Conan enfrenta uma velha conhecida

Na nova edição mensal de Conan The Avenger o bárbaro continua sua aventura pelo deserto, desta vez liderando a resistência em um forte sitiado por um exército feminino. De acordo com a divulgação, se tratam das forças de Janissa the Widowmaker (Fazedora de Viúvas, em tradução literal), “uma das guerreiras mais mortíferas que Conan já encontrou”. São 32 páginas por US$ 3,50, com roteiro de Fred Van Lente, arte de Brian Ching e cores de Michael Atiyeh.

Janissa em versão vilanesca
© Dark Horse Comics

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

A noção de um exército feminino é bem menos incomum do que você pode pensar, mesmo desconsiderando forças mitológicas, como valquírias e amazonas. Já li relatos (escassos, é fato) sobre mulheres guerreando na Ásia e Europa da antiguidade, e um pouco mais recente temos a Boudica, liderando bárbaros contra Roma, mulheres treinadas no uso da naginata no Japão (as onna-bugeisha), a participação feminina no exército soviético ou o atual recrutamento obrigatório de mulheres nas forças de defesa em Israel, para listar exemplos que me ocorrem espontaneamente.

Então não é problema algum colocar uma mulher como oponente de Conan, apesar de ele geralmente preferir se aliar às combatentes que encontra (Valeria, Sonja, Bêlit, etc). Só achei meio exagerado o “one of the deadliest warriors Conan has ever met”, que traduzi no primeiro parágrafo. Parece que para ser reconhecida como guerreira na Era Hiboriana, a mulher precisa estar entre as top 10 usuárias de espada, enquanto qualquer bêbado armado é automaticamente um guerreiro. Tentando resumir o que já está ficando desnecessariamente complexo, não dava para incluir uma guerreira que fosse apenas boa no que faz, precisa colocá-las sempre no mesmo patamar que o Conan?

Não estou chamando a HQ de machista, estou reclamando mesmo é do treco ser meio preguiçoso na hora de criar personagens femininas. Ou está no topo do ranking de lutadores do mundo, ou é um interesse romântico. Cadê o meio-termo? Em defesa da mediocridade!

Em tempo, ia escrever que nunca tinha ouvido falar da Janissa, mas na verdade tenho uma das únicas revistas em que ela aparece previamente – quando disputa uma planta mágica com Conan em uma torre cheia de monstros. Uma boa edição, até.

Fonte: Dark Horse Comics

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