Sucesso surpresa de Keanu Reeves ganha continuação

John Wick: Chapter 2 vai ser lançado em fevereiro do ano que vem, dando sequência à vida do ex-assassino de aluguel interpretado por Keanu Reeves em De Volta ao Jogo.  O diretor Chad Stahelski e o roteirista Derek Kolstad retornam às funções, bem como os atores John Leguizamo e Lance Reddick, alguns dos sobreviventes do filme anterior, e Bridget Moynahan, vista em flashbacks como a falecida esposa de John Wick.

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© Summit Entertainment

Estão no elenco novo Peter Stormare, Laurence Fishburne e o rapper Common.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

De Volta ao Jogo (disponível no Netflix) tinha alguns trailers violentos, e foi percebido como mais um ridículo filme de ação na decadente carreira de Keanu Reeves. E não deixa de ser exatamente isso, mas também é absurdamente divertido e satisfatório.

O tema do filme é ridículo: um ex-assassino parte em busca de vingança após matarem seu cachorro; a violência é ridícula: Wick apanha tanto, sangra para todo lado, e continua tão funcional que é praticamente como se ele fosse um exterminador do futuro, de tão resistente; o elenco é ridículo: Willem Dafoe, Michael Nyqvist, Adrianne Palicki e Ian McShane, só para citar o pessoal que não vai voltar na continuação (bom, o McShane vai), sem falar em quem vai se juntar à franquia.

As cenas de ação são tão boas que é injusto vê-las perdidas nesse filme de pouca repercussão; mereciam uma divulgação muito maior. E elas são boas assim graças ao diretor, Stahelski. O sujeito tem 71 créditos como dublê, a maioria antes de virar coordenador destes; e a transição acontece quando ele começa a trabalhar de diretor de segunda unidade ou diretor assistente em filmes de ação. John Wick é simplesmente seu primeiro filme como diretor principal, e que estreia magnífica!

Mas acho bom derrubar um pouco as expectativas do leitor antes que corra para o Netflix. De Volta ao Jogo é um ótimo filme de ação, mas é quase uma paródia de filmes de ação sérios. Exageram todos os aspectos mais interessantes do gênero, jogando o realismo pela janela, e fazem isso mantendo um complicado equilíbrio entre bobagem completa e homenagem. Acho impossível não ser entretido por essa produção, a menos que você realmente deteste violência ou tenha dó de bonecos simulando cachorros mortos. E com o único relacionamento amoroso do filme isolado em flashbacks, somos poupados de constrangedoras cenas românticas – as memórias delas duram poucos segundos e são de bom gosto, quase convincentes.

Fonte: Bleeding Cool

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