All You Need is Kill, de Hiroshi Sakurazaka

Sinopse: Um soldado japonês foi ferido mortalmente em combate contra forças alienígenas invasoras. Sua armadura eletrônica está caindo aos pedaços, seus colegas de batalhão estão todos mortos. Está apenas aguardando a lança que vai acabar com seu sofrimento, quando surge ao seu lado a Full Metal Bitch, uma soldada americana responsável pela morte de milhares de aliens, brandindo seu machado de duas mãos, em uma armadura vermelha customizada. Sua presença inspira o soldado a tentar um pouco mais, e ele acaba morrendo ao destruir um último inimigo. Mas no momento seguinte ele está em sua cama, lendo um livro. Tudo não passou de um sonho. Mas por que tudo que está acontecendo ao longo do dia parece tão familiar?

Capa:

© VIZ Media

Trecho:

Soldiers piled sandbags, hid among the rubble, and showered the enemy with bullets, rockets, and harsh language when they could.

O resto desta resenha contém spoilers!

Ponto alto: O livro pega uma ideia clássica, para não dizer batida, e trabalha lindamente com ela. Keiji percebe rapidamente que está preso em um loop, entra em desespero por alguns ciclos, e já começa a trabalhar. Pulamos a tradicional auto-piedade, aqueles trechos onde o herói se questiona “por que eu?” e vamos logo para o treinamento. O soldado vai se transformar em uma máquina de guerra, e tem todo o tempo do mundo para isso. Cada capítulo detalha mais e mais os avanços de Keiji, e levam você até o campo de batalha com um realismo surpreendente, considerando que o inimigo é um E.T. Sem falar em duas ou três reviravoltas razoavelmente inesperadas na metade e final do livro.

Ponto baixo: o inimigo não tem um rosto. E isso não tem nada a ver com o fato de ele ser descrito como um “sapo morto estufado”, ou que ele é um organismo alienígena que absorveu estrelas do mar para evoluir. Eles são tão pouco estudados, mencionados ou mesmo pensados a respeito, que é possível chegar ao fim do livro sem ter certeza de sua aparência, ou estratégias, ou qualquer coisa sobre eles. São como drones, não tem personalidade alguma. Exceto por um ótimo capítulo que aborda a origem desses alienígenas, ficamos totalmente de fora da sua história. Émeio difícil odiar uma máscara vazia.

Pontuação final: 747. Ótimo, mas curto demais.

Características:
All You Need is Kill
Hiroshi Sakurazaka
VIZ Media
230 páginas
US$ 6,39 (Amazon)

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2 thoughts on “All You Need is Kill, de Hiroshi Sakurazaka

  1. […] All You Need is Kill é um livro curto e bem divertido, sobre uma pessoa adaptando sua perspectiva de vida devido às condições ao seu redor, ou, em outros termos, amadurecendo. Boa parte do charme da publicação talvez tenha a ver com a juventude e inexperiência de seu protagonista, algo que, obviamente, vai ser alterado para o filme. A própria armadura não tem nada a ver com os designs que ilustram o livro original. Resta saber o que mais vão mexer, e se conseguirão criar bons alienígenas. No papel eles não são grande coisa. […]

  2. […] resenhei All You Need is Kill aqui no blog, dê uma conferida. Já deu para notar que o filme vai ser livremente adaptado, […]

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