Category Archives: Livros

Hora de escrever um pequeno best-seller

A Amazon acaba de abrir as portas do mundo literário para os fãs de franquias populares. Seu novo serviço Kindle Worlds será um espaço onde escritores poderão vender seus livros baseados em franquias licenciadas pela gigantesca livraria online, ou seja, vender fan fiction oficialmente. Todas as partes envolvidas receberão uma porcentagem das histórias vendidas.

kindleworlds
© Amazon

Estão começando com os seriados de televisão Gossip Girl, Pretty Little Liars e Vampire Diaries, mas de acordo com o press release, planejam anunciar mais franquias no futuro, em outros meios também. Por enquanto vão se concentrar em contos com no máximo 10 mil palavras, e devem começar a publicar em junho, com mais de 50 histórias encomendadas a autores conhecidos.

________________________________ ◊ Opinião ◊ ________________________________

Não sei se alguém já fez a conexão em outros lugares, mas para mim ela saltou aos olhos. A Amazon está fazendo isso devido a 50 Tons de Cinza, trilogia de romances de sadomasoquismo leve que vendeu absurdos nessa livraria e em boa parte do mundo.

De acordo com uma reportagem que li na revista das Livrarias Curitiba enquanto esperava em um consultório, Cinquenta Tons de Cinza começou como uma fan fic da saga Crepúsculo, protagonizado pelo vampiro e humana que aparecem em todos os livros. A autora teve que alterar os nomes e fazer algumas outras mudanças, e daí começou a vender o treco na Amazon por conta própria, eventualmente ficando famosa. Logo, a livraria quer facilitar o processo e tentar encontrar o seu próximo best-seller amador. Quando vão licenciar o Batman?

Fonte: io9

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Altered Carbon, de Richard K. Morgan

Sinopse: Vários séculos no futuro, a vida humana está cada vez mais barata. Se alguém te matar, basta garimparem o seu cérebro em busca de um chip, devolver o conteúdo para um computador e baixar sua personalidade e memórias dentro de um corpo novo. Caso você tenha dinheiro para isso, claro. Para os menos afortunados, algumas décadas de existência virtual são a alternativa. Melhor do que morrer, provavelmente.

Takeshi Kovacs é ou era membro de um exército mercenário de elite, operando em vários planetas. Depois que ele e sua parceira são mortos antes de uma missão, acorda no dia seguinte (60 anos depois, na verdade), na Terra. Um dos bilionários mais poderosos do planeta e vizinhanças quer contratá-lo para descobrir a verdade por trás de um crime: por que ele se matou? O que teria levado um sujeito rico o bastante para fazer backups diários e ter vários corpos sobressalentes explodir o próprio crânio? Ou teria ele sido assassinado, como prefere acreditar, apesar de todas evidências apontarem o contrário?

Capa:
Altered Carbon
© Del Rey

Trecho:

“The personal, as everyone’s so fucking fond of saying, is political. So if some idiot politician, some power player, tries to execute policies that harm you or those you care about, take it personally. Get angry. The Machinery of Justice will not serve you here – it is slow and cold, and it is theirs, hardware and soft-. Only the little people suffer at the hands of Justice; the creatures of power slide from under it with a wink and a grin. If you want justice, you will have to claw it from them. Make it personal. Do as much damage as you can. Get your message across. That way, you stand a better chance of being taken seriously next time.”

Pontos altos: Richard K. Morgan sentou-se um dia na sua escrivaninha e fez uma lista magnífica de coisas que ele gostaria de ver no futuro e outras que ele deve achar que serão inevitáveis. E nesse exercício ele criou ou popularizou conceitos de cyberpunk que influenciam obras nesse gênero até o dia de hoje. Desde o comportamento da sociedade no futuro, a estética, religião, economia, tecnologia… Altered Carbon deve ter rendidos algumas monografias nas mãos de sociólogos por aí.

Outra coisa que me espantou são as cenas de sexo, descritas em detalhe, específicas e demoradas. Apesar de a maioria das minhas leituras serem geralmente recomendadas para adultos, fazia tempo que não lia alguém tão sem medo de escrever sobre sexo.

Pontos baixos: Mencionei que Altered Carbon é um livro policial? Acho que passei essa ideia na sinopse, há alguns parágrafos. Curiosamente, eu vivia esquecendo desse fato enquanto lia. O futuro criado pelo autor é deslumbrante, e, aparentemente, até ele se deixou distrair com tudo que ia criando e explicando em cada capítulo. Como livro policial, esse não funciona muito bem – honestamente, é a parte mais fraca da trama. Kovacs tira conclusões com pouquíssimo material, e parece nunca errar um palpite. Todas as pistas que investiga de algum modo se conectam ao crime principal, mesmo que às vezes fique a impressão que ele próprio force essas conexões.

Pontuação final: 751. Futuro incrível, trama meio chata.

Características:
Altered Carbon
Richard K. Morgan
Del Rey
544 páginas
US$ 7,99 (Amazon)

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Mais Lehane nos cinemas

Ben Affleck teria acertado com os estúdios Warner Bros para dirigir uma adaptação de Live By Night, livro mais recente de Dennis Lehane. A obra foi lançada em 2012 e ainda é inédita no Brasil. A história se passa na década de 1920, nos EUA, com ênfase na Lei Seca. O protagonista é Joe Coughlin, filho de policial, mas que se envolve com o crime. Ele começa como apenas mais um capanga e eventualmente se torna um mafioso completo.

live by night
© William Morrow

Live by Night é uma espécie de continuação de Naquele Dia, publicado aqui pela Companhia das Letras, que também é dona de todo os outros livros de Lehane no Brasil. Outras de suas obras já chegaram aos cinemas antes, como Sobre Meninos e Lobos, Ilha do Medo, e Medo da Verdade, este último dirigido pelo próprio Ben Affleck.

Apesar de ser fã moderado de ficção policial, admito que precisei pesquisar horrores antes de escrever esse post. Só conhecia o Lehane de nome, e nunca sequer assisti a qualquer uma das adaptações de seus livros, apesar de todos serem adorados pela crítica. A série de títulos protagonizado pela dupla Kenzie-Gennaro está sempre na minha lista de futuras aquisições no Audible.com, mas acabo sempre desistindo por sei lá qual motivo. Talvez seja o caso de finalmente comprar um deles na Amazon de uma vez… tanta gente elogiando tanto. Estou tão por fora assim?

Fonte: Deadline

Livros do autor: http://www.companhiadasletras.com.br/autor.php?codigo=01368

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Um e-book grátis sobre inteligências artificiais

A editora Phoenix Pick continua em sua iniciativa de distribuir um livro digital gratuitamente todo mês. Para maio escolheram A.I. Unbound, da premiada autora Nancy Kress, desta vez escrevendo sobre o impacto de inteligências artificiais. Para obter uma cópia em vários formatos, basta buscar o livro no catálogo da editora em http://www.phoenixpick.com/catalogue/PPickings.htm, ir clicando nos links até pedirem um código (9991976) e daí fazer o download.

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© Phoenix Pick

Outra novidade da editora é que vão passar a realizar promoções relâmpago, vendendo um livro por apenas 99 centavos durante 24 horas, na Amazon. Irão avisar os assinantes de sua newsletter com um dia de antecedência. E por último, lançaram ontem o segundo número de Galaxy’s Edge, revista de ficção científica editada pelo excelente escritor Mike Resnick. São várias histórias de autores clássicos e novatos completos, além de colunistas, resenhistas e etc. A edição mais recente sempre é gratuita, enquanto os catálogos estão à venda.

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© Phoenix Pick

A primeira edição de Galaxy’s Edge é excelente. Entre todos os contos achei apenas um razoável, todo o resto foi de comer o chapéu. O Resnick, além de colecionar prêmios escrevendo, também vive editando coletâneas em livros – e aparentemente, colocava as mãos na massa ao invés de apenas emprestar o nome. Já coloquei a revista inteira em meu celular, e logo começarei a ler tudo. Tomara que mantenha o nível de qualidade, mas uma queda é compreensível: gastaram meses ou anos na primeira, enquanto a segunda teve um intervalo de apenas dois meses. Talvez tenham várias edições já prontas, mas pela minha experiência com publicações, é pouco provável.

Fui na Amazon fazer um screenshot da capa de A.I. Unbound, e para minha surpresa, me avisaram que comprei o livro há um ano, exatamente em maio. Não tenho a menor memória disso, mas provavelmente foi em alguma promoção. Essas coisas ainda serão minha ruína. 99 centavos parece pouco, mas depois de 30 livros, começa a pesar.

Fonte: Phoenix Pick Newsletter

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God’s War, de Kameron Hurley

Sinopse: dois países em guerra, em um planeta desértico. Toda a tecnologia e a magia locais derivam da manipulação de insetos – eles movem carros, criam barreiras, atacam e curam pessoas. Nyx, a protagonista, é uma assassina profissional do grupo Bel Dame, composto exclusivamente de mulheres. Está fazendo um trabalho freelancer quando é acusada de cometer algum crime ou heresia, e acaba sendo expulsa da ordem e encarcerada. Após a prisão cria um grupo de mercenários onde especialistas e pessoas com poderes diversos se reúnem para caçar e capturar ou matar alvos. Não há muito dinheiro, mas a vida é emocionante. Só que tudo pode acabar, mais uma vez, quando Nix aceita um contrato que a fará enfrentar suas antigas irmãs Bel Dame, algumas das quais acham que ele ainda não foi punida o bastante.

Capa:
God's War
© Night Shade Books

Trechos:

“She offered Nyx a ride in exchange for a finger’s length of blood to feed the enormous silk beetle she kept in a covered cage next to her left hip, pressed against her battered pistol.”

“The double dawn had risen; the orange sun overpowered the wan light of the blue sun, and the silt-filtered light caught the world on fire.”

O resto desta resenha contém spoilers!

Pontos altos: Hurley criou não apenas um mundo terrível e extraordinário, repleto de personagens fascinantes e cruéis, complexos e tristes, como também o completou com um sistema de magia inacreditável, baseado na utilização de insetos. Cura e regeneração, por exemplo, são tão avançadas que a substituição de órgãos de torna algo rotineiro. No meio de uma guerra que eliminou quase todos os homens de uma das nações, as mulheres facilmente ocupam seus postos na matança, intimidação, preconceito e chantagem – humanos são todos iguais. No grupo de Nix, todo mundo parece ter algo terrivelmente errado para esconder, mas graças a seus obscuros passados conseguem conviver harmoniosamente bem juntos. A história é violenta e rápida, introduzindo um novo elemento de esperança e decepção no meio desse planeta onde todos parecem ter enlouquecido de ódio.

Pontos baixos: O sequestro de personagens secundários, e mesmo primários, se torna algo tão recorrente que é um pouco ridículo. Aparentemente a trama só avança em certos pontos quando alguém finalmente é raptado – você chega a tentar adivinhar quem será a próxima vítima a se encontrar com um capuz na cabeça e alvo de criativas e excessivamente detalhadas torturas.

Pontuação final: 760. Excelente mundo, precisa ser melhor explorado.

Características:
God’s War
Kameron Hurley
Night Shade Books
288 páginas
US$ 9,99 (Amazon) ou US$ 6,00 (Baen Ebooks)

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The Fuller Memorandum, de Charles Stross

Sinopse: Uma nova aventura de Bob Howard, agente secreto e nerd da Laundry, uma organização governamental inglesa que atende aos casos sobrenaturais que ameaçam a nação e a Rainha. Desta vez Bob e sua esposa Mo, uma cientista que toca um violino capaz de matar demônios, são alvos de um culto que pretende invocar e controlar uma entidade antiga e poderosa, com o propósito de acelerar o apocalipse. E para piorar a vida de Bob, seu chefe, um dos figurões da Laundry, desaparece deixando apenas pistas misteriosas.

Capa:
fuller memorandum
© Ace

Trechos:

“No, our magic is computational. The realm of pure mathematics is very real indeed, and the… things… that cast shadows on the walls of Plato’s cave can sometimes be made to listen and pay attention if you point a loaded theorem at them. This is, however, a very dangerous process, because most of the shadow-casters are unclear on the distinction between pay attention and free lunch here. My job – applied computational demonologist – comes with a very generous pension scheme, because most of us don’t survive to claim it.”

O resto desta resenha contém spoilers!

Pontos altos: Após dois livros extremamente bem-humorados, em certas partes cômicos, Charles Stross resolveu reajustar a mistura de horror e espionagem, aumentando a dosagem da primeira. Sacrifícios humanos, monstros devoradores de gente, instrumentos musicais feitos de ossos humanos, canibalismo e mortos-vivos. Acho que esse é um resumo conservador de tudo que aparece nessa história, mordendo o calcanhar do Bob Howard. Enquanto o humor faz um pouco de falta, ele ainda está presente nos comentários mordazes do narrador, que está ficando cada vez mais cínico enquanto envelhece.

Pontos baixos: a transição é um pouco abrupta demais. O livro é bom enquanto uma história isolada sobre espiões e sósias do Cthulhu coabitando a Terra, mas difere radicalmente do tom dos primeiros. Talvez tenha sido intenção do autor desde o início que as histórias da Laundry fossem independentes uma da outra, mas elas realmente não dão essa impressão. Depois de ver o Bob escapar quase incólume de tantas coisas horríveis, é meio chocante ver o que acontece com ele desta vez, e as sequelas. Para onde será que o quarto livro foi, depois disso?

Pontuação final: 779. Bom, mas repentino.

Características:
The Fuller Memorandum
Charles Stross
Ace
323 páginas
US$ 7,99 (Amazon)

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The Curse of Chalion, de Lois McMaster Bujold

Sinopse: A história começa com Cazaril retornando para casa, um mendigo quebrado por meses de escravidão, com nada além da roupa do corpo. Está vagando a pé por semanas, planejando pedir seu velho emprego de volta. Para sua sorte, não apenas é aceito novamente, como também acaba promovido a tutor de uma importante nobre local. Algumas reviravoltas depois, Cazaril se vê no meio de intrigas palacianas, tramando seus próprios planos, e tentando adivinhar o que os deuses querem dele.

Capa:
The Curse of Chalion
© Harper Collins

Trechos:

Events may be horrible or inescapable. Men have always a choice – if not whether, then how, they may endure.”

I realize now why I never saw saints, before. The world does not crash upon their wills like waves upon a rock, or part around them like the wake of a ship. Instead they are supple, and swim through the world as silently as fishes.”

O resto desta resenha contém spoilers!

Pontos altos: The Curse of Chalion não é um típico livro de fantasia. Ao invés de inventar um reino mágico com criaturas encantadas e sobrenaturais, a autora, Lois McMaster Bujold, concentrou toda sua criatividade na religião deste mundo. O sistema de cinco deuses (Pai, Mãe, Filho, Filha e o Bastardo) é complexo, realista e abrangente, além de, nesse cenário, interagir pesadamente com os personagens. Estou falando no nível da Ilíada, com deuses alterando o destino de batalhas, mas com regras bem mais interessantes. Santos existem no mundo de Cazaril, e seres divinos operam através deles – se tiverem permissão. A trama é magnífica, e uma das últimas cenas, quando o protagonista perde sua santidade, é magnífica.

Personagens importantes morrem ou sofrem perdas terríveis, de modo inesperado, porém coerente. O horror faz sentido dentro da trama, não está ali apenas para chocar o leitor. E esse livro comprova uma opinião que estava formulando sobre a obra de Bujold: ela brilha quando cria o sofrimento. A vida de Cazaril antes do livro começar, os momentos em que ele descreve o que aconteceu enquanto era um escravo, são inacreditáveis. Uma autora de qualidade ímpar.

Pontos fracos: Exceto por Cazaril e alguns com uma personalidade extremamente exótica, é difícil diferenciar os personagens principais uns dos outros – é como se o convívio constante produzisse pessoas semelhantes demais umas às outras. Em certos pontos não conseguia distinguir um coadjuvante vivo do outro que havia sido assassinado, sempre me pegava perguntando “ué, ele não tinha morrido?”. É claro que Caz compensa o sabor aguado de seus acompanhantes sendo uma combinação incrível de honra, sacrifício, covardia e crença.

Ia colocar aqui que o encontro fortuito entre Caz e o herdeiro de Ibra, justamente um jovem que ele havia salvado meses antes era um pouco forçado, coincidência demais, mas me lembrei que isso faz parte da grande revelação que ele tem na cena que mencionei nos “pontos altos”.

Pontuação final: 903. Um dos melhores livros da autora e em geral.

Características:
The Curse of Chalion
Lois McMaster Bujold
Harper Collins
512 páginas
US$ 9,78 (Amazon)

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E-book grátis sobre um circo dimensional

A editora Phoenix Pick está dando gratuitamente este mês o livro eletrônico The Abraxas Marvel Circus, do escritor Stephen Leigh. A obra traz um estranho grupo de personagens tentando desvendar os segredos da obra de um falecido cientista louco. Entre eles estão o anão mago Caleb Mundo, a vendedora de flores Joan the Flower Man, o professor de história e cantor de rock Dirk, o agente funerário Ecclesiastes Mitsumishi e o pastor Abel Henderson.

abraxas
© Phoenix Pick

Para fazer o download basta ir até o catálogo da editora, encontrar o livro e clicar no link “Free e-book of the Month”. Nesta outra página digite o código 9991932 e escolha em qual formato prefere o título. A oferta está disponível até o último dia do mês.

Sinopse mais incomum essa. Raríssimo você tentar vender um livro pelo exotismo dos personagens e não pela história. Realmente é um grupo maluco, especialmente pelos nomes. Não sei se fazem algo interessante com essas personalidades todas, mas se resolveram concentrar o anúncio nelas, é bem provável. Bom, vou colocar na pilha, acredito que o Stephen Leigh é um autor razoavelmente conhecido, e segundo a Wikipédia, já ganhou pelo menos um prêmio.

Fonte: SF Signal

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Agatha H and the Clockwork Princess, de Phil e Kaja Foglio

Sinopse: Segundo livro das aventuras de Agatha Heterodyne, uma cientista louca e sua saga para descobrir a verdade por trás do desaparecimento de seus pais. Desta vez ela precisa cruzar um deserto repleto de monstruosidade mecânicas, se juntar ao circo e ser responsabilizada pela possível destruição de toda uma cidade. E a pior parte começa quando vira alvo de uma família de cientistas igualmente insanos, incluindo uma princesa não exatamente humana.

Capa:
Agatha H and the Clockwork Princess
© Night Shade Books

Trechos:

“If anything happens, I’ll give the signal. You know, the one where I scream like a diva.”

“The Prince wants to see a specific show,” she looked up with tired eyes. “The Socket Wench of Prague.” Abner’s eyes bugged. Payne shrugged. “Okay—not so good a plan.” Marie cleared her throat. “P.S.—Tart It Up.”

O resto desta resenha contém spoilers!

Pontos altos: Ao contrário do primeiro livro, onde os autores precisam criar e explicar o cenário, apresentar a protagonista e mostrar as peculiaridade de seu cotidiano, Clockwork Princess é pura trama. Agatha finalmente tem um objetivo, e é tão poderosa (tanto na parte inventora quanto em personalidade), que consegue empurrar a história na direção que lhe interessa. Não há desperdícios de cenas ou acontecimentos paralelos sem utilidade, todos atos da protagonista ou lhe aproximam do castelo de sua família ou ajudam a moldar seu caráter. Ótimos personagens de apoio, ambientes ainda mais exóticos e um desfecho heróico.

Pontos baixos: Estou penando um pouco para encontrar algo do que reclamar. Talvez quando Agatha se afasta do circo no ato final, os eventos pelos quais seus colegas circenses passam ficam um tanto inexplicados. Eles têm um plano para atravessar Sturmhalten, que é desmontado pelo príncipe local, daí desaparecem quando Agatha vai ao castelo e depois ressurgem para o desfecho. Não há uma explicação do que acontece com eles nesse meio tempo, dá a impressão que ficaram parados do lado de fora da cidade esperando. É o único ponto estranho do livro.

Pontuação final: 782. Melhor que os quadrinhos.

Características:
Agatha H and the Clockwork Princess
Phil e Kaja Foglio
Night Shade Books
481 páginas
US$ 11,09 (Amazon) ou US$ 6,00 (Baen)

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Ouça a maior aventura de Conan

O Librivox, um site de audiolivros gratuitos, lançou esta semana The Hour of the Dragon, o único livro escrito por Robert E. Howard protagonizado por Conan, o Bárbaro. A narração foi feita Mark Nelson, profissional da área, e dura um total de 8 horas e 21 minutos, disponíveis nos formatos MP3 e ogg vorbis.

the hour of the dragon
© Putnam

The Hour of the Dragon expande um dos contos do bárbaro, já no período em que se tornou rei, com alguns anos de reinado bem sucedido. Uma conspiração de traidores em seu próprio país, aliados a aspirantes aos tronos de reinos vizinhos, traz de volta a vida um poderoso necromante, que passa a trabalhar para derrubar Conan de seu trono.

Tive que ouvir pelo menos dois capítulos antes de divulgar essa obra. Adoro o trabalho do Mark Nelson, é um dos meus prediletos do Librivox, mas precisava ouvir que tipo de voz ele ia criar para o Conan. Se fosse algo forçado, grotesco ou irritante, teria deixado de lado – mas felizmente, como é característica dele, Nelson simplesmente usa uma entonação específica para o personagem, evitando dramatizar o texto. É uma narrativa, não uma performance teatral – cada personagem principal tem seu próprio tom, fáceis de diferenciar um do outro durante o diálogo, mas ninguém tem voz de desenho animado. Adorei a seriedade com que abordou o texto, já que se trata de um dos meus escritores prediletos. Sensacional.

Fonte: SF Signal

Livro: The Hour of the Dragon

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