Energia da vida usada como arma

Está à venda a segunda parte do livro Akashic Mysteries, da editora Dreamscarred Press. Trata-se de um suplemento não-oficial para o RPG de mesa Pathfinder, trazendo classes inéditas e um sistema de magia diferente do padrão. Esta nova parte do livro (que foi dividido em 4, sendo publicado a medida que vai ficando pronto) traz o Guru, artista marcial que usa a energia Akasha para ampliar seu dano ou cancelar magias de seus oponentes.

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© Dreamscarred Press

A primeira parte do livro, disponível desde o ano passado, traz o Vizier, que baseia seus poderes inteiramente no uso de Akasha para criar itens mágicos temporários. Cada parte pode ser comprada individualmente por US$ 7,99, mas interessados podem adquirir o pacote completo por US$ 14,99, atualizado automaticamente sempre que mais material é lançado.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

Já mencionei em posts sobre jogos eletrônicos que sou um tremendo fã de uma grande variedade de classes – e em jogos de mesa como Pathfinder, e seu antecessor, Dungeons and Dragons, o que não falta são personagens com diferentes poderes para escolher (31 disponíveis no primeiro mencionado, até o momento).

Infelizmente a Paizo, criadora de Pathfinder, segue um caminho bem semelhante ao de D&D quanto à introdução de classes: o arroz com feijão. Todos os personagens típicos de um livro de fantasia estão representados, bem como alguns nichos menos populares e suas pequenas variações. Ou seja, tudo muito tradicional, e muito repetitivo. O Advanced Class Guide, por exemplo, lançado no ano passado, trouxe 10 classes inéditas – mas que simplesmente são combinações de outras duas mais antigas. Ou seja, bardo+barbaro, mago+feiticeiro, ranger+druida… tudo que você já viu antes, mas um pouco mais misturado do que um típico multiclassing.

E é nessa fuga da mesmice que entram as editoras third-party, publicando conteúdo para Pathfinder de modo não-oficial, mas sancionado pela Paizo sob um tipo específico de licença. É aí que você encontra as classes bizarras, estranhas, fora do padrão mas completamente adaptadas às mesmas regras que as clássicas. Enquanto uma editora graúda precisa se preocupar em não desagradar seu enorme público, as pequenas podem simplesmente perseguir um jogador diferenciado, mais curioso ou apenas mais entediado. Não dá muito lucro, mas parecem se divertir fazendo algo que realmente gostam. E isso se aplica não apenas a classes, mas também regras opcionais, aventuras e cenários.

Atualmente utilizo em meus jogos o material da Dreamscarred Press mencionada acima, que parece ser uma das mais bem-sucedidas nesse pequeno ramo, e até agora duas classes da Interjection Games, o Onmyoji e o Tinker. Meu entusiasmo com o material delas é tamanho, que andei inclusive montando fichas de personagem para algumas, com links disponíveis no meu perfil no fórum da Paizo: http://paizo.com/people/TheRagi. Os autores tem gostado do resultado, e até alguns jogadores estão começando a comentar – muito satisfatório! Provavelmente vou continuar por mais algumas, enquanto a inspiração não falhar.

Fonte: Paizo

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