Cultura japonesa é destaque em animação ocidental

Kubo e as Duas Cordas é a nova animação da produtora Laika Entertainment, responsável por Coraline e o Mundo Secreto, Os Boxtrolls e ParaNorman. Desta vez a história se passa em um Japão feudal, protagonizada por um menino com o poder de animar figuras de papel enquanto toca um shamisen. Lançamento em outubro deste ano.


© Focus Feature

O jovem protagonista tem a voz de Art Parkinson (Guerra dos Tronos), enquanto a macaca é Charlize Theron, e o besouro Matthew McCounaghey. Também estão no elenco Ralph Fiennes, Rooney Mara e George Takei.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

Demorei um bocado para finalmente falar sobre essa animação – este já é o terceiro trailer! Mas fico feliz por essa série de acontecimentos que me preveniu de ter assistido qualquer coisa desse filme antes. Aproveitei para ver os primeiros vídeos, e são muito inferiores a esse acima. Cheios de piadas sem graça, dramalhão (ao invés de apenas drama), personagens que aparecem sem fazer nada e uma ausência de trama.

Esse vídeo, entretanto, tem personagens interessantes, trama dramática (mas não melodramática), uma história compreensível e muito ambiente. Se você assistir apenas esse terceiro trailer antes de ver o filme, provavelmente vai se surpreender com a quantidade de piadas de humor físico que existem na coisa, conforme demonstrado em propagandas anteriores.

Não mencionei diretor ou roteiristas porque são todos desconhecidos, com extensa carreira em animações para cinema ou televisão.

E confesso que não entendo o público politicamente correto (ou guerreiros da justiça social, como é a moda) americano. Fazem um linchamento contra a Scarlett Johansson por aceitar o papel de uma personagem originalmente japonesa na adaptação de Ghost in the Shell, mas esse filme, com todos personagens obviamente japoneses, tem um elenco principal todo caucasiano e ninguém fala nada! Cadê as campanhas de boicote, os discursos ultrajados? Povo mais sem coerência!

Por outro lado, o desenho Avatar, também todo inspirado em culturas asiáticas, tinha dubladores brancos – quando fizeram a versão live-action, destroçaram o treco por usar atores não-asiáticos. Acho que o ponto em comum é a animação, se for animado tudo bem, se for filmado, feio-ruim-terrível. Mas se considerar a quantidade de efeitos de computador em qualquer filme de ação moderno, são mais animados que filmados… que mundo complexo e confuso esse.

Fonte: Bleeding Cool

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