The Secret World carrega empresa de vários modos

O relatório para investidores da empresa Funcom foi destacado pelo site MMORPG.com recentemente, com esclarecimentos sobre resultados financeiros e planos para o futuro. O documento, de 110 páginas, traz análises de mercado e informações específicas sobre a situação econômica da criadora de Anarchy Online e outros MMOs. O lucro da Funcom apresentou uma queda em 2015 em comparação a 2014, o que é atribuído a uma má performance de Lego Minifigures Online e The Secret World (TSW), especialmente do primeiro, enquanto o segundo ainda é um dos seus principais produtos.

Gostei muito, mas não me animo a retornar
© Funcom

O MMO licenciado de Lego, onde crianças colecionam miniaturas enquanto exploram mundos clássicos do jogo de montar peças, teve a equipe de desenvolvimento reduzida, e não deve ir muito adiante. O licenciamento entre as empresas acaba em outubro de 2016.

Apesar de expressarem várias vezes a intenção de manter seus MMOs como sólidas fontes de rendimento, a criação de outros jogos “menores” e “maiores” dominam as previsões para o futuro. No ano passado lançaram The Park, baseado em TSW, e conquistaram grande exposição em sites de exibição de vídeos de jogos, como Twitch e o próprio Youtube. Conan Exiles, título de sobrevivência baseado no mundo do bárbaro cimério, é o primeiro representante de jogo “maior” em que estão trabalhando – deve sair em Early Access (uma espécie de beta pago) ainda este ano. E outro jogo menor, também baseado em TSW, está a caminho.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

E olha que afirmam (talvez para enfatizar o aspecto Patinho Feio da narrativa) que The Park foi basicamente um treinamento para uma equipe deles aprender a usar o Unreal Engine 4. Apesar de tanto elogiarem o engine próprio, Dreamworld Technology, provavelmente vão acabar substituindo o coitado pelo produto da Epic.

Gostei de ver o resultado positivo, pelo menos de divulgação, do The Park. Acho que deviam realmente continuar, ou mesmo mudar totalmente sua produção para single player ou multiplayer simples. Definitivamente só conseguiram crescer tudo isso devido aos MMOs, mas esse mercado parece cada vez mais com um barco afundando. Deviam sair enquanto ainda tem algum lucro e se concentrar em expandir suas propriedades intelectuais em títulos menores e mais baratos.

Só continuo dedicando essa atenção à Funcom, entre tantas empresas malucas de jogos eletrônicos, devido aos seus antigos jogos single player. Terminei o RPG The Longest Journey no ano passado e nas minhas férias em março comecei a continuação, Dreamfall. Que jogos sensacionais. Tramas, personagens, cenários, diálogos… incrível a qualidade que conseguiam produzir, mesmo há tantos anos. Boa parte disso se reflete em seus MMOs, mas um ponto fraco em comum parece presente em todos: o combate é sempre uma porcaria.

10 anos atrás isso seria um sinal de desastre inevitável, mas atualmente há um espaço razoável para jogos “criativos” sem combate ou combate diferenciado. Veja Minecraft e seus milhares de clones, ou as dezenas de títulos independentes saindo todo ano.

Estou ansioso para ver Conan Exiles, mas imagino que o combate que existir nele provavelmente será o aspecto mais criticado. Como em todo lançamento da Funcom.

Fonte: MMORPG.com

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