Monthly Archives: December 2015

Rei Conan reencontra os pictos

A Dark Horse Comics lança esta semana King Conan: Wolves Beyond the Border #1, minissérie sobre o bárbaro já idoso e monarca da Aquilônia. Desta vez ele está lidando com um artefato mágico e uma possível invasão dos pictos, vizinhos selvagens de seu reino e alguns dos maiores antagonistas ao longo de sua vida.

Bárbaro barbudo. Barbarudo?
© Dark Horse Comics

São 32 páginas por US# 3,99, em formato digital ou impresso. O roteiro é de Timothy Truman, com arte de Tomas Giorello e cores de José Villarrubia. A equipe já havia trabalhado antes em outras minisséries do personagem nesta mesma faixa etária, adaptando o livro The Hour of the Dragon, escrito pelo próprio Robert E. Howard, criador de Conan.

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A única coisa que me incomoda nessa versão do cimério é a barba gigantesca do personagem. Acho que ele nunca teve um pescoço tão peludo em toda sua carreira – a impressão é que os bárbaros raramente possuíam pelos faciais, caso contrário Conan já teria cultivado uma barba muito antes de sua velhice. Com esse visual ele parece mais um vanir ou aesir, os vizinhos nórdicos da Ciméria…

Excelente ideia trazer os pictos de volta, inclusive com a presença de uma xamã – já o artefato e a conspiração com representantes de outros povos ficaram muito estranhos. Não é o tipo de situação que você normalmente associaria com esses personagens, o que imediatamente dá a impressão que vão usá-los como bucha de canhão para algum feiticeiro, possivelmente antigo vilão de Conan.

Fonte: Dark Horse Comics

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Seriado de Philip K. Dick faz sucesso na internet

O seriado televisivo The Man in the High Castle terá uma segunda temporada e é o produto mais assistido do catálogo, informa a livraria digital Amazon. A empresa, que há alguns anos começou a investir em conteúdo audiovisual próprio, não divulgou dados de audiência, mas afirma que o produto já superou sua outra série então recordista de público, o drama policial Bosch.


© Amazon

O programa é uma adaptação do livro O Homem do Castelo Alto, de Philip K. Dick, sobre uma realidade alternativa onde a Alemanha ganhou a Segunda Guerra Mundial e divide o resto do planeta com seus comparsas. Frank Spotnitz (Arquivos X, Millennium) é o criador, com Alexa Davalos (A Batalha de Riddick) e Rupert Evans (Hellboy) protagonizando. Disponível para clientes do serviço Amazon Prime, em países seletos.

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Isso deve doer, o Chris Carter não consegue emplacar suas maluquices, mas um ex-funcionário seu está dominando o pequenino mercado de streaming da Amazon. É divertido ver produtos exclusivos para internet se destacando entre críticos, mas imagino que os números de audiência devem ser negligentes – caso contrário não hesitariam em divulgar.

Teoricamente uma série exclusiva serviria dois propósitos: atrair novos clientes e manter os atuais. Conseguem medir ambas as situações com facilidade, já que é necessário ter uma conta (com mensalidade em dia) para assistir, e desse jeito obtêm dados inéditos em relação à TV: com que rapidez assistiram todos episódios, em que horários, quantas pessoas desistiram a partir de certo ponto, etc. Se vão conseguir aproveitar essas estatísticas, ou sequer se querem fazê-lo, é outra história.

Eu imagino que os programas pouco influenciam em ambas as situações, e no momento não passam de uma aposta. Não devem atrair muitos clientes novos por conta própria, e quem garante que ajudam a manter uma assinatura? Para ter certeza dessa relação precisariam perguntar especificamente para cada cliente.

Mas a longo prazo talvez valham a pena, já que não precisariam ficar renovando licenças de exibição, sendo os donos do programa. E ainda podem vendê-los eventualmente em DVD/Blu-ray, ou mesmo licenciar para outras mídias, após alguns anos quando a exclusividade sobre uma velharia não for tão vantajosa assim.

Fonte: Deadline

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Riddick 4 será um prelúdio

Vin Diesel e David Twohy anunciaram que vão trabalhar em um novo filme da franquia Riddick em 2017. O título do longa será Furya, e irá contar a origem do personagem, em seu planeta natal que dá o título à produção. O ator também irá produzir a série de televisão Merc City, que se passará no mesmo universo, mas centrado nos caçadores de recompensa que antagonizam Riddick em todos filmes.

Está olhando o que?
© Universal Pictures

Richard B. Riddick é um criminoso fugitivo, já tendo enfrentado monstros alienígenas em duas ocasiões e se tornado comandante de um exército religioso em outra. Suas aventuras também já se estenderam a dois jogos eletrônicos e um média metragem animado.

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Apesar da quase ausência de repercussão, parece que o Riddick 3 conseguiu ser lucrativo o suficiente para manter a franquia viva. Isso ou então o Diesel vai bancar boa parte da iniciativa com o dinheiro que faz roubando carros nos filmes Velozes e Furiosos, o que parece já ter feito neste último.

Tenho até medo de ver flashbacks do jovem Riddick, já careca, com uma faca um pouco menor, aprontando em Furya. O primeiro filme foi divertido, e tinha potencial para criar um universo de hard sci-fi espacial ausente dos cinemas então. O segundo despencou ladeira abaixo com a inclusão de elementos de fantasia totalmente desnecessários, e o terceiro pouco fez para redimir a série.

Vou continuar assistindo quando aparecer em DVD ou streaming, como fiz com o mais recente, mas sem o entusiasmo que sentia antes de assistir o segundo filme. Mais ou menos o tratamento que dei a Highlander, assistindo tudo que saia mais por lealdade ao original e seu universo do que por estar realmente apreciando a experiência. Acho que, felizmente, essa outra franquia esticou as canelas em definitivo.

Mas pelo menos dá para aproveitar algumas cenas de ação e tal.

Fonte: Coming Soon

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Filme policial traz idoso caçador de nazistas

Christopher Plummer (Os 12 Macacos) é o protagonista de Remember, drama policial sobre um idoso caçando o nazista responsável pela morte de sua família durante a Segunda Guerra Mundial. Martin Landau (Ed Wood) é o colega de asilo que o coloca na trilha do criminoso, possivelmente interpretado por Bruno Ganz (A Queda! As Últimas Horas de Hitler). Lançamento em fevereiro de 2016.


© A24

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Estava precisando de um drama sério e violento para contrapor o monte de jogos eletrônicos (também violentos, mas nada sérios) que ocuparam boa parte da semana nesse blog. O trailer é meio confuso, mas combinando as informações dele com os detalhes no IMDb, parece que Plummer, além de estar procurando seu nazista ao longo de todo os EUA, não tem certeza quanto a sua identidade e ainda é atrapalhado por uma memória falha.

Não sei se a trama vai se segurar, mas a interpretação desses veteranos com certeza é alguma coisa a ser contemplada. Landau está absolutamente maquiavélico como o velhinho na cadeira de rodas capaz de convencer seu amigo a partir em uma missão de vingança, enquanto Plummer demonstra todo o transtorno de um pacato senhor decaindo em um criminoso.

O período de lançamento não é dos melhores, mas prevejo reconhecimento para ambos no futuro, na forma de alguns prêmios de críticos.

Quem não gosta de uma boa trama de caça a nazistas?

Fonte: Slash Film

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Final Fantasy VI chega (oficialmente) ao PC

A adaptação para PC do clássico Final Fantasy VI está à venda no Steam. O título foi lançado esta semana, e traz gráficos novos, mas ainda fiéis à versão original, de 1994, além de outros aspectos típicos dos jogos dessa loja, como conquistas e cartões. Segundo a divulgação, o sistema de combate também foi modificado. Neste momento, o preço é de R$ 33,74.


© Square Enix

A trama começa com a meio-humana, meio-esper Terra Branford, controlada pelo Império e pilotando uma armadura eletrônica/mágica. Ela se liberta do controle, e, desmemoriada, começa a coletar aliados que lutam contra os vilões do jogo, com resultados mistos.

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O melhor Final Fantasy em existência, na minha humilde opinião. Claro que só joguei metade deles, mas provavelmente continuo correto. Vários dos personagens mais memoráveis da franquia, momentos inesquecíveis, um controle imenso sobre o desenvolvimento dos poderes, e tramas excelentes.

Com o jogo disponível para PC, fico em dúvida quanto à legalidade da adaptação da versão de Super Nintendo no formato de ROMs e emuladores. Mas se quiser vivenciar o treco original e na íntegra, continua sendo o único caminho.

Terminada a babação, serei objetivo. É um jogo com mais de 20 anos de idade, cheio de maneirismos típicos da época. Se jogou ou teve contato com ele então, provavelmente vai conseguir aproveitar muito essa versão, nem que movido apenas pela nostalgia. No mínimo já sabe o que esperar.

Se nunca ouviu falar antes, a coisa é um pouco mais complicada. Tem valor histórico, é um ótimo jogo, mas é velho pra burro, e meio caro. Honestamente, recomendo colocar ele na lista de desejos e adquirir em uma promoção futura. Não vai se arrepender, mas também não há pressa.

Fonte: MMORPG.com (Huh? Estão diversificando?)

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Diablo tem novos monstros em ilha tropical

A Blizzard anunciou um novo cenário para Diablo III, a ilha de Greyhollow. Com mapas e monstros inéditos, o ambiente estará disponível no “adventure mode”, onde jogadores podem ignorar a trama principal do jogo e simplesmente ganhar níveis e coletar tesouro. Apesar do objetivo prático, segundo a empresa, o local também possui uma trama própria que pode ser descoberta se explorada.


© Blizzard

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Ah, Diablo 3. Que saudades. Estava lá durante o lançamento, quando passamos dias sem conseguir jogar uma partida decente devido à instabilidade dos servidores, usei a casa de leilões (de dinheiro fajuto, nada de dinheiro real) antes de ser dinamitada, e testei metade dos personagens, tendo ido adiante somente com o monge.

Me diverti horrores e acabei deixando-o de lado para jogar The Secret World. Ainda não comprei a expansão, aguardando uma redução de preço, que chegou algumas vezes, mas ainda não aproveitada.

Acho que vou atualizar durante a próxima oferta. Por outro lado, comprei vários joguinhos em promoção no Gog, e ainda tem o saldão do Steam a caminho. Ou seja, muita coisa pra justificar os gastos. Mas se considerar o quanto vou me divertir, talvez Diablo 3 pese mais. Como é bom ter dilemas tão imbecis quanto esses para me preocupar.

Fonte: Battle.net

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Macross: quanto mais idols melhor

Macross Delta, a nova série animada da franquia de robôs gigantes vai começar a ser exibida no dia 31 de dezembro, no Japão. O site oficial já revelou um vídeo com vários trechos e o perfil do grupo de ídolos que protagoniza o anime. As personagens formam a equipe Walküre, uma “unidade tática de áudio”.


© MBS

Macross, lançada originalmente em 1982, traz jatos que se transformam em robôs gigantes e cantoras capazes de afetar os inimigos alienígenas com suas vozes. Conta com alguns filmes, séries de televisão e animações originais para vídeo.

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Ia comentar que finalmente militarizaram a música em Macross, mas lembrei-me que Macross 7 aparentemente possui uma banda de pilotos, ou algo assim. Mas fica óbvia a influência de séries atuais de mulheres combatentes, como Strike Witches, nesta nova versão. Se você gostava da/não se incomodava com a cantoria, provavelmente vai apreciar Delta, caso não suporte esse aspecto da franquia, melhor ir assistir Gundam.

Estou seriamente considerando colocar Macross na minha lista de objetivos, ou seja, assistir a tudo que já foi feito na franquia. Fiz isso com Patlabor (toda a série de TV, os OVAs e os filmes) e Ghost in the Shell (as três séries e três filmes, faltando apenas o longa mais recente). Incrível o quanto os programas de TV são melhores que suas versões cinematográficas. Enquanto os filmes possuem um visual muito mais marcante e memorável, as tramas são terríveis, em ambos os casos.

Precisaria reassistir a primeira série de Macross (só 36 episódios? Achei que seriam centenas), o 7 que nunca vi um segundo sequer, todos os OVAs e filmes no meio do caminho (em pequena quantidade), mas Frontier vi tudo e só precisaria dos filmes e derivados também. A dúvida é: ordem de lançamento ou ordem cronológica interna?

Fonte: Anime News Network

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Tom Sawyer e Huck Finn: ladrões modernos

Band of Robbers é uma livre adaptação de As Aventuras de Tom Sawyer e As Aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain, para o período moderno e em um contexto criminoso. O filme vai ser lançado em janeiro, nos EUA, e conta em seu elenco com Stephen Lang (Avatar), Melissa Benoist (Supergirl) e Matthew Gray Grubler (Criminal Minds).


© Gravitas Ventures

O longa foi escrito e dirigido por Adam Nee e Aaron Nee, sendo que Adam também é um dos protagonistas.

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Fazia tempo que não divulgava alguma iniciativa independente por aqui. A falta de um trailer decente ou alguém reconhecível no elenco acaba me deixando sem material para repercutir – felizmente nesse caso temos alguns bons nomes de segundo escalão e um vídeo razoável. É o típico humor indie, com todo mundo imbecil e constrangedor, sem qualquer senso comum. Provavelmente é como enxergam o resto do mundo além de si mesmos, mas rende algumas boas piadas.

No mínimo isso serviu para abrir meus olhos quanto ao fato que nunca li nada do Mark Twain, apesar de sua relevância para a literatura americana e o fato de estar em domínio público há décadas. Vou procurar alguma versão gratuita em áudio, às vezes dou sorte e encontro um narrador profissional ou semi.

Fonte: Deadline

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Um Tarzan de 180 milhões de dólares

A Lenda de Tarzan é a adaptação mais recente do personagem criado por Edgar Rice Burroughs há mais de um século. O rei da selva desta vez é interpretado por Alexander Skarsgard (True Blood), em uma versão já civilizada mas que precisa retornar para a selva. Margot Robbie interpreta a esposa dele, Jane, e aparente refém dos vilões comandados por Christoph Waltz. Lançamento em julho do ano que vem.


© Warner Bros

David Yates (Harry Potter) dirige, com roteiro de quatro escritores, cujos currículos incluem Piratas do Caribe, o remake de Footlose, Happy Feet: O Pingüim e o reboot Operação Sombra – Jack Ryan. Também estão no elenco Djimon Hounsou, John Hurt e Samuel L. Jackson.

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Quando vi as primeiras fotos do descamisado protagonista, duas coisas me espantaram: calças e calvície. Mas depois do trailer tudo ficou claro, não é uma história de origem, que essas já existem às centenas (literalmente), mas sim uma quase paródia de ação sobre um Tarzan já maduro e estabelecido na sociedade.

Parece uma festa de péssimos efeitos especiais e piadas internas, mas quem sabe o filme em si não é tão horrível? Bom, melhor baixar as expectativas.

Li o livro original do Burroughs, Tarzan of the Apes e recomendo-o para todo mundo. Além de ser um romance de ação, o autor também tem excelentes momentos de criatividade quanto ao analfabetismo do protagonista e seus dilemas morais. Muito divertido, e provavelmente impossível de adaptar fora de uma animação. Além da quantidade de violência, os feitos sobre-humanos do Tarzan dariam um trabalho danado para simular com atores reais.

Fonte: io9

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Gigantes e crianças dirigidos por Spielberg

O próximo filme de Steven Spielberg se chama The BFG, e é uma adaptação de um livro de Roald Dahl, escritor infantil consagrado nos EUA. A protagonista é uma menina órfã que faz amizade com um gigante bonzinho (Big Friendly Giant, ou Grande Gigante Amigável) do título, e juntos vão preparar a Inglaterra para uma invasão de outros gigantes, do tipo não-amigável. Confira o primeiro teaser:


© Walt Disney Pictures

Estão no elenco Rebecca Hall, Bill Hader e Jemaine Clement. O BFG é interpretado por Mark Rylance, que trabalhou com Spielberg no recente Ponte dos Espiões. Lançamento previsto para 30 de junho de 2016.

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Como estão papagaiando em todo site e blog de entretenimento, o teaser acima serve basicamente para mostrar o ambiente do longa. Infantil, mas sombrio e cheio de fascinação. Blábláblá.

Os efeitos do gigante estão terríveis, mas ainda há longos seis meses de pós-produção para melhorar isso. Mas, por algum motivo que não consigo determinar com exatidão, gostei muito dele caminhando entre os prédios. O tamanho dele, o movimento contido, sei lá – isso sim me fascinou.

Fonte: Slash Film

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