Remake de clássico de vingança troca diretor pela 3ª vez

O remake de Desejo de Matar trocou novamente de diretor, agora estando nas mãos de Navot Papushado e Aharon Keshales. A dupla é responsável por dois filmes classificados como horror/policial: Kalevet e Big Bad Wolves, filmados em Israel. Bruce Willis continua listado como protagonista, e Joe Carnahan (A Perseguição), primeiro nome na lista de diretores, ainda está creditado como roteirista.

Já vi tantos e tantas vezes que não lembro mais do que acontece onde e quando
© Paramount Pictures

Desejo de Matar foi lançado em 1974, protagonizado por Charles Bronson. Na trama, um arquiteto pacifista é transformado em um violento assassino de criminosos após sua família ser vítima de uma gangue.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

Temos pelo menos dois grandes problemas nesse remake: primeiro foi a saída do Carnahan, cineasta promissor mas que tem uma ficha muito resumida ainda, apesar da boa experiência com violência; segundo foi escalar o Bruce Willis como protagonista. Gosto do trabalho dele em várias coisas, mas é óbvio que o sujeito domina um filme e faz o que bem entender quando o diretor não dá conta dele. E esses dois guris israelenses? Vão ser comidos vivos.

Já assisti Desejo de Matar e provavelmente todas suas continuações, na época em que TV aberta era a única opção de entretenimento eletrônico fora os videogames de 8 e 16 bits (sim crianças, perguntem a seus avós como era isso). Pelas sinopses no IMDb, entretanto, provavelmente assisti a versões extremamente censuradas, porque não lembro da maioria das cenas mais extremas – acho que cortavam bem no começo. Mas os momentos de vingança aleatória em si, cometidas pelo Bronson, acho que ficaram na íntegra.

Peculiar como isso ainda funciona, não? Nudez ainda é praticamente um crime, mas povo baleado tudo bem. Mas me ocorreu um pensamento agora… por um lado a violência é obviamente falsa, um truque, efeitos especiais; já a nudez sempre é genuína, talvez o momento mais honesto de qualquer filme (até que começa o sexo, completamente fajuto). Será que esse pensamento guia a censura de um filme? Você pode facilmente falar para teus filhos que a cabeça explodida de fulano é um boneco, mas as nádegas de fora da fulana são pra valer. Como toda censura, é um medo da verdade?

Profundo demais, vou ler alguma história em quadrinho para me recuperar.

Fonte: Slash Film

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