Monthly Archives: October 2011

Regras para ser social

A proposta de GURPS Social Engineering é oferecer regras para tornar interações sociais entre personagens tão complexas quanto um combate, permitindo a qualquer jogador criar um avatar que seja carismático, mesmo que ele próprio não o seja. As situações abordadas incluem transações comerciais, pedidos de ajuda, procura por pessoas e coisas, e romance. Também traz detalhes sobre pechinchar, enganar e detectar enganações; explicações sobre como lidar com organizações, incluindo como se infiltrar nelas e influenciá-las; e outros usos de “engenharia social”, mesmo para fins maléficos.


© Steve Jackson Games

O Generic Universal Role-Playing System é um dos sistemas de RPG dos antigos, e, como o próprio nome diz, extremamente genérico. Preocupados basicamente em criar regras para toda situação e cenário possíveis, publicaram ao longo dos anos inúmeros manuais cobrindo ficção científica, fantasia, horror, super-heróis, todo tipo de nível tecnológico, várias modalidades de combate e também específicos sobre marcas licenciadas, como Conan o Bárbaro, e a saga dos Vorkosigan, baseada nos livros de Lois McMaster Bujold.

Quando você acha que a Steve Jackson Games está apenas cobrindo as últimas brechas que existem nas poucas variedades de combate que sobraram (vide o manual sobre grappling), eles lançam algo tão maluco quanto Social Engineering. Uma das últimas fronteiras dos puristas do aspecto role-playing, destrinchada em mais de 80 páginas de regras. Já posso ouvir os rosnados da velha guarda.

Fonte: Daily Illuminator

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Light vai continuar maligno

Shane Black, diretor do futuro Homem de Ferro 3, avisou durante uma convenção que continua encarregado também de dirigir a adaptação com atores reais do manga Death Note. De acordo com Black, o projeto estava em dúvida porque os estúdios queriam se livrar do shinigami (deus da morte) Ryuk, e não queriam que o protagonista fosse malvado. Mas agora a transformação de Light Yagami em um vilão foi restaurada no roteiro.


© JBC

Death Note já foi adaptado algumas vezes para os cinemas no Japão, e em uma série animada de 37 episódios. Na história um jovem rapaz encontra um caderno que lhe dá o poder de matar qualquer pessoa, escrevendo o nome e as circunstâncias do falecimento, contanto que ele também conheça o rosto da vítima. Estudante modelo, mas dotado de uma estranha moral, Light resolve utilizar o Death Note para controlar o mundo através do medo. Foi publicado no Brasil pela editora JBC.

E quanto a essa adaptação, ninguém vai xingar e espernear, que nem estão fazendo com Akira? Ou se deram conta que adaptar obras de outros países para o ocidente é um dos capítulos mais velhos do manual hollywoodiano? Acho simplesmente que um é mais famoso que o outro, ou, quem sabe, estão escondendo as garras até ouvirem que o Light vai ser caucasiano. Quanto ao L, ele parece mais um fantasma mesmo, duvido que alguém questione a nacionalidade do ator escolhido.

Fonte: Anime News Network

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Forsaken World crescendo

Um dos MMORPGs gratuitos mais recentes da Perfect World Entertainment, o “voltado para o ocidente” Forsaken World, acaba de ganhar uma expansão, intitulada Storms of War. O update introduz a guerra entre guildas, uma modalidade de combate player versus players (PvP) em que cada lado do campo de batalha pode ter até 100 jogadores; uma dungeon inédita para personagens acima do nível 75; e as atualizações típicas na loja interna do jogo, que incluem mais roupas, bichinhos de estimação e montarias.


© PWE

Outra das novidades incluem bônus para jogadores que logarem em Forsaken World em dias consecutivos, ou seja, itens grátis para quem se conectar todo dia no servidor. O MMO possui cinco raças diferentes e oito classes, incluindo, curiosamente, o Vampire entre elas.

Essa história de loot gratuito para quem se logar todo dia parece a tática de panificadora em supermercado. Não dá lucro algum, custa caro e só ocupa espaço, mas leva um monte de clientes para dentro do estabelecimento, que, uma vez lá dentro, aproveitam para comprar alguma coisinha. A PWE provavelmente quer não apenas fazer o povo jogar um pouquinho todo dia, e quem sabe gastar um grana, ou ao menos entreter com sua presença o povo que já paga horrores por itens na loja (ninguém gosta de servidor vazio), como também melhorar seus números na hora de afirmar quantas centenas de milhares de jogadores “ativos” possuem em cada MMO. Espertinhos!

Fonte: MMORPG.com

Site oficial: Forsaken World http://fw.perfectworld.com/

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O Wolverine não vai salvar o mundo

O diretor James Mangold, encarregado de levar às telas o segundo filme solo do super-herói Wolverine, explicou sua visão para a obra em uma entrevista ao blog The Playlist. Ele e o roteirista Mark Bomback estão revisando o roteiro e transformando-o mais e mais em uma história sobre Logan se perdendo na cultura japonesa, com elementos psicológicos e ação, enfocando no personagem. De acordo com Mangold, o filme “faz perguntas interessantes, sobre o que é ser imortal, quando você assiste todo mundo que você ama morrer? Como é a responsabilidade de salvar a humanidade através de todos os seus erros, sem parar?”.


© Editora Abril

The Wolverine tem estréia prevista para 2013, e vai contar as aventuras do famoso mutante canadense no Japão, trazendo Hugh Jackman de volta ao papel do protagonista. James Mangold é conhecido por filmes como Os Indomáveis, Johnny & June e o menos bem-sucedido Encontro Explosivo. Ele foi contratado após o diretor Darren Aronofsky pedir demissão, alegando que não suportaria passar tanto tempo longe de sua família, durante as filmagens no exterior.

Tinha perdido o interesse nesse projeto quando o Aronofsky pediu as contas, mas talvez o treco ainda valha a pena. Dificilmente vamos conseguir algo tão maluco e/ou genial quanto o que o Darren teria criado, mas acho quase impossível sair algo pior que o X-Men Origens: Wolverine. E se o sujeito novo dissesse que esse próximo filme não vai ter supervilões, eu iria assistir nos cinemas até. E para um bicho do mato que nem eu, isso é uma afirmação séria pra caramba.

Fonte: IGN Movies

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A Lei dos Varões, de Maurice Druon

Quarto volume da série Os Reis Malditos, romances históricos sobre a monarquia francesa em crise.


© Bertrand Brasil

Após acompanhar a derrocada do fraco rei Luís X no volume anterior, e com ele quase a França toda, chega a vez de testemunhar a luta pelo poder criada por sua inesperada morte. Com várias gerações de reis que tiveram vidas longas, o povo francês não sabe quem apoiar, entre Filipe, irmão do falecido, o conde de Valois, tio do defunto, e Joana de Navarra, possível filha do morto.

Mas essa briga tem um favorito óbvio, e logo fica claro quem terá mais chances de sentar-se no trono ao vermos sua conduta louvável, habilidade em resolver constrangimentos políticos e capacidade de escolher bons aliados, enquanto isola os inimigos. E daí essa imagem é destruída perto do final do livro, de um modo repugnante.

A mulher fez girar o tambor de madeira, puxou o sino, e, vendo que alguém se aproximava, fugiu.
– Que fez ela? – perguntou Maria.
– Acaba de abandonar ali um filho sem pai – disse a senhora de Bouville olhando para Maria com ar severo. – É assim que eles são recolhidos. Vamos, caminhai.

Por que ler?

Após o deprimente volume III, A Lei dos Varões traz uma energia muito bem vinda à saga dos Reis Malditos. Enquanto Luís apenas cometia erros com boas e más intenções, deixando-se guiar como um boi, seu sucessor arquiteta planos incríveis e leva a termo maquinações que pareceriam impossíveis, se o personagem não fosse tão interessante. Infelizmente, se torna cúmplice de uma trama de assassinato, e todos seus méritos voam pela janela. Não chega a tomar parte ativa no crime, mas sabe que ele vai acontecer e nada faz para impedir, inclusive aproveitando-se de seu resultado. Honestamente, me senti traído. Já estava torcendo pelo personagem, e ele apronta uma dessas?

Apesar dos problemas com a parte final da trama, tenho confiança em afirmar que este até agora é o melhor livro da série. Com ares de romance político, e um pouco de thriller de espionagem, A Lei dos Varões encerra algumas linhas de narrativa importantes, cria outras, dá espaço para todos os melhores personagens introduzidos previamente, e ainda por cima, é uma leitura bem agradável. Acessível, e com uma boa quantidade de pesquisa histórica.

A Lei dos Varões – Os Reis Malditos volume IV
Maurice Druon
Bertrand Brasil
270 páginas
R$ 39,00

Mais super-heróis nos cinemas

O canal americano Syfy e os estúdios Universal Pictures estariam fechando uma parceria para adaptar as histórias em quadrinhos Wild Cards. Trata-se de um projeto criado e encabeçado por George R.R. Martin, o mesmo autor de A Guerra dos Tronos, que nos anos 80 juntou vários outros escritores para criar um universo de super-heróis cujas histórias evoluem e podem até chegar a um fim. “Nossas histórias acontecem em tempo real. É um mundo que vai mudando em paralelo com o nosso”, explica Martin.


© Steve Jackson Games

No mundo de Wild Cards, um vírus alienígena atinge a terra, matando 90% de suas vítimas, deformando outras 9% e concedendo poderes magníficos ao restante 1%. Os sobreviventes são chamados de curingas e ases, respectivamente, e também justificando o título da franquia.

Eu conheço o cenário Wild Cards através do manual de Gurps Supers, lançado pela editora Devir no Brasil há algumas décadas. Fizeram o excelente trabalho de adicionar uma revista em quadrinhos estrelada pelo Poppin’ Jay, um detetive ás com poder de teleportar coisas. Magnífico trabalho de arte, e deve estar em algum lugar aqui em casa ainda. Wild Cards é tão memorável, que ao encontrar a imagem acima consegui lembrar imediatamente dos nomes de pelo menos dois personagens, o alien Dr. Tachyon e Fortunato, ás capaz de parar o tempo. Excelente material.

Fonte: JoBlo.com

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Novo Evil Dead inova na trama

Alguns detalhes sobre o novo filme/remake de Evil Dead foram revelados durante o American Film Market, convenção da indústria do cinema para compra, venda e negociações a respeito de filmes. De acordo com o site Bloody Disgusting, cinco amigos estão reunidos em uma casa no meio da floresta, quando acidentalmente despertam entidades sobrenaturais ao seu redor, lendo do Livro dos Mortos.


© Universal Pictures

Mas, desta vez, os amigos tem um motivo mais nobre para a viagem: estão tentando desintoxicar a irmã de um dos personagens, usuária de drogas. E uma das reviravoltas é que as demais pessoas na casa não notariam a diferença entre a possessão e a crise de abstinência que ela está sofrendo.

Não entendi muito bem qual a grande idéia aqui. Os dois primeiros filmes são sucessos cult, cheios de fãs, seguidores até, mas não são exemplos de sucesso nas bilheterias. Foram ótimos veículos para o Sam Raimi mostrar do que é capaz tecnicamente, e talvez estejam tentando fazer a mesma coisa pelo Fede Alvarez, o novo diretor, mas duvido que vá render muito dinheiro. E se tirarem o Necronomicon da história, me recuso a assistir.

Fonte: Bleeding Cool

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Fallout nos tribunais

Os advogados da Bethesda estão dando dores de cabeça à empresa. Em setembro deste ano entraram com uma injunction (ordem legal exigindo que alguém faça ou deixe de fazer alguma coisa) contra a Interplay, que foi rejeitada pelo tribunal. E nesta semana a apelação contra essa decisão também foi rejeitada. A Bethesda comprou os direitos da franquia Fallout por quase US$ 6 milhões das mãos da Interplay em 2007, deixando com esta apenas a possibilidade de criar um MMO baseado nos jogos. O contrato, entretanto, exigia que a Interplay investisse no mínimo 30 milhões de dólares no desenvolvimento do projeto, e desse início à coisa toda em no máximo dois anos.


© Interplay

Desde 2009 a Bethesda planejava entrar com uma ação contra sua parceira comercial, para tentar provar que as obrigações contratuais não estavam sendo cumpridas, e que o desenvolvimento do MMO deveria ser interrompido até tudo ser esclarecido. Mas por enquanto os tribunais se posicionaram contrários a essa questão. Fallout Online já tem um site teaser, com um formulário para quem quiser se inscrever na newsletter do jogo, e pouco mais.

Acho que todo mundo gostaria de ver um MMO baseado em Fallout (apesar dos clones já existentes), e a Bethesda provavelmente está apenas preocupada com a imagem da franquia. Um projeto que nunca veja a luz do dia seria menos desastroso, em termos de marketing, do que o lançamento de um produto inferior. Acho que as vendas de Fallout 5 iriam despencar com um Fallout Online motivo de piada competindo pela uso da marca na cabeça dos jogadores. E não é como se a Interplay andasse lá muito bem ultimamente.

Fontes: MMORPG.com, GamesIndustry.biz e Wikipedia (pela ajuda com termos jurídicos americanos).

Site oficial: Fallout Online http://www.fallout-on-line.com/

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Personagens inéditos e vorazes

A Lionsgate continua sua campanha de divulgação de Jogos Vorazes, que consiste em enviar uma peça publicitária inédita exclusivamente para um site ou blog de entretenimento. Daí algumas horas depois todas elas já estão reunidas em todo lugar. Desta vez são cartazes com os rostos de vários personagens de perfil, incluindo alguns inéditos, como os interpretados por Woody Harrelson, Elizabeth Banks e o músico Lenny Kravitz.


© Lionsgate

Jogos Vorazes é uma ficção científica pós-apocalíptica sobre um EUA devastado, onde a principal fonte de diversão é um reality show em que jovens lutam até a morte. A história é baseada no livro de mesmo nome, publicado no Brasil pela Editora Rocco, que recentemente lançou o volume final da trilogia.

Os nomes são à primeira vista bem ridículos, mas acredito serem adaptações de nomes comuns da atualidade, filtrados através da cultura de uma civilização destruída. Ou algo mais interessante, ou talvez apenas saídos da imaginação da autora, o que também não tenho nada contra. Por que será que o elenco mais velho ficou com os melhores visuais? Achei que essa produção fosse voltada para adolescentes ou algo assim, e são justamente os mais sem-graça.

Fonte: Blastr (e outros 7 cartazes)

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Mais alienígenas para Tom Cruise

Horizons, ou Oblivion, a próxima ficção científica estrelada por Tom Cruise, estaria em busca de uma segunda protagonista feminina. Os nomes que estariam sendo testados incluem Kate Beckinsale, Hayley Atwell e Diane Kruger. Jessica Chastain já foi contratada para o papel feminino principal.


© Paramount Pictures

De acordo com uma das sinopses do filme, cujo nome nem está definido ainda, Cruise vai interpretar o último homem em um planeta devastado cuja população vive em cidades nas nuvens. Está consertando um drone que caça alienígenas quando uma mulher misteriosa (Chastain) despenca em uma nave na superfície. Interagindo com ela, muda seu ponto de vista sobre o mundo. Em outras sinopses o planeta em si é alienígena, ou às vezes, é a própria Terra.

Não gostei muito desse detalhe novo, sobre as cidades nas nuvens, mas o resto da história tem bastante potencial. O Cruise costuma trabalhar em algumas ficções científicas bem decentes, e essa definitivamente parece interessante. O roteiro em si ainda é incerto, já que vai ser escrito a partir de uma idéia do diretor, Joseph Kosinski, que também pretende transformá-la em uma graphic novel. Sei lá, viu.

Fonte: Deadline

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