Monthly Archives: July 2012

Use o F2P, Luke

Star Wars: The Old Republic, MMORPG criado pela Bioware, vai aderir ao Free-to-Play a partir de novembro deste ano. A informação foi confirmada pela Eletronic Arts, que afirmou ter menos de 1 milhão de contas ativas atualmente, e que estão desapontados com a performance do jogo.


© EA

SW: TOR possui oito classes (com duas opções de classes avançadas cada uma), sendo metade do lado Jedi e metade do lado Sith, e nove opções de raças para os jogadores escolherem. A versão gratuita do jogo permitirá o avanço até o nível 50, mas sem acesso ao conteúdo de nível alto,  a menos que o jogador resolva gastar algumas Cartel Coins, uma nova unidade monetária virtual que pode ser adquirida com dólares reais.

Que rápido! Em menos de um ano já cederam ao F2P. Todo mundo sabia que isso ia acontecer, mas acho que o prazo curto pegou o pessoal de surpresa. Ouvi vários elogios a esse MMORPG, mas geralmente se resumiam a “para um MMO é um ótimo single player” e coisas do tipo. Estava fuçando no site oficial, e parece que há realmente uma quantidade expressiva de material. Infelizmente não me encantei com nenhuma das classes: o Trooper é bacana, mas só usa armas de longo alcance; O Jedi Knight é óbvio demais, todo mundo deve usar um; O Jedi Counselor parece interessante, mas acho que é o equivalente do magic-user nesse jogo – uma das classes avançadas tem até poderes de cura. Não há nenhum lutador de corpo a corpo com habilidades esquisitas, geralmente a minha escolha para jogar.

Fonte: GamesIndustry.biz

Site oficial: http://www.swtor.com/

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Neuromancia

Dois atores estariam negociando papéis na adaptação do livro Neuromancer, de William Gibson, para os cinemas. Mark Wahlberg para o papel do hacker (chamados de cowboys nos livros), Case, e Liam Neeson o ex-militar Armitage, que tenta contratar o programador para um serviço graúdo em troca de tratamento para dano neurológico sofrido em um trabalho prévio. O projeto vai ser dirigido por Vincenzo Natali (Splice – A Nova Espécie), que também escreveu o roteiro.


© Aleph

Neuromancer é o primeiro livro da trilogia The Sprawl, sobre um futuro cyberpunk, onde boa parte dos EUA se tornou uma única cidade gigantesca. Cyberespaço, implantes tecnológicos, crime organizado, violência, inteligências artificiais, corrupção, economia e existencialismo são alguns dos elementos combinados nessa trama, lançada em 1984. A obra de William Gibson é publicado no Brasil principalmente pela Editora Aleph.

Eu li Neuromancer quando ainda estava no ensino médio, então tive que verificar as informações desse post pela Wikipédia mesmo. E isso me deixou envergonhado e com vontade de comprar uma cópia do livro (o que provavelmente vou fazer, dependendo do preço). Felizmente li as continuações Count Zero e Mona Lisa Overdrive faz pouco tempo, então tenho uma boa ideia de como funciona o Sprawl. Eu sei que são clássicos de ficção científica, quase o princípio do cyberpunk, mas ainda acho Snow Crash um livro superior. O Neal Stephenson basicamente é um escritor melhor, na minha opinião.

Fonte: Bleeding Cool

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O Hobbit 3, Silmarillion 2, Contos Inacabados 5…

Um boato que começou há duas semanas foi confirmado pelo diretor Peter Jackson hoje. Ele e seus colaboradores resolveram transformar os dois filmes O Hobbit em uma trilogia. De acordo com Jackson, estavam assistindo um primeiro corte do filme um e um pedaço do segundo, quando “tudo isso nos levou a uma simples pergunta: aproveitamos essa oportunidade para contar mais dessa história? E a resposta pela nossa perspectiva como cineastas, e como fãs, foi um ‘sim’ sem reservas”.


© N ew Line Cinema

Detalhes de como vão realizar a transição ainda não fora revelados, mas provavelmente irão retomar as filmagens, encerradas recentemente. De acordo com Jackson, partes dos apêndices do livro O Senhor dos Anéis irão permitir contar “a história completa das aventuras de Bilbo Baggins”. O Hobbit: Uma Jornada Inesperada chega aos cinemas em dezembro deste ano, e as duas continuações nos natais seguintes, respectivamente. Vários domínios relacionados a O Hobbit foram registrados na semana passada, anonimamente, mas fãs e sites especializados acreditam que são nomes em potencial do último filme da saga. Riddles in the Dark e The Desolation of Smaug, bem como variações similares, são os tais títulos.

Achei o boato tão ridículo que sequer o noticiei por aqui. Geralmente tenho um faro razoável para isso, mas dessa vez errei feio. É que parecia tão impossível alguém cogitar a ideia de tirar um terceiro filme do nada, considerando o quanto estão esticando a trama tão minúscula de O Hobbit. Muitos estão lamentando, outros comemorando… eu só me pergunto o que o público teria achado se O Senhor dos Anéis tivesse sido dividido em quatro filmes, às vésperas d’A Sociedade do Anel ser lançado. Não sei se isso vai acabar bem.

Fontes: Slash Film e Coming Soon

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Clarice não está aqui

Laurence Fishburne é a nova contratação para Hannibal, seriado de televisão sobre o canibal imortalizado por Anthony Hopkins nos cinemas. O ator vai interpretar Jack Crawford, chefe de uma unidade do FBI que lida com a análise de comportamento dos suspeitos. Mads Mikkelsen ficou com o papel do vilão, e Hugh Dancy será o agente federal Will Graham, que já apareceu no filme Dragão Vermelho, interpretado por Edward Norton.


© Castle Rock Entertainment

Bryan Fuller, criador de Pushing Daisies, é o encarregado desta série de 13 episódios que vai explorar a relação entre Will e Hannibal, quando eles trabalhavam juntos investigando crimes para o FBI. O lançamento está previsto para este ano ainda, no canal NBC.

O sujeito tinha sumido por vários anos, mas parece que as férias compensaram. Não apenas está criando esse pastiche de O Silêncio dos Inocentes, como também é o responsável pelo remake da Família Monstro, agora intitulado Mockingbird Lane. Achei que o fracasso de Pushing Daisies (boa série, exceto pela cantoria) tinha desanimado ele de vez. É muito raro algum canal dar tanta liberdade criativa para alguém com uma série cancelada atrás de outra. Acho que mesmo Hollywood reconhece a necessidade de deixar alguém com ideias originais a solta, apesar de ser pouco lucrativo.

Fonte: IGN

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Mais esquisitices para Jubei

Os estúdios japoneses Madhouse estão desenvolvendo Ninja Scroll Burst, uma sequência do filme Ninja Scroll, lançado há quase 20 anos. Serão três episódios onde o protagonista Jubei enfrenta novos e bizarros ninja, que estão tentando acabar com sua vida. E o trailer, exibido há alguns meses em uma convenção, finalmente foi divulgado online:


© Madhouse

O projeto ainda sequer está confirmado para um lançamento oficial, e foi criado como um desafio entre o diretor do original, Yoshiaki Kawajiri, e um dos fundadores da Madhouse, Masao Maruyama.

Estava pensando em Ninja Scroll outro dia. Quando mencionam anime e arte na mesma conversa, geralmente os estúdios Ghibli monopolizam os exemplos. Mas essa situação, de criar novos animes não apenas homenageando o clássico, mas tentando expandi-lo, ir em busca da melhor animação e roteiro possível, apenas porque querem testar do que são capazes, é arte pura. E duvido que seja um projeto muito viável comercialmente (principalmente pelo formato estranho), aproximando ainda mais Ninja Scroll Burst de um anime feito apenas pelo aspecto artístico. Sobre um ronin lutando contra ninjas monstruosos. E com muito sexo e nudez.

Fonte: Anime News Network

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Nas Montanhas da Loucura, de H. P. Lovecraft

Sinopse: Em 1930, uma expedição científica no Polo Sul esbarra em sinais estranhos na neve. O grupo se separa, e a equipe liderada pelo professor Lake encontra fósseis de criaturas jamais vistas antes, preservadas em um túnel. Estão enviando detalhes através do rádio para o resto da expedição, incluindo o que encontram durante a autópsia de um dos animais mais danificados. Quando o contato não volta a acontecer por várias horas, o grupo do professor Dyer resolve ir investigar, mas encontram apenas um acampamento destroçado, com cadáveres de humanos e cachorros em estado lastimável. Uma das pessoas e vários dos estranhos espécimes desapareceram, e os sobreviventes decidem ir em busca deles.

Capa:

© Editora Hedra

Trecho:

“Both of our torches were turned on the prostrate objects, so that we soon realised the dominant factor in their incompleteness. Mauled, compressed, twisted, and ruptured as they were, their chief common injury was total decapitation.”

Características:
Nas Montanhas da Loucura
H. P. Lovecraft
Editora Hedra
132 páginas
R$ 37,00 (editora) ou gratuito no inglês original (hplovecraft.com)

O resto desta resenha contém spoilers!

Ponto alto: Em uma boa história do Lovecraft, o ponto alto sempre tem que ser a reação humana perante o horror sem nome. E aqui, como em vários de seus contos, os protagonistas são pesquisadores, usuários do intelecto contra qualquer problema. Quando são colocados perante a resposta para a vida na Terra, bem como para toda monstruosidade que têm origem semelhante, a reação deles é pesquisar, investigar, questionar, descobrir o que está acontecendo. Acompanhamos Dyer e Danforth quando estes encontram evidência atrás de evidência de um conhecimento antigo e proibido, capaz de transformar a própria existência da raça humana no planeta. Até que eles encontram coisas que os fazem gritar e fugir em desespero, com o pouco de sanidade que lhes restou. O equilíbrio entre a necessidade de saber e a incapacidade de lidar com esse conhecimento, retratadas de modo magnífico.

Ponto baixo: a exploração das ruínas no platô de Leng, logo após encontrarem o acampamento e antes dos pinguins albinos aparecerem, começa bem interessante, mas é longa demais. Esse trecho acaba ficando cansativo, apesar de ver a mitologia do Lovecraft ser explicada de modo tão detalhado ser fascinante. Tudo está conectado. Até o Cthulhu.

Pontuação final: 832. Bom horror, um clássico para todo mundo.

Extras: O podcast “The H. P. Lovecraft Literary Podcast” tem uma série de sete episódios sobre At the Mountains of Madness, com análises e humor. Recomendo.

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As enfermeiras sem rosto voltaram

Terror em Silent Hill: Revelação é a continuação de um filme baseado em uma franquia de jogos eletrônicos de horror, que recebeu péssimas resenhas da crítica e recepção morna do público (o filme, nãos os jogos). Apesar disso, a Sony Pictures não apenas resolveu tocar o projeto como também está se envolvendo com a produção desta vez, ou seja, investindo dinheiro diretamente. Retornam apenas Sean Bean e Radha Mitchell, o casal principal do primeiro longa, e Deborah Kara Unger, como a estranha senhora na névoa, que dá bons conselhos.


© Sony

E juntando-se ao elenco temos Malcolm McDowell, Carrie-Anne Moss e o novo casal de protagonistas, Kit Harrington e Adelaide Clemens. Esta última interpreta uma versão mais velha da menina que é raptada no original, mas cuja função agora é ela própria procurar alguém carregado para a cidade fantasma de Silent Hill. A direção e o roteiro foram repassados para as mãos de Michael J. Bassett, cujo currículo inclui uma versão atroz de Salomão Kane para os cinemas.

Terror em Silent Hill, o original, sofreu de um pequeno problema de desvio de propósito em algum momento na metade das filmagens. De um filme de horror grotesco, passou a um ridículo e hilário filme B. Ser patético de propósito é admirável, mas ser engraçado sem querer tem poucos méritos. A cena das enfermeiras monstruosas no primeiro longa me deixou sem ar de tão tonta e hilariante. Quaisquer pretensões de ser um filme de horror sério, que até o momento já estavam quase todas arruinadas, voou pela janela naquele instante. E eis que as enfermeiras estão de volta! E ainda por cima colocam esse criminoso cinematográfico para tocar o barco. O longa de Salomão Kane deu tão errado que até hoje não foi lançado oficialmente nos EUA. O diretor do Silent Hill original, Christophe Gans (sem o erre no final? Estranho) teve a dignidade de sumir do mapa por sete anos, mas o amaldiçoado Bassett continua conseguindo trabalho? Não há justiça nesse mundo de Hollywood.

Fonte: io9

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Defenda seu planeta, é o único que você tem

A 2k Games lançou um novo trailer com meio minuto de vídeo de XCOM: Enemy Unknown, jogo de tiro que dá um novo fôlego à série de títulos de estratégia UFO/XCOM. Além de combater vários tipos de ameaças alienígenas, os jogadores devem também capturar amostras destes inimigos, para estudá-los e desenvolver táticas mais eficazes de contra-ataque, bem como roubar sua tecnologia. Infelizmente o trailer é uma versão resumida do que foi exibido na E3 no mês passado.


© 2k Games

UFO: Enemy Unknown e suas continuações XCOM são jogos de estratégia da década de 90, lançados para PC e Playstation. Neles você controlava um grupo de pesquisadores enfrentando alienígenas em terra, e nas sequências, no fundo dos mares e até no espaço. Cult entre fãs do gênero, os jogos originais são conhecidos pela sua dificuldade. Esta nova versão sai em outubro para PC, Playstation 3 e Xbox 360.

Que combinação, violência e gore com gráficos cartunescos. Imagine se o teu avatar de World of Warcraft de repente começasse a arrancar os braços dos oponentes para praticar baseball utilizando a cabeça deles. XCOM parece meio badernado, e fora a parte de gerenciar uma base de pesquisas/torturas, não muito interessante. E que vexame não mostrarem nada de novo no trailer.

Fonte: Videogamer.com

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Nuvem gigante

Cloud Atlas, próximo filme dos irmãos Wachowski (Matrix) finalmente ganhou fotos oficiais e um trailer. O longa é uma adaptação do livro de mesmo nome, escrito por David Mitchell, onde seis narradores contam suas histórias, separada por décadas e até séculos, mas onde uma influencia a outra. O elenco inclui Tom Hanks, Halle Berry, Hugo Weaving, Susan Sarandon, Hugh Grant, e Keith David, e vários deles (se não todos) interpretam múltiplos papéis, em cada uma das partes. Tom Tykwer (Corra, Lola, Corra) também dirige.


© Warner Bros

Boa parte da história se passa no passado ou próximo ao período contemporâneo, mas duas das narrativas pertencem ao território da ficção científica. Uma delas traz clones feitos para trabalho escravo, e a outra, a mais importante, a que une todas histórias juntas, é situada em uma ilha pós-apocalíptica. Lançamento já em outubro.

Pelo que li nas resenhas da Amazon, o livro começa com as cinco histórias, chega na ilha do fim do mundo (que parece ser o Havaí), daí retorna às histórias originais, conecta tudo e termina. Ufa. Parece cansativo, e o livro tem mais de 500 páginas. Como será que vão fazer no filme? Lembro que Crash – No Limite tem uma proposta narrativa similar, mas as histórias pulam de uma para outra muito mais rápido. Fiquei curioso para ler, mas a edição para Kindle está 12 dólares… o preço não é tão ruim – um pouco acima da minha zona de conforto – mas o que desanima é que a versão de bolso custa apenas US$ 9. Daí é provocação.

Fontes: Joblo.com (20 fotos aqui) e Bleeding Cool

Extra: A música da segunda metade do trailer é “Outro”, do M83.

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Drácula superstar

Alguns dias após anunciar aqui vários projetos para cinema e televisão sobre o vampiro Drácula, tenho que noticiar ainda mais uma iniciativa. O canal norte-americano NBC encomendou dez episódios, sequer precisando aprovar um piloto, do drama Dracula ou Dracul, estrelando Jonathan Rhys Meyers (The Tudors). O projeto já estaria sendo desenvolvido desde o início do ano.


© Top Five Books & Showtime Network

De acordo com uma sinopse inicial, a série começa com Drácula (Meyers) chegando à Inglaterra e se passando por um empreendedor americano, interessado em levar ciência moderna ao Velho Mundo. Na verdade planeja se vingar das pessoas que arruinaram sua vida séculos atrás, ou provavelmente, dos seus descendentes. Seus planos são ameaçados quando se apaixona por uma mulher idêntica à sua falecida esposa.

Parece uma leve variação do livro, ou talvez uma sequência. Não sei se vão reescrever a história original nessa série (alguma coisa têm que alterarem, ou pelo menos expandirem. A trama dura poucos dias) ou talvez continuá-la, com o Conde Drácula rastreando a família dos seus caçadores e se livrando deles. Sei lá, não parece uma missão lá muito digna do famoso vampiro, que originalmente ia até Londres atrás de um rabo de saia. O que ele tem a ganhar com uma vingança? Meh.

Fonte: IGN e Bleeding Cool

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