Monthly Archives: March 2016

Revista de Conan termina e a outra quase

Está disponível a partir desta semana King Conan: Wolves Beyond the Border #4 última parte desta minissérie. O idoso bárbaro está cruzando o território picto em busca de uma relíquia, que seria capaz de ajudar seu reino a combater uma invasão organizada deste povo selvagem. São 32 páginas por US$ 3,99, com roteiro de Timothy Truman, arte de Tomas Giorello e cores de Jose Villarrubia.

Essa barba continua me espantando – ele nunca teve um pelo facial sequer antes
© Dark Horse Comics

A outra publicação do cimério é Conan the Avenger #24, uma das últimas edições desta revista mensal. A história traz os momentos finais da adaptação do conto A Witch Shall be Born, de Robert E. Howard, sobre uma gêmea maligna que toma o lugar de sua irmã boazinha, a rainha local, e praticamente destrói a nação inteira. Roteiro de Fred Van Lente, com arte de Brian Ching e cores de Michael Atiyeh, com as mesmas 32 páginas mas o preço menor de US$ 3,50.

Hora dos magos mostrarem suas cartas
© Dark Horse Comics

Clique nas imagens acima para ler uma prévia de cada publicação.

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Puxando pela memória acho que encontrei um tema principal para Conan the Avenger: todas as histórias se passaram nas nações desérticas da Era Hiboriana. Provavelmente.

Espero que a Mythos lance pelo menos essa série por aqui, que pelas prévias parece ótima. Acho que o van Lente deu uma boa estudada no formato dos contos originais do Robert E. Howard, que tendem a enfatizar os personagens secundários e o cenário da história antes de apresentar o Conan e deixá-lo destroçar os planos dos vilões, roubar algum tesouro e conquistar o mulherio. Pelo menos estão lançando as minisséries, melhor que nada.

Por falar na editora, vejo que colocaram a venda uma edição encadernada da palhaçada Groo vs. Conan! Parece que minha próxima aquisição já está definida.

Fonte: Dark Horse

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Velho MMO coreano ganha injeção de ânimo

Ragnarok Online 2 vai passar a ser desenvolvido pela empresa Warpportal, subsidiária americana da coreana Gravity Interactive. O anúncio na página oficial do jogo inclui uma extensa lista de aspectos que serão modificados, incluindo mapas, missões, monstros, mecânicas, e itens que caem de monstros ou que estão à venda na loja oficial.

Quando jogava bRO tinha grandes expectativas para essa continuação...
© Warpportal

RO2 é um MMORPG gratuito com venda principalmente de itens cosméticos (que modificam o visual do personagem sem grandes melhorias na jogabilidade) e consumíveis (que concedem bônus temporários).

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Desde as primeiras imagens de Ragnarok 2, na década passada, já apostava que o treco não daria em nada. Como veterano do Ragnarok 1, sempre creditei seu sucesso mais no visual e simplicidade do que em qualquer outro aspecto do jogo (com a Guerra do Imperium em terceiro lugar, provavelmente). Era basicamente um clone dos antigos Final Fantasy mas utilizando combate em tempo real ao invés de turnos. Tudo fofinho para jovens e nostálgico para idosos, com mapas exclusivos para iniciantes ridiculamente amigáveis e explicativos.

Mas Ragnarok Online 2 jogou todo esse charme fora já em seus conceitos originais. Trocaram a perspectiva isométrica retrô por um tridimensional genérico, automaticamente “enfeando” os personagens e monstros; e a inclusão de raças e classes exclusivas a estas, algo típico de MMOs atuais (pelo que estou vendo no site oficial, acho que desistiram dessa ideia, pelo menos), aumentando a quantidade de decisões que um jogador precisa fazer antes de começar a jogar.

Observando vídeos e screenshots, RO2 parece idêntico a outros milhares de jogos do gênero, tentando sobreviver se pendurando no nome da franquia. Ao invés de revitalizarem esse defunto, podiam começar um título novo, com um engine mais semelhante ao original.

Vejo também que transformaram o velho mercador e suas evoluções em um sistema de crafting similar ao de outros MMOs. Bom, era um personagem tão esquisito que fica difícil defender sua continuidade… mas me rendeu algumas centenas de horas de entretenimento. Ou de grinding, pelo menos.

Fonte: MMORPG.com

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Voltron começa pela transformação em robô gigante

Após algumas semanas do anúncio de sua existência, Voltron: Legendary Defender ganhou seu primeiro teaser, divulgado pelo serviço de streaming de vídeos Netflix. A empresa vai distribuir todos os episódios do desenho animado em junho, para seus assinantes.


© DreamWorksTV

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Não imaginava que o treco estivesse tão avançado assim, escrevi sobre o anúncio há pouquíssimo tempo. A menos que esse teaser seja apenas um demo criado pela DreamWorks para exibir a potenciais compradores – esse vídeo pode ter sido justamente parte crucial do pacote que convenceu a Netflix a investir na ideia.

Como já havia mencionado no post anterior, tenho contato quase nulo com a franquia, e consequentemente nenhum apego sentimental a esse super sentai animado. Então minha opinião é tão objetiva quanto possível: a única coisa que gostei do vídeo foram os arranhões e demais marcas de desgaste nos robôs. Isso mostra que não se trata de uma mera história de origem, mas sim que o personagem tem um passado que será aproveitado de alguma maneira – além de deixar a coisa mais interessante também é prova que os criadores estão dedicando um pouco de esforço ao projeto.

Mas agora basta, próximo post será sobre um trailer de verdade, e caso não seja muito horrível, irei divulgar também o lançamento. E chega de Voltron!

Fonte: Bleeding Cool

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Anime sobre guerra contra dragão tem nova heroína

Rage of Bahamut: Virgin Soul ganhou seu primeiro trailer, apresentando uma nova protagonista para a franquia. O anime é uma continuação de The Rage of Bahamut Genesis, de 2014, sobre humanos e monstros em guerra, com a ameaça do dragão Bahamut pairando sobre todos.


© Cygames

Os animes são baseados em um jogo de cartas digital para as plataformas mobile Android e iOS, lançado em 2012.

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A premissa e as imagens oficiais são tão genéricas que o anime poderia passar por um remake de Record of Lodoss War ou um Slayers sem piadas. Mas o jeito como editaram o trailer ficou muito bom. As imagens do confronto com o Bahamut exibidas como um velho filme recuperado da Primeira ou Segunda Guerra Mundial ficaram espetaculares.

E o contraste com a alegria colorida e exagerada da nova série propriamente dita acabou funcionando – se tivessem mostrado apenas a menina pirulitando pela cidade não teria ligado a mínima. Não digo que vou assistir – as sinopses da primeira temporada na Wikipédia me deram calafrios de tão badernadas – mas que o trailer deu certo, isso deu.

Fonte: Anime News Network

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Batman de Lego ganha filme próprio

Os estúdios Warner Bros lançaram o primeiro trailer de The Lego Batman Movie, continuação do popular Uma Aventura Lego, mas desta vez focando em um personagem. Will Arnett retorna como o dublador do protagonista, com Rosario Dawson interpretando a Batgirl, Ralph Fiennes é o mordomo Alfred, Michael Cera o menino-prodígio Robin e Zach Galifianakis o vilão Coringa. Chris McKay (Frango Robô) dirige, com roteiro de Seth-Grahame Smith (Orgulho e Preconceito e Zumbis). Lançamento em fevereiro de 2017.


© Warner Bros

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Ou seja, é um derivado sem qualquer um dos diretores ou roteiristas do primeiro filme do Lego, responsáveis por todo o sucesso inesperado daquele filme – mas pelo menos conseguiram o mesmo dublador. Não é a toa que o trailer pareceu tão desesperado, a ponto de repetirem um dos melhores momentos do Batman no filme original, mas desta vez matando qualquer graça possível.

Tinha achado legalzinho, imaginando que haviam preservado o material bom de verdade para os próximos vídeos, e as melhores partes para quem for assistir. Mas depois de encontrar o nome do Seth-Grahame Smith no roteiro, um sujeito culpado por várias porcarias caras que só deram prejuízo, perdi as esperanças. Não entendo como continuam a empregar esse cidadão, tamanha a ficha corrida cinematográfica que ostenta. E ainda deram o filme do Flash pra ele!

Fonte: Slash Film

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Shane Black repete sua fórmula mais uma vez

Dois Caras Legais é a nova comédia policial escrita e dirigida por Shane Black (Beijos e Tiros), protagonizada por Ryan Gosling como um detetive particular e Russell Crowe como o seu guarda-costas. A trama se passa na Los Angeles dos anos 70 e traz o personagem principal investigando o aparente suicídio de uma atriz pornográfica e a conspiração envolvida com o crime. Lançamento em junho de 2016.


© Warner Bros

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Gostei do trailer. Além de render várias risadas, o cenário e figurino parecem ótimos, uma atração por si só.

Talvez esteja apenas editado desta forma, mas me lembrou muito o Beijos e Tiros mencionado acima, e mesmo Homem de Ferro 3, produções anteriores de Shane Black. Acho que o estilo dele consiste principalmente em não repetir cenários sempre que possível e incluir três vezes mais personagens que qualquer outro filme semelhante.

Vai ser interessante ver o Crowe novamente no papel de co-protagonista, após mais de uma década derrapando em papéis principais, e o Gosling completamente fora do seu papel típico, agora bancando um cínico acovardado.

Fonte: Deadline

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Manobras de combate ficam mais complexas em RPG

A Dreamscarred Press concluiu este mês o livro Path of War: Expanded, que traz novas regras e poderes para personagens que utilizam manobras de combate. A publicação é compatível com o sistema de RPG de mesa Pathfinder, publicado pela Paizo e distribuído no Brasil pela Editora Devir. PoW:E custa US$ 14,99 em versão digital.

Os novos icônicos ficaram ótimos, especialmente a mystic e o zealot
© Dreamscarred Press

São 180 páginas de material inédito, incluindo três classes: Harbinger, Zealot e Mystic; nove disciplinas marciais, todas com várias manobras de combate do nível 1 ao 9; arquétipos para classes básicas e psiônicas também utilizarem os novos poderes; dezenas de feats, que diversificam ainda mais um personagem; e 14 tradições marciais, grupos organizados que permitem a um personagem substituir disciplinas em troca de cumprir certas obrigações.

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Path of War é o tipo de livro de regras que todo grupo de Pathfinder deveria ter. Mesmo que nenhum jogador se interesse pela complexidade desses personagens, ou que o mestre tenha medo de permitir combatentes tão facilmente eficazes na mesa, há um aspecto magnífico desses livros a ser explorado: colocar manobras de combate nas mãos dos NPCs que os jogadores vão enfrentar.

Já fiz meu grupo (e por grupo quero dizer meus filhos) enfrentar um bocado de monstros esquisitos e alguns personagens bem elaborados, mas nunca vi eles tão espantados quanto na ocasião em que um chefe final usou um contra-ataque para desviar do ataque mais poderoso da minha filha e um golpe com dano quase dobrado + status negativo contra o meu filho.

O sistema de manobras é sensacional para dar diversidade a um combate, especialmente quando os vilões tem poucas opções ou quando seu grupo já está ficando acostumado com o ritmo das batalhas. E se você está preocupado em deixar os NPCs poderosos demais, é fácil balancear o ganho de manobras através do uso de feats – o produto foi bem testado antes da publicação.

Recomendo a aquisição desse livro e do anterior!

Fonte: Paizo Store

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Mitologia de Warcraft explorada e ilustrada a fundo

A parceria entre a Blizzard e a Dark Horse entregou seu primeiro resultado este mês, com o lançamento de World of Warcraft: Chronicle Volume I. Trata-se de um livro ilustrado de 184 páginas sobre a história e locais do mundo de Azeroth, onde se passa o popular MMORPG de mesmo nome e os jogos de estratégia Warcraft. A versão digital custa US$ 21,99 e a impressa US$ 39,99.

Tudo que você nunca imaginou que se pudesse saber sobre WoW
© Dark Horse Comics

A franquia vai ganhar ainda mais exposição em junho deste ano, com o lançamento do filme Warcraft, escrito e dirigido por Duncan Jones (Lunar).

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Estou de volta após uma semana e alguns dias de férias, novamente informando todos meus leitores aleatórios (sendo que a maioria chega aqui procurando alguma imagem, segundo o Google) sobre as novidades mais interessantes do mundo do entretenimento.

Lembrei-me de ter escrito sobre o anúncio desta parceria, mas a antiguidade do post me surpreendeu: 27 de janeiro do ano passado! O livro estava inclusive planejado para aquele mesmo ano, mas chegou agora, com cinco meses de atraso – e três antes do filme. Já que não saiu na data certa, por que não aguardar pelo longa e casar o marketing de ambos produtos? Parece uma ideia óbvia, mas os milionários departamentos de marketing da Blizzard e da Legendary Pictures provavelmente possuem pesquisas de mercado que justificam suas decisões.

Clicando na imagem acima você pode aproveitar 12 páginas de preview do que parece ser um livro bem cansativo, com descrição atrás de descrição de um complexo mundo imaginário. Acredito que seja destinado principalmente para fãs já estabelecidos dos jogos, mas se alguém quiser se arriscar, pelo menos pode aproveitar as belas (e algumas vezes exageradamente dramáticas) ilustrações.

Fonte: Dark Horse Comics

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Filme em 1º pessoa tenta não ser cansativo demais

Hardcore Henry é uma ficção científica filmada inteiramente em primeira pessoa, com lançamento previsto para abril deste ano, nos EUA. Tim Roth e Sharlto Copley integram o elenco de personagens que interagem com o protagonista sem rosto. O roteiro e a direção são de Ilya Naishuller, que havia dirigido um videoclipe com proposta semelhante para uma banda russa, Biting Elbows, em 2013. Confira o segundo trailer oficial:


© STX Entertainment

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Provavelmente não assistirei Hardcore Henry nos cinemas devido a enxaqueca e demais sintomas causados por filmes visualmente muito estimulantes – mas gostaria de assisti-lo em casa. Imagino que o formato não permite muito espaço para coisas como roteiro, personagens ou explicações, mas algumas cenas de ação nesse estilo incomum devem valer pela experiência toda.

Dependendo do resultado monetário do longa, ele pode acabar influenciando o mercado cinematográfico de adaptações de jogos de tiro em primeira pessoa – várias iniciativas vem sendo anunciadas em anos recentes, sem resultados práticos.

E imagino que alguém deve estar trabalhando em uma adaptação para videogame de Hardcore Henry. Que moleza, não?

Fonte: io9

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Exorcista (TV) encontra sua Ellen Burstyn

Geena Davis é o primeiro nome conhecido no elenco de The Exorcist, seriado de televisão baseado no filme e livro dos anos 70. Ela interpreta Angela Rance, religiosa mãe de duas meninas que começa a suspeitar que uma delas é vítima de possessão. O episódio piloto deve ser lançado ainda este ano.

Aposto que tu ouviu a música tema ao ver essa imagem! Seu velho!
©  Warner Bros

Rupert Wyatt (Planeta dos Macacos: A Origem) dirige este primeiro episódio, com roteiro de Jeremy Slate, responsável pelo roteiro do Quarteto Fantástico mais recente, e pela adaptação americana do manga Death Note, ainda em pré-produção.

No filme original, Ellen Burstyn interpreta Chris MacNeil, mãe da possuída Regan MacNeil, personagem de Linda Blair. O longa foi dirigido por William Friedkin, com roteiro do próprio William Peter Blatty, escritor do livro O Exorcista.

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Planejei mal essas postagens – dois dias seguidos falando de potencialmente catastróficos remakes dos anos 70. Enquanto ontem achei problemas no elenco e diretor, e elogiei o roteirista, hoje é o contrário: diretor competente e atriz razoável encabeçando o elenco, mas um escritor com currículo horrendo.

E não entendi as alterações nos nomes e na estrutura familiar – fica quase óbvio demais que vão incluir uma reviravolta quanto a qual das crianças está possuída. Por qual outro motivo inventariam uma segunda delas? No original Chris e Regan estão sozinhas, dando uma sensação maior ainda de desamparo e desespero a toda a situação delas. Mas se você começa a inchar a família, esse aspecto da trama vai por água abaixo, abrindo espaço para outros tipos de conflito – no caso, a criança que fica em segundo plano devido à doença do irmão. Não me impressionou, mas se você vai esticar o Exorcista em várias horas, vai precisar mesmo encher linguiça.

O original é um estupendo horror psicológico, provavelmente o melhor do gênero. Se apostarem mais nesse aspecto do que em efeitos especiais diabólicos, o seriado de televisão pode se tornar um excelente produto. Mas como está nas mãos da Fox, é melhor ter expectativas mínimas a não existentes.

Último horror psicológico que assisti foi o Babadook. Por alguns instantes o treco foi extremamente incômodo, quando a possibilidade do “monstro” existir somente na cabeça da mãe foi trabalhada, ou seja, o filme estaria apenas mostrando uma pessoa ficando louca. Mas daí estragaram isso completamente. Assista você mesmo e confira.

Fonte: Coming Soon

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