Editora de Munchkin prepara novo jogo de cartas

A Steve Jackson Games (GURPS, Munchkin) está procurando financiamento para um novo jogo no site Kickstarter. Em Conspiracy Theory vários jogadores utilizam um baralho de 480 cartas para adicionar elementos a uma teoria da conspiração, procurando convencer os oponentes que a sua versão da história é a verdadeira.

Essa arte não ajuda em nada!
© Steve Jackson Games

A editora já conseguiu 80% dos 30 mil dólares que estão solicitando, com mais de duas semanas de financiamento ainda pela frente. Planejam vender o jogo somente nos EUA, devido ao peso do produto e o consequente custo elevado de frete.

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Mencionam várias vezes que o Conspiracy Theory é voltado para a família toda, não “apenas para adultos”. Está certo que conspirações estão em alta nos EUA atualmente, e são um ponto sensível para a imprensa de lá, mas estava meio perdido quanto a essa ênfase na censura baixa do produto.

Descobri uma explicação nos comentários do Kickstarter. Aparentemente o jogo de cartas nesse estilo mais popular atualmente se chama Cards Against Humanity, e é todo ancorado em humor adulto (o que na verdade significa sexo e violência, e não complexidade – humor para adultos costuma ser bem juvenil!). Estão tentando se distanciar desse aspecto do concorrente, e possivelmente ampliar o público.

Obviamente vão conseguir o financiamento, mas parece que não vai ser tão graúdo quanto Dungeon Fantasy e Cars Wars (ambos acima de US$ 100 mil) ou o absurdo Ogre Designer’s Edition (quase 1 milhão de dólares). Imagino se a mera comparação com CAH afastou o público típico da empresa, meio avançado em anos, ou se é o próprio gênero que está exausto.

Fonte: Daily Illuminator

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Um exausto e vingativo Jackie Chan

Jackie Chan interpreta um pai caçando terroristas em The Foreigner. Após ter sua filha assassinada, o astro chinês enfrenta pessoalmente os criminosos, enquanto atormenta um funcionário do governo (Pierce Brosnan) que pode estar ligado a eles. Lançamento em outubro, nos EUA.


© STX Entertainment

A direção é de Martin Campbell (007 – Cassino Royale) e o roteiro de David Marconi (Duro de Matar 4.0).

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Acho que nem nos filmes dramáticos que ele anda fazendo na China você encontra um Jackie Chan tão moído (e curiosamente cinza), totalmente exausto. Ficou chamativo, e justifica um pouco a surra que parece levar em toda cena de ação antes de derrotar os terroristas por um triz.

Tive que pensar duas vezes antes de fazer esse post – Chan obviamente está interpretando um ex-espião, e esse é um gênero que não cubro por aqui. Mas seus oponentes parecem estar mais alinhados à categoria de criminoso comum do que de organização internacional com planos grandiosos. E ele está agindo como um vigilante, e não um agente secreto.

Difícil categorizar esse filme pelo trailer, já que só mostram cenas de ação (se ficou alguma coisa de fora nesse vídeo, foi a provável luta final com o Brosnan). No IMDb está como “action” e “thriller”, que é um tipo de suspense com ação.

Bom, é o mais perto de espionagem que já coloquei aqui.

Fonte: Coming Soon

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Sucesso inesperado de Keanu Reeves se expande

A franquia John Wick terá um terceiro filme, confirmado pelos estúdios Lionsgate para maio de 2019. Keanu Reeves permanece no papel do protagonista, um assassino que deixa sua aposentadoria após ter seu carro roubado e cachorro de estimação morto. O diretor Chad Stahelski e o roteirista Derek Kolstad voltam às suas funções pela terceira vez.

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© Lionsgate

Além disso, o trio está envolvido no desenvolvimento da série The Continental, baseada no hotel em que assassinos como Wick podem se hospedar sem sofrer represálias de colegas de profissão.

O primeiro filme foi lançado no Brasil com o título De Volta ao Jogo, e sua continuação foi traduzida para John Wick: Um Novo Dia Para Matar.

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Ainda estou aguardando meu serviço de streaming de vídeo colocar o segundo John Wick no catálogo, mas até agora nada. Parece até que estão com dificuldades para adquirir material externo e resolveram focar em produções próprias, nem sempre bem sucedidas (exceto pelas séries, em que mais acertam que erram).

O primeiro foi uma daquelas inacreditáveis surpresas. Keanu Reeves em um filme de ação com uma boa trama, combates caprichados, além de personagens coadjuvantes memoráveis? Acho que ele não fazia algo assim desde o Matrix original!

Recomendo para todo mundo com um mínimo interesse por pancadaria e balas voando para todo lado, atitude esta que, repetida exaustivamente, foi a provável causa do sucesso inesperado de John Wick. Ser transformado em uma franquia deve ter sido espantoso para todos os envolvidos.

O diretor até conseguiu a cadeira atual do remake de Highlander. O treco realmente está rendendo.

Fonte: Bleeding Cool

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O novo herói descamisado Hellboy

A primeira peça de divulgação do próximo filme de Hellboy foi publicada pelo criador do personagem, Mike Mignola. David Harbour, o novo protagonista, aparece caracterizado com a pele vermelha típica, chifres raspados e armamentos. O longa deve ser lançado no ano que vem, e traz o diabólico herói enfrentando Nimue, a Rainha de Sangue, interpretada por Milla Jojovich.

“Hmpf.” – Hellboy
© Lionsgate

Também está no elenco Ian McShane, novo intérprete do Professor Broom, mentor de Hellboy. Demais companheiros clássicos do herói não foram anunciados ainda, ou não estarão presentes.

Este terceiro filme da franquia é um reboot, dirigido por Neil Marshall (vários episódios de séries de TV, e o longa Centurião, com o Michael Fassbender). Estão listados como roteiristas Andrew Cosby (criador da série Eureka) e o próprio Mignola.

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Li/tenho algumas poucas e boas revistas do Hellboy, e apesar de ele ter seus momentos de arrogância, não é bem a primeira impressão que costuma causar. Então colocarem o Harbour fazendo essa cara meio babaca foi uma decisão muito peculiar.

Deve ser parte da estratégia de separação dos filmes anteriores. Já que não podem variar muito do visual, mudam a personalidade e se livram dos coadjuvantes. E entupiram de gente de televisão, tanto no elenco, quanto na direção e roteiro. Estranho.

Fiquei com vontade de assistir ao primeiro filme de novo. O segundo vi apenas uma vez e não me causou uma boa impressão. Talvez valha uma nova tentativa.

Fonte: Syfy Wire

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Novo curta de Blade Runner tem problemas

Blade Runner 2049 ganhou seu segundo curta-metragem, Nowhere to Run. O foco desta vez é o personagem de Dave Bautista (Guardiões da Galáxia), um androide chamado Sapper. O longa chega aos cinemas em 5 de outubro.


© Warner Bros

Ryan Gosling é o novo protagonista, procurando a ajuda do original, Harrison Ford, para desvendar uma conspiração ligada aos robôs humanoides.

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Que porcaria. Mas é incrível enfiarem tantos clichês em tão poucos minutos, simplesmente não deixando espaço para nada minimamente original. Preciso acreditar que foi de propósito, um exercício de mediocridade – é impossível algo associado a Blade Runner ser tão banal e irrelevante assim, e resultar do melhor esforço possível.

Acho que desde Prometheus um pedaço de mídia não me decepcionava tanto. Argh, que jeito de encerrar a semana! Maldito seja, Ridley Scott!

Vi mais cedo que o Shinichiro Watanabe estaria criando um desses vídeos, então há alguma esperança por algo decente. O criador de Cowboy Bebop e Space Dandy não conseguiria ser ruim desse jeito, a menos, novamente a esperança, que seja propositalmente.

É preciso enfiar isso na cabeça já, antes que seja tarde: Blade Runner 2049 não tem nada a ver com o original. Trama, cenário, personagens, diálogos, visual – é tudo completamente diferente e desconectado. A única coisa que compartilham é o título e algumas pessoas no elenco. Com essa mentalidade posso me poupar uma decepção ainda maior no mês que vem.

Blargh. Urgh.

Fonte: Youtube

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Comédia psíquica e mafiosa ganha anime

O manga de comédia Hinamatsuri vai ganhar uma adaptação animada no ano que vem, informa a empresa de mídia Kadokawa. Os protagonistas são a dupla Nitta e Hina, o primeiro um promissor membro da máfia japonesa e a segunda uma alienígena ou viajante do tempo com poderes paranormais.

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© Kadokawa

Nitta é obrigado a hospedar Hina em seu apartamento, passando a sofrer todo tipo de bullying. Em troca, utiliza o fenômeno psíquico para progredir em sua carreira na Yakuza.

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Inicialmente fico feliz com a novidade – Hinamatsuri é um dos mangás mais hilários que li em anos recentes, repleto de humor absurdo e constrangedor, e com um elenco de apoio que rivaliza com os personagens principais (alguns diriam que a Hitomi supera-os!).

Mas pensando melhor nas possibilidades, é melhor ter cautela. Entre os últimos animes de comédia adaptados de mangá que assisti, apenas Gekkan Shoujo Nozaki-kun conseguiu manter um nível de humor semelhante ao original. Os demais exageram nos sotaques irritantes, inventam efeitos sonoros desnecessários, erram no timing das piadas.

Himouto! Umaru-chan, por exemplo, foi decepcionante, tendo suavizado um pouco a mão pesada nos últimos episódios apenas. Dagashi Kashi, entretanto, ficou tão irritante que não fui além dos primeiros. Mas os mangás são ótimos.

Fonte: Anime News Network

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Solução não-ortodoxa para a humanidade

Matt Damon é o protagonista de Downsizing, ficção científica utópica em que a humanidade começa a ser reduzida de tamanho para economizar recursos naturais. Ele interpreta um cidadão comum passando pelas várias fases psicológicas e práticas até se submeter ao processo irreversível. Lançamento em dezembro deste ano, nos EUA.


© Paramount Pictures

Estão no elenco Christoph Waltz, Kristen Wiig, Udo Kier, Jason Sudeikis, Laura Dern e Neil Patrick Harris. A direção e roteiro são de Alexander Payne (Sideways – Entre Umas e Outras), com seu colaborador frequente Jim Taylor também assinando o roteiro.

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Tentei não encaixar um segundo filme de Matt Damon na mesma semana, mas foi impossível. Não lançaram nada melhor recentemente, e o vídeo é interessante.

Devem estar se preparando para puxar o tapete debaixo dos pés do público, pois até agora só enfatizaram aspectos positivos da redução de tamanho. E foram muito convincentes!

Se for uma distopia típica, o protagonista vai acabar descobrindo efeitos colaterais terríveis, algum segredo quanto aos corpos originais, etc. Se for propaganda ecológica anti-humanidade, vão levar a piada até o final do filme, com o mundo inteiro sendo encolhido, e eventualmente voltando aos mesmos problemas anteriores devido à quantidade de miniaturizados.

Por enquanto parece apenas divertido, e o Damon está ótimo como o medíocre deslumbrado.

Fonte: IMDb

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Prelúdio de obra-prima dos anos 70 a caminho

O serviço de streaming de vídeo Netflix vai distribuir com exclusividade a série Ratched, que deve começar a ser filmada no ano que vem. Com 18 episódios divididos em duas temporadas, o programa é um prelúdio ao clássico Um Estranho no Ninho, de 1975, e vai mostrar a carreira profissional da enfermeira Ratched, “vilã” do longa protagonizado por Jack Nicholson.


© United Artists

Sarah Paulson (História de Horror Americana) vai interpretar a enfermeira jovem, papel originalmente de Louise Fletcher. A série é uma criação de Ryan Murphy (também História de Horror Americana), que estaria trabalhando nela há anos, de acordo com o material de divulgação.

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Que trailer curiosamente positivo. E o destaque que dão para o Nicholson, com tantos personagens interessantes para serem explorados – seria ele tão popular assim nos anos 70? A Ratched mal aparece, e praticamente rouba o filme.

Um pouco tempo depois de assistir o treco, lá pelos anos 90, encontrei o livro na Biblioteca Pública do Paraná, enquanto procurava coisas aleatórias nas prateleiras de literatura norte-americana (lembra quando era difícil conseguir um livro?). Li na mesma semana, e pelo menos um aspecto dele é bem nítido ainda em minha memória – o protagonista não é o personagem do Nicholson, mas sim o índio mudo. Pelo menos a história é contada do ponto de vista dele! O sujeito ainda é importante para o desfecho da história na versão cinematográfica, mas foi um choque. Imagine se tentasse algo assim hoje em dia.

Vão precisar de muita sutileza para não transformar essa série em uma bobagem, e pelas produções do Murphy, isso não parece ser o seu ponto forte. Ao invés de uma profissional fria moldada pelo horrível ambiente de trabalho, provavelmente vai ser uma psicopata de berço.

Fonte: Slash Film

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Crimes contra o sonho americano

George Clooney é o diretor de Suburbicon, violenta sátira sobre uma vizinhança norte americana no final dos anos 50. Apesar da fachada de um local perfeito, atentados, crimes, estelionato e racismo integram o cotidiano desta comunidade. Lançamento em dezembro deste ano.


© Paramount Pictures

Matt Damon é o protagonista, com Julianne Moore e Oscar Isaac. O roteiro é creditado a próprio Clooney, os irmãos Coen e a Grant Heslov.

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O trailer é agitado demais para você realmente apreciar ou mesmo entender plenamente o que está acontecendo, mas as imagens têm bastante impacto. Boas pitadas de violência, atuação e humor. A influência dos irmãos Coen é grande.

A trama me lembrou Estrada Para Perdição, com o aparentemente pacato homem do lar sendo um matador habilidoso. Mas o Damon não tem o controle da situação e apenas reage aos acontecimentos, enquanto Tom Hanks era mais frio e calculista. Hmm, até o filho sobrevivente é um personagem repetido.

Fonte: IMDb

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Conan entra em uma missão secundária

Conan the Slayer #12 está à venda, desta vez com uma ameaça diferente. Após o demônio de pele de ferro das edições anteriores, o bárbaro encontra uma tribo de canibais e, possivelmente, um morto-vivo. São 32 páginas por US$ 3,99, com roteiro de Cullen Bunn, arte de Dheeraj Verma e cores de Michael Atiyeh.

Prévia mais fraquinha da série até agora
© Dark Horse Comics

O cimério foi criado originalmente nos contos de Robert E. Howard, no início do século passado. Reencontrou sua popularidade como uma história em quadrinhos na Marvel Comics, passando daí a filmes, séries e desenhos animados. Atualmente sobrevive apenas na Dark Horse Comics, mas a maioria de suas histórias literárias está em domínio público.

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No Brasil, ao menos, que nos EUA as leis de direitos autorais são uma insanidade, com variadas cláusulas de renovação. Aqui é 70 anos após morte e acabou-se.

Essa inclusão de canibais e pelo menos um ghoul me pareceu meio estranha, então resolvi dar uma fuçada no conto original. Fiz um ctrl+f e não encontrei nenhuma das palavras chave óbvias, o que indica que estão dando uma esticada na adaptação. Porque, convenhamos, ficou muito deslocada a presença dessa tribo de goblins em uma ilha supostamente deserta e amaldiçoada. Mas não vou confirmar ou negar qualquer possibilidade antes de uma leitura completa.

O artista, apesar do nome magnífico, desenhou o bárbaro de um modo peculiar, reduzindo e redistribuindo sua massa muscular. Imagino quanta liberdade dão para o desenhista nessa editora, ou se insistem para que fujam do padrão propositalmente, em uma tentativa de criar algo mais “artístico”. Meh.

Fonte: Dark Horse Comics

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