Dinossauros nos cinemas, dinossauros nas livrarias

Aproveitando o lançamento do quinto filme da franquia, a editora Aleph lançou esta semana o Box – Jurassic Park 25 Anos – 2 Volumes. São os dois livros escritos por Michael Crichton e adaptados para os cinemas por Steven Spielberg: Jurassic Park e O Mundo Perdido.

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© Aleph h

São 1.016 páginas em formato 21 cm x 14 cm, com preço sugerido de R$ 119,00. Na trama, cientistas e pesquisadores clonam dinossauros para criar o zoológico mais exclusivo do mundo, mas sabotadores comprometem o investimento.

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Nunca li a continuação, mas emprestei o Jurassic Park da Biblioteca Pública do Paraná durante minha adolescência – meu contato inicial com o autor. Seus personagens se misturam de tão idênticos, mas a quantidade de informação apresentada de forma divertida, intercalada com cenas de ação mirabolantes, são a fórmula do Crichton para ser um bestseller por tantas décadas. É um livro agradável e rápido, com muito mais conteúdo que o filme, talvez uns 30% a 40% mais.

Vi o preço do box antes de ver os detalhes e me espantei inicialmente – parecia alto para apenas dois livros, comparado a outro box que anunciei por aqui. Mas pela quantidade de páginas é isso mesmo. Os dois volumes são enormes.

E o primeiro, provavelmente o segundo também, são perfeitos para o público jovem. Pensando nisso, fiquei meio inspirado para comprar alguns livros para o aniversário dos meus filhos… veremos.

Fonte: Pré-vendas da Saraiva

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Tenha medo de realidade virtual em nova série

O Netflix vai lançar no final deste mês a minissérie Kiss Me First, produção britânica de ficção científica sobre jogadores de MMORPGs de realidade virtual. Alternando filmagens reais com animações em computador, os seis episódios vão mostrar as consequências sombrias de combinar os dois mundos.


© Netflix

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Geralmente coloco informações sobre elenco e bastidores no segundo parágrafo, mas nesse caso é um festival de anônimos – pelo menos para mim. Talvez um público mais jovem reconheça alguns desses fetos, mas não faço ideia quem sejam. E diretores e roteiristas são todos também restritos ao mercado do Reino Unido, do qual conheço basicamente Luther, Sherlock e algumas temporadas de Doctor Who.

Estão obviamente surfando na onda de Black Mirror (criado por lá) e aproveitando a exposição de Jogador Número Um, ambos produtos que utilizam cenário semelhante. O primeiro pessimista, o segundo exageradamente otimista – acho que esse Kiss Me First vai mais pelo lado do primeiro, e caprichando no drama, já que são adolescentes.

Curioso ver essa estrutura de “realidade virtual substituindo fantasia” crescendo no ocidente. Em mangás e animes o negócio começou nos anos 00 e não parou até hoje.

Para o roteirista é ótimo – não precisa se preocupar em recriar a mentalidade, hábito ou diálogos de alguém medieval, basta escrever normalmente e deixar claro que estão em uma simulação.

Fonte: Netflix no Youtube

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Criminosos russos novamente na mira de Keanu Reeves

Keanu Reeves é o protagonista de Siberia, drama policial sobre um mercador de diamantes tentando empurrar pedras falsas para a máfia russa. Fora o elenco vindo de países da ex-União Soviética, ele é acompanhado pelo ícone dos anos 80, Molly Ringwald. Lançamento em julho, nos EUA.


© Saban Films

A direção é de Matthew Ross (Frank & Lola), com texto de Stephen Hammel (Replicas, também com Reeves, ainda inédito) e Scott B. Smith (Um Plano Simples).

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Acho que o Reeves não deveria fazer filmes de ação em que usa um terno escuro e gravata, a menos que o título seja John Wick. Ou no mínimo usar um penteado diferente. E evitar rifles.

A comparação fica instantânea, o que é um ponto negativo para este Siberia. A ação é menos interessante, o cenário menos absurdo, os vilões menos doidos, e a mocinha ainda está viva – ou seja, é um John Wick light.

Analisando a carreira atual e futura dele no IMDb, parece que metade de suas produções vão se passar na Ásia. Quem acompanha a indústria sabe que a China está comprando Hollywood, e parece que Reeves é um dos primeiros nomes negociados. Se ao menos mantivessem ele apenas em filmes de ação ou dramas realistas… mas estou vendo comédias românticas, um filme de corridas de carro. Putz.

Alguém encontrou a Ringwald no trailer? Fiquei de olho, mas nada.

Fonte: IMDb

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Cyberpunk 2077 é tão grande que se passa durante o dia também

A CD Projekt RED divulgou um segundo trailer de seu próximo jogo, Cyberpunk 2077, durante a convenção de jogos eletrônicos E3. Desta vez o destaque ficou no cenário, a futurista Night City, repleta de pessoas de todo tipo, oportunidades e referências a esse gênero de ficção científica.


© CD Projekt RED

Cyberpunk 2077 continua sem uma data oficial, mas a empresa afirmou durante o evento que estão desenvolvendo o jogo para os consoles atuais, bem como para PC. Ele será para um jogador somente, com visão em primeira pessoa, e terá um protagonista totalmente customizável.

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As críticas ao visual de CP2077 parecem ser as mais abundantes – mundaréu de gente reclamando que o jogo também se passa durante o dia, e não somente em noites úmidas iluminadas por letreiros de neon, como é típico de filmes e jogos do gênero. Mas essa parte não me incomodou em nada.

O erro que cometeram está na falta de foco. Tudo bem, resolveram apresentar o belíssimo cenário e catálogo de NPCs que criaram, com uma variedade incrível de locais e esquisitões fazendo de tudo (me lembrou a HQ Transmetropolitan mais que qualquer outro produto). Daí colocam em destaque um protagonista totalmente genérico que não faz nada de significante, soltando algumas frases de efeito batidas. Parece que vai ser um jogo “sandbox”, ou seja, existe uma trama, mas, na verdade, você pode vagar por aí fazendo o que bem entender. Um Grand Theft Auto no futuro.

Compare ao primeiro vídeo, com a androide assassina cercada por policiais futuristas. A mulher é a protagonista? Ou é o policial prestes a explodir a nuca dela? Pelo menos o conflito e o desfecho ficaram claros, com uma trilha sonora adequada e, para agradar aos fãs mais superficiais, tudo se passa à noite.

Não duvido que vai ser ótimo, com o histórico da empresa e os profissionais envolvidos, mas espero que o próximo trailer se concentre na trama.

Fonte: Cyberpunk.net

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Conheça os 4 skittermanders icônicos de Starfinder

A editora Paizo atualizou a aventura Starfinder Skitter Shot, que será distribuída gratuitamente a partir de 1º de julho, como parte do Free RPG Day. Agora estão disponíveis quatro personagens que deverão ser utilizados pelos jogadores participantes, os coloridos alienígenas de seis braços da raça Skittermander, espécie de mascote deste RPG de mesa. O arquivo pode ser baixado mesmo sem uma conta na página da editora.

Finalmente arte inédita de Skittermanders
© Paizo

Também está disponível o documento com regras e a ficha de crônica da aventura, para jogadores e Game Masters que participam da Starfinder Society – um modo organizado de jogo, em que as ações dos personagens ficam registradas na internet e têm consequências em sessões futuras, mesmo em grupos diferentes.

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Apesar do sucesso considerável dos Skittermanders junto à comunidade, a Paizo não está aproveitando excessivamente as criaturinhas. Essa aventura gratuita é a primeira demonstração escancarada nesse sentido, e pelo tamanho reduzido (16 páginas), provavelmente foi produzida este ano. Parece que realmente não planejaram usá-los como símbolo do jogo, como acabaram fazendo com os goblins em Pathfinder.

Temos um mystic, envoy, soldier e mechanic de nível 2. Se há uma vantagem grande em Starfinder em relação ao seu primo, é a versatilidade para combinar classes e raças. Algumas obviamente acabam melhor que outras, mas mesmo as que não se complementam não ficam horríveis. Principalmente com os bônus enormes ganhos a cada cinco níveis, ou os augments específicos para atributos.

Nunca joguei uma partida dentro das regras da Starfinder ou Pathfinder Society – já usei suas aventuras, mas sempre ignorando os detalhes específicos a essa versão modificada do jogo. São bem peculiares, com avanços de nível relacionados ao número de aventuras e não a pontos de experiência, regras malucas para comprar equipamento, ranking de GMs baseado na quantidade de aventuras mestradas, e por aí vai.

Mas dá para aproveitar esse material da Starfinder Society quase por inteiro, mesmo em uma sessão normal. E esse Skitter Shot me parece um bom caminho para iniciar novos jogadores, principalmente pirralhos, e possivelmente, novos GMs. Pena os personagens não começarem no nível 1.

Fonte: Paizo

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Uma coleção do autor de Drácula

A editora Nova Fronteira lança no final deste mês a caixa Grandes Obras de Bram Stoker. O primeiro volume é dedicado a Drácula, obra mais conhecida do autor; o segundo traz duas histórias: Os Sete Dedos da Morte e A Toca do Verme Branco; e o terceiro volume uma coletânea de contos. É um total de 1.104 páginas, em formato 23 cm x 15 cm. Preço sugerido de R$ 149,90.

Que capa mais honesta
© Nova Fronteira

Stoker, falecido em 1912, era um escritor irlandês que criava suas obras de horror enquanto trabalhava como gerente de teatro em Londres. Drácula, responsável por popularizar vampiros em todo o ocidente, seria inspirado em um encontro dele com um escritor e viajante húngaro, que teria dado origem a uma extensa pesquisa sobre as criaturas.

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Informações sobre o autor via Wikipédia, a propósito. Sabia que ele pesquisava o folclore europeu, mas esse “muso” húngaro é novidade para mim.

O box parece suculento, só que o preço inicial é um pouco alto. Imagino que daqui a alguns anos vai acabar naqueles saldões de R$ 9,99, momento excelente para comprar uma meia dúzia e presentear conhecidos.

Do autor só li o óbvio, Drácula, mas duas vezes. É um formato estranho, o romance epistolar – contado em forma de cartas e, se me lembro bem, trechos de diários. Como serão os demais textos?

Se conseguir ler bem em inglês, boa parte do material está no Project Gutenberg.

Fonte: Pré-vendas das Livrarias Saraiva

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Jogos em promoção no GOG

O site de venda de jogos digitais GOG está no meio de seu saldão de verão, com milhares de títulos à venda com descontos de até 90%. A página destaca esta semana uma lista de clássicos e mais recentes no gênero cyberpunk, e toda a franquia The Witcher em promoção. As ofertas vão até o dia 18 de junho.

Nunca capricham na arte dessas promoções – falta uma mascote
© CD Projekt

E até amanhã (13) usuários do serviço podem baixar uma cópia gratuita de Ziggurat, jogo de fantasia em primeira pessoa.

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Peguei o Ziggurat e não lembro qual outro título deram na semana passada. Não reparei que era uma oferta de tempo limitado e acabei perdendo a chance de divulgar. Dessa vez, pelo menos, está aí.

Acho que em uma promoção dessas o mínimo que você pode fazer é comprar os dois primeiros Witcher e alguma coisa da lista cyberpunk – recomendo Transistor, Technobabylon e Shadowrun: Dragonfall. Se gastar pelo menos 10 reais, ganha um outro jogo esquisitinho.

Já tenho todos esses mencionados (por isso a recomendação, claro), então acho que não vou comprar nada desta vez. Ainda estou me recuperando do gasto recente com Deus Ex 3 e 4, apesar do desconto de 90%. Sinto menos remorso ao comprar livros digitais, já que podem ser aproveitados em trocentos aparelhos diferentes e pela família toda, pelas próximas décadas – jogos eletrônicos têm vida útil bem menor, e público doméstico mais restrito.

Acho que vou deixar o trailer do GTApunk 2077 para quinta ou sexta-feira.

Fonte: Newsletter do GOG.com

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Pouso na Lua vira drama histórico

Ryan Gosling interpreta Neil Armstrong em First Man, drama sobre a primeira missão tripulada a pousar na Lua. Ele é acompanhado na empreitada por Claire Foy, Pablo Schreiber, Kyle Chandler, Ciarán Hinds, Jason Clarke e Corey Stoll. Eles são dirigidos por Damien Chazelle, dos multipremiados Whiplash: Em Busca da Perfeição e La La Land: Cantando Estações, e roteirizados por Josh Singer, dos quase tão premiados quanto The Post: A Guerra Secreta e Spotlight: Segredos Revelados. Lançamento em outubro, nos EUA.


© Universal Pictures

O filme é uma adaptação parcial do livro First Man: The Life of Neil A. Armstrong, de James R. Hansen, inédito no Brasil. Enquanto o volume cobre toda a carreira e vida pessoal do astronauta, o longa se concentra no período de 1961 a 1969.

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Esta é uma daquelas raras ocasiões em que menciono alguma coisa aqui que não se encaixa nos meus tópicos. Até pensei em colocar ficção científica em homenagem ao pessoal que não acredita no pouso lunar, mas não sou polêmico desse jeito. **cof cof Cinturão de Van Allen cof cof**

Mas é um produto irresistível. Meu atualmente ator predileto, Ryan Gosling, em um drama de época com visual caprichado e grande atenção a detalhes, cercado por um talentoso elenco de apoio.

O trailer é bacana, só exageraram no drama. Todo mundo sabe como ele vai acabar, não adianta tentar criar tanta tensão. E espero que a rainha Elizabeth não esteja tão escandalosa no filme quanto a retrataram no trailer.

Considerando a carreira do diretor e do roteirista, parece óbvio que vão manter o título original e inventar um subtítulo em português. First Man: Pousando na Lua, ou First Man: Espaço ou Nada.

Fonte: IMDb

Mangá Blame! chega ao fim

A editora JBC lança este mês o volume 10 de Blame!, mangá de ficção científica pós-apocalíptica. Escrito e desenhado por Tsutomi Nihei, a história se passa em um futuro distante onde a tecnologia suplantou a humanidade, ficando presa em um ciclo de expansão e reconstrução. Killy, o protagonista, vaga pela gigantesca estrutura que engoliu a Terra, em busca de um ser humano capaz de se conectar ao maquinário.

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© JBC

São 240 páginas em formato 13,5 cm por 20,5 cm, pelo preço sugerido de R$ 23,90. A versão digital tem preço sugerido de R$ 16,50.

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Acabo de encomendar o volume 9, com um desconto razoável. Até o volume anterior estava comprando a medida que iam sendo publicados, mas para compensar meus gastos com livros digitais deixei os mangás em baixa prioridade – situação já corrigida. E com esse desconto, me pergunto se não devia ter atrasado a aquisição de todos!

Alguns meses atrás li várias histórias antigas do autor, anteriores a Blame!. Os elementos artísticos e várias das mesmas ideias estão presentes, só bem mais grosseiros e simples. Uma coisa que ele parece ter descartado são as referências a religiosidade ocidental – antes todos os vilões pareciam pertencer a cultos diabólicos tentando destruir o mundo. Apenas o uso extremo de tecnologia como meio para fins nefastos sobreviveu.

Fonte: JBC

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Revista de contos tem duas primeiras edições grátis

A editora Phoenix Pick está distribuindo este mês as duas primeiras edições de sua revista de contos Galaxy’s Edge, editada pelo premiado Mike Resnick. A publicação começou em 2013, combinando histórias clássicas de autores conhecidos, material de escritores atuais e também inéditos de completos novatos no ramo. O primeiro número conta com Robert J. Sawyer, Kij Johnson, Jack McDevitt e James Patrick Kelly, e o segundo traz material de Mercedes Lackey, Robert Silverberg, Kristine Kathryn Rusch e Charles Sheffield, entre outros.

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© Phoenix Pick

Para baixar uma cópia, basta ir até a página http://www.phoenixpick.com/botm/GE.htm e seguir as orientações disponíveis. Neste link também é possível comprar as seis primeiras edições com desconto, ou fazer uma assinatura anual. A promoção é válida até o último dia do mês.

Galaxy’s Edge é uma revista bimestral, em publicação até hoje. A edição atual fica disponível gratuitamente no site oficial, enquanto o arquivo pode ser comprado em serviços de venda de livros eletrônicos: http://www.galaxysedge.com/

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Se não me falha a memória (e ela não está tão ruim ainda), li o primeiro ano inteiro da Galaxy’s Edge enquanto ia sendo lançada. Os contos clássicos são magníficos, obviamente, mas até o material recente não era dos piores. O Resnick é um autor premiado, mas seu trabalho como editor de antologias não é de se desprezar – provavelmente deixaram ele exercer uma mão pesada na escolha das histórias.

Acabei abandonando, bem como a maioria das revistas eletrônicas e sites de contos devido a uma peculiaridade minha. Adoro ler, mas preciso manter um registro exato dos livros consumidos. Antigamente fazia isso em uma planilha, hoje em dia pelo Goodreads (espero que deixem exportar o conteúdo quando fecharem). E apesar de tentar incluir a revista nessas listas como um livro, dado o seu tamanho considerável, meu cérebro não aceitava esse tipo de trapaça. Acabei abrindo mão para priorizar livros mesmo, e consequentemente meu consumo de ficção curta agora é quase inexistente.

Até tentei fazer uma lista de contos lidos, mas não tinha o mesmo apelo.

Mas fora essa trava psicológica particular, recomendo a leitura da Galaxy’s Edge.

Fonte: Newsletter da Phoenix Pick

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