Adaptação de Dick garante terceira temporada

A loja online Amazon anunciou que sua série The Man in the High Castle terá uma terceira temporada, com um novo “showrunner”. Eric Ellis Overmyer, criador do policial Bosch para a mesma empresa, assume a função no lugar de Frank Spotnitz (Arquivos X), que abandonou o programa na metade da segunda temporada.


© Amazon Studios

The Man in the High Castle é exibido exclusivamente no service de streaming de vídeo da Amazon. Trata-se de uma adaptação do livro O Homem do Castelo Alto, de Philip K. Dick, sobre uma realidade alternativa em que os aliados perderam a II Guerra Mundial, e como resultado os EUA foram divididos pela Alemanha e Japão, com um pequeno território livre no meio do país. 20 episódios estão disponíveis.

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Assinei o tal serviço de streaming da Amazon (achei que o Hulu chegaria antes) algumas semanas depois que liberaram o acesso para o Brasil. Inicialmente queria ver Mr. Robot, que também está no catálogo, mas pelas tentativas que fiz até agora, somente o material exclusivo da empresa está disponível por aqui. Comecei a assistir TMitHC, estou na metade do primeiro episódio ou algo assim, e até agora não me cativou tanto quanto esperava.

Acho que vou concluir essa tarefa, tentar um episódio de Bosch, e se não continuar com qualquer um deles, vou acabar cancelando. Por enquanto está bem barato, em promoção, mas com essa oferta ridícula de conteúdo nem isso vale a pena gastar.

Fonte: io9

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Crossover alienígena é prelúdio de filme

A Dark Horse continua expandindo o universo do filme Prometheus com a história em quadrinhos Alien vs. Predator: Life and Death #1. Fuzileiros coloniais humanos estão no planeta LV-223, o cenário do longa, enfrentando a espécie alienígena apelidada de Xenomorfos, quando os caçadores de troféus espaciais Predadores chegam no local. São 32 páginas por US$ 3,99, disponíveis desde a semana passada.

Mas já existiam Colonial Marines nessa época? Ou é mais no futuro ainda?
© Dark Horse Comics

O roteiro é de Dan Abnett (Juiz Dredd, Justiceiro, Legião de Super-heróis), com arte de Brian Thies e cores de Rain Beredo.

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A editora relançou a franquia Alien e Predador nas HQs com o anúncio do filme acima mencionado, tentando atrelar tudo a uma história integrada, coerente, descartando as iniciativas anteriores que publicaram em décadas passadas.

Infelizmente o material base, Prometheus, é um monte de lixo. E sua continuação, Alien Covenant, até o momento conseguiu ter um trailer tão ruim que parece indicar estar no mesmo caminho. Ou o Ridley Scott perdeu a mão, ou está fazendo essas continuações totalmente contrariado, apenas pela grana. Ainda bem que está só perifericamente envolvido com Blade Runner 2049, ou reduziria minhas expectativas para esse outro derivado de um clássico seu também. Esses pastiches de ficção científica nos cinemas estão ficando cansativos!

Quanto aos quadrinhos, não gostei da amostra grátis. Diálogo batido e arte “apressada”. Provavelmente é o estilo do desenhista, mas me pareceu bem conveniente para produzir gibis rapidamente, com esses traços tão soltos, quase abstratos. Felizmente não embarquei nesse reboot.

Fonte: Dark Horse Comics

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Um e-book grátis sobre monstros clássicos no espaço

A editora Phoenix Pick está distribuindo este mês o e-book grátis Reboots, da escritora Mercedes Lackey. A história se passa no futuro, mas com criaturas sobrenaturais integradas na sociedade, e no caso específico da trama, tripulando uma nave espacial. A sinopse menciona zumbis, vampiros e lobisomens como personagens do livro.

Não podiam ter encontrado um zumbi pior
© Phoenix Pick

Para obter uma cópia digital, basta ir até a página http://www.phoenixpick.com/botm/Lackey.htm, clicar no botão Add to cart, reduzir o preço para zero dólares, clicar no botão Checkout, preencher um formulário de nome e e-mail, e selecionar um formato de arquivo.

No mesmo link acima também é possível comprar em pacote fechado o livro original e sua continuação, pelo preço reduzido de US$ 3,99.

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Acho que é a segunda ou terceira vez que dão esse livro nos últimos anos, desde que comecei a divulgar a iniciativa. Não gosto muito de repetir conteúdo, mas com esse meu público totalmente aleatório, é provável que vá beneficiar alguém – editora ou leitor.

Eu diria que esse é um nicho pouco explorado, ficção científica com paranormalidade urbana, principalmente enlatando os dois em uma nave espacial. O único outro exemplo que me vem à cabeça é o magnífico Blindsight, de Peter Watts, sobre o encontro de uma nave tripulada por humanos com uma espécie verdadeiramente alienígena no espaço, acompanhados por um vampiro criado geneticamente. Enquanto esse é um representante de hard sci-fi, o livro da Lackey parece mais bem-humorado. Acho que vou colocá-lo na lista de futuras leituras simplesmente por ter me relembrado de Blindsight.

Fonte: Newsletter da Phoenix Pick

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Manual cyberpunk para Pathfinder passa por upgrades

A página do kickstarter de Interface Zero 2.0 para o RPG de mesa Pathfinder recebeu uma atualização na véspera do ano novo. De acordo com um dos donos da editora que está desenvolvendo os livros, nas revisões que sua equipe está realizando encontraram problemas de equilíbrio entre as classes de personagem, bem como a necessidade de modificar outras sessões do manual principal.

A princípio estranhei, mas CG faz sentido em um jogo futurista
© Gun Metal Games

Das 16 classes inicialmente apresentadas, a versão final deve trazer um número menor, porém com várias subdivisões cada, bem diversas uma da outra. De acordo com atualizações anteriores publicada na página, a mudança se deve à uma decisão da empresa por eliminar personagens redundantes, cujas mecânicas eram muito similares, mas que apenas atuavam em locais/círculos diferentes. Por exemplo, as classes apresentadas na campanha original incluíam um combatente que andava com gangues, outro que era um ex-policial, outro um caçador de recompensas, etc.

Além dessas mudanças, também estão trabalhando em “backgrounds” para criação de personagens, que seriam pacotes prontos de falhas e qualidades para melhor encaixar alguém no cenário do jogo; novas categorias para armas e equipamentos, facilitando para o GM determinar o acesso que um determinado grupo teria a certos itens (militar, governo, segurança privada, entre outros); e expandindo o capítulo para o mestre, com minúcias sobre o mundo de Interface Zero 2.0, desde aspectos cotidianos do futuro ao impacto da realidade aumentada em uma aventura.

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Prefiro que a empresa tome o tempo necessário para produzir um manual bem acabado e amadurecido, mas esse monte de revisões e alterações completas jogou um balde de água fria no meu cronograma. Quando entrei na campanha há alguns meses contava em ter o livro em minhas mãos (digitalmente, claro) no início de janeiro, e já voltar a jogar com meus filhos no mesmo mês. Mas agora duvido muito que o treco fique pronto ainda este mês – talvez em fevereiro, se fizerem um mutirão na pequena editora.

Inclusive estava traduzindo o pouco material sobre as 16 classes originais para ir discutindo quais personagens eles iriam fazer (estava torcendo por uma idol e um hacker), já deixar a coisa toda quase encaminhada e apenas nos quebrarmos nas regras malucas de combate futurista. Mas com esse revisionismo desde a base do sistema (classes), fiquei quase completamente parado. Por enquanto tenho o esqueleto de duas aventuras produzidas por meu próprio punho, para serem encaixadas após a pré-fabricada que vão embalar junto com o manual; mais ideias para outras 12, inspiradas pela enxurrada de filmes, livros e animes cyberpunk que tenho consumido nos últimos três meses – mas nem comecei a detalhar esse material, já que não tenho sequer as regras oficiais para a realidade aumentada, combate, ou criação de NPCs.

O que ainda me anima é que a versão final parece estar ficando muito boa, e que esse material de apoio que estou consumindo está muito bom. Até mesmo as coisas vagamente relacionadas dão boas ideias, como livros de sci-fi militar de vários autores, ou as aventuras da guilda de comerciantes espaciais do Poul Anderson. Acho que vou aproveitar para enfiar algumas mensagens políticas na boca de alguns NPCs, apresentar o treco disfarçadamente para minhas crias, deixar a experiência toda um pouco educacional. Mwahahaha.

Fonte: Kickstarter

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John Wick está em forma

John Wick: Um Novo Dia Para Matar ganhou seu segundo trailer, desta vez incluindo mais cenas de ação e menos trama. Keanu Reeves retorna como o protagonista, um assassino aposentado que é forçado a trabalhar contra sua vontade, enfrentando um variado grupo de colegas de profissão. Lançamento em fevereiro de 2017.


© Summit Entertaiment

Também retornam para essa continuação Ian McShane, John Leguizamo, Lance Reddick e Bridget Moynahan, a falecida esposa de Wick, provavelmente em flashbacks novamente. Entram para a franquia Laurence Fishburne, Peter Serafinowicz, Common e Ruby Rose.

Chad Stahelski, um dos diretores do primeiro longa assume a função sozinho dessa vez, enquanto o roteirista Derek Kolstad continua solo na função.

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Excelente material! Parece que a qualidade da ação se manteve e talvez tenha até melhorado. Vemos que o Wick retoma rapidamente sua fúria vingativa, sem enrolação demais e o grupo de oponentes está um pouco mais ameaçador do que da última vez. Espero que o chefe final tenha recebido um “upgrade” também.

Mas espero que as referências à trilogia Matrix fiquem apenas no material utilizado pelos trailers: o diálogo entre Reeves e Fishburne no primeiro, e a multidão imobilizada dessa vez. Prefiro que o humor da franquia se contenha aos diálogos ácidos entre esses criminosos, e não a uma metalinguagem fora de lugar no meio desse “realismo” todo.

Fonte: Coming Soon

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Apocalipse canadense começa a tomar forma

O serviço de streaming Hulu vai lançar em abril do ano que vem o seriado The Handmaid’s Tale, baseado no livro A História da Aia, de Margaret Atwood. A trama é uma distopia militar, onde as poucas mulheres férteis são colocadas à disposição da elite governante para procriar. Confira algumas imagens do elenco, que inclui Joseph Fiennes e Yvonne Strahovski:

O visual parece ótimo.
Em um papel dramático? Será?
© Hulu

O programa terá 10 episódios e será exclusivo para assinantes do portal de vídeos, ainda indisponível no Brasil.

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Só agora reparei que a Atwood está listada como produtora executiva (algo normal nessas adaptações, para agradar ao fãs de quem escreveu a obra original e ao mesmo tempo dar-lhe uma grana extra) e roteirista dos 10 episódios. Pela sua breve ficha no Internet Movie Database, parece ser a sua primeira experiência direta na área. E pelo jeito gostou, já que está trabalhando em outra adaptação de um livro seu, Alias Grace, um romance histórico.

Com Netflix e Amazon Video (ou seja lá qual o nome do serviço) disponíveis no Brasil, em breve o Hulu deve chegar também. Talvez a tempo de acompanhar essa série enquanto ainda é lançada. Se for boa, talvez me ajude a fazer as pazes com a autora, uma de minhas prediletas antes de começar a esnobar ficção científica, apesar de escrever várias obras do gênero. Uma bobagem. De ambas as partes.

Fonte: io9

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Blade Runner 2049 em 2017

A Warner Bros acaba de lançar o primeiro teaser de Blade Runner 2049, sequência do clássico Blade Runner – O Caçador de Androides. O lançamento está previsto para outubro do ano que vem, com Ryan Gosling protagonizando e Denis Villeneuve dirigindo.


© Warner Bros

Também estão no elenco Harrison Ford, reprisando seu papel como Rick Deckard, além de Jared Leto, Robin Wright e Dave Bautista. Hampton Fancher retorna ao roteiro, com apoio de Michael Green. Ridley Scott, diretor do original, está presente como produtor executivo, além de ter um crédito pela história dessa continuação, ao lado de Fancher.

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O visual está ótimo, a música, a direção, parece que todos os aspectos técnicos estão no ponto. Uma pena não terem incluído alguma coisa para os personagens também. Essa interação entre o Deckard e o novo caçador de androides foi muito fraquinha – acho que teria ficado melhor se tivessem cortado a frase do Gosling.

Ouvi o “Do Androids Dream of Eletric Sheep?” em áudio livro no mês passado, vários anos após ter lido uma tradução em português dos anos 80. O treco é muito bom. Toda a parte religiosa, a extinção dos animais e sua importância na hierarquia social, a motivação dos androides, a personalidade menos benigna da Rachel, a esposa do Deckard e sua caixa de sentimentos hackeada, as consequências da World War Terminus – tem muito material excelente para ser aproveitado nessa continuação. O deserto e a poeira me deram esperança que voltaram a beber na fonte.

Fiquei em conflito quanto a esse vídeo. Ou podiam ter colocado um diálogo mais decente, ou não ter mostrado nada. Mas continuo com as expectativas ridiculamente altas.

Fonte: Canal da Warner Bros. no Youtube

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Dark Horse e Funcom se unem para promover Conan

Conan Exiles, novo jogo de sobrevivência online da Funcom, também vai render uma revista em quadrinhos. O projeto é uma parceria com a Dark Horse Comics, editora que atualmente publica uma série mensal e edições especiais do personagem. Lançamento anunciado para janeiro.

Líder ou inspiração?
© Dark Horse Comics

A publicação vai retratar alguns dos eventos do game, que coloca os jogadores como exilados em um deserto, deixados para morrer, mas resgatados pelo bárbaro. Após esse evento, precisam tomar conta de todos aspectos básicos para garantir sua própria sobrevivência, incluindo fabricar ferramentas e se abrigar contra o clima.

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E continuo torcendo para que esse jogo seja bem parecido com a área inicial de Age of Conan e nada parecido com todo o resto do MMORPG. Por enquanto planejo comprá-lo, apesar da Funcom enfiar a faca nos preços, com essa mania de achar que todo mundo recebe o salário em euros, que nem eles.

Finalmente alguma coisa para escrever essa semana. Com o final de ano se aproximando o material está muito escasso – cheguei ao ponto de fuçar notícias nas agências do Congresso Nacional e do governo federal, uma antiga ideia minha para produzir conteúdo original, mas sem sucesso. Até fucei na lista de projetos aprovados para usufruir da Lei Rouanet no ano que vem, mas quase nada me chamou a atenção, e os que pareciam ter boas possibilidades não estão detalhados em lugar algum.

Enfim acabou essa semana de vazio, veremos o que os próximos dias me trazem.

Fonte: Funcom

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Seu passado o condena/salva

Michael Fassbender chega aos cinemas no dia 5 de janeiro como um assassino que viaja pelo tempo em Assassin’s Creed. Ele é acompanhado por Marion Cotillard e Jeremy Irons, nesta ficção científica baseada em uma popular franquia de videogames. O terceiro trailer está disponível:


© 20th Century Fox

Justin Kurzel é o diretor, tendo lançado no ano passado Macbeth: Ambição e Guerra, igualmente protagonizado por Fassbender e Cotillard. O roteiro conta com Michael Lesslie, também de MacBeth e a dupla Adam Cooper e Bill Collage, com Êxodo: Deuses e Reis e outros filmes e seriados escritos em conjunto.

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Felizmente começaram a balancear mais a baboseira sobre a viagem no tempo genética com o passado de matança, sendo que este último é o responsável pelo sucesso da franquia: combinação de ambientes históricos realistas com malabarismos impossíveis para cometer os assassinatos (ou simplesmente passar despercebido, quando jogando em stealth mode).

Não duvido que o filme seja melhor do que parece, dado o calibre dos envolvidos, mas esses trailers não estão conseguindo passar uma boa impressão. Estão obviamente mirando no público adolescente, com essa música, cenas de ação coreografadas e frases de efeito, e por outro lado deixando de fora as referências aos jogos. Parece que a péssima campanha de marketing de Warcraft deixou os profissionais da área apreensivos, mas não o bastante para tentar uma outra abordagem. Que mistureba.

Fonte: Slash Film

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Sherlock Holmes retoma suas atividades em janeiro

O seriado britânico Sherlock lança sua quarta temporada no dia 1º de janeiro de 2017, com o retorno de Benedict Cumberbatch e Martin Freeman aos papeis de Sherlock Holmes e Dr. John Watson, respectivamente. O programa, responsável por projetar internacionalmente a carreira de seus protagonistas, é uma adaptação moderna dos clássicos contos escritos por Arthur Conan Doyle no final do século XIX e início do século XX.


© BBC

No Brasil os episódios estão disponíveis pelo serviço de streaming de vídeo Netflix, incluindo o especial de natal, também considerado parte desta nova temporada, apesar de ter sido lançado um ano antes.

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Já assisti toda essa série (são 12 episódios, espalhados ao longo de seis anos) e tenho apenas elogios a fazer sobre ela. Nunca cheguei a assistir um episódio inteiro pela segunda vez, mas repeti vários trechos em cada temporada. São cheios de revelações e momentos chocantes de puro entretenimento, além de um visual chamativo.

Tentei fazer meu filho se interessar pelos livros originais, mas meses após entregar minha coleção em suas mãos, encontrei apenas Um Estudo em Vermelho marcado lá pela página 30, coberto de poeira. Talvez devesse ter tentado uma das coletâneas de contos, ao invés do peculiar primeiro livro. Até comprei uma obra completa para Kindle em promoção, mas o moleque não fisgou a versão digital ou a analógica. Uma pena!

Fonte: Deadline

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