Críticas à sociedade em filme sci-fi cabeça

High-Rise é um filme de ficção científica sobre um futuro distópico, centralizado nos habitantes de um gigantesco prédio. Tom Hiddleston (Os Vingadores) é o protagonista, o morador mais recém chegado ao edifício, sofrendo para se adaptar à luta de classes e problemas estruturais do local. Também estão no elenco Jeremy Irons, Sienna Miller e Luke Evans. A direção é de Bem Wheatley (Turistas), com roteiro Amy Jump, colaboradora sua desde 2011. Lançamento previsto para este ano.


© Magnólia Pictures

O longa é baseado no livro de mesmo nome escrito por J. G. Ballard em 1975, sobre um prédio que é tão autossuficiente (possui uma escola e seu próprio supermercado) que seus habitantes começam a se isolar do resto do mundo. Os temas são consumismo, disparidade financeira e social, e os efeitos do avanço tecnológico na psicologia humana. Inédito no Brasil, ou fora de catálogo.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

E não cometa o mesmo erro que fiz, ao desdenhar do diretor pela participação em Turistas – se trata de um thriller britânico, e não o aborrecido “torture porn” protagonizado pelo Josh Duhamel e Melissa George seis anos antes. As notas de ambos no IMDB são parecidas, mas não assisti a esse mais recente, e duvido que muitas pessoas tenham.

Trailer bacana, especialmente o visual do prédio e suas comodidades. Os personagens estão caricatos, até mesmo na aparência (pensando mais no Jeremy Irons do que na peruca do Luke Evans), mas acho que, hoje em dia, para fazer crítica social, só sendo muito didático e escancarado mesmo – caso contrário é capaz do público levar o treco a sério.

Sei que a ficção científica (e o filme de super-herói como desmembramento disso) continua ganhando espaço nos cinemas, e com pressão cada vez maior para ser contemplada em premiações, como o Oscar e outras coisas assim. Mas acho que são produções como essa, que meramente utilizam a ficção científica como meio para transmitir uma mensagem (por óbvia e redundante que seja) são as que tem mais chance de ganhar e ajudar a propagar o gênero. Quando um filme é meramente criativo, deslumbrante e divertido, como a ficção científica e a fantasia tendem a ser, sem pregações subentendidas, nunca são levados em consideração como obras de arte.

Por falar nisso, assisti No Limite do Amanhã, com o Tom Cruise preso em um loop temporal, durante esse feriado. Genial e divertido, com pouquíssimo pontos baixos. Não foi indicado a nada de renome.

Fonte: Bleeding Cool

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