Starfinder vai ganhar centenas de armas novas

A editora Paizo publicou a primeira prévia do manual Starfinder Armory, um catálogo de equipamentos para o RPG de mesa Starfinder. De acordo com o texto, serão mais de 650 novas armas, com 46 novas propriedades e 6 novos efeitos críticos. Acompanha a divulgação uma prévia da ilustração de 30 destas armas:

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© Paizo

Armory também trará novos tipos de munição, dezenas de novas granadas e de novos cristais para a classe Solarian (que invocam armas feitas de energia, modificadas por estes objetos). Também mencionam duas dúzias de acessórios para armas, como miras telescópicas, e pequenos discos (3,8 cm) de “espaço nulo” para guardar seus armamentos. A versão digital será lançada em 2 de agosto, e a impressa deve começar a ser distribuída ainda este mês.

Insinuam no artigo que a prévia da semana que vem abordará armaduras energizadas.

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A customização do personagem, algo já bem forte no jogo quanto a classes e raças, ficará gigantesca com essa expansão de equipamentos. Atualmente é impossível fazer um herói dedicado a um tipo específico de armamento ou de energia, você precisa se adaptar ao que está disponível para o seu nível.

Uma small arm de gelo, por exemplo, está disponível somente em nível 5. Ou se você quer jogar apenas com lasers, pode comprar uma pistola ao criar o personagem, mas precisaria sofrer com ela até o nível 4 ou 5, quando a próxima fica acessível – e aumentando o dano em apenas mais 1d4. Atualmente o padrão é começar com uma tactical semi-auto pistol, encontrar uma azimuth laser pistol assim que derrotar o primeiro NPC, e depois só melhorar o dano quando colocar as mãos em uma thunderstrike sonic pistol, que é uma arma de nível 4.

Armory vai acabar com essas restrições – mas haja dinheiro para comprar todas as maluquices que colocaram nele. E ainda faltam augments, items mágicos, tecnológicos e híbridos, além de veículos, todas categorias apenas vislumbradas no livro principal.

Que maravilha.

Fonte: Paizo blog

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RPG Call of Cthulhu ganha adaptação para celular

Está disponível a partir desta semana Cthulhu Chronicles, para a plataforma móvel iOS. O aplicativo é uma adaptação do RPG de mesa Call of Cthulhu, da editora Chaosium, mas no gênero “ficção interativa”. O usuário escolhe um de seis investigadores possíveis e avança por histórias baseadas nas obras de H. P. Lovecraft, selecionando diferentes opções, com alguns elementos aleatórios.


© MetaArcade

O jogo tem 369,9 megas, e é compatível com iOS 10.0 ou superior, tanto em iPhone quanto em iPad. O download é gratuito, com vendas dentro do aplicativo. De acordo com o site da desenvolvedora, MetaArcade, diferentes cenários estão à venda, mas é possível jogar gratuitamente alguns deles todos os dias. A censura é de 12 anos.

Uma versão para Android está nos planos da empresa.

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Parece uma censura baixa, mas Lovecraft em si não costumava retratar violência de forma abundantemente gráfica (exceto talvez em Herbert West – Reanimator), mais focado em horror sutil e psicológico – até os monstros gigantes saírem de dentro do oceano.

E é isso mesmo, versão digital de livros “escolha a sua própria aventura”, os quais tenho mais de uma dúzia nas minhas prateleiras. Blocos de texto, às vezes com ilustrações, você escolhendo uma opção de uma pequena lista, às vezes tendo que rolar um dado (ou uma roleta no caso desse app), e percorrendo um labirinto de alternativas até chegar a um dos finais. Eram divertidos demais, e uma excelente opção para jovens sem internet ou grupos locais para jogar RPG facilmente acessíveis.

Colocar esse modelo dentro de um celular é meio anacronístico, e obviamente apela ao saudosismo do público consumidor.

Se estivesse disponível para Android já teria baixado.

Link para App Store: https://itunes.apple.com/us/app/cthulhu-chronicles/id1343328830?mt=8

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Panda de escritório volta no ano que vem

O serviço de streaming Netflix anunciou que seu anime original Aggretsuko vai ganhar uma segundo temporada em 2019. A série é protagonizada pela panda vermelha antropomorfizada Retsuko, funcionária de um escritório, e retrata seu relacionamento com colegas de trabalho e gerenciamento, todos animais variados. Ela desconta suas frustrações improvisando músicas no estilo heavy metal em bares de karaokê.


© Netflix

Estão disponíveis para os assinantes 10 episódios de 15 minutos cada, da primeira temporada. O programa é uma parceria entre o site e a empresa Sanrio, criadora da marca Hello Kitty.

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E por falar na Sanrio e Netflix, há um episódio da série documental Brinquedos que Marcaram Época dedicada à gata antropomórfica bilionária. A história da marca já é ótima, fascinante mesmo, mas os depoimentos dos fãs supera os níveis de insanidade de todos os outros brinquedos (talvez empate com os da Barbie – e ainda não fizeram um sobre Meu Pequeno Pônei).

Só vi o primeiro episódio de Aggretsuko até agora – é um cenário similar ao Dilbert, com mais animais falantes, mas menos sarcasmo e bem mais constrangimento. É engraçado, apesar das caricaturas muitas vezes se estenderem um pouco mais do que deveriam.

A passividade da protagonista, porém, é enfurecedora. Espero que ela crie um pouco mais coragem eventualmente, mas considerando sua idade e o público-alvo, é pouco provável.

Sério que ela não é uma raposa? Precisei checar duas vezes.

Fonte: Anime News Network

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Bestseller norueguês tem novo livro traduzido

A editora Record lança em agosto O Sol da Meia-noite, segundo livro da franquia Olav Johansen, sobre um assassino sensível e cheio de remorsos. A obra é do norueguês Jo Nesbo, autor de bestsellers policiais, com 17 títulos traduzidos no Brasil. É mais conhecido pelo personagem Harry Hole, já adaptado para o cinema no filme Boneco de Neve, no ano passado.

Se esse efeito for um filtro automático, deve se chamar Distorção de TV velha
© Editora Record

O Sol da Meia Noite é a continuação de Sangue na Neve, e possui 224 páginas em formato 23 cm x 16 cm, com preço sugerido de R$ 37,90.

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Não posso dizer que nunca ouvi falar do autor, pois já vi livros dele em destaque em livrarias, só nunca me chamaram a atenção antes. Até começar a pesquisar para escrever esse post, inclusive achava que Jo era uma mulher.

Segundo a capa acima, o sujeito é um dos autores policiais mais populares da atualidade, com seus 40 milhões de exemplares. Por outro lado, não achei uma lista de escritores populares por volume de vendas, então vai saber se, em contexto, é um número realmente expressivo (O Stephen King deve vender bilhões, e acho ele insuportável).

Mas tem um aspecto de Nesbo que achei excelente, pelo menos nessa franquia de dois livros: são ridiculamente curtos. Que raro isso, hoje em dia.

Fonte: Pré-vendas da Saraiva

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Mais de 10 anos de Mega Man X em dois pacotes

A Capcom lança este mês Mega Man X Legacy Collection e Mega Man X Legacy Collection 2, para PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch e PC. As duas coletâneas reúnem oito jogos da franquia, começada em 1993 no Super Nintendo e encerrada em 2004 no PlayStation 2, com várias adaptações de todos os títulos para outros sistemas desde então.


© Capcom

Além dos jogos originais, a empresa adicionou um novo modo de jogo em que é possível enfrentar dois chefes de uma vez só, um “museu” de material de divulgação da franquia, e uma animação sobre o vilão Sigma. O preço sugerido é de US$ 19,99 por cada coletânea.

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Ia incluir uma sinopse sobre Mega Man X, mas acho que é desnecessário. Você controla um robô que destrói outros robôs e rouba os poderes deles. A série original se passa em um futuro próximo e essa em um futuro distante. Alguém já jogou Mega Man pela trama?

Os títulos para SNES são facilmente “encontráveis” por aí, mas essas coisas para PlayStation me surpreenderam. Fizeram Mega Men que não são side scrollers? Que insanidade.

O preço por quatro jogos parece razoável, se não fosse pelo dólar se aproximando de níveis venezuelanos de valorização.

Fonte: IGDb

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Mistério paralelo a assassinato de atriz vira série

Chris Pine é protagonista da minissérie de suspense I Am the Night, com previsão de lançamento em janeiro, no canal TNT. Ele interpreta um repórter investigando um médico ligado ao caso Dália Negra, sobre uma atriz brutalmente assassinada nos anos 40. Sua parceira é a filha do suspeito.


© TNT

Estão listados 6 episódios, com Patty Jenkins (Mulher Maravilha) dirigindo metade deles. O programa é baseado em fatos reais, e a personagem feminina principal, Fauna Hodel, recebe créditos de roteirista.

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Trailer caprichado, alguns sustos fajutos aqui e ali, mas com momentos ótimos de personagens extremamente bizarros e incômodos. O médico está mesmo jantando em frente a um espelho? Gostei da ideia!

A revelação da Dália Negra no meio do vídeo não tem tanto impacto por aqui, mas lá pra cima é um fenômeno cultural e tanto. Precisei dar uma pesquisada para relembrar os detalhes, pois acho que vi apenas um filme sobre o assunto.

Quando divulgo seriados sempre me vem à cabeça: será que o distribuidor tem parceria com o Netflix, ou é outro daqueles que jamais vou assistir? Esses grupos de mídia, após tantos anos observando o mercado, parece que finalmente decidiram oferecer seus produtos em serviços próprios, em vez de usar atravessadores.

Até o próprio site mencionado acima percebeu essa movimentação e passou a investir pesado em programas próprios e aquisições exclusivas, para tentar se manter competitivo. Mas será que conseguem novos assinantes, ou apenas mantém os atuais? Não temos informações oficiais, apenas estimativas de números de “assistidas” e comentários soltos da empresa sobre alguns programas e filmes que fazem muito sucesso.

O próximo passo obviamente será a saturação de ofertas – imagino que 15 a 20 clones do Netflix, todos cobrando preços semelhantes. Daí tentarão se agrupar em pacotes, com descontos. E por último todo mundo falindo e fechando estúdios de grande e médio porte, resultando em uma queda generalizada de qualidade e quantidade de programas.

Meio negativo para encerrar a semana, mas provavelmente não estou muito longe da realidade.

Fonte: IMDb

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E-book grátis sobre se congelar por amor

A editora Phoenix Pick está distribuindo gratuitamente este mês o e-book Tomorrow and Tomorrow, de Charles Sheffield. Na trama, após sua esposa ser diagnosticada com uma doença incurável, o protagonista resolve congelá-la e a si mesmo criogenicamente, na esperança de eventualmente encontrar uma cura. Ele é acordado em vários pontos no futuro, sem sucesso, até que, milhões de anos depois, finalmente há uma chance.

Não sei o que está acontecendo, mas não é das piores
© Phoenix Pick

Para baixar uma cópia em mobi ou epub basta ir até a página http://www.phoenixpick.com/botm/Sheffield.htm, clicar na opção “add to cart”, zerar o preço e seguir as instruções apresentadas. A oferta é válida até o dia 31 de julho.

Na mesma página a editora colocou outros cinco livros de Sheffield pelo preço fixo de US$ 1,29 cada.

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Acho que o mesmo tema é explorado em Forever War, em que um grupo de soldados é descongelado, e ao se deparar com a realidade, volta para a geladeira várias e várias vezes (acho, porque nunca li esse clássico). Mas li algo semelhante também em 3001, de Arthur C. Clarke, uma daquelas continuações de 2001 – Uma Odisseia no Espaço. O protagonista é o astronauta morto pela inteligência artificial, reanimado por tecnologia avançada após um milênio vagando pelo espaço.

Mas nenhum destes exemplos acima tem a motivação tão clássica quanto o livro de Sheffield: amor. O sujeito gosta tanto da esposa que resolve viajar pela eternidade por ela. Bonito.

Nesse aspecto, Tomorrow and Tomorrow me lembra um pouco o livro The Night Land, de William Hope Hodgson, publicado em 1912. Ele tem um protagonista do século XVII que viaja milhões de anos no tempo, em sonho em ou reencarnações, em busca de sua esposa, falecida durante o parto do primeiro filho do casal. Ele encontra monstruosidades e bizarrices inacreditáveis, mas o foco nunca deixa de ser sua mulher. É um dos meus prediletos.

Fonte: Newsletter da editora

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Jogo da LucasArts ganha continuação independente

A franquia Maniac Mansion vai ganhar um terceiro título, no dia 21 deste mês. Return of the Tentacle será lançado 31 anos após o título original, e é uma continuação direta de Day of the Tentacle, segundo jogo da série.

Difícil achar uma imagem sem alemão por todo lado
© Catmic

O jogo foi desenvolvido pela empresa alemã Catmic Games, utilizando formato igual aos anteriores (uso de mouse para clicar em objetos na tela e resolver enigmas) e arte semelhante à versão remasterizada de Day of the Tentacle. Disponível inicialmente para Windows, Mac e Linux.

Maniac Mansion foi um dos primeiros jogos da LucasArts, empresa do criador de Star Wars, George Lucas.

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Essa me pegou de surpresa. Primeiro por existir (suponho que a verba de publicidade seja negativa ou se resuma ao salário do sujeito que atualiza a página do Facebook e do jogo), segundo por ser obra de uma empresa independente, alemã, e aparentemente sem participação de qualquer veterano da LucasArts ou mesmo da Double Fine. Se estão envolvidos, esse fato não é destacado no “marketing” do jogo.

Será que o humor alemão vai se encaixar na franquia? Lá, pelo jeito, fez sucesso, para logo eles criarem essa continuação.

Acho que joguei o Maniac Mansion por alguns instantes, mas completei o Day of the Tentacle, versão de 93. Tentei fazê-lo na década que foi lançado, mas só consegui na década seguinte.

Tenho a impressão, provavelmente fajuta, que esses jogos no estilo “adventure” dominavam os computadores durante os anos 80 e 90. O impacto deles, ao menos, foi real. Tenho vários jogos recentes na modalidade, imitando inclusive o visual arcaico da época, e a maioria é de ótima qualidade quanto a roteiro, diálogos e puzzles de arrancar os cabelos. Ou seja, não sou apenas eu que tenho boas memórias desse gênero – é um número de pessoas grande o suficiente para criar empresas que vivem disso.

Fonte: IGDb

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Horror saudosista traz astro enfrentando culto drogado

Nicolas Cage interpreta um eremita em busca de vingança no horror Mandy. A produção se passa nos anos 80, com o ator isolado no meio do mato ao lado de sua namorada, interpretada por Andrea Riseborough (Birdman) até serem alvos de um culto fanático. Linus Roache (Batman Begins) é o líder dos criminosos, e Bill Duke (O Predador) um dos amigos do protagonista.


© RLJE Films

A direção é do desconhecido Panos Cosmatos, também dividindo os créditos de roteiro com o ainda mais desconhecido Aaron Stewart-Ahn. Lançamento em setembro, nos EUA.

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Que trailer incômodo e perturbador. Parece um filme de serial killer sobrenatural (“slashers”) dos anos 80 com o uso de drogas e visual lisérgico dos anos 70.

O Roache interpreta uma loucura contagiante, e para mim se destacou – mas as resenhas extraídas de exibições em festivais estão elogiando muito o Cage. Me pareceu uma típica atuação dele furioso, como já fez em vários filmes, mas pelo jeito há mais material.

Pela ficha técnica do longa, são 121 minutos. Duas horas dessa viagem sanguinolenta? Difícil imaginar.

O machado com cabo de metal parece pouco prático.

Fonte: IMDb

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Coletânea traz material inédito de Guerra dos Tronos

A editora Leya lança esta semana Crônicas de Espada e Feitiçaria, coletânea de contos de fantasia de Robin Hobb, Walter Jon Williams, Garth Nix, Elizabeth Bear e George R. R. Martins. Este último participa com um conto situado no passado do seu popular universo de A Guerra dos Tronos. O livro é editado por Gardner Dozois, já premiado por iniciativas semelhantes.

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© Leya

São 512 páginas em formato 16 cm por 23 cm, pelo preço sugerido de R$ 64,90 na edição impressa e R$ 44,99 na versão digital.

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Enquanto a série de TV não acaba, poderiam vender até livros de receitas com participação do George R.R. Martin, produzindo um prato baseado no cenário de seu bestseller. Coxas de dragão fritas ou algo assim.

Imagino se os fanáticos por Game of Thrones leem o treco inteiro, já que estão pagando por tudo, ou somente o conto do Martin e já colocam o volume na prateleira, ao lado do box com os livros da série principal.

Mas no final das contas é um bom negócio para todos os envolvidos: os outros autores ganham um pouquinho de exposição extra; os fãs ganham mais um naco do seu vício literário/televisivo; e o Martin enrola mais um pouco para finalmente concluir sua violenta e sexualizada saga de fantasia.

Da limitada lista de escritores, sou fã e recomendo somente o Walter Jon Williams; nunca li a Hobb, ou a Bear e do Nix lembro apenas de um conto sobre vampiros, que acho que era bom.

Fonte: Pré-vendas da Saraiva

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