Sinopse: Segundo volume da série Old Man’s War, sobre a guerra entre colônias humanas em outros planetas e as centenas de raças alienígenas que tentam conviver no mesmo espaço. Desta vez o protagonista é Jared Dirac, membro da força militar de elite conhecida como Ghost Brigades (Brigadas Fantasma), e também o clone de um cientista que teria traído a raça humana para se juntar a uma aliança alienígena, cujo principal objetivo é dominar nossas colônias e conquistar a Terra. Dirac é parte de um experimento de transferência de consciência que não deu muito certo – será ele um soldado com as memórias de um criminoso, ou um vilão fingindo ser um militar leal à humanidade?
Capa:

© Tor
Trecho:
“He felt some of the cold rage wash over hum now, and had to remind himself that the memories he was feeling were from another person, about a child who was not his own.”
Características:
The Ghost Brigades
John Scalzi
Tor Science Fiction
384 páginas
US$ 7,59 (Amazon), inexiste no Brasil
O resto dessa resenha contém spoilers!
Ponto Alto: Jared Dirac é um personagem bem razoável, considerando a bagunça em que foi criado, razoavelmente mais complexo e imperfeito do que o protagonista do primeiro volume, John Perry. Claro que fica a impressão que Scalzi se chateou com as críticas e daí resolveu inventar alguém com falhas ao invés de tentar corrigir sua criação predileta. Mas interessante mesmo é a coprotagonista Jane Sagan, repetindo seu papel do livro anterior. Afinal de contas ela é uma soldada clonada sem a bagagem de Dirac, então suas mudanças de atitude exigem razões muito mais profundas do que “existe um cientista maluco na minha cabeça”. Para mim é a melhor personagem de Scalzi.
Ponto Baixo: A trama não é grande coisa. Somos introduzidos a uma conspiração entre três raças alienígenas para destruir a raça humana, daí passamos a um plano mirabolante para tentar acabar com esse plano, e depois do primeiro fiasco, entra tudo em pausa. Centenas de páginas com o Dirac desenvolvendo sua personalidade depois, repentinamente, voltamos ao ponto de partida e tudo começa a se encaixar novamente. É como se o autor tivesse enfiado cinco ou oito capítulos artificialmente na primeira metade do livro, mais para aumentar volume do que por qualquer outro motivo. E há uma cena em que dois cientistas e o próprio Dirac gastam dolorosas páginas com um dos piores diálogos que já li, sobre a importância de tomar suas próprias decisões. O treco é ruim no nível da nova trilogia de Star Wars – se tivesse começado o livro com isso teria desistido da leitura.
Pontuação: 578