anos ou mais, e foi publicada inicialmente em 2001, no Reino Unido. No Brasil, está disponível pela editora Novo Século.

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Definitivamente já escrevi sobre Mortal Engines aqui antes, provavelmente quando divulgava lançamentos de livros (devia voltar a fazer isso, seria um tópico interessante para os finais de semana). Talvez até sobre uma possível adaptação, apesar de parecer um projeto caro, devido à quantidade de cenários que precisariam ser construídos, e o constante uso de efeitos visuais. Mas quando colocamos Peter Jackson, o homem capaz de transformar 200 páginas em 9 horas de filme, nada é impossível ou pouco lucrativo.

Infelizmente parece ser mais um filme do gênero “adolescente pós-apocalíptico” que tem tentado fazer sucesso nos cinemas nos moldes dos Jogos Vorazes da Jennifer Lawrence. Esse provavelmente vai ficar um pouco acima da média, devido ao pessoal envolvido.

É o que eu afirmaria com confiança na época de Senhor dos Anéis, mas depois de O Hobbit…

Fonte: Coming Soon

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Wolverine 3, o mutante mais deprimido do mundo

Logan, terceiro filme protagonizado por Wolverine, ganhou um primeiro trailer dramático, com participação de Patrick Stewart como um idoso e adoentado Professor Xavier. Ambos estão protegendo a jovem X-23, um clone do mutante com garras. A direção é novamente de James Mangold, responsável por Wolverine: Imortal. Lançamento em março.


© 20th Century Fox

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Quando finalmente assisti ao segundo Wolverine, após meio mundo ter dito o quanto ele era decepcionante, não gostei principalmente de um aspecto: o quanto o protagonista está deprimido, derrubado, e tendo flashback atrás do outro sobre Jean Grey (após seus quase 10 minutos juntos em cena divididos em três outros filmes). Não é a toa que o elenco feminino se destacou tanto em comparação: só a energia das duas personagens é dezena de vezes maior que qualquer coisa exibida pelo Wolverine.

E o que fizeram nesta nova continuação? Trazem o mesmo diretor e soltam um trailer em que ele parece mais deprimido ainda. Drama e seriedade funcionaram bem na trilogia do Batman, mas nem o Bruce Wayne ficava tão negativo quanto esse Wolverine, e tinha vilões muito mais interessantes.

Aposto que a mini-wolverine vai roubar o filme inteiro.

Fonte: Bleeding Cool

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Mesmas pessoas, mesma música

Guardiões da Galáxia Vol. 2 teve seu primeiro trailer lançado pela Marvel Films, com vários pequenos momentos da produção, que deve chegar aos cinemas em maio de 2017. James Gunn volta à direção e roteiro, com boa parte do elenco: Chris Pratt, Zoe Saldana, Karen Gillan, Bradley Cooper, Vin Diesel, Dave Bautista, Michael Rooker e Glenn Close.


© Marvel

Juntam-se à franquia Sylvester Stallone, Nathan Fillon e Kurt Russell, este último interpretando um planeta vivo e pai do protagonista Peter Quill (Pratt).

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Não dá para exigir ou esperar muito de um teaser, mas uma coisa realmente me desapontou nesse vídeo: repetiram uma música do primeiro filme. Dada a importância que as canções têm nessa franquia, esperava que tivesse apresentado pelo menos uma amostra da segunda fita cassete encontrada por Quill.

Em compensação, o trailer de Logan, terceiro filme do Wolverine, também foi lançado agora pouco e tem uma ótima música do Johnny Cash. Parece um pouco focado demais no dramalhão, um dos problemas do segundo filme, mas talvez finalmente consigam fazer algo bom com o personagem.

Fonte: io9

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Assassin’s Creed é uma simulação

Os estúdios Fox lançaram um novo trailer de Assassin’s Creed, adaptação da franquia de videogames para os cinemas. Michael Fassbender protagoniza, como o descendente de um assassino cujas “memórias genéticas” são a chave para algum tesouro. Lançamento previsto para janeiro.


© 20th Century Fox

Também estão no elenco Marion Cotillard, Jeremy Irons, e Brendan Glesson. A direção é do australiano Justin Kurzel (Macbeth: Ambição e Guerra), com roteiro de Bill Collage & Adam Cooper (Êxodo: Deuses e Reis), e Michael Lesslie (também de Macbeth).

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Que trailer mais furado. Foco inicial na aborrecida parte futurista, com todo um blábláblá sobre “memórias do seu ancestral” e um monte de tecnologia inexplicável e sem sentido, e depois enfatizam que toda a parte no passado é pura simulação, quase uma realidade virtual. Justamente o cenário mais popular do jogo, as matanças em períodos históricos, não tem relevância alguma para a trama, são apenas uma memória.

Nunca joguei Assassin’s Creed, mas pelo que ouvi a série tem esse aspecto futurista também, mas o treco é quase opcional, não a não a atração principal da franquia.

E depois reclamam que adaptações de jogos não dão certo nos cinemas. Se até no material de divulgação já sabotam tudo!

Fonte: Deadline

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Agente secreto & ladrão de carteiras

Idris Elba interpreta um agente secreto dos EUA no filme Bastille Day/The Take, produção britânica e francesa sobre um roubo mascarado de terrorismo. Após ser injustamente culpado de um atentado a bomba, um ladrão de rua (Richard Madden, de Guerra dos Tronos) é recrutado por Elba para ajudá-lo a desvendar quem é o verdadeiro responsável pela explosão, e qual a sua motivação. Lançamento em novembro, nos EUA.


© Focus Features

O filme parece estar disponível desde o primeiro semestre na Europa, mas só está chegando em nosso continente agora.

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Será que esse filme teve algo a ver com os boatos sobre o Elba interpretando uma nova versão do James Bond? Parece combinar razoavelmente com a época.

Ia argumentar que ele está um pouco idoso demais para encabeçar uma franquia de ação, mas o sujeito tem apenas 44 anos. Acho que ele apenas interpreta como se tivesse 60, ou tão cansado quanto um idoso com ainda mais anos. Em Luther, sua obra prima, por exemplo, seu protagonista parece exausto o tempo todo.

Sabendo disso faz muito mais sentido ter conseguido o papel de machão principal na adaptação d’A Torre Negra, do Stephen King, uma franquia de sete livros. Pode continuar investindo na carreira de ator de ação por várias décadas ainda.

Fonte: Slash Film

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Pathfinder cyberpunk ganha mais conteúdo

O kickstarter de Interface Zero 2.0 para o RPG de mesa Pathfinder foi bem sucedido, com mais de US$ 36 mil arrecadados em um mês, de 880 patrocinadores. Além do livro principal, com o objetivo de US$ 10 mil, o dinheiro extra será usado na produção ou adaptação de manuais sobre equipamentos, robôs gigantes, planetas colonizados e inimigos, além de três cidades: Copenhagen, Moscou e Nova Iorque.

Mais três meses!
© Gun Metal Games

O mundo cyberpunk de Interface Zero 2.0 já existe em versões para os sistemas Savage Worlds e Fate, sendo necessário apenas adaptar o conteúdo para as regras de Pathfinder. A maior parte deste trabalho já foi realizada durante um beta test no ano passado, restando à editora Gun Metal Games editar, diagramar e revisar o produto final, que deve ser entregue em janeiro no formato digital, e em abril na versão impressa. Os livros extras começam a ser produzidos após a conclusão desse manual.

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A campanha acabou há algum tempinho na verdade, mas estava aguardando resolver problemas no meu cartão de crédito antes de celebrar a ocasião. Patrocinei com 20 doloridos dólares para receber o manual e uma aventura, mas graças ao financiamento bem sucedido, também vou receber todo o material mencionado acima sem custo adicional.

E, no que talvez seja um momento de insanidade temporária, o dono da editora afirmou que todos os patrocinadores desse kickstarter vão receber qualquer outro livro que venham a produzir para o sistema, gratuitamente. São quase 900 pessoas que vão receber cópias digitais gratuitas de tudo que fizerem, sem gerar um centavo de lucro para a empresa. Espero que não se arrependam da decisão, pois abrir mão de tantos clientes parece absurdo, principalmente para uma editora independente. E confesso que me sinto um tanto culpado com isso também – provavelmente vou tentar compensá-los escrevendo resenhas do material. De acordo com os editores que conheço, isso tende a ajudar bastante.

Esse jogo acabou reacendendo meu interesse já exagerado por cyberpunk, me fazendo priorizar livros e animes sobre o tema, deixando outros de lado. Inclusive paralisei minha atual campanha de Pathfinder para começar a trabalhar em uma de Interface Zero, elaborada por minha própria pessoa devido à escassez de aventuras prontas. Já fiz um esqueleto dela, e envolve conspirações sobre a licitação para construir o primeiro elevador orbital do mundo – caso essa tecnologia já exista no cenário, precisarei inventar alguma outra coisa, tão extrema quanto. Acho que tenha umas 10 aventuras possíveis, e se incluir algumas sidequests fica maior ainda.

Fonte: Kickstarter

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