Nas Montanhas da Loucura, de H. P. Lovecraft

Sinopse: Em 1930, uma expedição científica no Polo Sul esbarra em sinais estranhos na neve. O grupo se separa, e a equipe liderada pelo professor Lake encontra fósseis de criaturas jamais vistas antes, preservadas em um túnel. Estão enviando detalhes através do rádio para o resto da expedição, incluindo o que encontram durante a autópsia de um dos animais mais danificados. Quando o contato não volta a acontecer por várias horas, o grupo do professor Dyer resolve ir investigar, mas encontram apenas um acampamento destroçado, com cadáveres de humanos e cachorros em estado lastimável. Uma das pessoas e vários dos estranhos espécimes desapareceram, e os sobreviventes decidem ir em busca deles.

Capa:

© Editora Hedra

Trecho:

“Both of our torches were turned on the prostrate objects, so that we soon realised the dominant factor in their incompleteness. Mauled, compressed, twisted, and ruptured as they were, their chief common injury was total decapitation.”

Características:
Nas Montanhas da Loucura
H. P. Lovecraft
Editora Hedra
132 páginas
R$ 37,00 (editora) ou gratuito no inglês original (hplovecraft.com)

O resto desta resenha contém spoilers!

Ponto alto: Em uma boa história do Lovecraft, o ponto alto sempre tem que ser a reação humana perante o horror sem nome. E aqui, como em vários de seus contos, os protagonistas são pesquisadores, usuários do intelecto contra qualquer problema. Quando são colocados perante a resposta para a vida na Terra, bem como para toda monstruosidade que têm origem semelhante, a reação deles é pesquisar, investigar, questionar, descobrir o que está acontecendo. Acompanhamos Dyer e Danforth quando estes encontram evidência atrás de evidência de um conhecimento antigo e proibido, capaz de transformar a própria existência da raça humana no planeta. Até que eles encontram coisas que os fazem gritar e fugir em desespero, com o pouco de sanidade que lhes restou. O equilíbrio entre a necessidade de saber e a incapacidade de lidar com esse conhecimento, retratadas de modo magnífico.

Ponto baixo: a exploração das ruínas no platô de Leng, logo após encontrarem o acampamento e antes dos pinguins albinos aparecerem, começa bem interessante, mas é longa demais. Esse trecho acaba ficando cansativo, apesar de ver a mitologia do Lovecraft ser explicada de modo tão detalhado ser fascinante. Tudo está conectado. Até o Cthulhu.

Pontuação final: 832. Bom horror, um clássico para todo mundo.

Extras: O podcast “The H. P. Lovecraft Literary Podcast” tem uma série de sete episódios sobre At the Mountains of Madness, com análises e humor. Recomendo.

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