Alien de Blomkamp vai sair mesmo

Os planos de Neill Blomkamp para fazer seu próprio filme da franquia Alien vão virar realidade, de acordo com os estúdios Fox. O cineasta de Distrito 9 e Elysium vai trazer Ellen Ripley (Sigourney Weaver) de volta para o que deve ser uma continuação de Aliens, O Resgate, segundo da série. A internet especula que a produção deve ignorar os acontecimentos de Alien³ (onde Ripley morre) e Alien – A Ressurreição (onde Ripley é clonada).


© Blomkamp

As imagens acima foram divulgadas por Blomkamp há algumas semanas, quando anunciou que estava trabalhando em um projeto de Alien que provavelmente não iria pra frente.

Atualmente ele e Weaver estão divulgando Chappie, terceiro filme do diretor, sobre um robô com inteligência artificial, com lançamento previsto para abril.

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Aguardei alguns dias para publicar esse post, esperando por informações mais consistentes, mas parece que não vamos ter nada por algum tempo. Que ciclo fascinante de marketing, o desse Alien 2.5. Começa com um anúncio de fracasso, seguido por um período de comoção e clamor de fãs na internet, e por último um anúncio milagroso da Fox, disposta a aceitar qualquer maluquice para tornar o filme uma realidade. Parece até um complicado meio de testar a aceitação do longa antes de produzi-lo, mas provavelmente estou apenas sendo paranoico. É claro.

Sou um tremendo fã de Alien, o Oitavo Passageiro e Aliens, O Resgate, tendo assistido ambos dezenas de vezes. O primeiro, pela primeira vez aos seis ou sete anos, me apavorou completamente, mas acabou virando uma profunda apreciação. Provavelmente vou assistir com meus filhos quando completarem seus 10 anos. Imagino que estarão com resistência o suficiente.

A ideia de descartar metade de uma franquia, fazer um meio-reboot, é bem estranha – não é como se o Alien 3 e 4 fossem um sucesso de arrecadação ou crítica, e já filmaram coisa muito pior com os repulsivos prelúdios Aliens vs. Predador – mas é um precedente possivelmente inédito. Pelo menos com essa repetição de elenco.

Não tenho o mesmo entusiasmo que o resto da internet, porém. Elysium foi uma porcaria sem tamanho e resta assistir Chappie para definir se o Blomkamp é talentoso mesmo ou Distrito 9 foi seu único feito. Por enquanto ele está no patamar dos irmãos Wachowski. Um belo sucesso, e, depois, só prejuízos.

Fonte: io9

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Atriz de Wolverine em série de artes marciais

Rila Fukushima (a mutante que prevê mortes em Wolverine: Imortal) é a mais recente contratação em Warrior, possível série sobre uma heroína que “trabalha disfarçada enquanto recebe orientação física e espiritual de um misterioso mestre de artes marciais, procurando derrotar um chefão do crime”. Fukushima interpreta uma personagem em coma, mas que aparece em visões para a protagonista.


© Fox

O programa está sendo divulgado como “realista, contemporâneo e multicultural”, e foi encomendado pelo canal americano NBC.

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O trecho “realista, contemporâneo e multicultural” significa basicamente duas coisas: pessoas brancas somente no papel de vilões e como produtores/roteiristas/diretores, nos bastidores.

A série parece uma bobeira mística/politicamente correta, mas resolvi acompanhar a carreira da Fukushima, por isso noticiei. Assisti recentemente ao horrendo Wolverine 2 e fiquei impressionado com sua capacidade de roubar completamente a cena, ofuscando o deprimido e entediante Logan com sua vivacidade e charme – a diferença é tão absurda que sua personagem claramente vai ficando cada vez mais fraca e insignificante com o avançar da trama. A mudança é tão forçada que aposto ter acontecido na pós-produção, depois que “alguém” no elenco assistiu uma versão preliminar e não gostou do resultado.

Será que existem algumas cenas extras dela perdidas no Blu-ray de colecionador? Se achar por R$ 9,99 em alguma gôndola de mercado, talvez resolva descobrir.

De qualquer maneira, aposto que essa guria vai longe.

Fonte: Deadline

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Traição em nova edição de Conan

Conan the Avenger #11 foi lançado esta semana, contando mais um capítulo da saga do bárbaro comandando um exército através do deserto, sob tutela de um nobre. Desta vez, um novo grupo surge, em um péssimo momento para o herói. São 32 páginas por US$ 3,50, em versão impressa ou digital. Roteiro de Fred Van Lente, com arte de Brian Ching e cores de Michael Atiyeh.


© Dark Horse Comics

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Dando uma olhada no arquivo notei que esse mesmo trio está trabalhando no Conan já há várias edições, uma consistência incomum fora de minisséries. A revista mensal anterior, por exemplo, manteve o mesmo roteiro por mais de dois anos mas trocava de desenhista em quase toda edição.

Me lembra um pouco a era clássica do bárbaro, publicada pela Marvel em glorioso preto e branco, com centenas de histórias desenhadas por pouquíssimos artistas, e geralmente com estilos bem semelhantes. Putz, saudades dessas revistas – tenho algumas edições especiais da Mythos, mas apenas uma, de 500 páginas, dessa época. Acho que não vendeu o bastante, já que parece terem abandonado o Conan.

Fonte: Dark Horse Comics

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Pathfinder vai ganhar mais divulgação

A editora americana Tor vai começar a publicar e distribuir os livros de ficção do RPG Pathfinder, a partir de junho deste ano. Atualmente publicadas pela própria Paizo, empresa que criou o jogo, as obras se passam no cenário de campanha Golarion, onde também são situadas as aventuras prontas e manuais específicos. O primeiro título será Lord of Runes, de Dave Gross, quinto volume protagonizado pela dupla Conde Varian Jeggare e seu guarda-costas Radovan.


© Paizo

Os livros continuarão a serem editados por James Sutter, da Paizo, mas pelo novo acordo, as versões impressas passam a custar US$ 14,99, ao invés dos atuais US$ 9,99. Mudanças no preço das versões digitais, atualmente disponíveis por US$ 6,99, não foram anunciadas.

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Já li uma meia dúzia desses livros (acho que são pouco menos de 30). Servem para saciar a vontade de jogar RPG (pouco) e o interesse por mais lore desse mundo (muito). E também foram a minha porta de entrada para Pathfinder. Sendo leitor do Tim Pratt há vários anos, resolvi comprar seu primeiro livro baseado nesse jogo, apesar de ter me mantido à distância desde a encrenca com o D&D 4.0

Pathfinder Tales: City of the Fallen Sky traz um alquimista, um ladrão e uma ranger cruzando Golarion em busca de artefatos mágicos escondidos em uma região mortífera. Depois da leitura, imediatamente comprei o manual principal (o .pdf é praticamente de graça, se considerar o seu tamanho) e fui adquirindo lentamente mais e mais livros de regras e ficção. Atualmente compro imediatamente os livros do Pratt, e de vez em quando de outros autores (não me arrependi de nenhum), mas dei uma bela diversificada quanto às regras, adquirindo principalmente classes de empresas terceirizadas, vendidas no site da Paizo mesmo. Pois é, além de venderem seu próprio RPG, encorajam o desenvolvimento de material independente usando suas regras – o modelo foi criado pela Wizards of the Coast, mas brilha mesmo na Paizo.

Uma tremenda inovação seria começarem a vender os e-books da Pathfinder Tales na Amazon. Hoje em dia preciso converter os .pdfs para .mobi, o que nem sempre fica ótimo.

Fonte: Publisher’s Weekly

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Deadpool contrata atriz de Firefly

Morena Baccarin (Firefly) é o novo nome no elenco de Deadpool, um dos próximos filmes de super-herói da 20th Century Fox baseada em nos quadrinhos da Marvel Comics. Ryan Reynolds retorna ao personagem, após uma ponta em X-Men Origens: Wolverine. O lançamento está previsto para o início do ano que vem.


© Fox

Ainda não há uma sinopse oficial, que pode variar bastante. Contando apenas com poderes de regeneração e um humor ácido, Deadpool tem participação em vários eventos e histórias de outros heróis da editora, além de suas próprias aventuras – muitas vezes rompendo a “4th wall”, barreira que separa o mundo dos quadrinhos do mundo real, ou seja, quando um personagem sabe que está em uma HQ.

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Então! Por um lado temos um personagem de nicho, adorado por seguidores fieis, apesar de pouco apelo ao grande público, mas com um bom potencial de marketing. Por outro, é mais uma produção da Fox, que tende a errar em 50% dos seus filmes de X-Men. No caso do Wolverine, em 100% (assisti ao segundo no final de semana… que coisa lastimável).

Após apresentarem uma versão do Deadpool, completamente absurda, com direito a espadas retráteis nos braços (espada>garras, percebe?), fazem um reboot do personagem – só que com o mesmo ator! Quando analisarem a era dos super-heróis no cinema dos anos 00 e 10, daqui a algumas décadas, nas universidades virtuais ou espaciais, vão chegar a conclusão que os estúdios eram comandados por pessoas totalmente doidas.

Fonte: Coming Soon

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Velhos jogos podem ganhar vida nova

A Square Enix divulgou que vai liberar o uso de três de suas franquias para o desenvolvimento de novos jogos por outras empresas: Anachronox, Fear Effect e Gex. De acordo com o texto, reaproveitar propriedade intelectual da Eidos (desenvolvedora que atualmente é parte da Square Enix) sempre foi um dos objetivos do Collective, serviço de distribuição de jogos criado há um ano, mas que esperaram até agora para não “ofuscar os jogos originais submetidos à plataforma”.


© Square Enix

De acordo com a Wikipedia, Anachronox é um RPG de ficção científica sobre um detetive particular investigando uma ameaça ao universo, Fear Effect é um jogo de ação sobre mercenários que acabam enfrentando criaturas sobrenaturais, e Gex é um jogo de plataforma protagonizado por um lagarto fã de televisão. Os dois primeiros foram lançados nos anos 00, enquanto o último é um produto dos anos 90.

5% do dinheiro arrecado através de crowdfunding fica com a Square, que também vai cobrar uma taxa de 10% sobre as vendas, bem como 10% de licença pelo uso da marca. Sobram para as empresas que eventualmente participarem 80% do lucro líquido das vendas dos jogos – que também podem vir a ganhar continuações.

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95% das verbas para desenvolvimento, 80% dos lucros – não parece mal, mas também não faço ideia de como é o contrato padrão de serviços de crowdfunding, de distribuição de jogos, ou de licenciamento de propriedade intelectual. Não deve ser muito pior ou melhor que a média da indústria, imagino. E aproveitar a nostalgia dos gamers com mais de 30 anos é uma tendência comum em anos recentes – eu mesmo estou jogando um RPG baseado em Shadowrun!

Anachronox, pela descrição na Wikipédia, parece ser o mais interessante dos três como um jogo, apesar da descrição e cenário terrivelmente genéricos. Talvez o senso de humor valha a pena? Vou ver se está à venda em algum lugar, ou então me contentarei apenas em procurar o filme criado através de seu engine modificado. Parece… peculiar.

Fonte: Videogamer.com

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Longa alemão de uma tomada só

Confira abaixo o trailer do filme Victoria, sobre uma turista espanhola que acaba se envolvendo em um assalto à banco durante suas férias na Alemanha. O longa está sendo elogiado por ter sido filmado em uma única tomada, ou seja, foi gravado inteiro de uma única vez, sem edições ou cortes.


© Senator Film

Victoria atualmente está sendo exibido em festivais, e deve ser lançado comercialmente nos EUA ainda este ano.

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Curiosamente, o trailer é todo editado e incapaz de mostrar o grande atrativo do longa, sua tomada única. Deviam ter planejado melhor e filmado um trailer também enquanto produziam o longa, mesmo criando cenas que não seriam aproveitadas no filme principal. Quem sabe esse material exista, mas duvido.

Volta e meia esse tipo de produção ganha tremendo destaque crítico (Birdman e Boyhood que o digam!), ainda que geralmente vão mal de bilheteria ou público. Filmes do ponto de vista do protagonista, quatro filmes ao mesmo tempo na tela, etc, tudo muito experimental, ousado, e geralmente chato pra burro. Esse pelo menos parece estar tentando equilibrar o fator entretenimento no meio de seu experimentalismo técnico, com o cenário moderninho, personagens descolados e tema violento.

Aposto que chega no Netflix um dia desses.

Fonte: Slash Film

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Crossover feminino é evento na Dynamite

A editora Dynamite vai lançar em maio um crossover entre as principais personagens femininas de suas histórias em quadrinhos. Sonja, Vampirella e Dejah Thoris serão as protagonistas de Swords of Sorrow, minissérie escrita por Gail Simone, e que será seguida por vários outros especiais escritos por autoras selecionadas por ela para participar do evento, com mais personagens da empresa.


© Dynamite

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Esse lançamento da Dynamite está seguindo a onda de aumentar a influência feminina em setores nerds tipicamente masculinos, como jogos eletrônicos. Normalmente não me entusiasmo com essas iniciativas forçadas de aceitação – muitas vezes tendem a piorar ainda mais as relações entre diferentes raças, gêneros, cidadãos, etc, apesar de não fazer nada também não ajudar.

Mas, voltando ao tópico, o projeto tem um ótimo diferencial, que é a liderança da Gail Simone. Ela é provavelmente o principal exemplo de mulher roteirista de quadrinhos com grande aceitação do público e que mantém um discurso politizado. Creio que isso pode ser creditado ao seu senso de humor, disponível mesmo nas edições mais violentas de Red Sonja, e ao fato de não deixar a mensagem ser mais importante que o entretenimento. Você pode pregar suas visões pessoais e políticas em sua arte à vontade, mas se fizer isso enquanto diverte o público, não apenas irá convencer algumas pessoas como também garante dinheiro para pagar as contas do mês.

No texto de divulgação do projeto ela comenta que é uma grande fã da ficção pulp, apesar desta sempre ter sido dominado por escritores e público masculinos. Swords of Sorrow é uma tentativa de levar esse gênero de texto para leitoras, através do trabalho de escritoras. E a palavra “fun” aparece várias vezes, o que é um excelente sinal.

Fonte: Bleeding Cool

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Obra de Philip K. Dick vira série na internet

The Man in the High Castle é oficialmente uma das novas séries da Amazon Studios, subsidiária da popular livraria digital. O programa é uma adaptação do livro O Homem do Castelo Alto, de Philip K. Dick, sobre uma realidade alternativa onde o Eixo ganhou a Segunda Guerra Mundial e dividiu os EUA entre territórios dominados pela Alemanha, Japão e uma parte independente. Confira dois trechos do episódio piloto:


© Amazon Studios

A série começou como um entre vários episódios pilotos que disputam espaço na “grade” da empresa, selecionados através de votação do público. The Man in the High Castle foi aprovado com outros quatro programas.

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Não sou particularmente fã da tendência “escuro = realismo” de cinema/TV, mas nesse caso específico acho que funcionou – mais no sentido de criar um ambiente opressivo e sufocante, como é o cenário desse livro/programa. Parece bom! Será que o experimento da Amazon com dramaturgia vai mesmo dar certo? Nada mal, nada mal.

Fonte: io9

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Estudantes mágicos de Final Fantasy

A versão atualizada de Final Fantasy Type-0 vai ser lançada em março deste ano, para PlayStation 4 e Xbox One, por cerca de 60 dólares. O jogo traz um grupo de 14 personagens, estudantes de uma escola de magia, envolvidos em uma guerra entre dois reinos. Quem comprar uma cópia também terá acesso a um demo de Final Fantasy XV. Confira o trailer mais recente de Type-0:


© Square Enix

Lançado originalmente para PlayStation Portable (PSP) em 2011, o jogo aparentemente obteve sucesso comercial o bastante para justificar o desenvolvimento de vários produtos derivados, bem como uma continuação, Final Fantasy Agito, lançada no ano passado. Essa migração atual para a nova geração de consoles deve atualizar o visual do jogo, mas manter boa parte dos sistemas já aprovados pelo público.

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Harry Potter deve fazer tanto sucesso no Japão quanto no resto do mundo. A influência no visual desses personagens é gigantesca, apesar das roupas não serem iguais – apenas os padrões de cor -, sem falar no próprio conceito de “estudantes de uma escola de magia” tendo a responsabilidade de salvar o mundo.

14 personagens parece um exagero, mas talvez porque o jogo já começa com esse número – os Final Fantasy clássicos provavelmente chegavam e talvez ultrapassavam esse número, mas era ao longo de várias horas.

Bateu uma nostalgia de Final Fantasy VI agora… que jogo perfeito. Acho que vou colocar um ROM no computador do meu filho e obrigá-lo a jogar. Ou será que começo por Final Fantasy IV? Do V lembro apenas de ter começado, esqueço se o treco travou ou me perdi na falta de personalidade dos personagens principais.

Fonte: Anime News Network

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