Adaptação de Gunnm tem estética peculiar

Alita: Anjo de Combate, adaptação norte-americana do mangá Hyper Future Vision Gunnm, ganhou seu primeiro trailer. Rosa Salazar é a protagonista Alita, uma ciborgue de corpo inteiro resgatada do ferro-velho pelo cientista Ido (Christoph Waltz). Enquanto tenta recuperar sua memória e se adaptar à nova vida, ela começa a caçar ciborgues criminosos. Lançamento em julho do ano que vem.


© Twentieth Century Fox

A direção é de Robert Rodriguez, que coescreveu o roteiro com James Cameron e Laeta Kalogridis (Exterminador do Futuro: Gênesis). Também estão no elenco Jennifer Connely, Michelle Rodriguez, Ed Skrein, Mahersala Ali, Jackie Earle Haley, Casper Van Dien e Jeff Fahey.

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Eu sei. Os olhos são horríveis, ridículos, grotescos, etc.

Mas após assistir a essa abominação algumas vezes, é impossível não questionar: no que estão pensando? Todos os ciborgues obviamente são feitos em computação gráfica ou são uma composição de CG em cima de pessoas com roupas verdes (caso do Ed Skrein, provavelmente), mas nenhum deles se destoa tanto do resto quanto a Alita. Será esse o padrão de um ciborgue de corpo inteiro, ter as feições exageradas em relação a pessoas normais? Nesse caso poderiam ter incluído pelo menos mais um exemplar desse modelo, já que nem as outras bizarrices conseguem competir com o rosto dela.

Ou será uma homenagem ao mangá, e por isso resolveram estilizar o rosto dela como se fosse um personagem de histórias em quadrinhos japonesas? Caímos no mesmo problema, por que apenas ela? No original ela é uma personagem bonita, mas não se destaca dos demais desse modo. Será que a produção já respondeu ao escárnio generalizado com uma explicação plausível?

Me ocorreram outras bizarrices quando vi o trailer pela primeira vez: aquele artista que inventou versões realistas de desenhos animados, como os Simpsons; e Uma Cilada para Roger Rabbit, mas com atores interagindo com animes.

Talvez seja apenas o que acontece quando você junta o Rodriguez e Cameron em um projeto, dois cineastas que não acreditam em sutileza. E pela quantidade de romance no vídeo, esse provavelmente vai ser um dos pontos centrais do filme – não que estivesse ausente do mangá, mas com tão pouco tempo em um filme, que tal variar um pouco das outras dezenas de distopias adolescentes nos cinemas?

Fonte: IMDb

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Dois e-books grátis de ficção científica neste natal

A editora Phoenix Pick está distribuindo este mês dois e-books de seu catálogo. O primeiro é Double Star, de Robert A. Heinlein, sobre um ator que se vê envolvido em uma conspiração interplanetária. Também estão disponíveis com desconto Podkayne of Mars e Time for the Stars, do mesmo autor.

Esse fascínio por formas de energia humanoides…
© Phoenix Pick

O segundo é Soulmates, de Mike Resnick e Lezli Robyn, coletânea de contos sobre almas gêmeas de variados tipos e espécies. O livro já havia sido colocado à disposição em julho deste ano. Outra publicação da dupla, em parceria também com Larry Hodges, When Parallel Lines Meet, está à venda com desconto na mesma promoção.

Para baixar os livros ou fazer suas compras, basta ir até a página http://www.phoenixpick.com/botm/Christmas.htm e seguir as instruções.

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Talvez você não conheça os nomes Heinlein e Resnick, caso tenha menos de 40 anos, então é bom esclarecer: são multi-premiados escritores de ficção científica da era dourada do gênero, quando politicagem não contaminava demais as premiações mundiais.

Heinlein faleceu há algum tempo, deixando como legado mais popular Tropas Estelares e Estranhos em uma Terra Estranha. Já Resnick continua na ativa, publicando com regularidade. Sua bibliografia é vasta, mas acho que dá para destacar Lucifer Jones, Starship e Santiago, sem falar na quantia absurda de contos e trabalhos como editor.

Vou tentar passar alguns meses apenas na base de livros gratuitos. Dando uma olhada na minha crescente biblioteca na Amazon, percebo que estou comprando um pouco mais rápido do que estou lendo, mais ou menos na proporção de 20 para 1. Assim que der uma reduzida na pilha retomo as aquisições.

Estou evitando até olhar minha lista de desejos em livrarias online, para não esbarrar nos descontos do dia. São minha principal, quase única, fonte de compras. US$ 1,99 é covardia.

Fonte: Newsletter da Phoenix Pick

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Seriado do FBI nos anos 70 ganha continuação

Mindhunter vai ganhar uma segunda temporada, e já está em pré-produção. O seriado policial de época retrata a inclusão de conceitos psicológicos e psiquiátricos em investigações da polícia federal americana, o FBI, baseando-se em acontecimentos reais. Os dois protagonistas entrevistam assassinos em série presos, e utilizam o conhecimento adquirido como base para investigar criminosos soltos.


© Netflix

A primeira temporada tem 10 episódios, sendo quatro dirigidos por David Fincher, também produtor executivo. Na dupla principal estão Jonathan Groff (Frozen: Uma Aventura Congelante) e Holt McCallany (CSI: Miami), logo recebendo apoio científico da pesquisadora interpretada por Anna Torv (Fringe). Disponível para assinantes do Netflix.

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Estava fuçando no IMDb o elenco (Frozen realmente é o ponto alto do Groff), tentando lembrar de onde conhecia o McCallany. Apesar de uma extensa lista de participações, foi logo o melhor dos CSI, o situado em Miami, que me ativou a memória – lembro bem dele interagindo com o David Caruso, apesar de estar creditado em apenas 11 dos mais de 200 episódios. E a Torv sempre será a Olivia de Fringe, apesar de não tê-la reconhecido imediatamente nessa série.

E posso creditar isso a um magnífico aspecto técnico do programa: departamento de maquiagem. Aproveitei para olhar os atores que interpretam os serial killers famosos, e que transformação! Ficaram irreconhecíveis. Imagino que vão ganhar alguns prêmios nessa área no ano que vem, porque estão merecendo.

Fora isso temos bom roteiro, boa direção, atuações razoáveis do elenco principal, e um monte de ganchos para as próximas temporadas, o principal sendo o recente defunto Charles Manson.

Fonte: Bleeding Cool

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Batman ganha anime de viagem no tempo

A Warner Bros vai lançar em janeiro do ano que vem Batman Ninja, anime que transporta o cavaleiro das trevas para o Japão feudal, acompanhado de aliados e inimigos. O roteiro é de Kazuki Nakashima, responsável pela série animada Kill La Kill.


© Warner Bros

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Agora entendi porque o Coringa está dando trabalho para o Batman em um combate corpo a corpo: ele ganhou superpoderes. É uma ideia macabra, considerando o estrago que o vilão já é capaz sendo um humano comum.

Ao ver o nome do roteirista de Kill La Kill (ótimo anime, disponível até no Netflix) como responsável pelo filme, fiquei na dúvida se o produto manteria o tom mais realista das histórias do Batman, quando longe de seus colegas super-heróis. Dai a mão do robô gigante apareceu e fiquei tranquilo, sabendo exatamente como o treco vai ser. Parece que só não incluiu o tom humorístico típico de seus trabalhos anteriores.

A comoção quanto a esse trailer está um pouco exagerada – será a reação de quem tipicamente nunca assiste anime? Porque não mostram nada de inédito em relação à qualquer série de luta lançada a cada quatro meses durante o ano inteiro. A Marvel tem várias dessas adaptações inclusive, compondo a maioria do catálogo de anime do serviço de streaming acima mencionado por anos.

E a logo do Batman Ninja é o Olho de Thundera.

Fonte: Slash Film

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Veteranos do horror mais acessíveis

Dois livros de horror chegam às livrarias brasileiras esta semana. O Fantástico Alfabeto Lovecraft, da Darkside Books, apresenta ao público jovem versões infantis de criaturas dos contos de H. P. Lovecraft. São 32 páginas com ilustrações e preço sugerido de R$ 39,90.

É, algo deu errado.
© Darkside Books

História Extraordinárias, de Edgar Allan Poe, é uma coletânea organizada pela Companhia de Bolso com contos clássicos do autor, em formato de bolso, incluindo Gato preto e O poço e o pêndulo. São 272 páginas pelo preço de R$ 27,90.

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É bacana ver que o Lovecraft continua popular no Brasil, sem os protestos cada vez mais comuns nos EUA contra qualquer obra sua ou produto relacionado. Provavelmente é apenas uma questão de tempo, mas não vi nada que se destacasse ainda.

Livro adorável, obviamente mais um catálogo de bichos de pelúcia que qualquer outra coisa. Não acredito que o autor teria aprovado, já que se orgulhava do horror em seus contos, mas o aspecto financeiro talvez o convencesse do contrário.

Quanto ao Poe, não pensava nele há muito tempo. Acho que li a maioria de seus contos populares quando eu era adolescente, típico da época pré-internet/internet discada. Será que não incluíram uma versão d’O Corvo? “Nunca mais!”. Ficaria surpreso.

Deixe-me conferir… é, várias versões gratuitas em áudio no Librivox. Inclusive uma The Murders in the Rue Morgue lida pelo falecido Phil Chevenert, nada mal.

Fonte: Pré-vendas da Saraiva

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Diretor de Drive vai lançar série na Amazon

Nicolas Winding Refn vai lançar um seriado policial pelo serviço de streaming da Amazon, intitulado Too Old to Die Young (Muito Velho para Morrer Jovem, em tradução livre). Por enquanto o cineasta, responsável por Drive e Só Deus Perdoa (abaixo), está listado como criador, diretor do primeiro episódio e co-roteirista, com o escritor de quadrinhos Ed Brubaker dividindo esta última função.

Nada de Gosling dessa vez, ou por enquanto
© FilmDistrict

De acordo com a sinopse, o programa “explora o submundo criminoso de Los Angeles ao seguir as jornadas existenciais de personagens para se tornarem de assassinos em samurais [sic] na Cidade dos Anjos”. Estão no elenco Miles Teller, Jena Malone e William Baldwin. Lançamento em 2018, apenas para assinantes.

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Construí esse texto de modo deliberado, destacando a presença do diretor, dai a trama bizarra e por último o elenco meio apagado. O Refn tem poucos filmes americanos no currículo, e tendem a serem amados ou odiados ao extremo. Mas uma coisa possuem em comum: o visual magnífico.

Só Deus Perdoa pode ser arrastado e simplificar os personagens a uma única faceta de personalidade, mas é um dos melhores usos exagerados de cor que já vi. Ainda preciso conferir o Demônio de Neon, sua produção mais recente, mas pela divulgação parece que o diretor incorporou esse tipo de apresentação ao seu estilo. Vamos ver se consegue impô-lo nessa série também. Adoraria.

A trama me lembrou Ghost Dog, do igualmente cineasta-cabeça Jim Jarmusch, sobre mafiosos e Forest Whitaker bancando o samurai moderno. Acho que tenho em DVD.

O uso de “samurais” na sinopse é um mal sinal. Ou talvez seja de propósito, refletindo a falta de noção de seus personagens nessa empreitada.

Fonte: Deadline

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Vingadores 3 reúne toda a Marvel (novamente)

A Disney publicou esta semana o primeiro trailer de Avengers: Infinity War, terceira produção da franquia que reúne super-heróis de vários filmes da Marvel. Além dos personagens que já fizeram pontas nos longas um dos outros, o elenco de Guardiões da Galáxia, antes isolado no espaço, também aparece. O vilão será o conquistador espacial Thanos, dublado por Josh Brolin.


© Disney

Lançamento em 26 de abril do ano que vem. Direção dos irmãos Russo, responsáveis por Capitão América 2 e 3, e roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely, responsáveis pelo texto de todos os filmes do “primeiro vingador”.

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E também pelos roteiros dos filmes de Nárnia e o horrendo Thor 2.

Fiquei até zonzo com a quantidade de aparições rápidas e o intenso vai e vem entre cenários. O destaque no Homem-Aranha deixa clara a intenção da Marvel de aproveitar o personagem como cabeça da próxima geração de filmes, já que seu elenco atual está se aproximando de uma média de 50 anos de idade.

Me pareceu cansativo até para assistir. E o tema das Joias do Infinito, há quanto tempo não abordavam isso? Além de distante, também exige que o público esteja acompanhando todas as franquias há um bom tempo. Será que as centenas de milhões de espectadores da Marvel realmente vão em todas suas produções? Eu parei no Capitão América 3, e agora só vejo quando aparecem no Netflix.

O serviço, por sinal, lançou este mês a série do Justiceiro, pouquíssimo divulgada devido à onda de crimes violentos (como se eles parassem em algum momento) nos EUA. É uma das melhores da parceria com a Marvel, e, assim como nos quadrinhos, basicamente ignora por completo os super-heróis no mesmo universo. Faltaram mais urros do Bernthal.

Fonte: IMDb

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Pathfinder fica um pouco mais venenoso

O RPG de mesa Pathfinder vai abordar um de seus sistemas mais controversos no livro Player Companion: Potions & Poisons. A publicação traz novas façanhas e arquétipos exclusivos para raças incomuns ligadas à substância venenosas, e opções para classes que lidam o tema, como alquimistas, bruxas e ladinos. No aspecto poções, novas façanhas e feitiços para produzir variações mágicas e comuns desse popular item.

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© Paizo

A utilização de venenos em combate, e a construção de um personagem baseado em seu uso, é controversa por ser considerada um desperdício de potencial de dano, devido à demora de seu efeito, alta chance de ser resistido, possibilidade de errar o alvo e alto custo para fabricação ou aquisição.

Lançamento em 13 de dezembro, pelo preço de US$ 10,49.

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Tenho pelo menos um Player Companion que me veem à cabeça imediatamente, o que expande animais companheiros. É um livro curto, acho que pouco mais de 30 páginas, mas entupido de informações, quase caindo das bordas das páginas. Infelizmente não integram a linha principal de manuais, então apresentam esse preço exagerado de mais de 10 dólares. É uma aquisição para colecionadores, entusiastas do tema específico, ou talvez jogadores da Pathfinder Society, que acredito requerer a aquisição de um manual para liberar o uso de seu conteúdo.

Os comentários na página do produto estão apontando que deve ser voltado novamente mais para alquimistas que outros personagens, e a capa não alivia essa impressão. Se ele realmente provocar uma reviravolta na utilização de venenos, provavelmente vai ser mais por acidente, algo que escapou nos testes fechados, do que de propósito.

A defunta editora independente Interjection Games criou uma classe compatível com Pathfinder que trabalhava muito bem o uso de venenos, com o nome, apropriado, The Assassin.

Fonte: Paizo Blog

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Contos de fadas tecnológicos voltam ao Netflix

O serviço de streaming de vídeo Netflix começou a divulgar a próxima temporada de Black Mirror, uma antologia de ficção científica. Com temas inspirados em tecnologia moderna, cada episódio é independente um do outro e geralmente possuem uma reviravolta sombria. Confira os dois primeiros trailers:


© Netflix

Originalmente uma produção para a TV britânica em suas duas primeiras temporadas, Black Mirror teve os direitos de distribuição adquiridos pelo site e ganhou uma terceira temporada online no ano passado. A data oficial da quarta temporada não foi divulgada.

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Não lembro bem o motivo, mas este mês terminei de assistir a terceira temporada de uma tacada só, dobrando roupas ou editando imagens, provavelmente os dois. É um produto divertido, mas o tom de conto de fadas adulto é tão boboca que me espanta fazer esse sucesso todo. Exageram nas atuações, na simplicidade da trama, nas inevitáveis explicações (a moral da história, mas na boca de um personagem), e as reviravoltas são previsíveis lá pela metade do episódio. Ouvi dizer que as duas primeiras temporadas são mais pesadas e complexas, preciso verificar isso.

Mas essa pregação anti-tecnologia em um serviço de streaming é um pouco irônico demais. Fazia sentido quando passava em um canal de televisão, afinal era uma crítica às novas mídias, a concorrência que está roubando toda a verba de publicidade. Quando vão condenar as pessoas que consomem mídia em volumes absurdos, rapidamente, apenas para não ficar para trás da moda atual? E será que os assinantes entenderiam a cutucada?

Fonte: Syfy e Netflix no Youtube

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Aclamado anime ganha continuação

O anime de horror e fantasia Made in Abyss ganhará uma segunda temporada. O anúncio foi realizado durante evento no Japão promovendo a série lançada este ano, sobre crianças explorando um abismo repleto de monstros. O programa é baseado no manga de mesmo nome, escrito e desenhado por Akihito Tsukushi, inédito no Brasil.

Não recomendado para quem é propenso à depressão
© Kinema Citrus

Não foram divulgadas datas de lançamento, mas os estúdios e elenco devem ser mantidos.

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Cenários belíssimos, personagens desenhados de modo caricato e adorável, e temas simples como eutanásia, amputação, abuso, suicídio, etc. Vou te dizer, o anime é magnífico, mas não recomendo assistir em dose única… a coisa fica pesada, rápido, e não suaviza o suficiente para recuperar o espírito do telespectador.

Espero que o gancho que deixaram para a próxima temporada, o cientista maluco e torturador Bondrewd, não seja o único tema. Deprimente demais!

Quando a temporada acabou comentei com meus filhos que não iria ler o manga, para evitar estragar as surpresas de uma possível continuação. E desta vez acertei em cheio, quem diria.

Fonte: Anime News Network

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