Filme sobre sofrimento infantil tem visual impressionante

Foi lançado o primeiro trailer oficial de Sete Minutos Depois da Meia-Noite, fantasia sobre uma criança fugindo para um mundo inventado. Estão no elenco Liam Neeson, Sigourney Weaver, Felicity Jones e Geraldine Chaplin. A direção é do espanhol J. A. Bayona, responsável por O Impossível, filme sobre o tsunami asiático de 2004. O roteiro é do escritor Patrick Ness, também autor do livro que deu origem à produção, O Chamado do Monstro. Lançamento em outubro.


© Focus Features

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Mas que trailer ridiculamente bonito é esse? Direção, fotografia, efeitos especiais, animação – até a trilha, apesar de nada espetacular, funcionou bem com as imagens na tela – tudo deslumbrante. Infelizmente parece mais deprimente que Onde Vivem os Monstros, caso contrário levaria os filhos para assistir.

Gosto do poder “animar criações desenhadas” que parece ser a base do monstro-árvore no vídeo (todo mundo lembrando o Groot de Guardiões da Galáxia, mas eu pensei primeiro em um Ent – é a idade). Ele é muito bem explorado no anime Mushishi, em pelo menos dois episódios, e em alguns outros veículos que não estou me lembrando. Mas provavelmente não é um grande fator nesse filme.

Fonte: io9

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Nova revista de Conan chega às bancas e internet

As aventuras mensais do bárbaro cimério são retomadas esta semana com o lançamento de Conan The Slayer #1, pela Dark Horse Comics. Desta vez o roteiro é de Cullen Bunn, responsável por alguns títulos de horror da editora, com arte de Sergio Dávila e cores de Michael Atiyeh e Dave Stewart. São 32 páginas por US$ 3,99, disponíveis online e impressas.

Costelas saltadas, precisa comer mais proteína
© Dark Horse Comics

Nesta edição Conan prossegue sua jornada em ordem cronológica pelos desertos hiborianos, perseguido por inimigos e encontrando novos aliados.

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Boa arte, e o roteiro parece razoável – Conan está todo machucado vagando pelo deserto, não podendo parar e se remendar devido aos perseguidores em seu encalço. O olhar de remorso não combinou muito com o personagem, que é uma encarnação viva do pragmatismo, mas parece estar alinhado ao perfil da editora, que deu uma humanizada no bárbaro. Contanto que não exagerem, não tenho problemas.

Faz tempo que não compro uma das edições encadernadas ou coletadas do personagem, muito bem publicadas no Brasil pela Editora Mythos. A qualidade é boa, mas o preço exige um certo comprometimento. Escrevendo isso me ocorre que nunca procurei essas publicações mais caprichadas em sebos. Na verdade não dou uma olhada em gibis usados há mais de uma década. Que doido.

Fonte: Dark Horse Comics

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Novo Bourne encontra ainda mais conspirações

Matt Damon retorna ao papel de espião desmemoriado em Jason Bourne, com estreia prevista para o final deste mês. Como o título dá a entender, esse novo capítulo da franquia vai se focar no protagonista em busca de respostas sobre seu passado, ao invés de colocá-lo reagindo a ameaças contra sua vida.


© Universal Pictures

Também está de volta o diretor Paul Greengrass, responsável pelo segundo e terceiro filmes – uma exigência de Damon para participar deste. No elenco, Julia Stiles retorna pela quarta vez, como uma técnica do governo que frequentemente auxilia Borne. Juntam-se a ela Alicia Vikander, Vincent Cassel e Tommy Lee Jones.

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Adoro o primeiro filme, A Identidade Bourne. Assisti várias vezes, com sua boa trama e excelente cenas de luta – quando alguém diz que você precisa desligar o cérebro para aproveitar um filme de ação, aponto o Bourne inicial como exemplo do contrário. O segundo me desapontou com a ausência de um confronto direto entre o protagonista e o vilão russo (resolvem tudo com uma perseguição de carros), e do terceiro assisti somente o duelo com o agente secreto indiano. Nunca vi sequer um trecho do quarto filme, um derivado sem o Damon.

Esse novo Bourne tem alguns clipes interessantes, acho que os dois acima são os melhores. Mas a idade do ator (46 anos) corre o risco de transformar a coisa em uma paródia acidental. Beirando o meio-século, e ainda em busca de um lugar no mundo? A esse ponto ele já devia ter criado uma vida própria e feito planos de aposentadoria, ao invés de sair enfrentando tiroteios e conspirações.

Há uma franquia de livros da Lois McMaster Bujold intitulada The Vorkosigan Saga. É uma ficção científica, séculos no futuro e em outros planetas, com alguns temas éticos bem avançados, especialmente para a época em que foram lançados. Vários deles foram agraciados com prêmios ou indicações aos mesmos, e acho que todos são bestsellers. Um dos protagonistas, Miles Vorkosigan, trabalha como mercenário e espião em suas primeiras participações. A medida que envelhece, seu trabalho vai ficando mais burocrático e político, bancando o embaixador, investigador, e finalmente auditor imperial. Ou seja, ele envelhece e transforma sua carreira de acordo com a sua idade. É um dos melhores desenvolvimentos de personagem que já li em qualquer gênero literário.

No cinema, quando um astro de ação começa a reconhecer sua idade, isso é utilizado apenas como alívio cômico antes de partir para a ação, como se tivesse 30 anos a menos. Parece um desperdício de potencial.

Fonte: Slash Film

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Livro para Pathfinder e D&D quer financiamento

Strange Magic 2 é o novo projeto da Interjection Games no Kickstarter, site que procura financiar iniciativas através de contribuições monetárias de menor valor de vários apoiadores. O livro traz sistemas mágicos alternativos ao encontrado nos RPGs de mesa Pathfinder e Dungeon & Dragons, intitulados herbalismo, cartomancia e onmyodo. O autor do livro busca atingir 4 mil dólares para concluir tudo, e com dois dias desde o lançamento, já obteve mais da metade do que precisa. Caso a meta seja ultrapassada, mais conteúdo será adicionado ao produto final.

Boa capa – algo possível somente nesses projetos pelo Kickstarter, parece
© Interjection Games

No herbalismo, a classe recolhe plantas ao seu redor a cada dia, tendo seus poderes modificados de acordo com o ambiente; cartomancia aproveita um baralho de cartas comum, atribuindo um diferente poder a cada uma, com o elemento de aleatoriedade garantido a cada embaralhada; e o onmyodo é uma referência ao folclore japonês, com a utilização de talismãs e petições a entidades espirituais. Por 25 dólares é possível garantir uma cópia digital do livro, que até o momento tem um número de páginas estimado em 245, para um dos dois sistemas. Outro valores com diferentes recompensas estão listados na página do projeto.

Uma prévia dos sistemas está disponível pelo site RPGnow, gratuitamente.

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Até que enfim esse kickstarter começou. Estou vendo o autor planejando o treco desde o ano passado ou antes ainda, e fico feliz em ver a coisa toda começando a dar certo. Tenho os três sistemas mágicos em suas versões originais (devem praticamente dobrar de tamanho com o conteúdo novo), e já utilizei o herbalismo e o onmyodo extensivamente em sessões de jogo. Me diverti muito com eles, mas não posso deixar de avisar: são obviamente sistemas complexos, destinados a jogadores interessados em fazer um certo malabarismo para aproveitar todo o potencial das classes. Mas você nunca vai se sentir inútil em determinada situação ou em um combate contra um inimigo bizarro – as opções são variadas demais.

Ainda não convenci ninguém a usar a cartomancia, mas já construí um cartomancer apenas pelo exercício. Lembrou-me de um mago com alguns efeitos incomuns, a parte aleatória um limitador necessário para justificar o uso prolongado dos seus poderes: quando ativa uma carta “maior”, as cartas “menores” já descartadas são embaralhadas de volta na sua pilha de cartas ativas e podem ser usadas de novo. E caso precise de cartas melhores do que as que tem à mão, pode descartá-las ou “gastá-las” para ativar um outro sistema de poderes, os Seals. Parece confuso, mas é apenas uma questão de prática. E pense no visual: jogar Pathfinder ou D&D segurando cartas como se estivesse em uma mesa de pôquer.

Fonte: Kickstarter

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Mel Gibson perde a barba por sua filha

Mel Gibson interpreta um ex-criminoso que precisa retornar aos velhos hábitos para proteger sua filha em Herança de Sangue. Neste novo trailer, disponível abaixo, as cenas de ação são deixadas de lado para melhor estabelecer a relação entre pai e filha. Lançamento em agosto, com William H. Macy e Diego Luna no elenco.


© Lionsgate Premiere

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Acho que reclamei disso no primeiro trailer, e vou precisar resmungar aqui de novo: não gostei da filha do Gibson nesse vídeo. Para quem deveria ser o grande motivador de uma reviravolta na vida do protagonista, ela está muito apagada e chata.

E mais uma vez não consegui lembrar-me de onde já a vi trabalhando: Jessica Jones. Ela interpreta uma das vítimas do vilão Kilgrave, papel semelhante ao visto nesse trailer. Na série, pelo menos, vemos a personagem se desenvolvendo, criando uma atitude de maior confronto – em um filme de 1h30, dificilmente teremos oportunidade para isso. No máximo ela fica valentona durante a luta final e salva o Gibson dando um tiro nas costas de algum capanga.

Fonte: Coming Soon

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Clássico filme de gangues pode virar seriado

Os irmãos Russo (Capitão América 2 & 3, Os Vingadores 3) vão dirigir o episódio piloto de uma série de TV baseada no filme Warriors – Os Selvagens da Noite. O programa deve ter 1 hora de duração e é uma coprodução entre os estúdios Paramount e o serviço de streaming Hulu, ainda não disponível no Brasil.

“Venham brinca-ar!” Aposto que dublaram assim
© Paramount Pictures

O filme foi lançado em 1979, com direção de Walter Hill (48 Horas), tendo no elenco como único nome ainda reconhecível James Remar (Dexter). Na trama a gangue de rua Warriors está participando de uma enorme convenção de outras gangues, onde um líder está tentando unir todos para dominar Nova Iorque. Ele é assassinado durante o evento, e a culpa cai sobre os Warriors, que precisam lutar a noite inteira enquanto tentam fugir.

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Esse é um daqueles clássicos já homenageados, parodiados e plagiados à exaustão. Quando você finalmente assistir (tinha no Netflix antigamente, não sei se permanece lá) vai reconhecer uma dezena de referências que já leu ou assistiu e não sabia do que se tratava (semelhante a This is Spinal Tap).

Não sei se vão conseguir manter os visuais absurdos da época, em que cada gangue tinha uma fantasia específica, sem ficar cômico. A coisa é tão grotesca que parece até uma distopia, como um futuro distorcido e anárquico – alguns fãs inclusive acreditam que esse é o verdadeiro cenário do longa.

Não me impressionei muito com o Capitão América 3, mas é claro que os diretores tem habilidade em conduzir grande bagunças coloridas.

Fonte: Deadline

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FLCL 2 contrata nomes importantes

Os estúdios de animação Production I.G. anunciaram que contrataram Yoshiyuki Sadamoto para trabalhar no design de personagens de FLCL 2, bem como a banda The Pillows. Ambos são veteranos da animação original, lançada diretamente em vídeo no início da década de 00. Os doze novos episódios devem ser lançados a partir do ano que vem, em duas temporadas.

Blues Drives Monster, yeah yeah yeah
© Gainax

Na continuação, a alienígena Haruko está de volta à Terra vários anos após o confronto com os robôs da Medical Mechanica, trabalhando como professora. Uma de suas alunas é a nova protagonista, dona de um segredo que poderá salvar a todos de uma invasão extraterrestre.

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Já nem me lembrava mais que a Production I.G. tinha comprado os direitos de Fooly Cooly/FLCL para fazer mais episódios. Que ideia maluca, quase tanto quanto a série original. É um marco da animação, roteiro, dublagem, direção, trilha sonora, basicamente tudo, mas não deixa de ser uma pequena produção lançada em OVA há quase vinte anos. Tem um status “cult” considerável, mas será o bastante para justificar esse esforço todo? Eu fico muito feliz com a notícia, já que também adoro a série, e só espero que o roteirista original esteja envolvido também.

É como se fizessem uma continuação de Blade Runner, se ancorando na quantidade de fãs do treco apesar do pouco sucesso comercial, recontratando o máximo de pessoas envolvidas no original.

Ops.

Fonte: Anime News Network

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Outro monstro na filmografia da família Scott

Luke Scott, filho de Ridley Scott, faz sua estreia como diretor de longas metragens com Morgan, ficção científica de horror. Anya Taylor-Joy (A Bruxa) interpreta a personagem título, um ser humano criado com DNA artificial, possuidora de telecinesia e um mau temperamento. Estão no elenco Kate Mara, Jennifer Jason Leigh, Paul Giamatti, Michelle Yeoh e Toby Jones, como a equipe que precisa lidar com a ameaça. Lançamento em setembro.


© Twentieth Century Fox

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Outro conto de cautela sobre os perigos do descobrimento científico, como o ser humano irá se arrepender se brincar de Deus, etc. Ou seja, mais um remake de Frankenstein. E não parece particularmente interessante, em visual ou desdobramento da trama.

Mas fuçando sobre o Luke Scott descobri algo importantíssimo: ele participa como “filho de Ridley Scott” em um documentário intitulado Dias Perigosos – Realizando Blade Runner. São nada menos que 3 horas e 34 minutos sobre o melhor filme (em minha opinião) já criado, com participação do elenco principal, roteiristas, diretor e produtores, além de um bando de escritores, parentes, formadores de opinião e etc.

Achei que o documentário da BBC sobre o filme era a versão definitiva, em formato de vídeo, sobre o longa, mas alguém obviamente conseguiu expandir o treco muito mais. Entrevistaram até a família do Philip D. Dick, famosos por sua sanha em processar todo mundo que tenta usar ou fazer referência a sua obra.

Preciso assistir isso!

Fonte: io9

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Um e-book grátis de dois veteranos premiados

Está disponível o e-book The Mars Girl & As big as the Ritz, de Joe Haldeman e Gregory Benford, respectivamente. Na primeira história, uma adolescente a caminho de Marte com sua família de colonizadores faz uma descoberta inacreditável; na seguinte um mineiro de asteroides está estudando na Terra, quando descobre que seu sogro criou um pequeno mundo artificial.

Não é das piores – às vezes imagens óbvias simplesmente funcionam melhor
© Phoenix Pick

Para baixar uma cópia do livro destes premiados autores, basta ir até a página http://www.phoenixpick.com/botm/Double.htm, clicar no link Add to Cart, zerar o preço, fazer o checkout, preencher um pequeno formulário e pegar o arquivo em formato mobi e/ou epub. Na mesma página também é possível aproveitar uma promoção de outros três livros de escritores premiados com o Hugo e o Nebula pelo preço reduzido de US$ 6.

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Parece que o tema desse mês é a descoberta inacreditável, com personagens e situações bem diferentes, exceto pelo cenário espacial em comum. Enquanto o Benford conheço de nome e não conseguiria mencionar qualquer livro seu, o Haldeman é mais famoso por sua obra The Forever War, um daqueles clássicos sci-fi sempre em estado de provável desenvolvimento cinematográfico. Um dia ainda vou ler esse treco, e aposto que antes do filme sair.

Fonte: Phoenix Pick Newsletter

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Goblins retornam para aventura gratuita

Está disponível para download gratuito o módulo We b4 Goblins!, do RPG de mesa Pathfinder. A aventura foi produzida pela própria Paizo, editora do sistema de jogo, em comemoração ao Free RPG Day. Apesar da data comemorativa ser 18 de junho, na ocasião apenas versões impressas foram distribuídas em lojas de jogo, com a online sendo lançada hoje (1º). Para acessar o material é necessário ser cadastrado na página da empresa.

Criatura suja e irritante. E montada em um porco.
© Paizo

A publicação tem 16 páginas e é destinada para personagens de nível 1, da raça goblin. Ela inclusive traz quatro deles prontos para jogar – com características detalhadas e um histórico de cada. A história se passa antes das outras três aventuras protagonizadas por goblins publicadas pela Paizo em anos anteriores.

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Estava olhando a lista de raças de Pathfinder que separei como opções para meus filhos na hora de criarem personagens. O treco inclui opções de vários livros específicos de raças e até de bestiários, com bizarrices como insetos humanoides, pinguins humanoides, mortos-vivos animados por energia positiva e clãs de yokais que podem se transformar em animais ou humanos, para mencionar apenas as últimas aquisições.

Mas curiosamente deixei os goblins de fora das opções. Acho que tomei essa decisão há alguns anos, quando precisava ter muita cautela quando dando opções a eles. Não é medo de influenciá-los positiva ou negativamente; sempre deixamos claro a separação entre realidade e faz de conta em tudo quanto é mídia. Foi uma questão de antecipar o que eles poderiam mencionar em conversas casuais com colegas da escola, por exemplo.

“Daí apareceu um demônio e matou um monte de moradores da vila no jogo desse final de semana” é o tipo de frase que uma criança no ensino fundamental pode interpretar mal, e piorar a fama do RPG de mesa, esse hobby algumas vezes mal compreendido. Então, raças malignas, como goblins, orcs, drows, etc, ficaram de escanteio. Mas agora que estão mais velhos, talvez seja a hora de ampliar seus horizontes.

Por outro lado minha filha só quer saber de interpretar humanas que poderiam ganhar o Miss Universo, enquanto meu filho só quer saber qual raça dará mais vantagens para a classe que escolhe. Ninguém herdou meu hábito de fazer personagens bizarros, curiosamente. Meu homem-limo cantor de músicas sacras se sente muito isolado no grupo.

Fonte: Paizo

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