Seriado de Philip K. Dick faz sucesso na internet

O seriado televisivo The Man in the High Castle terá uma segunda temporada e é o produto mais assistido do catálogo, informa a livraria digital Amazon. A empresa, que há alguns anos começou a investir em conteúdo audiovisual próprio, não divulgou dados de audiência, mas afirma que o produto já superou sua outra série então recordista de público, o drama policial Bosch.


© Amazon

O programa é uma adaptação do livro O Homem do Castelo Alto, de Philip K. Dick, sobre uma realidade alternativa onde a Alemanha ganhou a Segunda Guerra Mundial e divide o resto do planeta com seus comparsas. Frank Spotnitz (Arquivos X, Millennium) é o criador, com Alexa Davalos (A Batalha de Riddick) e Rupert Evans (Hellboy) protagonizando. Disponível para clientes do serviço Amazon Prime, em países seletos.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

Isso deve doer, o Chris Carter não consegue emplacar suas maluquices, mas um ex-funcionário seu está dominando o pequenino mercado de streaming da Amazon. É divertido ver produtos exclusivos para internet se destacando entre críticos, mas imagino que os números de audiência devem ser negligentes – caso contrário não hesitariam em divulgar.

Teoricamente uma série exclusiva serviria dois propósitos: atrair novos clientes e manter os atuais. Conseguem medir ambas as situações com facilidade, já que é necessário ter uma conta (com mensalidade em dia) para assistir, e desse jeito obtêm dados inéditos em relação à TV: com que rapidez assistiram todos episódios, em que horários, quantas pessoas desistiram a partir de certo ponto, etc. Se vão conseguir aproveitar essas estatísticas, ou sequer se querem fazê-lo, é outra história.

Eu imagino que os programas pouco influenciam em ambas as situações, e no momento não passam de uma aposta. Não devem atrair muitos clientes novos por conta própria, e quem garante que ajudam a manter uma assinatura? Para ter certeza dessa relação precisariam perguntar especificamente para cada cliente.

Mas a longo prazo talvez valham a pena, já que não precisariam ficar renovando licenças de exibição, sendo os donos do programa. E ainda podem vendê-los eventualmente em DVD/Blu-ray, ou mesmo licenciar para outras mídias, após alguns anos quando a exclusividade sobre uma velharia não for tão vantajosa assim.

Fonte: Deadline

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