Veteranos dos adventures em empreitada retrô

Thimbleweed Park é o novo jogo dos criadores de Maniac Mansion. O adventure foi colocado no Kickstarter há cinco dias, onde aguarda obter US$ 375 mil para ser produzido – atualmente já conseguiu US$ 292 mil, com doações de mais de oito mil interessados.


© Ron Gilbert & Gary Winnick

Desta vez os jogadores irão controlar dois investigadores tentando desvendar o mistério por trás de um assassinato, utilizando o mesmo estilo de arte empregado 25 anos atrás nos antigos jogos da LucasArts. Uma doação de 20 dólares já garante uma cópia digital.

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Essa notícia me deu um pouco trabalho para começar. Menciono o jogo novo ou faço uma referência à Maniac Mansion já de cara? Tentei equilibrar um pouco dos dois – leitores jovens talvez tenham ouvido sobre Thimbleweed Park em sites sobre jogos, mas não fazem ideia do que seria Maniac Mansion, enquanto os veteranos iriam enlouquecer com a menção nostálgica. Como não sei quem são os meus leitores aleatórios, coloquei tudo em uma frase só, e boa sorte.

Enquanto 375 mil dólares por um jogo de visual tão antiquado parece um exagero, talvez a justificativa esteja justamente na dificuldade de reproduzir as técnicas da época em um ambiente moderno. Ou então os envolvidos queriam compensação por não receberem os salários altos da época da LucasArts. Já vi coisas com bem menos potencial cobrando mais caro, então talvez não seja uma situação tão absurda. Só achei 20 dólares por uma cópia do jogo meio alto… 10 seria pouco, mas 15 talvez o ideal.

Vou esperar para comprar em promoção. Com certeza vão conseguir os recursos, e apesar da data de conclusão ser junho de 2016, aposto que o treco já está quase pronto.

Fonte: Videogamer.com

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Conheça Strange e Norrel em carne e osso

A BBC America vai lançar em 2015 um seriado adaptando o livro Jonathan Strange & Mr. Norrell, de Susanna Clarke. Bertie Carvel e Eddie Marsan protagonizam como os personagens do título, respectivamente. Ambos são magos em uma Inglaterra do século XIX, onde as artes arcanas estão quase extintas, mas podem ser decisivas para enfrentar a guerra contra Napoleão.


© Companhia das Letras

O livro está disponível no Brasil desde 2005, pela editora Companhia das Letras. São 824 páginas pelo preço sugerido de R$ 74.

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Lembro de ter lido isso na década passada, no ano de lançamento ou pouco depois. Parei após algumas centenas de páginas e retomei somente alguns meses mais tarde – apesar da popularidade absurda, o livro é bem chatinho até a metade, mais ou menos. Depois dessa lentidão ele fica interessante, com algumas cenas memoráveis.

Provavelmente poderia virar um filme, se cortassem boa parte da antecipação à esses momentos mais interessantes. O desaparecimento do Strange, por exemplo. Ops, spoilers.

O Marsan ficou ótimo, porém.

Fonte: io9

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O Luther americano

Neil Cross, o criador do seriado policial britânico Luther, vai escrever e produzir uma adaptação americana deste programa para o canal Fox. Idris Elba, o protagonista original, participa do projeto como produtor também. Um piloto deve ser filmado em breve, mas por enquanto não há informações sobre o elenco.


© BBC

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Mas que péssima ideia é essa? Todo seriado policial americano é baseado nas tramas semanais, com personagens genéricos (exceto pelo chefe da equipe, que geralmente tem um ou outro cacoete) conduzindo a trama de modo linear.

Mas em Luther as tramas servem apenas como suporte para a vida dramática do protagonista e suas atitudes muitas vezes tão absurdas quanto às dos criminosos que enfrenta. Vão precisar não apenas contratar um ator principal capaz de entregar uma atuação com mais personalidade que todo o resto do elenco, como também convencer o público a assistir uma série policial pelo desenvolvimento de personagem.

E na Fox ainda por cima. Façam-me o favor.

Fonte: Bleeding Cool

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Call of Cthulhu chega à sétima edição – e digital

A editora Chaosium divulga que estão disponíveis as versões eletrônicas da sétima edição do RPG Call of Cthulhu e o suplemento Investigator Handbook. O primeiro traz as regras gerais e é voltado para o Keeper, título do game master nesse jogo, e o segundo para os jogadores, com regras para criação de personagens.


© Chaosium

O livro de regras custa US$ 27,95 e o manual para jogadores US$ 22,95, e estão disponíveis em pdf, epub, mobi e orc.

Call of Cthulhu é baseado na obra literária de H. P. Lovecraft, escritor americano de horror do início do século XX. Seus contos são famosos por descrever horrores cósmicos com milhares de anos de vida, capazes de destruir a humanidade sem esforço.

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Quase! Quase compro o manual principal – se o preço não fosse tão elevado, compraria pela curiosidade, para ter uma cópia e para ler de vez em quando. Infelizmente não aguento pagar 30 dólares por um manual que não irei usar tão cedo (apesar de ter feito isso direto na adolescência – até hoje tenho uma coleção gigante de Complete Player’s Guide do AD&D), já que meus filhos são praticamente fetos e não teriam a sutileza necessária para um jogo de horror.

Por exemplo, minha filha está transcrevendo um conto do Lovecraft em um caderno, tanto para praticar copiar conteúdo do quadro (eu sei, vivemos no século XIX) quanto para praticar interpretação de texto. Apesar de o conto estar lentamente ficando mais e mais sombrio, ela não consegue ligar a mínima para o sofrimento do personagem, que acorda em um lugar misterioso com a impressão que algum horror está à espreita. Talvez não seja o conto ideal.

Comparando com outra empresa que trabalha com vendas digitais de RPG, a Paizo, dá para admirar a estratégia adotada pelos criadores de Pathfinder. Seus manuais principais, com centenas de páginas e ilustrações, custam sempre 10 dólares, e vendem feito água mineral com gás. Cobram mais caro por suplementos opcionais e aventuras, mas o miolo do jogo, que leva o público à prática (e a adquirir mais livros), é baratíssimo.

A Chaosium, por outro lado, tem poucas aventuras e suplementos, então tenta ficar no azul vendendo seus manuais a um preço realista – o que deixa muitos jogadores de fora.

Fonte: Newsletter da Chaosium

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Androides fora de controle na HBO

A HBO vai produzir um remake de Westworld – Onde Ninguém Tem Alma, filme escrito e dirigido por Michael Crichton (Parque dos Dinossauros), sobre um androide enlouquecido controlando um parque de diversões futurista. A nova versão será uma série, protagonizada por James Marsden, com Evan Rachel Wood, Rodrigo Santoro, Thandie Newton, Ed Harris, Miranda Otto e Anthony Hopkins. Jonathan Nolan, da trilogia Cavaleiro das Trevas, é o roteirista.


© MGM

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Acho que Westworld é uma daqueles filmes que já foi parodiado no Simpsons e em tudo quanto é comédia que faça referência a ficção científica ou cultura popular dos anos 70. Mas nunca vi o original, e até dar uma pesquisada para esse post, acreditava que era uma adaptação de um livro do Crichton – mas na verdade é um roteiro original do falecido autor.

Vou dar uma olhada em trailers no Youtube, se parecer interessante, tentarei caçar a versão completa.

Fonte: Deadline

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Sonja e o Filho de Set

A editora Dynamite anunciou vai lançar a minisérie Red Sonja: Vulture’s Circle em janeiro do ano que vem. A revista traz a guerreira hirkaniana enfrentando o semideus Sutekh, filho do deus serpente Set, e criado em um “inominável ritual de sangue”.


© Dynamite

A aberração comanda um exército planejando conquistar o mundo hiboriano, até que seu caminho cruzará com o de Sonja – a personagem, mais velha, se aposentou da vida de mercenária e comanda uma escola para donzelas espadachins. Cabe a ela, junto com suas duas melhores estudantes e um sacerdote estígio renegado, parar a invasão setita.

São 32 páginas por US$ 3,99, com roteiro de Nancy A. Collins e Luke Lieberman e arte de Fritz Casas.

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Achei que ia apenas noticiar mais uma série em quadrinhos livremente baseada na obra do Robert E. Howard, como várias outras lançadas pela Dark Horse Comics e a própria Dynamite. Mas essa sinopse realmente me intrigou. Não pelo vilão, que derivados do Set aparecem o tempo todo, mas pela ideia de finalmente envelhecerem um pouco a Sonja e a deixarem criar raízes.

Conan começou e sempre foi popular tanto como monarca mal-humorado quanto como jovem inconsequente. Mas a Sonja nunca se deslocou no tempo – acredito nunca sequer ter visto ela nas histórias do cimério em sua meia-idade, bem como qualquer outra das damas de sua vida.

Se isso for realmente uma versão amadurecida da guerreira ruiva, fiquei absurdamente curioso em ver como será a história. Alguma transformação física também, ou apenas psicológica? Hora de pesquisar como são as revistas digitais da Dynamite, se é que existem.

Fonte: Dynamite

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Roubo de corpos no futuro de Park Chan-Wook

O diretor sul-coreano Park Chan-Wook (Oldboy) vai dirigir a ficção científica Second Born, sobre roubos de corpos e transferências de consciências através de chips. O longa deve ser produzido por uma empresa americana, dando continuidade à carreira ocidental de Park, iniciada com Segredos de Sangue no ano passado.


© Europa Films

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Bem, nada de imagens de divulgação, elenco ou sequer nomes reconhecíveis exceto pelo excelente Park Chan-Wook. Isso se chama dia sem notícias, quando você coloca algo de pouco impacto ou longe de se concretizar somente para não ficar sem publicar nada.

Provavelmente acabaria falando sobre o projeto – só não tão cedo. A essa altura ainda é muito provável que não dê certo, que mude drasticamente a sinopse, ou que o Park desista e vá fazer um dos filmes policiais que realiza tão bem.

A premissa do longa me lembra Altered Carbon, romance cyberpunk de Richard K. Morgan onde consciências são transportadas facilmente entre diferentes corpos, e crimes relacionados a essa prática são comuns. Li os dois primeiros da trilogia, e recomendo.

Fonte: Coming Soon

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Os capangas de Ultron

Após ser “pega de surpresa” com o vazamento do trailer de Vingadores: Era de Ultron, a Marvel Pictures não para de publicar novos clipes e variações do vídeo, inicialmente disponível em baixa qualidade. O mais recente é uma versão estendida da apresentação de Ultron, o vilão robótico criado pelo Homem de Ferro (aparentemente).


© Marvel

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Tenho certeza que vai ser tão divertido quanto ou mais que o original, mas o excesso do mesmo material está começando a cansar. A única cena de ação do vídeo é entre Stark e Banner, ou seja não vimos ainda do que o Ultron é capaz, apesar de todo mundo ficar tremendo de medo ao vê-lo. Ficou esquisito, confuso, mal explicado. Provavelmente vão culpar o “vazamento” do trailer não acabado, mas acho isso bobagem – duvido que não tenham feito isso propositalmente como alguma ação de marketing experimental.

E aposto que o próximo trailer vai mostrar o Ultron batendo no Thor ou Hulk.

Fonte: io9

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Phantasy Star continua vivo

A Sega publicou um longo vídeo de Phantasy Star Nova, título mais recente de sua franquia de RPGs, que deve ser lançado este mês no Japão, para PlayStation Vita. Entre os aspectos abordados estão a criação de personagens (aparentemente são três, incluindo humanos, robôs e um povo-gato), um sistema de compras e batalhas contra monstros gigantes.


© Sega

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Há quanto tempo não pensava na saudosa série Phantasy Star. Acompanhei meu irmão zerando o primeiro título, para o Master System, quando a Sega ainda fazia consoles. Joguei o 2 e o 4 no meu Mega Drive, e tentei o 3 com um cartucho alugado (caramba, como a locação de jogos era um mercado ativo), mas não entendi nada da interface. Acho que vou baixar os três em algum emulador de Genesis, matar um pouco as saudades.

Quanto ao vídeo acima: entendo terem abandonado o sistema de combate por turnos, já que ele provavelmente não funciona muito bem em um multiplayer com mais de duas pessoas. O que não entendi é a descaracterização dos personagens e ambientes. Se não fosse o título colado em cima, jamais teria identificado o vídeo como Phantasy Star. Cadê as bizarrices futurísticas/medievais típicas? Ou generalizaram demais, ou estão sendo influenciado somente pelos jogos que vieram depois, como Phantasy Star Online, que nunca vi de perto.

É uma pena lançarem somente para o Vita, gostaria de ver o treco no meu PC.

Fonte: Anime News Network

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Continuação confirmada para Evil Dead

O canal Starz divulga que vão lançar a série de 10 episódios Ash Vs. Evil Dead, uma continuação oficial dos filmes Uma Noite Alucinante. Bruce Campbell retorna como o protagonista, com Sam Raimi, o criador da trilogia original, escrevendo o roteiro e dirigindo pelo menos o primeiro episódio.


© Universal Pictures

De acordo com a sinopse, Ash, o herói com uma serra elétrica no lugar da mão, passou os últimos 30 anos fugindo de suas responsabilidades, mas precisa virar um herói novamente para enfrentar uma invasão mundial de Deadites, os monstros mortos-vivos da franquia. Lançamento previsto para o ano que vem.

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Não é que exatamente o que eu não queria ver, as aventuras do Ash aposentado, vão virar realidade? Como havia profetizado quando divulguei a uma HQ da Dynamite Comics recentemente, vão mesmo levar adiante uma continuação de Evil Dead com um protagonista beirando os 60 anos.

Um remake com outro ator no lugar do Campbell seria ridículo, já que o personagem é icônico demais (o filme recente inclusive colocou uma menina usando o nome/título Ash), então vão pelo lado da continuação. Espero que o Campbell perca uns 30 kg antes de realizar suas cenas de ação.

Se vão tentar faturar de qualquer modo em cima da franquia, poderiam ter criado novos personagens no mesmo universo, deixar o Ash fazer uma participação especial e tentar bolar uma história com um pouco de dignidade. O que esse projeto não aparenta ter muito, infelizmente.

Não que eu não vá assistir, é óbvio.

Fonte: Deadline

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