Pathfinder revitaliza suas classes marciais

Um novo artigo sobre Pathfinder Unchained foi publicado pela editora Paizo, com mais detalhes sobre as regras alternativas para seu RPG de mesa. Desta vez os criadores do jogo sugerem modificar skills (habilidades treinadas) e feats (talentos fora do normal).


© Paizo

As novidades para skills são três: backgrounds skills, que seriam utilizadas pelos personagens quando não estão se aventurando, e para as quais são separados 2 pontos extras; consolidated skills, que combina todas as habilidades existentes em apenas 12; grouped skills, permitindo que os personagens tenham uma competência mediana em algumas skills, ao invés do extremo “pontuação máxima ou nenhuma pontuação”.


© Paizo

Já os feats foram modificados de duas maneiras: variant multiclassing, onde o jogador opta por abrir mão de metade dos feats que ganharia ao longo de 20 níveis para receber alguns poderes de uma classe secundária, ao invés de pegar um nível na própria classe, como é exemplificado no texto: um guerreiro aprendendo somente a performance do bardo, ao invés de dividir seus níveis entre as duas classes.

E a outra opção é o Stamina System, que dá novos efeitos para todas as façanhas de combate já publicadas pela Paizo. Esses poderes, chamados combat tricks, são gastos mas se regeneram quando o personagem está fora de uma batalha, semelhante aos antigos maneuvers do Tome of Battle de Dungeons & Dragons, atualizados para Pathfinder de modo não-oficial pela Dreamscarred Press no livro Path of War.

Pathfinder Unchained será lançado no dia 29 de abril, por US$ 9,99 em versão digital.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

Meu comentário não vai fazer sentido se você não joga RPG, então não esquente! Melhor ainda, comece a jogar, vale a pena.

O Tome of Battle foi massacrado pelos jogadores por ser desbalanceado, ao criar classes marciais com opções semelhantes aos usuários de magia, e o Path of War enfrenta algumas críticas semelhantes, apesar de ser considerado uma versão melhorada do sistema original. Ver parte dele ser finalmente transportado para Pathfinder, oficialmente, vai deixar alguns jogadores doidos, e outros se sentindo vingados.

Mas acho bom contextualizar: em RPGs como D&D e Pathfinder, magos e clérigos de nível alto são considerados classes absurdas, tamanho o acesso a poderes que possuem. Enquanto isso guerreiros tendem a ficar cada vez mais obsoletos, melhorando seu dano e defesa, mas nem se comparando às maluquices que um mago pode invocar e derrubar na cabeça de exércitos inteiros. ToB e PoW criam classes com maneuvers, que são golpes especiais, o tipo de coisa que você vê em qualquer anime de luta, e com um poder de fogo que aproxima as duas categorias de personagem.

Só que o Tome of Battle aparentemente possuía maneuvers que podiam ser explorados pelos jogadores para causar danos absurdos e outras vantagens não planejadas. O Path of War parece ter eliminado esses exploits, e atualmente é criticado basicamente por ter classes que são mais poderosas que o guerreiro típico – mas os próprios críticos reconhecem que várias classes oficiais de Pathfinder já são mais poderosas que esse personagem icônico.

Estou muito curioso para ver como as empresas 3rd party de Pathfinder vão lidar com esses sistemas alternativos, alguns deles em conflito direto com suas próprias modificações. Acho que vou criar um tópico sobre isso nos fóruns, o pessoal já deve ter alguma coisa planejada.

Fonte: Paizo Blog

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