Fantasia urbana pode virar franquia nos cinemas

A empresa Studio 8 comprou os direitos de adaptação da franquia literária Sandman Slim, de Richard Kadrey, sobre um assassino profissional que escapa do inferno para se vingar de seus matadores. Já são oito livros publicados, com o próximo previsto para o ano que vem. Um roteirista e produtores já estariam trabalhando no projeto, o que aumenta as chances de ele ser concretizado.

Capas de chuva obrigatórias
© HarperCollins

O protagonista da série é James “Sandman Slim” Stark, que volta ao plano terrestre após 11 anos como gladiador no submundo. Em sua caçada encontra vários seres sobrenaturais clássicos e novos. Os livros são tipicamente descritos como “violentos e repletos de humor sombrio”. Inéditos no Brasil.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

Eu tenho esse livro. Acho que comprei praticamente na época em que foi lançado, mais para apoiar o autor do que por interesse na trama. Assisti a um programa de TV cancelado, Brimstone, que era quase idêntico a essa sinopse. Não parece terrível, mas haja humor e insanidade para segurar essa premissa por tanto tempo.

Conheço o Kadrey  há quase vinte anos. Ele escreveu um livro cyberpunk (de algum modo consegui voltar ao tema!) chamado Metrophage em 1988, e liberou o texto para distribuição pela internet em 1995. Alguns anos depois descobri a obra e sua versão grátis, provavelmente devido ao BoingBoing.net, quando ainda acessava esse blog diariamente.

Queria muito ler o treco, mas não em uma tela de computador ou tendo que imprimir tudo. Acontece que nesses anos 00, e-book readers eram uma coisa ainda pertencente à ficção científica, mas minha namorada tinha um mp4 player tosquíssimo capaz de reproduzir texto em sua tela de 1 polegada… apenas em formato .txt. E não era possível salvar o progresso, cada vez que abria o arquivo, voltava para o começo.

Inspirado pelas ousadias tecnológicas típicas do movimento cyberpunk, peguei o livro e separei-o em centenas de arquivos .txt, uma página por arquivo. Ou seja, li o livro inteiro, uma página/arquivo por vez, em uma tela menor do que o display típico de um celular dos anos 90, enquanto andava de ônibus. Acho que nunca me senti tão no futuro quanto naquela época. E até que lembro bastante da trama, minha memória provavelmente foi estimulada pela situação absurda.

Fonte: Deadline

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