A proposta de GURPS Social Engineering é oferecer regras para tornar interações sociais entre personagens tão complexas quanto um combate, permitindo a qualquer jogador criar um avatar que seja carismático, mesmo que ele próprio não o seja. As situações abordadas incluem transações comerciais, pedidos de ajuda, procura por pessoas e coisas, e romance. Também traz detalhes sobre pechinchar, enganar e detectar enganações; explicações sobre como lidar com organizações, incluindo como se infiltrar nelas e influenciá-las; e outros usos de “engenharia social”, mesmo para fins maléficos.
O Generic Universal Role-Playing System é um dos sistemas de RPG dos antigos, e, como o próprio nome diz, extremamente genérico. Preocupados basicamente em criar regras para toda situação e cenário possíveis, publicaram ao longo dos anos inúmeros manuais cobrindo ficção científica, fantasia, horror, super-heróis, todo tipo de nível tecnológico, várias modalidades de combate e também específicos sobre marcas licenciadas, como Conan o Bárbaro, e a saga dos Vorkosigan, baseada nos livros de Lois McMaster Bujold.
Quando você acha que a Steve Jackson Games está apenas cobrindo as últimas brechas que existem nas poucas variedades de combate que sobraram (vide o manual sobre grappling), eles lançam algo tão maluco quanto Social Engineering. Uma das últimas fronteiras dos puristas do aspecto role-playing, destrinchada em mais de 80 páginas de regras. Já posso ouvir os rosnados da velha guarda.
Fonte: Daily Illuminator








