Jogo cyberpunk tem bônus de pré-venda

A Square Enix anunciou que seu novo jogo Deus Ex: Mankind Divided será lançado em 23 de fevereiro do ano que vem, para PC, PlayStation 4 e Xbox One. A novidade veio acompanhada de uma campanha para incentivar encomendas prematuras do título, com benefícios atrelados à quantidade de pedidos.


© Square Enix

A empresa criou cinco níveis (tiers, no original) que são liberados a medida que mais jogadores forem encomendando o jogo. No primeiro, você pode escolher um visual novo para o protagonista, entre três disponíveis e também ganha equipamentos; no segundo nível, a opção é entre um livro digital com arte do jogo ou seis faixas da trilha sonora; no terceiro uma nova missão será incluída no título; no quarto, novamente será possível optar, mas entre uma história em quadrinhos digital ou um conto com detalhes exclusivos sobre alguns personagens; e o quinto e último nível, caso atingido, entregará o jogo nas mãos de seus fãs quatro dias mais cedo, em 19 de fevereiro.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

Ainda não vi ninguém elogiando a bizarra campanha de “pre-order” da Square, mas vou evitar fazer críticas antes de ouvir mais explicações.

Para a empresa, a quantidade de encomendas serve como medidor do interesse da comunidade, um modo de planejar seu ano fiscal de acordo com o que já estão lucrando com o jogo e com o que potencialmente vão conseguir após seu lançamento; para o jogador, encomendar com meses de antecedência significava que o CD ou DVD chegaria na sua casa cedo, não seria necessário ir até uma loja, enfim, apenas uma comodidade – que simplesmente deixou de existir com a presença massiva de vendas digitais, ou seja, ninguém mais sai de casa para comprar um jogo e encomendá-lo não serve para nada (exagero meu, algumas empresas permitem que você faça o download do jogo alguns dias antes, mas ativam-no somente na data oficial, poupando algumas horas de espera).

Então faz todo sentido que uma empresa invente campanhas mirabolantes para não perder esse mecanismo de planejamento, frente a um público que não tem mais a motivação antiga para encomendar com antecedência. Já vi títulos oferecendo personagens exclusivos, itens, conteúdo, e, acho que pela primeira vez, combinaram isso tudo e transformaram o próprio processo de espera em um jogo.

Deus Ex, minha franquia predileta que jamais joguei. Se tivesse qualquer interesse em first person shooters, encomendaria o jogo, sem dúvida. Adoro o visual do Adam Jensen, e cheguei a contemplar adquirir uma versão real de sua capa de chuva. Foram agradáveis segundos, até que meus olhos esbarraram no preço e a realidade voltou ao normal.

Fonte: Videogamer

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